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Bolívia treina 10 mil estudantes para prevenir violência contra a mulher

Boliviana com filhinha nas costas

Policiais e universitários se uniram para capacitar jovens na prevenção da violência de gênero e contra crianças e adolescentes


Em El Alto, 10 mil estudantes receberam treinamento de 20 brigadas da Força Especial de Combate à Violência (FELCV), criada pelo governo Evo Morales.


    O diretor nacional da FELCV, Miguel Ángel Mercado, disse que as brigadas, compostas por policiais e universitários, se mudaram para 20 unidades educacionais e interagiram com os alunos.

    Ele disse que o combate a todas as formas de violência contra mulheres, crianças e adolescentes é uma política do governo, da polícia, da FELCV e da sociedade boliviana como um todo. [Fonte: ABI]

  
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Conheça Pussypedia, a enciclopédia que informa tudo sobre o que o nome diz

Ilustração da Pussypedia

No último 1 de julho, a artista e ilustradora mexicana María Conejo e a jornalista estadunidense Zoe Mendelson colocaram no ar a Pussypedia, uma enciclopédia sobre a pussy.

E por que a palavra pussy e não vagina, vulva ou outra qualquer, elas explicam:
Propomos um novo uso da palavra, inclusive de gênero e órgãos, que é "uma combinação de vagina, vulva, clitóris, útero, bexiga, reto, ânus e quem sabe, talvez alguns testículos". 

Estamos nos apropriando da palavra "pussy", porque gostamos! "Vagina" vem da palavra latina "vaina", que significa "o local em que se guarda a espada". Não concordamos com a ideia de que vaginas existem como objetos a serviço do pênis. Além disso, a palavra "vagina" refere-se apenas ao canal vaginal. Ao chamar tudo assim, ignoramos muitas outras partes importantes, incluindo tudo o que vemos do lado de fora, começando com o clitóris, que é feito dos mesmos tecidos que o pênis, tem um tamanho semelhante e é responsável pelos nossos orgasmos. (Oxalá não precisássemos nos referir aos pênis para falar sobre a importância do clitóris). Se apenas a chamamos de vulva, estamos ignorando a vagina e tudo o que há dentro dela. É por isso que estamos usando a palavra "pussy" para abranger o todo. 

Nós, as fundadoras da Pussypedia, somos mulheres cisgênero. As origens do site vêm da nossa própria curiosidade sobre nossos genitais e da alarmante falta de informações acessíveis e precisas sobre o assunto. O foco deste site nos órgãos genitais visa abordar essa falta de informação, mas não sugere que essa parte do nosso corpo define nosso sexo ou nosso gênero. Para ser claras, nossas pussies não nos fazem mulheres. Muitas pessoas com pussies não são mulheres e muitas mulheres não têm pussies. Se a informação que existe sobre mulheres de gênero cis é terrível, é ainda pior para pessoas trans, não binárias e intersexuais. O que criamos até agora é apenas o começo e de modo algum abrange o leque de perspectivas e experiências que existem. Nem o modelo 3D em sua forma atual reflete a diversidade de configurações anatômicas existentes. Esperamos um dia ter um modelo que reflita essa diversidade! As pessoas podem ter diferentes configurações anatômicas e consideramos essa diversidade de combinações "pussies".
O site é bilíngue, com informações em inglês e espanhol, por enquanto. Logo teremos brasileirxs colaborando e trazendo as informações para nosso idioma.

Mas é um site muito bem feito e o Google Tradutor está aí mesmo para ajudar, enquanto isso não acontece.

Fonte original: Pagina 12.



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Gangue cor-de-rosa dá surra em homens na Índia

Gulag Gang, foto BBC

Cansadas de maus-tratos, mulheres se uniram, formaram a Gulag Gang (Gangue cor-de-rosa) e resolveram partir para o braço. Elas são as vingadoras da cidade de Banda, no norte da Índia.

Segundo a BBC, o grupo existe há dois anos e surgiu em reação às surras e maus-tratos cometidos por homens, além de combater a corrupção na distribuição de comida para os pobres.

