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John Textor. Dono do Botafogo é um Ted Lasso às avessas. Investiu US$ 1 bi e fracassou geral

Talvez inspirado pela saga de Ted Lasso, personagem que deu nome à série da Apple TV, que conta a história de um treinador de futebol americano que foi treinar um time de futebol na Premier League sem entender nada de futebol e foi um vencedor, o bilionário estadunidense John Textor resolveu investir 1 bilhão de dólares em futebol e quebrou a cara. Pelo menos esportivamente.

Dono de quatro times pelo mundo — além do Botafogo no Brasil, o Lyon na França, o Cristal Palace, na Inglaterra e o RWD Molenbeek na Bélgica, Textor viu seus times fazerem campanhas pífias.

A exceção parecia ser o Botafogo, que liderou quase 90% do campeonato brasileiro, chegou a botar 13 pontos de vantagem sobre o segundo colocado e depois parou no mesmo lugar, emendando um fracasso no outro, numa das campanhas mais vergonhosas da história do futebol. Só terminou em quinto lugar porque o campeonato acabou e ele não tinha como descer mais.

Os outros times também não foram bem das pernas. O Lyon , que já foi heptacampeão francês, de 2001 a 2008, comprado por Textor no ano passado está em último lugar no campeonato deste ano, com campanha parecida com a do Botafogo do segundo turno: duas vitórias, quatro empates e nove derrotas.

O Crystal Palace está em 15º (em 20) lugar no campeonato inglês com quatro vitórias, quatro empates e oito derrotas.

E o RWD Molenbeek está em 11º (em 16) lugar no campeonato belga com quatro vitórias, seis empates e sete derrotas.

 No entanto, Textor continua vendendo otimismo e avisando que ano que vem será diferente. Ele ainda espera ter o sucesso de seu compatriota Ted Lasso, embora os mais céticos (especialmente os botafoguenses) saibam que há um abismo entre a ficção e a realidade. E que esse abismo é povoado de mutretas, maracutaias, golpes, espertalhões, políticos, que fazem corar até o mais esperto dos bilionários.

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VÍDEO: Humorista Helio de La Peña, que é botafoguense, zoa a campanha louca do time no Brasileirão

O Brasil inteiro assistiu e ainda está assistindo à campanha insana do Botafogo no Brasileirão 2023. O time abriu 13 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, tinha o melhor ataque e a defesa menos vazada e, de repente, começou a não ganhar mais nada e, pior, entregar resultados nos últimos minutos, a ponto de hoje estar em segundo lugar, dependendo de derrotas do Palmeiras e de voltar a vencer para ser campeão.

Com um humor típico botafoguense, o ex-casseta Helio de La Peña conta um pouco dessa saga alvinegra de desfecho imprevisível. 

Em seu perfil no X, ele escreveu:

“Esse sentimento ninguém entende!” Nunca esse canto da torcida fez tanto sentido quanto agora. O botafoguense é cascudo, é resiliente. Mas a gente tá sendo posto a prova. Dessa vez, passamos todos os limites. Nem o pior dos carrascos da ditadura conceberia tortura maior para uma torcida. Não adianta, a gente vai continuar gritando: “Vou te apoiar até o final!”

 



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Flávio Dino mostra que é botafoguense raiz e desabafa nas redes


Ministro da Justiça e nome indicado por Lula para a vaga da ex-ministra Rosa Weber no STF, Flávio Dino é torcedor do Botafogo, como mostra esta foto em que ele está ao lado de Túlio Maravilha, autor do gol do título do Campeonato Brasileiro de 1995, que o Botafogo está tentando vencer novamente, após longos 28 anos.

E ser torcedor do Botafogo é saber conviver com o contraditório do preto e branco, como o ministro mostrou várias vezes em depoimentos no Congresso, onde deu show. E saber que há o lado da alegria e da tristeza, da derrota e da vitória.

