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PL lança Ramagem à Prefeitura do Rio com presença de Bolsonaro

Em evento na quadra da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, com a presença do governador do Rio Cláudio Castro, o PL lançou a pré-candidatura do deputado federal Alexandre Ramagem à Prefeitura do Rio.

O evento contou com a presença do ex-presidente Bolsonaro, que tenta levar uma vida normal, mesmo com todas as acusações que lhe caem sobre a cabeça, especialmente após a liberação do sigilo dos depoimentos dos militares envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não compareceu ao evento pois está proibido de se encontrar com Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, já que ambos são investigados num mesmo processo.

Também não compareceu a principal estrela do PL no estado, o senador Romário, que todos sabem querer o lugar que Bolsonaro destinou a Ramagem. A prefeitura do Rio é antigo sonho do "Baixinho", como é conhecido o craque da seleção brasileira e atual senador.

Alexandre Ramagem é um dos principais investigados no caso chamado de "Abin Paralela" e pode desfalcar o PL, assim como seu patrono, Bolsonaro, diante do volume de provas reunidas contra a dupla.

O presidente do Partido, Valdemar Costa Neto, também está envolvido com a Justiça e o caso do dossiê que levantou questionando as urnas eleitorais pode não apenas levá-lo à prisão como ao desmanche do PL, já que o dossiê foi encomendado pelo Partido.

O andamento das investigações pode impedir Ramagem, Bolsonaro, Costa Neto e até o PL de participarem das eleições deste ano, condenados pelos crimes de que são acusados. 




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Ramagem. Candidatura subiu no telhado e pode cair junto com Bolsonaro, que o colocou lá

O deputado Alexandre Ramagem é o candidato do PL de Bolsonaro à prefeitura do Rio este ano. Ou melhor, era. Depois da explosão do escândalo da Abin — já chamado de Abingate, tal seu poder de destruição —, a candidatura Ramagem subiu no telhado e dificilmente se manterá. 

O caminho natural será um processo que poderá levar Ramagem não à prefeitura mas a uma condenação criminal, já que até de furtar computadores e celulares da Abin encontrados em seu poder ele é acusado.

O escândalo da espionagem de 30 mil pessoas, entre elas os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além de jornalistas e políticos, vai dominar o noticiário por um bom tempo.

Entre as linhas de investigação estaria a utilização da Abin para prejudicar os processos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas, com vastas provas já levantadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, no momento anuladas, mas que vão tomar novos rumos com abertura de nova investigação pelo MP. 

A aposta do ex-presidente Bolsonaro na candidatura de Ramagem para a prefeitura do Rio mostra duas coisas: 

  1. em seu domicílio eleitoral Bolsonaro não se vê com força suficiente para eleger um dos filhos, que seriam seus candidatos naturais; 
  2. a camaradagem com Ramagem, que o acompanha desde as eleições de 2018 como chefe de sua segurança, até os dias de hoje, passando pela direção da Abin.

Bolsonaro vai manter o deputado Ramagem por perto — como antes mantinha seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid — até o momento em que perceber que a proximidade do fogo pode queimá-lo. 

Nesse momento Ramagem será lançado do telhado, como aconteceu antes a Mauro Cid, Bebianno, Paulo Marinho e o general Santos Cruz.

 

Romário

 

Quem deve estar acompanhando o escândalo da Abin e os problemas de Ramagem da praia, entre uma partida de futevôlei e outra, é o senador Romário. O sonho do Baixinho é a prefeitura do Rio, mas ele se elegeu pelo PL, partido que Bolsonaro ainda controla, e que tem Ramagem como candidato.

A queda de Ramagem coloca Romário como o candidato natural do PL, que vai ganhar o jogo da candidatura sem ter que entrar em campo nem sujar o uniforme, apenas deixando o adversário se perder em campo.

Pelo que se vê dos primeiros vazamentos do Abingate, o fogo que está queimando Ramagem e já o colocou no telhado pode se alastrar a seu padrinho político, Jair Bolsonaro, que é, no fundo, como Nixon no Watergate, o chefe de todo o esquema.


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Candidatura de Ramagem a prefeito do Rio depende de ele e Bolsonaro não serem presos até lá

Este é um primeiro fator: a prisão ou não tanto do ex-presidente da Abin, atual deputado federal pelo Rio, Alexandre Ramagem, quanto seu padrinho político, ex-presidente Bolsonaro.

Para que sua candidatura à prefeitura do Rio, apadrinhada por Bolsonaro, tenha alguma chance eles não devem ser presos até o dia das eleições, 6 de outubro.

A Polícia Federal está investigando o uso do sistema de geolocalização de dispositivos móveis por servidores da Abin, à época de Alexandre Ramagem na presidência, sem a autorização judicial. 

Ramagem não é formalmente investigado, mas as investigações estão no começo e o alcance dos grampos pegou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), jornalistas e adversários do ex-presidente Bolsonaro num período de três anos: 2019, 2020 e 2021. 

É bom lembrar que o ministro da Justiça que vai assumir daqui a uns dias, Ricardo Lewandowski, foi quem pediu à PGR, ainda quando era ministro do STF, que investigasse um possível crime anterior da mesma Abin, com favorecimento de Flavio Bolsonaro.

Portanto, a candidatura de Ramagem depende do rumo das investigações da PF sobre sua passagem pela Abin.

Já o ex-presidente Jair Bolsonaro tem tantas acusações contra ele que fica difícil dizer qual a que vai mandá-lo primeiro para a cadeia e quando.

