O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, conhecido no exterior pelo nome de seu protagonista, Antonio das Mortes, deu a Glauber Rocha a Palma de Ouro de Melhor Diretor, em 1968.
No Sábado com Cinema no Blog do Mello, dois filmes de Glauber Rocha. "Di, de Glauber" e "Deus e o Diabo na Terra do Sol".
Deus e o Diabo é hoje um clássico do cinema mundial, adorado por, entre outros, Martin Scorcese. Foi indicado na seleção dos Melhores Filmes do Festival de Cannes de 1964.
Di, é um curta de 1976. Polêmico e genial, como quase tudo o que Glauber produziu no cinema, o Di tem uma história que envolve meio que por acaso o Blog do Mello.
Conto. O filme Di tem imagens feitas no velório do grande pintor Di Cavalcanti e a família do pintor proibiu o filme, que teve apenas algumas exibições e depois ficou na geladeira.
- Era dia do aniversário de Glauber. Lembrei-me dele e do filme ["Di Cavalcanti Di Glauber"], de que gosto muito, e que há muito não assistia. Fui ao site do Tempo Glauber e o filme estava lá, como ainda está.
Foi
exatamente isso o que aconteceu e contei ao repórter Lúcio Flávio, do
Correio Braziliense, que me entrevistou sobre o assunto. Imediatamente
comecei a receber comentários via e-mail e por telefone. Gente que, como
eu, gostava do filme e não o assistia há tempos. Em
seguida, Elio Gaspari falou do filme e do blog em sua coluna, e a coisa
se espalhou. Até hoje ainda recebo pedidos de informação sobre o site e
o filme.(...)
Di de Glauber
No mês do 68° ano do
nascimento de Glauber Rocha, o blogueiro Antonio Mello
(blogdomello.blogspot.com) [repare que Gaspari linkou o blog, coisa que
infelizmente não se vê na mídia corporativa] botou na internet o genial documentário de 20
minutos que o cineasta rodou no funeral do pintor Di Cavalcanti, em
1976.
A peça delirante e ególatra de Glauber foi censurada por
iniciativa da família de Di. Muito provavelmente o desconforto se deveu à
filmagem do rosto macerado do pintor no caixão, cena realmente
chocante.
A qualidade do vídeo não é grande coisa [é que o
arquivo era em extensão wmv com tamanho 320 por 240...] mas, mesmo
assim, mostra uma das obras mais representativas da cabeça de Glauber.
O cineasta baiano morreu em 1981, aos 42 anos. [Coluna do Gaspari de 18 de março de 2007]
Aliás, na reportagem de Lúcio Flávio, publicada no Correio Braziliense e no Diário Catarinense,
João Rocha, que é sobrinho de Glauber e diretor de relações
institucionais do Templo Glauber, afirma que já foram feitos milhares de
downloads do Di.
Nessa mesma reportagem ficamos sabendo também que após 30 anos o
filme está finalmente liberado, o que não deixa de ser mais uma prova do
poder da internet:
-
A família do Di, ciente de tudo, se calou diante da situação. A
reportagem tentou contatos com a família do pintor, sem sucesso. Segundo
a secretária particular de Elizabeth Di Cavalcanti, a família encara
como encerrado o episódio sobre o filme, não pronunciando qualquer nota.
Segundo a Folha, Sergio Ricardo morreu na manhã desta quinta no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio, vítima de insuficiência cardíaca.
Sergio Ricardo é famoso pela cena em que atirou seu violão na plateia do Festival da Record de 1967, quando não o deixavam cantar sua música Beto Bom de Bola. Ele pedia silêncio, mas a plateia queria farrear, e quanto mais ele insistiu com o silêncio, mais a plateia zoou, até que ele perdeu a paciência e jogou o violão sobre ela [vídeo abaixo].
Mas é injusto lembrar de Sergio Ricardo apenas por isso. Ele é autor de vasta e importante obra musical. Por que não lembrarmos dele pela trilha de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, filme fundamental do nosso Cinema Novo?
A cena final deve muito à música de Sergio Ricardo. Confira:
Num debate do Festival Estação Piauí, no Rio, Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta, gritou: “Glauber Rocha é uma merda!”.
Aí acima, está o Di, de Glauber. Nesta semana, assista ao Casseta & Planeta na Globo, faça uma comparação entre os dois trabalhos e me diga quem é uma merda: Glauber ou os Cassetas?
Minha opinião está no título da postagem.
ATENÇÃO: Se você ler esta postagem em outro local que não este blog, sem o crédito para o Blog do Mello, é ROUBO.
Hoje o Blog do Mello foi citado na coluna do Elio Gaspari. Como a coluna só pode ser lida por assinantes dos jornais onde é publicada, reproduzo aqui a citação do Elio, a quem agradeço.
Di de Glauber No mês do 68° ano do nascimento de Glauber Rocha, o blogueiro Antonio Mello (blogdomello.blogspot.com) botou na internet o genial documentário de 20 minutos que o cineasta rodou no funeral do pintor Di Cavalcanti, em 1976.
A peça delirante e ególatra de Glauber foi censurada por iniciativa da família de Di. Muito provavelmente o desconforto se deveu à filmagem do rosto macerado do pintor no caixão, cena realmente chocante.
A qualidade do vídeo não é grande coisa mas, mesmo assim, mostra uma das obras mais representativas da cabeça de Glauber.
O cineasta baiano morreu em 1981, aos 42 anos.
Para mais informações sobre Glauber, visite o Tempo Glauber.
Hoje Glauber Rocha faria 68 anos. Para quem não viu, eis aqui a oportunidade de assistir na íntegra ao genial documentário Di, que usa o velório do pintor Di Cavalcanti como pretexto para experimentações cinematográficas. Di esteve proibido em todo o país pela família do pintor.
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