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Presidente da Bolívia diz que golpe de 2019 aconteceu pela impunidade dos envolvidos na ditadura dos anos 70 naquele país

O presidente da Bolívia Luis Arce reafirmou que não voltará atrás e serão punidos todos os envolvidos no golpe de 2019, como já está ocorrendo, com a prisão dos principais comandantes golpistas civis e militares, inclusive a ex-presidente Jeanine Añez.
 
Além do golpe de Estado em si, o governo golpista perseguiu e assassinou várias pessoas, por isso os envolvidos serão exemplarmente punidos, segundo Arce.
 
Para o atual presidente, não se repetirá a impunidade do golpe de 1971, na ditadura militar de Hugo Banzer, cujos assassinos seguem impunes.
“O povo boliviano não consegue mais suportar nenhuma impunidade ou pactos de silêncio”, advertiu o presidente em cerimônia no Grande Quartel General das Forças Armadas.
“Os últimos acontecimentos lançam luz sobre o que deve ser feito: a forma correta, real e concreta de pacificar que temos é a aplicação da justiça o mais breve possível, a pedido das famílias das pessoas que perderam vidas” no massacres, afirmou.
Arce lembrou o golpe que a ditadura militar de Hugo Banzer instalou há meio século como um exemplo que não deve se repetir na Bolívia.
“Nesse caminho de reconstrução, de pacificação, a justiça deve necessariamente se fazer presente (...). No golpe de estado de 1971, também houve mortes e 50 anos depois ainda há impunidade para os que estiveram naquele golpe; o povo boliviano já não aguenta mais qualquer impunidade ”, afirmou. [Sputniknews]
No Brasil, assistimos fato semelhante, com a impunidade da ditadura de 1964-1985 servindo de combustível para nova tentativa de golpe, comandado por um presidente e um vice que têm como herói um coronel (promovido ilegalmente a marechal nos vencimentos) torturador: Brilhante Ustra.
 
Luis Arce anunciou também a criação de “Casas da Memória” para testemunhar sobre as ditaduras e evitar assim que elas se repitam.
 




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Marinkovic e ex-ministro da ditadura implicados nos planos para assassinar Evo

O promotor Marcelo Soza, responsável pelas investigações sobre o grupo terrorista desbaratado na Bolívia, que pretendia assassinar o presidente Evo Morales, denunciou ontem o líder do Comitê Pro Santa Cruz, Branco Marinkovic, o governador Rubén Costas e um ex-ministro ultraconservador, Guido Náyar (do governo ditatorial de Hugo Banzer, 1971-76), de financiarem o grupo de mercenários.

As informações do promotor se baseiam em depoimentos de Ignacio Villa Vargas, conhecido como “Viejo”, e do paraguaio Mendoza Malavi, que fornecia armas ao grupo de mercenários comandado por Rózsa Flores, que morreu em confronto com a polícia, e de. [leia mais aqui]

Não é surpresa o envolvimento de Marinkovic no atentado. De origem sérvia, Marinkovic é o principal líder da oposição na Bolívia.

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Eles caminham na contramão do povo boliviano, que confirma nas urnas, eleição a eleição, seu apoio ao presidente. Parece até o comportamento da imprensa de um certo país vizinho...

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