O clássico filme de Roberto Rossellini, de 1945, com interpretação magistral da "Mamma Roma" Anna Magnani. Roteiro de Sergio Amidei e ninguém menos que Federico Fellini.
No domingo, graças a um trabalho que está tomando o tempo do blogueiro, o Sábado com Cinema vem com "Limite", o clássico mais comentado que visto de Mario Peixoto.
Numa
canoa perdida em alto mar, três náufragos – duas mulheres e um homem.
Cansados, eles param de remar. Uma das mulheres conta sua história: ela
escapou da prisão com a ajuda de um guarda, sem encontrar o conforto que
esperava.
Único longa-metragem dirigido pelo também poeta e romancista Mário Peixoto, quando tinha 22 anos, Limite
é comumente listado entre os filmes mais importantes da história do
cinema brasileiro. Foi exibido pela primeira vez em 17 de maio de 1931,
no cinema Capitólio, no Rio de Janeiro, em uma sessão pública no Chaplin
Club, primeiro cineclube do País.
Restaurado pelo World Cinema Project da The Film Foundation e pela Cinemateca Brasileira em colaboração com o Arquivo Mário Peixoto e com Walter Salles. Restauração realizada na Cinemateca Brasileira e no laboratório L’Immagine Ritrovata da Cineteca di Bologna. [Fonte: IMS]
FICHA TÉCNICA: prd, dir, arg, rot e mtg: Mário Peixoto, asd: Ruy Costa e
Brutus Pedreira; fot: Edgar Brasil; asf e cam: Ruy Santos; gep e dim:
Brutus Pedreira; mus: Quarteto La Mer, Eric Satie, Debussy, Borodin,
Ravel, César Frank, Clair de Lune, Stravinsky, Sacré du Printemps e
Prokofiev; ext: Mangaratiba, Iate Santa Maria e Estúdios da Cinédia;
aps: Cinédia; p&b; 35mm, 120 min; gen: drama/aventura;
Hoje no Sábado com Cinema no Blog do Mello a adaptação do Macunaíma de Mário de Andrade por Joaquim Pedro de Andrade, com Paulo José e Grande Otelo como Macunaíma.
Macunaima - 1969
(Filme Completo HD) Direção - Joaquim Pedro de Andrade Roteiro - Joaquim Pedro de Andrade, Mário de Andrade (livro) Narração - Tite de Lemos Elenco - Grande Otelo, Paulo José, Dina Sfat, Milton Gonçalves, Jardel Filho, Rodolfo Arena Música - Jards Macalé, Orestes Barbosa, Sílvio Caldas, Heitor Vila-Lobos Direção de arte - Anísio Medeiros Direção de fotografia - Guido Cosulich, Affonso Beato Figurino - Anísio Medeiros Edição - Eduardo Escorel
Roberto Rossellinni, Jean Luc Godard, Pier Paolo Pasolini e Ugo Gregoretti, quatro filmes em um.
Selecionei o de Pasolini, Ricota, porque é meu preferido, então o player está marcado nele. Mas você pode começar de onde quiser. Só não perca A Ricota, que além de ser um legítimo Pasolini tem no elenco o genial Orson Welles.
Na campanha contra a extradição do jornalista, editor e fundador do WikiLeaks, Julian Assange, aos Estados Unidos, o documentário "Guerra ao Jornalismo: O caso Julian Assange" (War on Journalism: The Case of Julian Assange), de Juan Passarelli é peça fundamental.
São depoimentos de vários e importantes jornalistas mostrando o que representa esse julgamento e a provável extradição de Assange, tamanho o direcionamento do julgamento tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos.
Se Assange for extraditado, ele será julgado em Virginia, estado de direitistas, onde mora inclusive o guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, em que grande parte da população é formada por famílias de agentes da CIA ou do FBI.
O documentário está em inglês, não tem legendas em português, mas é possível entender o sentido usando a tradução simultânea do Google.
Para isso, clique no botão de configurações, depois em Legendas, inglês (gerada automaticamente), novamente em inglês, tradução automática, escolha português.
Em meio à pandemia, a um governo genocida, com queimadas na Amazônia, um general Cloroquina na Saúde, censura, ameaça a direitos, genocídio indígena, é importantíssimo lutar para que Assange não seja extraditado, porque, caso contrário, ficará um sinal de que os Estados Unidos são o juiz supremo do planeta. Nenhum movimento, nenhuma denúncia poderá ser feita, se os Estados Unidos não estiverem de acordo.
Divulgue a hashtag #FreeAssange em suas redes. Se for assinante dos jornalões, escreva para eles e cobre matérias de capa e pressão contra a extradição.
Nestes tempos de hipocrisia, com falsos profetas, pastores mercenários, religiosos vigaristas, nada como um bando de religiosidade com profundo senso de humanidade, como no Evangelho de Pasolini.
