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WhatsApp responde Musk e o acusa de 'vomitar teorias da conspiração'

Em sua rede social pessoal (coisa de bilionário), X, Elon Musk deu uma provocada no WhatsApp soltando um veneno sobre a segurança de dados do aplicativo.


WhatsApp exports your user data every night. Some people still think it is secure.
(O WhatsApp exporta seus dados de usuário todas as noites. Algumas pessoas ainda acham que é seguro.)

O chefão do WhatsApp, Will Cathcart, foi pra cima do bilionário, disse que a informação que Musk divulgou não estava correta, "que as mensagens do WhatsApp são criptografadas de ponta a ponta, o que significa que não podem ser lidas pela empresa".

O chefe de inteligência artificial (IA) da empresa Meta, dona do WhatsApp e também do Facebook, Instagram, Threads, Yann LeCun, não foi tão sutil e subiu o tom contra Musk.

Em outra plataforma Meta, Threads, LeCun também fez mais críticas a Musk, acusando-o de fazer afirmações contraditórias e irrealistas sobre inteligência artificial e de “vomitar teorias da conspiração” em sua própria plataforma de mídia social.

Também na rede X, o pesquisador em segurança Tommy Mysk escreveu, mostrando que a história não é bem como o WhatsApp conta:


WhatsApp messages are end-to-end encrypted, but user data is not only about messages. That also includes the metadata such as user location, which contacts the user is communicating with, the patterns of when the user is online, etc. This metadata according to your privacy policy is indeed used for targeted ads across Meta services. So @elonmusk is right.
As mensagens do WhatsApp são criptografadas de ponta a ponta, mas os dados do usuário não são apenas mensagens. Isso também inclui metadados como a localização do usuário, com quais contatos o usuário está se comunicando, os padrões de quando o usuário está online, etc. Esses metadados, de acordo com sua política de privacidade, são de fato usados ​​para anúncios direcionados nos serviços Meta. Então @elonmusk está certo.

Elon Musk aproveitou e retuitou (ou rexuitou?) uma mensagem em que o diretor de produtos da Meta confirma o uso de dados dos usuários pela empresa:


Na corrida pela supremacia da inteligência artificial (AI), Meta se destaca graças ao seu tesouro de imagens compartilhadas publicamente no Instagram e no Facebook. No Tech Summit da Bloomberg, Chris Cox, diretor de produtos da Meta, revelou como a empresa aproveita essas fotos e textos públicos para treinar seu modelo Al avançado de texto para imagem, Emu.

   O WhatsApp  e a Meta ainda não rebateram Musk.


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Musk comemora liberdade de golpistas do Capitólio e luta pelos daqui

O bilionário de extrema direita Elon Musk comemorou em sua rede X, antigo Twitter, a libertação de alguns dos invasores do Capitólio, nos Estados Unidos.

"Encouraging" [encorajador] — escreveu em resposta a uma mensagem que publicava notícia do Washington Post sobre a libertação de alguns golpistas, que tentavam anular a eleição de Biden em 2016, como veio a acontecer no Brasil em 2018, no 8 de janeiro.

Juízes federais começaram a ordenar a libertação antecipada dos réus de 6 de janeiro que contestaram suas sentenças.

Um homem de Delaware que será libertado um ano após o início de sua condenação de três anos.

Um homem de Ohio que se tornou um dos primeiros manifestantes a entrar no Capitólio será libertado seis meses quando foi condenado a 19 meses.

E um homem que entrou na Câmara do Senado com uma bandeira de Trump como capa foi libertado depois de cumprir apenas cinco de uma condenação de 14 meses.



Desde domingo, o bilionário dono do X tem feito reiterados ataques à Justiça brasileira, em especial ao ministro Alexandre de Moraes. 

Musk comparou o poder do ministro ao de um "ditador brutal", além de outros ataques.