Por isso, embora todos já estejam dando o Botafogo como carta fora do baralho, principalmente pelas atuações pífias do time entregando jogos nos minutos finais, Flávio Dino fez questão de cravar em seu perfil no X, ex-Twitter, que o Botafogo ainda tem chances, o campeonato não acabou.
Ser botafoguense é uma emoção única. Depois dos últimos inacreditáveis jogos, resta sorrir e seguir. Penso nas dissertações e teses acadêmicas que o nosso Glorioso, em sua campanha de 2023, propiciará. E ainda temos duas partidas em que, realmente, tudo pode acontecer.
Como há coisas que só acontecem com o Botafogo, por que não imaginar novo plot twist em que as coisas voltem a ser como no primeiro turno, onde tudo dava certo para o Botafogo e errado para os rivais?

Nos filmes românticos, há sempre uma quebra de expectativa perto do fim, como, por exemplo, em "Um Lugar Chamado Notting Hill". Na cena em que o personagem de Hugh Grant diz à estrela de Hollywood, interpretada por Julia Roberts, que não vai aceitar o pedido dela de que fiquem juntos, pois vivem em mundos diferentes, parece que tudo acaba para eles ali. Mas há uma reviravolta, eles se reconectam e ficam juntos com um final feliz.

Quem sabe não acontece assim com o Botafogo? Como diz o ministro Dino, "ainda temos duas partidas em que, realmente, tudo pode acontecer". 

E, quando é o Botafogo que está em jogo, tudo quer dizer tudo mesmo, porque há coisas que só acontecem com o Botafogo, como escreveu o poeta e cronista botafoguense Paulo Mendes Campos.



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Que Botafogo entrará em campo hoje: o preto com listras brancas ou o branco com listras pretas?

Essa é a expectativa do torcedor alvinegro e dos candidatos ao título do Brasileirão 2023 também: qual time do Botafogo entrará em campo hoje?

O que terminou o primeiro turno disparado na liderança, que chegou a ter 13 pontos de vantagem sobre o segundo colocado?

Ou o time que é o penúltimo colocado no segundo turno?

O time que não perdia uma dentro do tapetinho do Nilton Santos?

Ou o time que não venceu nenhuma das últimas cinco partidas em casa: empatou duas e perdeu três?

O Botafogo do primeiro tempo contra o Palmeiras, quando saiu com um placar favorável de 3 a 0 e um show de bola?

Ou o Botafogo do segundo tempo contra o Palmeiras (e também contra Grêmio e Vasco), quando levou a incrível virada repetida dias depois contra o Grêmio?

Como estará o time vendo a liderança escapar entre os dedos, com a defesa batendo cabeça, por mais que o ataque ainda consiga fazer gols?

Como reagirá diante da última partida de Lúcio Flávio no comando do time, jogando com garra e mostrando que ele não é o culpado de tudo, ou deixando acontecer para provar que a culpa é do técnico mesmo?

Que Botafogo entrará em campo hoje contra o Bragantino? 

A resposta pode valer o Brasileirão de 2023.


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Há coisas que só acontecem com o Botafogo. Às vezes em dobro e em seguida

Animado com os sinais dos deuses vindos da noite anterior, quando dois de seus adversários mais próximos perderam seus jogos, o torcedor do Botafogo, que é antes de tudo um cético, animou-se com um gol alvinegro logo no início do jogo contra o Grêmio ontem em São Januário. 1 a 0.

Parecia que dessa vez ia, o time havia tomado uma injeção de ânimo com as derrotas de Palmeiras e Bragantino na quarta.

Mas a boa expectativa não demorou muito. Logo, o Grêmio empatou, com um jogador entrando sozinho em meio a toda a defesa do Botafogo e conseguindo chutar sem defesa no canto. 1 a 1.

Foi um mau presságio. Mas não pareceu mais do que isso, quando o Botafogo voltou a dominar o jogo, controlar as ações, praticamente sufocando o Grêmio por quase todo o primeiro tempo. 

Que culminou com o chute de Diego Costa, o rebote do goleiro e novo gol de Junior Santos, o alegre destrambelhado que tem sido o grande artilheiro e força atacante do time.

Fomos para o vestiário vencendo e começamos o segundo tempo ampliando a vantagem logo de cara. Golaço de Marlon, que não havia feito um único gol no Brasileirão, Botafogo 3 a 1.

