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Enquanto mais de 20 milhões passam fome no Brasil, Procuradores ganham quase meio milhão de reais em um mês


Esta imagem mostra o quanto alguns procuradores da República faturaram apenas no mês de dezembro passado. Entre eles, o procurador de deus, Deltan Dallagnol, marcado em laranja. O criador do PowerPoint do Lula, recebeu R$ 398.702,44 brutos. E nem foi o que mais meteu a mão na indecente bolada. Acima dele, todos receberam mais de R$ 400mil em dezembro.
 
Não há o que justifique uma grana dessas para uma função importante, sem dúvida, mas com um valor totalmente despropositado para um país com mais de 20 milhões de pessoas passando fome e com um salário mínimo de pouco mais de mil reais. 
 
O que significa que o ganho de um Dallagnol em um único mês é maior do que uma vida de 30 anos de salários de um trabalhador que receba salário mínimo.
 
Tudo contra a Constituição, que prega que ninguém pode receber mais do que um ministro do STF, pouco menos de R$ 40 mil.
 
Um levantamento feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP), organização de pesquisa e fortalecimento da gestão pública, mostra que além destes procuradores, um total de 25 mil profissionais dentro de um universo de 11 milhões de trabalhadores ligados aos governos federal, estaduais e municipais, recebem ilegalmente acima do teto constitucional. [Fonte]
 
São  R$ 2,6 bilhões desviados dos cofres públicos todos os anos – considerados apenas os valores acima dos R$ 39,2 mil do teto.
 
É fazer valer a lei. Inclusive mandando devolver o que receberam a mais.




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Nova Vaza Jato mostra que Dallagnol trabalhou para impeachment de Gilmar Mendes


Vaza Jato revela bastidores de uma trama da Lava Jato para conseguir o impeachment do ministro


O procurador de deus, Deltan Dallagnol, não é fácil. Com aquele jeitinho de coroinha da novela das seis, ele conspirava nos bastidores da Lava Jato para ganhar dinheiro com palestras, detonar o PT e Lula e até derrubar os obstáculos à sua frente, ainda que um deles fosse um dos mais poderosos membros do STF, o ministro Gilmar Mendes.

Nova reportagem da Vaza Jato, desta vez uma parceria do Intercept com o UOL, mostram uma conspiração montada por um advogado com interesses na Petrobras, uma procuradora da Lava Jato e seu ídolo, Dallagnol, numa tramoia "secreta" ("Ninguém pode saber que olhamos se não enfraquece") para conseguir o impeachment de Mendes.


A reportagem mostra que a procuradora da Lava Jato Thaméa Danelon, do MPF em São Paulo, recebeu um pedido do advogado Modesto Carvalhosa para ajudá-lo a escrever uma petição de impeachment contra o ministro do STF Gilmar Mendes.

Carvalhosa tem uma ação de pequenos acionistas contra a Petrobras no valor de R$ 80 bilhões. Para ver que de Modesto o Carvalhosa não tem nada...

O incrível é que o procurador de deus adorou a ideia ("Sensacional") e até se ofereceu a fazer a redação final para a procuradora, que está cotada para auxiliar o novo PGR Aras...
13:59:52-Deltan: Se quiser olhamos depois de Vc redigir
13:59:53-Thamea: Eba!!!! Obrigada!!!
13:59:57-Thamea: Já estou escrevendo!!!
14:00:11-Thamea: Quero sim!!! Lógico!! Obrigada!!
Na época do catecismo, seria enorme a quantidade de paisnossos e avesmarias que o coroinha de novela teria que rezar para expurgar seus pecados. Vamos ver se pelo menos um processo e sua demissão do serviço público sai agora para o procurador de deus, que, nos bastidores, como Fausto diante de Mefistófeles, rende-se ao capeta para conseguir o que quer...


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Dallagnol usou imprensa para torturar investigado da Lava Jato e fazê-lo delatar


Ao contrário do que sempre afirmou, o procurador de deus usou vazamento para imprensa como arma para forçar delação


Nova fase da Vaza Jato desmente mais uma vez palavras do procurador de deus, Deltan Dallagnol, que cansou de afirmar que jamais usara de vazamentos, que a Lava Jato não vazava etc.

Diálogos divulgados pelo Intercept Brasil mostram que Dallagnol vazou, sim, para jornalista do Estadão uma informação com o intuito de desestabilizar um investigado, Bernardo Freiburghaus, apontado como operador de propinas da Odebrecht.