Criticou a suspensão de contas que divulgaram fake news determinada por Alexandre de Moraes, cometendo o erro de dizer que foi o ministro quem libertou lula:

“Mas como Alexandre libertou Lula da prisão e influenciou a eleição a favor de Lula, é óbvio que Lula não tomará medidas contra ele. A próxima eleição será crucial.”

Musk também disse que iria tirar seus funcionários do Brasil e depois colocaria novamente no ar todas as contas retiradas a mando de Alexandre de Moraes:

“Precisamos levar nossos funcionários no Brasil para um lugar seguro ou, de outra forma, retirá-los de posições de responsabilidade. Depois disso, faremos um completo vazamento de dados. Eles foram informados de que serão presos.”

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estuda usar os chamados “Twitter Files Brazil”, que motivaram o levante do bilionário, como "fato novo" para tentar reverter as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deixaram o ex-presidente inelegível até 2030.

“Twitter Files Brazil” é uma série de e-mails divulgados por um jornalista dos EUA com mensagens trocadas entre funcionários do antigo Twitter reclamando de decisões da Justiça que determinaram exclusão de conteúdos em investigações envolvendo a disseminação de fake news.

A extrema direita internacional trabalha articulada para enfraquecer o Judiciário brasileiro para tentar impedir que a Justiça seja aplicada a todos os golpistas de 8 de janeiro, especialmente seu comandante e principal beneficiário, o ex-presidente Jair Bolsonaro.


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Elon Musk, mídia e extrema direita mundial. Governo Lula sob ataque

Em todos os cantos, tendo como ponta de lança a mídia corporativa, a extrema direita partiu para a guerra

 

Engana-se quem acha que não têm ligação entre si 

  • a desobediência do governo Netanyahu à determinação da ONU por um cessar-fogo imediato em Gaza
  • a eleição do tresloucado Milei na Argentina; 
  • a invasão da embaixada do México pelo governo do Equador para sequestrar um asilado político; 
  • o ataque de Elon Musk em seu X, antigo Twitter, contra o ministro Alexandre de Moraes, exatamente o relator dos processos contra Jair Bolsonaro. 

A extrema direita está alvoroçada e tem pressa.

Quando o presidente Lula denunciou na África o massacre dos palestinos pelo governo Netanyahu, o Ocidente caiu de pau em cima do nosso presidente.

Com a comparação da ação do governo de Israel às de Hitler, Lula denunciou que o rei estava nu, coisa que o Ocidente fingia não ver. Hoje, o cessar-fogo é uma exigência quase absoluta no mundo. Mas o governo de Israel teima em desrespeitar a decisão da ONU.

Quando Musk defende no X o direito de publicar o que quiser, defende o mesmo direito que bilionários como ele e conglomerados do capital financeiro julgam ter de dar um golpe contra o governo que quiserem, como Musk defendeu quando do golpe na Bolívia.

A extrema direita está em campo e o governo do presidente Lula está sob ataque não apenas pela denúncia do genocídio dos palestinos por Israel, mas pela cobrança que Lula faz em todos os eventos de que participa por uma melhor distribuição de renda, mais justiça social e pelo imediato combate à fome no mundo. 

Em todos os seus discursos no exterior Lula cobra dos chamados países desenvolvidos suas responsabilidades pela desigualdade social, que cria bilionários como Musk enquanto a fome aumenta no mundo.

Lula cobra responsabilidade dos países ricos pela devastação do planeta, da mesma forma que fez recentemente o presidente da Guiana, num vídeo que viralizou.


O recado que a desobediência de Israel à determinação da ONU, o ataque de Musk a Alexandre de Moraes e a violação da embaixada do México pela Equador enviam ao mundo é o mesmo: a extrema direita não respeita regras, leis, estados, fronteiras nem organizações como a ONU.

Querem a destruição dos estados, dos direitos dos trabalhadores, com a uberização de pessoas e nações, e defendem apenas o "livre" mercado e o direito de propriedade.