A torcida foi ao delírio. Eram os sinais. Era nossa hora. O Grêmio queria chegar aos nossos 59 pontos, mas estava perdendo de 3 e um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

A não ser que seja em cima do Botafogo. Nossa defesa parece que nunca ouvira falar de um dos maiores artilheiros do mundo, o uruguaio Luis Suárez, e o deixou à vontade. Ele fez três gols e quase fez mais dois, sem ser importunado, sempre desmarcado.

Será que a única informação que tinham de Luisito Suárez era sobre a mordida que deu em outro jogador (o italiano Chiellini, no jogo Uruguai e Itália, na Copa de 2014) e por isso se afastavam dele com medo de uma receberem uma?

A verdade é que um raio caiu pela segunda vez em cima do Botafogo, que, novamente, jogando em casa, vencendo por 3 a 0 e 3 a 1 deixou o adversário virar o jogo. Grêmio 4 a 3.

Para o cético e ao mesmo tempo supersticioso torcedor do Botafogo caiu a ficha. O campeonato vai ser no "modo Botafogo", ou seja, sofrido até os últimos minutos.
 
Estava fácil demais. Nós mesmos não acreditávamos quando estávamos 13 pontos à frente do segundo colocado e o time enfileirava vitória em cima de vitória.
 
Esse não era o Botafogo a que nos acostumamos nas últimas décadas. Torcíamos para um time de preto com listras brancas e não para o time de branco com listras pretas que liderava o campeonato.

Agora que tudo está claro, e que apesar de um empate e quatro derrotas nos últimos cinco jogos ainda somos líderes e com um jogo a menos, vem a certeza: será sofrido, será ao "modo Botafogo", mas será. 


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Fantasma de 1971 assombra Botafogo

Em 1971, como neste 2023, o Botafogo abriu imensa vantagem sobre os demais times. Não era o Brasileirão, que nem havia nesse formato naquela época. Era o Campeonato Carioca. 

O Botafogo tinha um time tão bom e superior aos outros que era chamado de Selefogo. O Brasil havia acabado de se tornar tricampeão mundial no ano anterior e quatro jogadores daquela seleção jogavam no Botafogo: o capitão Carlos Alberto, o zagueiro Brito e os atacantes Jairzinho e Paulo Cesar Lima ou Caju.

Disparado na frente da tabela, todos já consideravam o Botafogo campeão, quando o time parou, de repente. Despreocupado com a larga vantagem, foi perdendo pontos preciosos aqui e ali, até que, antes da decisão com o Fluminense, perdeu para o Flamengo (a quem havia vencido no primeiro turno por 2 a 0) e empatou com América e Bonsucesso.

Ainda assim, na final o Botafogo tinha a vantagem do empate. E tudo parecia certo com o 0 a 0 no placar. 

Até que, aos 42' do segundo tempo, veio outro fator que guarda semelhança com os dias de hoje. Erro de arbitragem. Numa batida de escanteio, o lateral esquerdo do Fluminense empurra o goleiro do Botafogo, que solta a bola nos pés do ponta-esquerda Lula, que só tem o trabalho de empurrar para as redes. 1 a 0, Fluminense campeão, contra todos os prognósticos.

Marco Antonio empurra o goleiro Ubirajara

O Botafogo de 2023 parece ir pelo mesmo caminho. Embora com história em tudo diferente. Sem craques como o time de 1971, o Botafogo apostou no conjunto, que vinha sendo trabalhado há um bom tempo, e se aproveitou que os times mais fortes da competição estavam se dedicando a outras competições, como Copa Brasil, Sul-Americana e Libertadores.

Uma série de erros, não apenas dos jogadores, começou a virar o vento, que parecia empurrar o Botafogo para um campeonato tranquilo, onde chegou a botar 13 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

Com a ida do técnico que formou o time, Luis Castro, para o exterior, o Botafogo acabou optando por outro treinador português, Bruno Lage, que por pura vaidade resolveu mudar o estilo de jogo do time.

A equipe caiu de produção, começou a perder jogos, e os dirigentes a seguir cometeram um grande erro, que pode custar o campeonato. 

Após a derrota para o Flamengo, numa atitude que surpreendeu a todos, Bruno Lage pediu demissão. Aí o grande erro: Os dirigentes não aceitaram e foram precisos mais alguns jogos catastróficos para que ele fosse finalmente demitido.

