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Deu ruim. Jornalista tenta enquadrar presidente e leva invertida histórica

Deu ruim. O jornalismo das grandes corporações está habituado a subir o tom nas entrevistas, como se o entrevistado tivesse que colocar entre parênteses sua dignidade apenas para aproveitar o "generoso espaço" cedido pela rede. Ainda mais se o entrevistado é o presidente de um pequeno país. 

Mas, às vezes, o entrevistado não aceita o papel de súdito que tentam lhe impor e contra-ataca magistralmente, como  fez o presidente da Guiana, Irfaan Ali, ao ser entrevistado no programa Hard Talk, da BBC, pelo apresentador Stephen Sackur.

Assumindo o papel de colonizador, como se ainda estivesse lidando com um súdito da ex-colônia britânica, Sackur quis dar uma lição sobre problemas climáticos ao presidente Ali, criticando a opção do país de explorar as recém descobertas e bilionárias reservas de petróleo da Guiana, que a transformaram na "Dubai" da América do Sul. 

Com a descoberta de imensas reservas de petróleo, estimadas em 17 bilhões de barris — maiores que as do Brasil, estimadas em 14 bilhões — , a Guiana vive um boom econômico.

Citando relatórios, Sackur disse que a extração de petróleo e gás vai aumentar em dois bilhões de toneladas as emissões de carbono na costa da Guiana.

Com uma ironia tipicamente britânica, o apresentador perguntou se o presidente da Guiana havia participado da recente cúpula climática em Dubai, a COP28, quase o tratando de alienado climático. Foi interrompido por Ali:

"Deixe-me interrompê-lo aqui. Você sabia que a Guiana tem uma cobertura florestal do tamanho da Inglaterra e da Escócia juntas? Uma floresta que armazena 19,5 gigatoneladas de carbono. Florestas que mantivemos vivas."

Sackur tentou reagir, mas o presidente Irfaan Ali seguiu rebatendo com argumentos as acusações costumeiras das chamadas grandes nações do Ocidente, que quase destruíram o planeta e agora querem ensinar os países em desenvolvimento o que devem ou não fazer, enquanto continuam queimando petróleo à vontade.

Como o presidente Lula, que durante a COP28 chamou os países desenvolvidos à responsabilidade, o presidente da Guiana deu uma lição ao antigo colonizador.

Assista ao verdadeiro massacre.

 



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Derrota de Trump nos EUA pode apressar fim de Bolsonaro e de seu projeto de nova ditadura

Reportagem da correspondente da BBC News Brasil em Washington, Mariana Sanches, revela que em 2015, o então vice-presidente de Obama e atual favorito para vencer as eleições dos EUA deste ano, Joe Biden, entregou à presidenta Dilma documentos do governo dos Estados Unidos que mostram tortura e assassinatos cometidos pela ditadura civil-militar brasileira. Na ocasião Biden foi enfático em defesa da democracia e dos direitos humanos, palavras que causam verdadeiro pavor em Jair Bolsonaro.

A derrota de Trump, de quem os Bolsonaro são bajuladores, e a eleição de Biden podem apressar o fim do governo Bolsonaro e de seu projeto de implantar uma nova ditadura no Brasil.
 
O efeito pode ser semelhante ao que provocou a eleição de Jimmy Carter, em 1978, que, com sua política de direitos humanos e restrições à ditadura, apressou seu fim, retirando-lhe o apoio.
 
O Brasil sob Bolsonaro já é um pária internacional, sem o apoio de Trump vai ficar falando sozinho, o que para ele não faz diferença alguma, mas para os demais militares, já no governo ou ainda não, fará muita.
 
Nossos militares são subservientes (eles se dizem "alinhados") aos EUA, e sem o apoio daquele país tendem a recolher as tropas e deixar Bolsonaro e os filhos na mira da Justiça, tendo que se defender da corrupção, chamada de rachadinha, praticada pela família ao longo dos anos.
 
Veja a íntegra da reportagem da BBC no vídeo a seguir.




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Imagens aéreas feitas pela BBC mostram incêndios na Amazônia, no início da temporada de queimadas


Impressionante as imagens da devastação pelo fogo e pela fumaça de vasta área da Amazônia, feitas por uma equipe da BBC.

São quilômetros e quilômetros de devastação capturados no último mês de julho  início da temporada de queimadas na região, que tem seu apogeu nos meses de agosto e setembro.

Incentivados por Jair Bolsonaro, que pôs como ministro do Meio Ambiente um homem condenado por crime ambiental, Ricardo Salles, e incentiva mineração e invasão de áreas indígenas para a exploração de madeira, plantação de soja e criação de gado.
Dados oficiais do Brasil mostraram um grande aumento no número de incêndios na região amazônica em julho em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Os números mais recentes levantam preocupações sobre a repetição dos enormes incêndios que chocaram o mundo em agosto e setembro do ano passado.

"É um sinal terrível", disse Ane Alencar, diretor de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, à agência de notícias Reuters.
"Podemos esperar que agosto já seja um mês difícil e setembro seja pior ainda." [Fonte: BBC]




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Brasil é o país mais preocupado com a concentração da mídia

A BBC mundial fez um a pesquisa que confirma tudo aquilo que vimos afirmando aqui. O resultado está publicado no site da BBC Brasil.

Uma pesquisa feita com mais de 11 mil entrevistados, mostra que 80% dos brasileiros estão preocupados com a excessiva concentração da mídia, que no Brasil está nas mãos de apenas sete famílias.

Eles acreditam que esse controle pode levar à “exposição das visões políticas” de seus donos no noticiário.

Por que será, né?

A pesquisa foi feita em 14 países, e na América Latina foram entrevistadas pessoas do Brasil, México e Venezuela.

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