Armadas com varas e machados (!!!), elas não querem mudar o status quo, apenas serem tratadas com um pouco mais de dignidade.

O grupo também não se considera feminista. As mulheres dizem que já devolveram 11 meninas que foram expulsas de casa aos maridos porque "mulheres precisam de homens para viver junto". (leia reportagem completa da BBC Brasil aqui)

Mas se o homem não se comportar, a Gulag Gang veste seu sári cor-de-rosa e parte para o ataque.

A música-tema delas deveria ser aquela da Rita Lee:

Por isso, não provoque,
é cor-de-rosa choque!

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Coca-Cola com coca, e o problema da água

Agora, após a divulgação do relatório do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), quando problemas do clima e da água voltam à pauta, vou trazer mais uma vez um assunto que abordei numa postagem aqui há quase um ano e que até agora não teve conseqüência.

Coca-Cola com coca?

Laudo do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento da Polícia Federal concluiu: a Coca-Cola do Brasil usa folhas de coca como matéria-prima na fabricação do extrato vegetal (também chamado de mercadoria nº 05) utilizado como um dos componentes na fabricação do seu refrigerante de cola.

Segundo a legislação de entorpecentes em vigor (DL 891, de 25/11/1938, itens 13 e 14), o uso de folhas de coca e suas preparações é terminantemente proibido no país, assim como a utilização de cocaína, seus sais e preparações. A lei faz distinção clara e cita todas as formas proibidas, tanto quanto ao uso, cultivo, transporte e comercialização. O item 13 abrange a folha de coca e suas preparações; o item 14 veta a utilização de cocaína, seus sais e preparações.
Ou seja: em estrito respeito à lei, a Coca-Cola não poderia ser comercializada no país.

Você arguto leitor, leu sobre o assunto em algum lugar?

A Coca limitou-se a um comunicado curto em que afirmava que há muito tempo não usava folha de coca em seu preparo.

No entanto, a agência peruana antidrogas, DEVIDA, disse que a companhia compra 115 toneladas de folha de coca do Peru e 105 toneladas da Bolívia por ano.

Evo Morales: Coca só para a Coca-Cola?

Em reportagem da BBC Brasil, publicada dia 22/12/2005 presidente boliviano Evo Morales (à época eleito, mas ainda não empossado) insistiu que a empresa compra a coca, apesar das informações de que o produto saiu da fórmula do refrigerante em 1929.

- "Se já retiraram esse ingrediente da Coca-Cola, então por que seguem comprando?"

Coca, Pepsi e a água da Índia

Em um dos comentários sobre a postagem, uma leitora que se identificou como Cláudia Gonçalves enviou-me um link de uma reportagem do Le Monde Diplomatique. Aquele link caducou, mas descobri o novo.

A reportagem do Diplô mostra um quadro aterrador, decorrente da utilização da água pela Coca e sua irmã siamesa, a Pepsi, no Kerala, na Índia, e a luta das mulheres do local contra as gigantes multinacionais.

As duas empresas possuem atualmente noventa “usinas de engarrafamento”, que são na realidade nada mais que “usinas de bombeamento”: 52 unidades pertencem à Coca-Cola e 38 à Pepsi-Cola. Cada uma delas extrai entre 1 milhão e 1,5 milhão de litros de água por dia.

Essas práticas resultaram na secagem de 260 poços, cuja escavação tinha sido garantida pelas autoridades para servir às necessidades de água potável e para a irrigação agrícola. Nesta região do Kerala – chamada “celeiro de arroz”, em razão de um rico ecossistema dotado de água abundante – os rendimentos agrícolas diminuíram 10%. O cúmulo é que a Coca-Cola redistribui aos camponeses, sob forma de esterco, os dejetos tóxicos produzidos por sua usina. Os testes efetuados, no entanto, mostraram que este esterco tem um forte teor de cádmio e de chumbo, substâncias cancerígenas.

Pergunto: será diferente aqui no Brasil? Você, arguto leitor, leu alguma reportagem a respeito?

Parece que antes do compromisso com o leitor vem o compromi$$o com o anunciante. Essa é a ética dos jornalões?