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Documentário da Al Jazeera sobre o 7/10 que Israel não quer que você veja

Este documentário foi produzido pela emissora árabe Al Jazeera, que pesquisou imagens e relatos sobre o atentado do Hamas de 7 de outubro, usado até hoje como desculpa por Israel para cometer o genocídio em Gaza, que já matou mais de 31 mil palestinos, 40% deles crianças.

Está com legendas em português e mostra uma história com pontos diferentes daquela contada por Israel.

Não é a primeira vez que isso acontece. Há dois anos, a jornalista da Al Jazeera Shireen Abu Akleh foi assassinada por tropas de Israel. A Al Jazeera denunciou o crime ao mundo. Israel negou que tivesse cometido o assassinato.

Especialistas e peritos internacionais foram chamados até pelo The New York Times para esclarecerem o fato. Todos chegaram à conclusão de que a informação da Al Jazeera estava correta: Shireen Abu Akleh foi morta por tiro disparado por uma tropa do exército israelense.

Agora, com esse documentário, a emissora árabe, que perdeu vários de seus jornalistas na cobertura desta guerra, mostra aquilo que Israel esconde, não apenas do mundo mas até do povo de Israel.

Assista e forme sua opinião. Aviso: O documentário tem cenas fortes.

 




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Documentário de Joaquim de Carvalho irritou Folha e Globo porque ele fez o que eles não fizeram: jornalismo

O documentário "Bolsonaro e Adélio: uma fakeada no coração do Brasil", produzido pelo jornalista Joaquim de Carvalho, do site Brasil 247, no momento em que escrevo esta postagem já teve mais de 1,24 milhão de visualizações no Youtube. 
 
Trata da famosa facada que teria sido dada por Adélio no à época candidato Bolsonaro, na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, em 2018.
 
Sucesso de público, o documentário caiu em desgraça na mídia corporativa. Especialmente a Folha, mas também O Globo, caíram de pau em cima acusando-o de ser ele, sim, uma fakeada.
 
Mas, por que tanta agressividade?
 
Que o documentário merece críticas é fato. A começar pelo título, que promete algo que ele não entrega. Não fica provado (nem é esse o objetivo do documentário, daí o erro do título) que a facada foi fake. Mas a crítica da mídia corporativa tenta desqualificar o documentário como um todo brandindo como principal argumento as investigações da Polícia Federal. 
 
A mesma PF, por exemplo, que fez o porteiro do Condomínio Vivendas das Pedras, na Barra da Tijuca (RJ), mudar dois depoimentos que fizera antes à Policia Civil do Rio de Janeiro afirmando que o motorista do carro do assassinato de Marielle teria entrado no condomínio com a anuência de Jair Bolsonaro, que teria autorizado sua entrada por telefone.
 
Curiosamente, no depoimento à PF de Bolsonaro, o porteiro, que trabalhava no condomínio havia muito tempo, disse que errou na notificação que anotou na portaria e que se sentiu confuso nos dois depoimentos à Polícia do Rio.
 
Então, por que a ira da mídia corporativa? Porque Joaquim de Carvalho fez o que eles não fizeram: jornalismo.
 
A facada tem vários pontos soltos que nunca foram devidamente esclarecidos a não ser no relatório oficial da PF. E o documentário levanta esses pontos, que vão ao encontro da curiosidade popular, mas que, no entanto, não despertaram o interesse da mídia corporativa, coincidentemente muito interessada na eleição de Bolsonaro, quando percebeu que ele era o único com chances de tirar o PT do governo.
 
Joaquim de Carvalho reconhece no próprio documentário que não tem resposta a muitas das perguntas que levanta e que elas deveriam ser objeto de uma investigação mais aprofundada, explorando a série de coincidências que acabam alimentando a teoria da fakeada.
 
Apenas por ter levantado o tema e a coragem de investigá-lo, sem o aporte financeiro que têm os grandes grupos de mídia, já é grande mérito para o trabalho de Joaquim de Carvalho.
 
Assista e tira você suas conclusões. Ou, o que é mais provável, suas interrogações.






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Sexta Santa no Cinema: 'LaRicotta', de Pasolini, em ROGOPAG


La Ricotta é um dos quatro filmes que formam ROGOPAG, tipo de filme que se fez numa época, onde se juntavam alguns diretores e seus filmes em um só.
 
No caso, ROGOPAG é RO de Rossellini, GO do Godard, PA de Pasolini e G de Gregoretti.
 
Entre os quatro, selecionei o de Pasolini não só por ser o de que mais gosto como também por ter a ver com a Semana Santa, já que se trata da filmagem fictícia da crucificação de Cristo.
 