O time perdeu o pique e até hoje não se reencontrou. Além disso, outros jogadores caíram de rendimento, especialmente o melhor jogador e artilheiro do time e do campeonato, Tiquinho Soares.

Desde que se machucou, ainda no primeiro turno, Tiquinho nunca mais voltou a ser o mesmo e ultimamente tem tido performances muito abaixo do que pode realizar. No pênalti perdido contra o Palmeiras, aos 37' do segundo tempo, que poderia dar ao Botafogo a folga de 4 a 1 no placar, tinha o olhar perdido, ansioso, respirava muito. No jogo contra o Vasco brigava com a bola.

É hora de aproveitar que ele está suspenso por cartão e não pode jogar a próxima partida e tratar de ver qual o problema dele, se físico ou psicológico, e buscar uma solução.

Outra coisa é o Diego Costa. Lento e fora de posição, tendo que buscar jogo — o que nunca foi a dele. Ou bem botam ele em campo dentro da área para brigar com os zagueiros ou o deixem no banco.

Ainda é possível ser campeão. Somos líderes e temos um jogo a menos. Mas é preciso afastar o fantasma de 1971. 

Desaprender a jogar o time não desaprendeu. O primeiro tempo da partida contra o Palmeiras prova isso. Tem que mostrar aos jogadores aqueles 45 minutos contra o timaço do Palmeiras. Aquele é o Botafogo que tem que jogar todas as partidas.

Só assim o campeonato será possível, após 28 anos no sereno.

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Rodrigo Maia agora fala em impeachment de Bolsonaro, quando o presidente da Câmara vai ser outro


Presidente da Câmara desde o início do governo Bolsonaro, sentado sobre mais de 50 pedidos de impeachment do genocida, Rodrigo Maia, agora que vai deixar o cargo, assim que a Câmara voltar do recesso, ameaça Bolsonaro com um processo de impeachment.
 
“Talvez ele [Bolsonaro] sofra um processo de impeachment muito duro se não se organizar rapidamente", afirmou Maia numa entrevista ao Metrópoles.
 
Coincidentemente (?), essa "valentia" com o chapéu alheio veio em seguida a uma nota do colunista Lauro Jardim afirmando que Rodrigo Maia estava na mira da PF.
Em dezembro, a PF colheu depoimentos no âmbito de uma investigação que atinge Rodrigo Maia frontalmente.Quem acompanha os bastidores desse inquérito nota o interesse especial da PF pelo que é contado sobre o (ainda e apenas pelos próximos 22 dias) presidente da Câmara.
Agora é tarde. Com o Congresso em recesso, qualquer movimento para impichar Bolsonaro só poderá ser feito pelo próximo presidente da Casa. Rodrigo Maia volta a se preocupar apenas com a PF.
 
E o Brasil, graças a sua omissão, segue nas mãos de Bolsonaro.
 
A desculpa de que o impeachment não passaria na Câmara é furada. O simples início do processo daria uma nova dinâmica à vida política e poderia funcionar como os famosos 20 centavos de 2013. 

Afinal, não há quem esteja satisfeito com a situação do país (nem os apoiadores de Bolsonaro), a não ser os banqueiros e a turma do Mercado, que incluiu donos dos principais veículos de Comunicação.




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Sou Botafogo, e a torcida do Flamengo só me traz alegria


A torcida do Flamengo só me traz boas recordações de minha adolescência alvinegra


Os torcedores do Flamengo – a maior parte das vezes de forma involuntária, e mesmo a contragosto – fazem a alegria dos adversários.

A torcida do Urubu é responsável por um dos períodos mais felizes da minha vida. E conto por quê.

Pra início de conversa, sou botafoguense. Não sou fanático por futebol, nem nunca fui – passava apenas, naquela época da minha vida a que me referi, 24 horas por dia pensando e falando sobre futebol. Mas – é como diz o bebum – na hora em que quisesse parar, eu parava.

Mas, tergiverso. Dizem que o futebol nasceu na Inglaterra. Mas o que os ingleses inventaram foram as regras do futebol. O futebol nasceu em 1904, como já afirmei aqui, com o nascimento do Botafogo. Sem fanatismo, é uma constatação e está fundamentada neste link.