O nível de crueza do procurador de deus é tal, que se aproxima da tortura, já que ele confessa [confira na imagem acima], num dos diálogos vazados, que pretendia colocar o investigado "de joelhos e oferecer redenção".

Isso não é coisa de deus, para ficar na área de Dallagnol...
Outro dos procuradores da Lava Jato, Carlos Fernando Santos Lima, confirma em outro diálogo que usava vazamentos como arma.
Nem sei do que está falando, mas meus vazamentos objetivam sempre fazer com que pensem que as investigações são inevitáveis e incentivar a colaboração.
Vazamento, quebra do sigilo das investigações, tortura psicológica, operações coordenadas pelo juiz Moro, não investigação de "amigos" ou parceiros da Operação, como FHC e Silvio Santos...

Nada mais falta para que a Lava Jato seja considerada e julgada por aquilo que é: uma operação política destinada a fins políticos de interferir na vida política do país.

Leia a reportagem completa no site do The Intercept Brasil.


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Nova Vaza Jato mostra que medo de crise no sistema e de perder a boquinha das palestras barrou investigação contra grandes bancos



Vaza Jato revela por que a Lava Jato nunca investigou os grandes bancos


Nova reportagem da Vaza Jato, desta vez numa parceria entre o Intercept e o El País, mostra que Deltan Dallagnol faturou, e muito, com palestras para grandes bancos.

Mostra também que os procuradores, tão valentes em destruir a reputação do melhor presidente da história do Brasil, segundo pesquisa popular, e em destruir nossas gigantes empreiteiras, em benefícios das estadunidenses, tinham medo do tamanho dos bancos, do risco de uma grande crise.

Como poderiam ter medo de crise, se eles provocaram com medidas espetaculares, prisões de cinema, a paralisação e a comoção no país?
Nada disso, o medo que eles tinham é de que o poder dos bancos, que são quem no fim e no fundo mandam no Brasil e no mundo (o Mercado), desse um basta na Lava Jato. E também o medo de perder umas palestras bem remuneradas para chegar aos 400k, não é, Dallagnol?
“O Banco, na verdade os bancos, faturaram muuuuuuito com as movimentações bilionárias dele”. A frase é do procurador Roberson Pozzobon, da força-tarefa de Curitiba da Operação Lava Jato, escrita numa troca de mensagens com seus colegas em 16 de outubro do ano passado. Pozzobon se refere às movimentações financeiras do empresário e lobista Adir Assad, condenado por lavagem de dinheiro, acusado de envolvimento em diversos escândalos de corrupção, incluindo o da Petrobras. Em conversas pelo Telegram, obtidas pelo The Intercept e analisadas em conjunto com o EL PAÍS, os procuradores debatiam o caso de Assad. Eles sabiam que o doleiro havia aberto uma conta no Bradesco nas Bahamas para lavar dinheiro “a rodo”. E que, em 2011, o Compliance Officer, setor responsável por fazer o banco cumprir normas legais, teria alertado o Bradesco de que havia algo errado com essa conta. “E o que o Bradesco fez?”, perguntou Pozzobon. “Nada”, ele mesmo responde.
Antes das negociações com Palocci, porém, os procuradores já levantavam a tese de que os bancos lucraram com a corrupção, preferindo o silêncio ao escrutínio de movimentações suspeitas, como mostra o diálogo no início deste texto. Embora a hipótese parecesse plausível, a força-tarefa estabeleceu como estratégia fazer acordos com essas instituições, em vez de investigá-las esmiuçando seu modus operandi, a exemplo do que foi feito com as empreiteiras. É o que se constata no documento “Ideias e Metas FTLJ 2017_2018” [imagem acima], enviado em um dos chats em 2016, que trazia um resumo das ações futuras para cercar as empreiteiras, bancos, doleiros e políticos. Nessa lista, constavam nomes, como o da ex-presidenta Dilma Rousseff e o de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da estatal Dersa e acusado de ser o operador financeiro do PSDB. Para empreiteiras, a meta era apresentar ações penais já que era “necessário responsabilizar todas as empresas”. No caso dos bancos, no entanto, descreve-se o objetivo de fazer acordos “a título de indenização por lavagem de dinheiro e falhas de compliance”. Essa opção, segundo conversa entre os procuradores, levava em conta o chamado "risco sistêmico", conceito financeiro que supõe um possível efeito dominó para a economia. [Leia a reportagem completa no El País]
Em maio de 2017, publiquei aqui no Blog este vídeo, onde estranhava o silêncio da Lava Jato sobre os bancos. Agora sabemos o porquê.






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