Se for antes das eleições, também prejudica a candidatura de Ramagem, se não a inviabiliza, pois é um quase desconhecido no Rio.

Se não bastasse isso, há, além dos problemas com a Justiça, dois possíveis problemas políticos.

Um, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, está, como diria o saudoso ex-governador Leonel Brizola, costeando o alambrado, mandando sinais para Lula, a quem elogiou bastante em entrevista recente, dizendo até que Lula é "um fenômeno, sem comparação com Bolsonaro", o que teria enfurecido o ex-presidente.

O segundo problema chama-se Romário, que é do mesmo PL de Ramagem e Bolsonaro. O Baixinho sonha ser prefeito do Rio. É senador eleito e reeleito no estado, portanto, um candidato muito mais viável para o PL do que Ramagem.

Será que Romário vai aceitar sentar no banco para Ramagem?

É muito "se" para um candidato desconhecido chegar lá.


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Romário vai abrir mão de seu sonho e sentar no banco para o candidato de Bolsonaro à prefeitura do Rio?

2024 começou bem para o hoje senador Romário. O Baixinho assumiu  a presidência do América Futebol Clube, o clube de coração de seu pai.

Como também é ano de eleição para a prefeitura do Rio, Romário deve estar se preparando para tentar realizar outro de seus sonhos: ser prefeito do Rio.

Já abriu mão uma vez, em 2016, para o bispo Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, senador da República na época, que acabou sendo eleito — e realizando uma administração catastrófica, diga-se.

Assim como no futebol, a carreira política de Romário é vitoriosa. Concorreu e se elegeu deputado federal (2011 a 2014). Em 2014 se elegeu senador (2015 a 2022) e se reelegeu em 2022 para mais oito anos.

Tem apenas uma derrota, quando concorreu ao governo do estado em 2018, naquela eleição das centenas de milhões de fake news via WhatsApp, que elegeu governador do Rio o juiz Wilson Witzel, um tipo tão estranho e desconhecido, que perdeu o mandato no segundo ano de governo, que agora está nas mãos do reeleito Cláudio Castro, que não deve completar o mandato também — mas isso é uma outra história.

"Meu sonho é ser prefeito do Rio em 2016", disse o Baixinho na época. Mas abriu mão do sonho para Crivella. Vai abrir de novo este ano para o candidato do inelegível Bolsonaro, o ex-Abin Alexandre Ramagem?

Os três são do PL, de Valdemar Costa Neto. E só há uma vaga para candidato.

Romário vai aceitar o banco sem chiar, o que ele nunca fez na vida?

Aqui no Rio, se houvesse venda de ingresso muita gente já estaria na fila para ver o possível embate entre Romário e Jair Bolsonaro.


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Com PM do Rio em seu poder, Witzel vira bicho feroz de Bezerra da Silva

Bezerra da Silva, Bicho Feroz

Governador do Rio usa força policial do estado para vingança pessoal


O Brasil não sabe, mas vai ficar sabendo, porque ele quer ser presidente da República, mas o governador do Rio foi juiz, cargo do qual pediu exoneração (como Moro) para concorrer ao governo do Rio.

Trabalhou no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Durante a campanha, Romário, que concorria com ele ao governo disse num debate:
“Não precisamos de pessoas como você, precisamos de um homem, não de um frouxo”.
Ele se referia ao fato de Witzel ter fugido do Espírito Santo para o Rio por ameaças de morte.

No Rio, ele também se disse ameaçado e falou sobre isso ao G1.
“Eles [criminosos] conseguiram me intimidar e isso me fere profundamente. Eles intimidaram um juiz federal. Tive de trocar de área para preservar minha vida. Desde que comecei a ser ameaçado, nunca mais deixei de usar colete à prova de balas”, disse o magistrado ao G1.
Parece que agora, à frente das forças de segurança do estado, Witzel resolveu partir para a desforra e quer provocar nos traficantes o pânico que lhe impuseram.

Só que faz isso à custa de vidas inocentes, especialmente nas comunidades.

Witzel deveria deixar a máscara de bicho feroz de lado e parar de impor à população o terror que ele sentiu quando ameaçado pelos traficantes.

Somente no primeiro trimestre do ano, o Rio teve uma média de quatro mortes por PMs por dia.

Nos últimos dias, seis jovens foram mortos pelas balas disparadas pelos armas da PM do bicho feroz, Wilson Witzel.

Witzel deveria refletir deixar o passado para trás e o revólver de lado. Para isso nem precisa rebolar, como na música de Bezerra, nem ser frouxo, como disse Romário, mas apenas respeitar o cidadão que não merece viver em pânico como não mereceu Witzel quando juiz.





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A torcida do Flamengo só me dá alegria

Há um buchicho na cidade. Dizem que se Romário vier a fazer seu milésimo gol hoje em cima do Flamengo, a torcida do Urubu vai comemorar e repetir um antigo grito de guerra, da época em que o Baixinho jogou por lá:

- Uh-hu-hu, Romário é urubu!

Não me surpreenderia nem um pouco com isso. Os torcedores do Flamengo – a maior parte das vezes de forma involuntária, e mesmo a contragosto – fazem a alegria dos adversários.

A torcida do Urubu é responsável por um dos períodos mais felizes da minha vida. E conto por quê. (Clique aqui e continue a leitura no Blog do Mello - Crônicas, que é atualizado sempre aos domingos)