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Taylor Swift chegou a parar o show porque o povo pedia água

Durante seu show para mais de 60 mil pessoas ontem no Engenhão, a cantora Taylor Swift chegou a parar a presentação tal a agonia dos fãs à frente do palco pedindo por água. 

Taylor pediu à produção que providenciasse água porque o povo estava pedindo "Water, water", pelo calor excessivo. A sensação térmica no estádio estava em redor de 60º C. Uma jovem de 23 anos morreu e mais de mil pessoas precisaram de atendimento médico pelos efeitos do calor.

Em seu perfil no Instagram, a cantora Taylor Swift publicou nos stories seu sentimento sobre a morte da jovem universitária Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos.

Ana Clara, que cursava psicologia na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), em Mato Grosso, passou mal, foi levada para o Hospital Salgado Filho, mas não resistiu. A morte foi declarada como sendo causada por uma parada cardiorrespiratória, mas somente após o exame do Instituto Médico Legal teremos a causa definitiva.

 
"Não acredito que estou escrevendo essas palavras, mas é com o coração partido que digo que perdemos um fã hoje à noite, antes do show. Eu nem posso dizer o quão devastada estou por isso. Tenho poucas informações além do fato de que ela era incrivelmente linda e muito jovem.

"Não vou conseguir falar sobre isso no palco porque me sinto dominada pela tristeza quando tento falar sobre isso. Quero dizer agora que sinto profundamente essa perda e que meu coração partido está com sua família e amigos. Essa foi a última coisa que pensei que aconteceria quando decidimos trazer essa turnê para o Brasil."
Aqui, o momento em que Taylor Swift pede água à produção.


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Rios Voadores. Entenda a importância da Amazônia e por que seu futuro não diz respeito apenas aos habitantes da região

Rios Voadores

O que são os Rios Voadores e sua importância para a vida do planeta


A Amazônia não é apenas a maior floresta tropical que restou no mundo. Esse sem-fim de verde entrecortado por rios serpenteantes de tamanhos e cores variados também não se limita a ser a morada de uma incrível diversidade de animais e plantas. A floresta amazônica é também um motor capaz de alterar o sentido dos ventos e uma bomba que suga água do ar sobre o oceano Atlântico e do solo e a faz circular pela América do Sul, causando em regiões distantes as chuvas pelas quais os paulistas hoje anseiam. Mas o funcionamento dessa bomba depende da manutenção da floresta, cuja porção brasileira, até 2013, perdeu 763 mil quilômetros quadrados (km2) de sua área original, o equivalente a três estados de São Paulo. Antonio Donato Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), não aponta o dedo para culpados. O que importa para ele é reverter esse processo e não apenas zerar o desmatamento, mas recuperar a floresta. No relatório O futuro climático da Amazônia, divulgado no fim de outubro [de 2014], ele deixa claro que o único motivo para não se tomarem providências imediatas para reduzir o desmatamento é desconhecer o que a ciência sabe. Para ele, o caminho é conscientizar a população. “Agora é um bom momento porque as torneiras estão secando”, afirma.

Leia a matéria completa com muitos dados aqui e assista ao esclarecedor vídeo a seguir com Antonio Donato Nobre.






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Coca-Cola com coca, e o problema da água

Agora, após a divulgação do relatório do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), quando problemas do clima e da água voltam à pauta, vou trazer mais uma vez um assunto que abordei numa postagem aqui há quase um ano e que até agora não teve conseqüência.

Coca-Cola com coca?

Laudo do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento da Polícia Federal concluiu: a Coca-Cola do Brasil usa folhas de coca como matéria-prima na fabricação do extrato vegetal (também chamado de mercadoria nº 05) utilizado como um dos componentes na fabricação do seu refrigerante de cola.

Segundo a legislação de entorpecentes em vigor (DL 891, de 25/11/1938, itens 13 e 14), o uso de folhas de coca e suas preparações é terminantemente proibido no país, assim como a utilização de cocaína, seus sais e preparações. A lei faz distinção clara e cita todas as formas proibidas, tanto quanto ao uso, cultivo, transporte e comercialização. O item 13 abrange a folha de coca e suas preparações; o item 14 veta a utilização de cocaína, seus sais e preparações.
Ou seja: em estrito respeito à lei, a Coca-Cola não poderia ser comercializada no país.

Você arguto leitor, leu sobre o assunto em algum lugar?

A Coca limitou-se a um comunicado curto em que afirmava que há muito tempo não usava folha de coca em seu preparo.

No entanto, a agência peruana antidrogas, DEVIDA, disse que a companhia compra 115 toneladas de folha de coca do Peru e 105 toneladas da Bolívia por ano.

Evo Morales: Coca só para a Coca-Cola?

Em reportagem da BBC Brasil, publicada dia 22/12/2005 presidente boliviano Evo Morales (à época eleito, mas ainda não empossado) insistiu que a empresa compra a coca, apesar das informações de que o produto saiu da fórmula do refrigerante em 1929.

- "Se já retiraram esse ingrediente da Coca-Cola, então por que seguem comprando?"

Coca, Pepsi e a água da Índia

Em um dos comentários sobre a postagem, uma leitora que se identificou como Cláudia Gonçalves enviou-me um link de uma reportagem do Le Monde Diplomatique. Aquele link caducou, mas descobri o novo.

A reportagem do Diplô mostra um quadro aterrador, decorrente da utilização da água pela Coca e sua irmã siamesa, a Pepsi, no Kerala, na Índia, e a luta das mulheres do local contra as gigantes multinacionais.

As duas empresas possuem atualmente noventa “usinas de engarrafamento”, que são na realidade nada mais que “usinas de bombeamento”: 52 unidades pertencem à Coca-Cola e 38 à Pepsi-Cola. Cada uma delas extrai entre 1 milhão e 1,5 milhão de litros de água por dia.

Essas práticas resultaram na secagem de 260 poços, cuja escavação tinha sido garantida pelas autoridades para servir às necessidades de água potável e para a irrigação agrícola. Nesta região do Kerala – chamada “celeiro de arroz”, em razão de um rico ecossistema dotado de água abundante – os rendimentos agrícolas diminuíram 10%. O cúmulo é que a Coca-Cola redistribui aos camponeses, sob forma de esterco, os dejetos tóxicos produzidos por sua usina. Os testes efetuados, no entanto, mostraram que este esterco tem um forte teor de cádmio e de chumbo, substâncias cancerígenas.

Pergunto: será diferente aqui no Brasil? Você, arguto leitor, leu alguma reportagem a respeito?

Parece que antes do compromisso com o leitor vem o compromi$$o com o anunciante. Essa é a ética dos jornalões?