Assalto ao Trem Pagador uma produção por Herbert Richers e Jarbas Barbosa. Quinto longa-metragem dirigido por Roberto Farias (1932)
e tem como base para o argumento um episódio verídico ocorrido em junho
de 1960. Uma quadrilha, com seis integrantes, explode com dinamite os
trilhos próximos à Estação de Ferro Central do Brasil e rouba 27 milhões
de cruzeiros de um trem postal. Contudo, o objetivo maior do filme não é
dramatizar ou reconstituir os eventos que envolvem o assalto em si, mas
explorar as ações que se seguem à divisão do dinheiro roubado, quando
esses seis indivíduos tornam se alvo das investigações e buscas
policiais.
Em 1962, ano de lançamento de Assalto ao Trem Pagador,
o cinema brasileiro vive um momento de euforia. Entre os jornalistas e
os jovens diretores estreantes, boa parte não simpatizante das
chanchadas, há um desejo de renovação, de que surja uma cinematografia
nacional com forte presença de conteúdo social. O cinema novo e seus
adeptos debatem e questionam os valores estéticos vigentes e propõem
transformações coerentes com esse projeto nacionalista de
conscientização política, tendo Glauber Rocha (1939-1981) à frente dessas discussões. Em outra perspectiva, O Pagador de Promessas (1962),
de Anselmo Duarte, torna-se sucesso de público e recebe a Palma de Ouro
no Festival de Cannes, premiação inédita para um filme brasileiro. É
nesse contexto de otimismo e de boa repercussão internacional que Assalto ao Trem Pagador estreia nos circuitos comerciais do Rio de Janeiro e de São Paulo.
A imprensa, ansiosa pela novidade, acompanha durante meses a realização
do filme, noticiando desde a assinatura de contrato entre Farias e os
produtores Richers e Barbosa até o processo de escolha, por concurso popular, do motorista Eliezer Gomes para viver o papel de Tião Medonho.
A reconstituição do crime agregada à crítica social - incluindo a
presença de personagens psicologicamente bem estruturados - é o ponto
forte do filme. Além da sequência inicial, quando a filmagem do assalto é
realizada de modo a garantir uma encenação realista, com a explosão de
dinamites verdadeiras e o uso do mesmo trem roubado em 1960, outros dois
momentos sintetizam a sua proposta. [Leia mais]
No Sábado com Cinema no Blog do Mello, dois filmes de Glauber Rocha. "Di, de Glauber" e "Deus e o Diabo na Terra do Sol".
Deus e o Diabo é hoje um clássico do cinema mundial, adorado por, entre outros, Martin Scorcese. Foi indicado na seleção dos Melhores Filmes do Festival de Cannes de 1964.
Di, é um curta de 1976. Polêmico e genial, como quase tudo o que Glauber produziu no cinema, o Di tem uma história que envolve meio que por acaso o Blog do Mello.
Conto. O filme Di tem imagens feitas no velório do grande pintor Di Cavalcanti e a família do pintor proibiu o filme, que teve apenas algumas exibições e depois ficou na geladeira.
- Era dia do aniversário de Glauber. Lembrei-me dele e do filme ["Di Cavalcanti Di Glauber"], de que gosto muito, e que há muito não assistia. Fui ao site do Tempo Glauber e o filme estava lá, como ainda está.
Foi
exatamente isso o que aconteceu e contei ao repórter Lúcio Flávio, do
Correio Braziliense, que me entrevistou sobre o assunto. Imediatamente
comecei a receber comentários via e-mail e por telefone. Gente que, como
eu, gostava do filme e não o assistia há tempos. Em
seguida, Elio Gaspari falou do filme e do blog em sua coluna, e a coisa
se espalhou. Até hoje ainda recebo pedidos de informação sobre o site e
o filme.(...)
Di de Glauber
No mês do 68° ano do
nascimento de Glauber Rocha, o blogueiro Antonio Mello
(blogdomello.blogspot.com) [repare que Gaspari linkou o blog, coisa que
infelizmente não se vê na mídia corporativa] botou na internet o genial documentário de 20
minutos que o cineasta rodou no funeral do pintor Di Cavalcanti, em
1976.
A peça delirante e ególatra de Glauber foi censurada por
iniciativa da família de Di. Muito provavelmente o desconforto se deveu à
filmagem do rosto macerado do pintor no caixão, cena realmente
chocante.
A qualidade do vídeo não é grande coisa [é que o
arquivo era em extensão wmv com tamanho 320 por 240...] mas, mesmo
assim, mostra uma das obras mais representativas da cabeça de Glauber.
O cineasta baiano morreu em 1981, aos 42 anos. [Coluna do Gaspari de 18 de março de 2007]
Aliás, na reportagem de Lúcio Flávio, publicada no Correio Braziliense e no Diário Catarinense,
João Rocha, que é sobrinho de Glauber e diretor de relações
institucionais do Templo Glauber, afirma que já foram feitos milhares de
downloads do Di.
Nessa mesma reportagem ficamos sabendo também que após 30 anos o
filme está finalmente liberado, o que não deixa de ser mais uma prova do
poder da internet:
-
A família do Di, ciente de tudo, se calou diante da situação. A
reportagem tentou contatos com a família do pintor, sem sucesso. Segundo
a secretária particular de Elizabeth Di Cavalcanti, a família encara
como encerrado o episódio sobre o filme, não pronunciando qualquer nota.