Por isso o governo Lula está sob ataque. O Brasil volta a ser alvo como antes 

  • com o chamado Mensalão, 
  • depois com a Lava Jato, que destruiu algumas das principais empresas do Brasil,
  • com o golpe do impeachment de Dilma sem fato determinado, para tirar a reserva carimbada do pré-sal para educação e saúde dos brasileiros,
  • a prisão de Lula sem crime, num processo fraudulento, para eleger Bolsonaro e destruir o estado brasileiro, como ele quase conseguiu.

Lula pegou um Brasil devastado, sem verbas, com problemas imensos, e ainda governa acorrentado pelo Centrão, pelo teto de gastos e pelos juros abusivos do Banco Central que tornaram independente.

E eles estão aí de novo, em cima de Lula, apoiados numa nova guerra midiática para que Lula chegue enfraquecido e derrotado em 2026 e não consiga se reeleger.

Precisamos estar, como na canção, atentos e fortes, porque se a extrema direita voltar ao poder não teremos mais Brasil.


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Elon Musk e o lítio. Na Bolívia, ele teve que patrocinar um golpe; com Milei bastou um RT

Em 2020, o homem mais rico do mundo, o bilionário Elon Musk, confessou de modo arrogante que patrocinou o golpe de Estado na Bolívia, que derrubou um governo eleito e colocou no poder Jeanine Añez. Jeanine está presa e foi condenada a 10 anos de cadeia pelo golpe. Musk está mais bilionário hoje do que era há três anos.

Na época, ele não só confessou o apoio ao golpe como afirmou que "Vamos golpear quem quisermos". 

A publicação no Twitter, que ele ainda não havia comprado, foi apagada logo após a repercussão negativa mundial. Mas o print é eterno.

 

O objetivo dele era o lítio, de que a Bolívia possui a maior reserva do planeta. O lítio é usado nas baterias de celulares e de carros elétricos, como o Tesla, de Musk.

Agora na Argentina, Musk não precisou apoiar um golpe. Bastou dar um Retuíte numa postagem do então candidato e atual presidente Javier Milei, que prontamente lhe responde em outro RT: "We need to talk, Elon...[Precisamos conversar, Elon...]".


Além de abrir espaço para a Starlink (serviço de banda larga de Musk), sua desregulamentação total da economia abriu as portas para o bilionário, como o próprio Milei entrega nesta conversa. Aliás, observe sua expressão de encantamento ao falar em Elon Musk.






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Bilionários vão para o céu?


O jornalista Eugênio Bucci, no Estadão, narra a subida aos céus dos bilionários do planeta. 
Os bilionários vão para o céu 

O americano Jeff Bezos tem 57 anos, US$ 193 bilhões e uns trocados (como o jornal Washington Post). Fundador e proprietário da Amazon, criou uma outra empresa – isso lá atrás, em 2000 –, à qual vem se dedicando cada vez mais. Essa empresa, chamada Blue Origin, é um empreendimento sideral. Seu objetivo é vender viagens turísticas ao espaço e, ao mesmo tempo, “colonizar” o Sistema Solar. Bezos planeja levar pessoas para a Lua em 2024, num veículo que ainda não foi construído, mas já foi batizado: Blue Moon.

Não se sabe se haverá fundo musical durante o pouso.

Nesse projeto nada acanhado, o verbo “colonizar” chama a atenção. Os anéis de Saturno serão “colonizados”. Em seu site, a Blue Origin afirma que, para proteger seu torrão natal, “a humanidade terá de expandir, explorar, encontrar novas energias e recursos materiais e mover as indústrias que estressam a Terra para o espaço”. Bezos fala em transferir “atividades de produção” para os corpos celestes à nossa volta. Em sua imaginação de futuro, talvez o nosso velho planetinha será um Jardim do Éden preservado, habitado por humanos ricos, cercado de sujeira industrial por todos os lados. Enquanto isso não se materializa, a empresa vai faturando com passeios a preços suportáveis para a massa ir virar cambalhotas longe da gravidade. A Disneylândia do amanhã fica a meio caminho entre os Estados Unidos e a Lua.