Na minha adolescência o Botafogo ainda estava no apogeu. E o início do declínio do Botafogo coincidiu com o final de minha adolescência, o que me fez abandonar de vez o vício futebolístico e me poupou de muito sofrimento inútil - se há sofrimento inútil, quando se trata de futebol.

Mas eu dizia que a torcida do Flamengo me proporcionou muitas alegrias, e basta verificar os resultados dos jogos entre os dois times na década de 60 para descobrir o porquê.

Dia de jogo contra o Urubu era aquela farra. Ia para o Maracanã com meus amigos. Não preciso dizer que a maioria deles era flamenguista, preciso? E palpitava em seus corações aquela esperança de que naquele dia o Flamengo devolveria com juros e correção monetária os sofrimentos anteriores. Para mais uma vez, ao apito final do juiz, renderem-se ao óbvio: vitória do Botafogo, 1-2-3, o Flamengo é freguês.

Mas - como o coração - o futebol tem razões que a própria razão desconhece. A paixão dos Urubus pelo esporte que tão precariamente praticavam, ao invés de diminuir, crescia. O amor da torcida pelo Flamengo, invertendo a mão de Camões, era um Botafogo que arde, só de vê-lo/ ferida que se sente, sem doer/ um contente descontentamento.

Eram naquela época, e continuam a ser, a maior torcida do Brasil. Esta é a grande contribuição do Flamengo para o futebol brasileiro, sua torcida maravilhosa. Já no futebol, na bola rolando, as contribuições do Urubu para o Brasil na Copa resumem-se à má colocação de Júnior na de 82 - que propiciou o gol da vitória da Itália - e ao pênalti perdido por Zico, na Copa de 86. Ambas resultaram na eliminação do Brasil. É preciso falar mais?

Mas, pelas enormes alegrias que me proporcionou, sou eterno devedor da torcida do Flamengo, por isso fico feliz com seu título na Libertadores. Embora com Jesus como treinador e Deus como auxiliar técnico, a conquista fosse uma obrigação.


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Feliz Aniversário, Garrincha! Show de bola na final do Carioca de 1962, contra o Flamengo



BOTAFOGO 3 x 0 FLAMENGO
Data: 15 / 12 / 1962
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Público: 158.994 (147.043 pagantes)
Árbitro: Armando Marques
Gols: 1° tempo: Botafogo 2 a 0, Garrincha e Vanderlei (contra); Final: Botafogo 3 a 0, Garrincha
Botafogo: Manga, Paulistinha, Jadir, Nílton Santos e Rildo; Ayrton e Édison; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Técnico: Marinho Rodrigues.
Flamengo: Fernando, Joubert, Vanderlei, Décio Crespo e Jordan; Carlinhos e Nelsinho; Espanhol, Henrique, Dida e Gérson. Técnico: Flávio Costa.
Obs: Dida e Paulistinha foram expulsos.
Fonte: Jornal dos Sports de 16-12 e 28-12-1962.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Impossível quatro gols de diferença numa final? Em 1957, Botafogo dez 6 a 2 no Flu. Veja o time e os gols

O Botafogo, campeão carioca em 1957. Em pé, da esquerda para a direita: Adalberto, Thomé, Servílio, Nilton Santos, Pampolini e Beto. Agachados: Garrincha, Paulinho Valentim, Didi, Edson Praça Mauá e Quarentinha. Foto do arquivo de Roberto Porto


Olha aí o 6 a 2 de 1957 pra nos inspirar:


A torcida do Flamengo só me dá alegria

Há um buchicho na cidade. Dizem que se Romário vier a fazer seu milésimo gol hoje em cima do Flamengo, a torcida do Urubu vai comemorar e repetir um antigo grito de guerra, da época em que o Baixinho jogou por lá:

- Uh-hu-hu, Romário é urubu!

Não me surpreenderia nem um pouco com isso. Os torcedores do Flamengo – a maior parte das vezes de forma involuntária, e mesmo a contragosto – fazem a alegria dos adversários.

A torcida do Urubu é responsável por um dos períodos mais felizes da minha vida. E conto por quê. (Clique aqui e continue a leitura no Blog do Mello - Crônicas, que é atualizado sempre aos domingos)