Os quatro filmes estão no vídeo a seguir, marcado para começar em La Ricotta.
 
Além de ser um Pasolini é bem divertido, com Orson Welles no elenco e a marca especial e popular do poeta, escritor, roteirista e diretor italiano, assassinado por ser gay.




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Sábado com Cinema: Roma, Cidade Aberta, de Rossellini, na íntegra e com legendas em português


O clássico filme de Roberto Rossellini, de 1945, com interpretação magistral da "Mamma Roma" Anna Magnani. Roteiro de Sergio Amidei e ninguém menos que Federico Fellini.





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Sábado com Cinema. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (Antonio das Mortes), Glauber Rocha, na íntegra


O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, conhecido no exterior pelo nome de seu protagonista, Antonio das Mortes, deu a Glauber Rocha a Palma de Ouro de Melhor Diretor, em 1968.




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Sábado com Cinema: 'Amarcord', de Fellini. Na íntegra, em Full HD, legenda em português


O maravilhoso Amarcord, de Fellini, em alta definição e múltiplas legendas, inclusive português.





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Sábado com Cinema: 'O Evangelho Segundo São Mateus', de Pier Paolo Pasolini. Grátis, na íntegra


Nestes tempos de hipocrisia, com falsos profetas, pastores mercenários, religiosos vigaristas, nada como um bando de religiosidade com profundo senso de humanidade, como no Evangelho de Pasolini.

Na íntegra e com legenda em português.




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Sábado com Cinema no Blog do Mello. 'Condor', de Roberto Mader, Vencedor no Rio e em Gramado. Documentário completo


A partir deste sábado, o Blog do Mello, que tem o Domingo com Música e Domingo com Poesia, passa a ter o Sábado com Cinema.

Todo sábado um filme importante e que esteja na rede e grátis para todo mundo.

Começo com "Condor", como as ditaduras do Cone Sul se uniram para sequestrar, torturar e assassinar. Documentário premiado completo.

Condor levou o Prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio de 2007 e os Prêmios Especial do Júri e  Qualidade Artística para a trilha e direção musical de Victor Biglione no Festival de Gramado. 

Como Mader e Victor Biglione são meus amigos, passo a bola da apresentação:

A Operação Condor foi um dos episódios mais sombrios da era das ditaduras militares que comandaram os países da América do Sul na década de 70. Aliança político-militar entre os regimes militares do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia e Uruguai, ela foi apontada como responsável por casos de tortura, assassinatos, sequestros e tramas políticas. É nesse vespeiro que o documentarista Roberto Mader lança seu olhar em "Condor", premiado documentário de 2007.

O trabalho de Mader reúne depoimentos e imagens históricas para buscar uma perspectiva atual da operação. Por "perspectiva atual" entenda-se um olhar menos condenatório e mais compreensivo. Devido a essa postura, Mader consegue depoimentos esclarecedores daqueles que estiveram no lado dos algozes, como Jarbas Passarinho, ministro em três governos do regime militar; Manoel Contreras, homem forte do ditador Augusto Pinochet que comandou a polícia secreta chilena; e Augusto Pinochet Hiriart, filho do general Pinochet.

Mader também recolhe falas das vítimas, como Hebe de Bonafini, líder do movimento argentino "Mães da Praça de Maio"; Sara Mendez, que teve o filho Simón, de poucos meses de vida, retirado de sua vida e que só foi reencontrá-lo 25 anos depois; e Victoria Larraberti, uruguaia que foi tirada de seus pais, sequestrados e mortos na Argentina, e entregue a uma família adotiva no Chile. Apesar dessas histórias tocantes, a câmera de Mader evita o sentimentalismo fácil.

Para isso ajuda também a rica pesquisa feita para o documentário. Mader recolheu mais de 50 horas de material de arquivo, além de 45 horas de material filmado especialmente para o documentário. Com isso, o documentário ganha um apelo visual que contribui para assimilar os depoimentos.

"Condor" não fica refém de versões dos entrevistados para atingir o espectador. A edição de imagens de época , neste caso, contribui para dar embasamento visual àquilo que se está narrando.

O resultado final é um trabalho que busca iluminar uma época obscura, mas sem perder o envolvimento humano. Com isso, o documentário consegue transitar entre um certo distanciamento de um olhar histórico e o calor humano de depoimentos tocantes.

Mader construiu uma carreira na Inglaterra, onde dirigiu documentários para a BBC e a Channel 4. Com "Condor", ganhou como Melhor Documentário no Festival do Rio de 2007 e o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado, também em 2007. [Resenha escrita por Edilson Saçashima no UOL)





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