A publicidade, pelo menos ela, já começou. Na semana passada, no dia 13 (esse número de que os astronautas da Nasa não gostam nem um pouco), a Blue Origin carregou para além da estratosfera o ator William Shatner, de 90 anos de idade. O improvável leitor talvez não ligue o nome à pessoa, mas, décadas atrás, Shatner fez sucesso no uniforme de Capitão Kirk, o protagonista de uma série de televisão chamada Jornada nas Estrelas.

Agora, em 2021, ao subir a bordo de um foguete de Bezos, o ator atraiu a cobertura deslumbrada da imprensa mundial, que hoje é química e financeiramente dependente de celebridades. Envergando um macacão azul da Blue Origin, o exkirk apareceu em telejornais de todos os continentes terráqueos, num golpe de marketing cósmico como nunca se viu, ao menos desde o Big Bang.

Como este ramo de negócios é promissor – o céu é o limite –, outros dois bilionários disputam espaço, quer dizer, disputam o espaço com o ego amazônico de Jeff Bezos: Richard Branson, da Virgin Galactic, e Elon Musk, CEO da Tesla e criador da Spacex. São três, portanto, os endinheirados na briga interestelar, com seus telescópios apontados para um mercado que, na próxima década, deve chegar a US$ 1,4 trilhão.

Todos eles, e vários outros atrás deles, darão um jeito de ir para o céu. Vivos ou mortos. Não nos espantemos se, em breve, uma dessas empresas lançar uma funerária cosmonáutica para despachar cadáveres ilustres, devidamente congelados, rumo a fronteiras nunca dantes trespassadas. Lá irão o defunto, suas memórias digitalizadas e uma pontinha de esperança de que, em outras dobraduras do espaço-tempo, surja um anjo alienígena capaz de operar ressurreições.

No Egito antigo, os faraós erguiam pirâmides dentro das quais seus corpos dormiriam até que seres do além viessem resgatá-los. Agora, sarcófagos nucleares partirão daqui em busca dos deuses que nunca se dignaram a visitar os nossos cemitérios. Os faraós queriam que os céus descessem ao deserto. Os bilionários, batalhadores que são, não ficarão na expectativa – subirão eles mesmos aos céus.

Mas nem tudo é funéreo nesta vertiginosa vertente economia mais-que-global. Há muito mais do que féretros interestelares nas estratégias destes senhores. A nova ocupação capitalista do espaço – esta, sim, a nova fronteira – também se abre em cenários menos funestos. Ninguém precisa ser adivinho para perceber que se aproxima a chegada das estações orbitais particulares. A especulação imobiliária vai entrar em órbita. Os bilionários, estes que vestem paletós que valem o preço de um automóvel e pilotam automóveis que custam mais do que um avião, terão casas de fim de semana muito acima do andar de cima. A estética da coisa será meio Las Vegas. Os abastados passarão temporadas tomando banho de neutrinos, lendo mensagens pornográficas em telas holográficas e namorando seres sintéticos. Haverá vinhos, caríssimos, que só alcançarão o estado da arte quando conservados em câmaras de gravidade zero. Haverá cosméticos que só farão efeito quando aplicados em corpos que flutuam. A distância entre ricos e pobres terá aumentado ainda mais e uns e outros não mais se olharão, quando por acaso se cruzarem, como pertencentes à mesma espécie. Isso tudo na parte boa da história.

Ao que você pergunta: mas serão os bilionários astronautas? Ora, ora, sem a menor dúvida. Bezos e seus competidores, que hoje parecem aqueles moguls que a gente só via em filmes de James Bond, serão os senhores do céu azul. Em tempo: o céu só é azul para quem olha para ele aqui, da Terra; quando visto lá de cima, o céu é escuro, só a Terra é que fica azul. E pálida. Pálida origem.






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