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Ex-ministra de Israel explica truque usado pelo país para se defender

A política, escritora, educadora israelense Shulamit Aloni nunca deixou de defender suas ideias nem de dizer o que pensava. 

Lutadora em Israel pela separação entre religião e estado, defensora de uma Constituição civil, dos direitos dos homossexuais, Shulamit Aloni foi ministra por duas vezes, ministra da Educação e da Cultura no governo de Yitzhak Rabin, da Ciência e Tecnologia e ministra das Artes.

Nesta entrevista de 2002, ela explica  estratégia que Israel usa para se defender de qualquer acusação, como agora a de genocídio contra os palestinos: "Acuse os acusadores de antissemitismo".




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50 pesquisadores do Holocausto de Universidades de Israel criticam declarações de autoridades do país

Enquanto nossa mídia segue defendendo Israel mais até do que judeus daquele país e do mundo, e propagando mentiras, o jornal israelense Haaretz publica com destaque esta matéria reproduzida na imagem.

"50 pesquisadores do Holocausto pedem ao Yad Vashem [memorial oficial de Israel para lembrar as vítimas judaicas do Holocausto] para condenar o discurso público israelense pedindo genocídio em Gaza

"O 'incitamento ao extermínio' ouvido nas palavras de autoridades e personalidades israelenses 'pode atingir o estágio do genocídio', dizem os investigadores. Eles estão convocando o Yad Vashem para aprender com as lições do Holocausto".

Os investigadores escreveram uma carta ao presidente do Yad Vashem, Dani Dayan, para expressar um "apelo moral inequívoco condenando o discurso público que apela ao extermínio e à prática de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza".

Na carta, os investigadores citam políticos eleitos, personalidades dos meios de comunicação social e pessoas nas redes sociais que fizeram declarações neste espírito, semelhantes às citadas na acusação contra Israel que foi submetida ao Tribunal Internacional de Justiça em Haia pela África do Sul.

"Nós, os abaixo assinados, sabemos pela história judaica e humana, especialmente pelo estudo do Holocausto e da sua memória, que o incitamento ao extermínio e à prática de crimes graves, usando uma linguagem que cria a desumanização e a incriminação de todos os membros de um grupo rival dentro de um conflito, são em muitos casos um primeiro passo para cometer crimes que podem atingir o estágio de genocídio", escreveram os pesquisadores.

A carta é assinada por pesquisadores da Universidade Hebraica, da Universidade de Tel Aviv, da Universidade de Haifa e da Universidade Ben Gurion.

Enquanto aqui, mais realista que o rei, como fazem os bolsomínions com acusações de crimes de seu líder ("E o PT? E Lula?"), a mídia corporativa segue à moda Netanyahu: "E o Hamas? E o Hamas?".


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Papa publicou artigo em revista que nega Holocausto

Em 1998, o então cardeal Ratzinger, atual papa Bento XVI, publicou um artigo numa revista de ultradireita austríaca. Levando-se em conta que Hitler era austríaco, dá pra imaginar o que seja uma revista ultradireitista de lá.

Sempre se pode alegar que o papa ainda não era papa, mas cardeal, em 1998. Assim como se afirma que ele foi da juventude hitlerista, mas não era nazista nem apoiava Hitler. E ainda, um dia, quem sabe, se dirá que ele falou em deus, mas sem má intenção, como no samba de Moreira da Silva Jogando com o capeta.

Só não se pode é querer tapar o Sol com a peneira, como tentaram fazer ao dizer que a revista Aula (a tal ultradireitista austríaca) havia publicado o artigo sem o consentimento do àquela época cardeal Ratzinger.

O último número da revista alemã Der Spiegel informa que o secretário de Ratzinger Josef Clemens declarou que o atual papa autorizou a publicação de seu artigo na revista.

Aula era uma revista dirigida por Herwig Nachtmann, um ultradireitista que defendia Walter Lüftl, que num relatório de 1992 chamou o extermínio em massa dos judeus nas câmaras de gás de "tecnicamente impossível".

Já ouviu falar nisso antes? Sim, era o que afirmava o tal bispo inglês Richard Williamson, há pouco anistiado pelo papa, e que depois disseram que não era bem assim, o papa não endossava nada daquilo...

Muita coincidência, não?

Relembre aqui a entrevista do bispo absolvido pelo papa. E, se for católico, reze por ele. Culpado ou não, uma oraçãozinha não custa nada. Ainda mais pelo papa.


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