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Sou Botafogo, e a torcida do Flamengo só me traz alegria


A torcida do Flamengo só me traz boas recordações de minha adolescência alvinegra


Os torcedores do Flamengo – a maior parte das vezes de forma involuntária, e mesmo a contragosto – fazem a alegria dos adversários.

A torcida do Urubu é responsável por um dos períodos mais felizes da minha vida. E conto por quê.

Pra início de conversa, sou botafoguense. Não sou fanático por futebol, nem nunca fui – passava apenas, naquela época da minha vida a que me referi, 24 horas por dia pensando e falando sobre futebol. Mas – é como diz o bebum – na hora em que quisesse parar, eu parava.

Mas, tergiverso. Dizem que o futebol nasceu na Inglaterra. Mas o que os ingleses inventaram foram as regras do futebol. O futebol nasceu em 1904, como já afirmei aqui, com o nascimento do Botafogo. Sem fanatismo, é uma constatação e está fundamentada neste link.

Na minha adolescência o Botafogo ainda estava no apogeu. E o início do declínio do Botafogo coincidiu com o final de minha adolescência, o que me fez abandonar de vez o vício futebolístico e me poupou de muito sofrimento inútil - se há sofrimento inútil, quando se trata de futebol.

Mas eu dizia que a torcida do Flamengo me proporcionou muitas alegrias, e basta verificar os resultados dos jogos entre os dois times na década de 60 para descobrir o porquê.

Dia de jogo contra o Urubu era aquela farra. Ia para o Maracanã com meus amigos. Não preciso dizer que a maioria deles era flamenguista, preciso? E palpitava em seus corações aquela esperança de que naquele dia o Flamengo devolveria com juros e correção monetária os sofrimentos anteriores. Para mais uma vez, ao apito final do juiz, renderem-se ao óbvio: vitória do Botafogo, 1-2-3, o Flamengo é freguês.

Mas - como o coração - o futebol tem razões que a própria razão desconhece. A paixão dos Urubus pelo esporte que tão precariamente praticavam, ao invés de diminuir, crescia. O amor da torcida pelo Flamengo, invertendo a mão de Camões, era um Botafogo que arde, só de vê-lo/ ferida que se sente, sem doer/ um contente descontentamento.

Eram naquela época, e continuam a ser, a maior torcida do Brasil. Esta é a grande contribuição do Flamengo para o futebol brasileiro, sua torcida maravilhosa. Já no futebol, na bola rolando, as contribuições do Urubu para o Brasil na Copa resumem-se à má colocação de Júnior na de 82 - que propiciou o gol da vitória da Itália - e ao pênalti perdido por Zico, na Copa de 86. Ambas resultaram na eliminação do Brasil. É preciso falar mais?

Mas, pelas enormes alegrias que me proporcionou, sou eterno devedor da torcida do Flamengo, por isso fico feliz com seu título na Libertadores. Embora com Jesus como treinador e Deus como auxiliar técnico, a conquista fosse uma obrigação.


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Feliz Aniversário, Garrincha! Show de bola na final do Carioca de 1962, contra o Flamengo



BOTAFOGO 3 x 0 FLAMENGO
Data: 15 / 12 / 1962
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Público: 158.994 (147.043 pagantes)
Árbitro: Armando Marques
Gols: 1° tempo: Botafogo 2 a 0, Garrincha e Vanderlei (contra); Final: Botafogo 3 a 0, Garrincha
Botafogo: Manga, Paulistinha, Jadir, Nílton Santos e Rildo; Ayrton e Édison; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Técnico: Marinho Rodrigues.
Flamengo: Fernando, Joubert, Vanderlei, Décio Crespo e Jordan; Carlinhos e Nelsinho; Espanhol, Henrique, Dida e Gérson. Técnico: Flávio Costa.
Obs: Dida e Paulistinha foram expulsos.
Fonte: Jornal dos Sports de 16-12 e 28-12-1962.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

A torcida do Flamengo só me dá alegria

Há um buchicho na cidade. Dizem que se Romário vier a fazer seu milésimo gol hoje em cima do Flamengo, a torcida do Urubu vai comemorar e repetir um antigo grito de guerra, da época em que o Baixinho jogou por lá:

- Uh-hu-hu, Romário é urubu!

Não me surpreenderia nem um pouco com isso. Os torcedores do Flamengo – a maior parte das vezes de forma involuntária, e mesmo a contragosto – fazem a alegria dos adversários.

A torcida do Urubu é responsável por um dos períodos mais felizes da minha vida. E conto por quê. (Clique aqui e continue a leitura no Blog do Mello - Crônicas, que é atualizado sempre aos domingos)