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Vasco Gargalo e a ave de rapina na mão do mestre



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Trump e Netanyahu, a guerra não é um jogo — por Dorrit Harazim

 

Guerra não é heroica

No mundo real, perdurou até o início do século passado a mistificação de batalhas gloriosas, vitórias nobres e combates de valentia

Começar uma coluna de jornal citando Hegel, ainda mais de orelhada, é dose. Mas é dele o conceito de que guerras são um purgatório necessário, pois “salvam o Estado da petrificação e da estagnação social”. No entender do alemão, é por meio do conflito que se impede a corrupção social e se renova a saúde ética do Estado. Hegel via o Estado como a “marcha de Deus no mundo” e não via a guerra como mal absoluto.

No mundo real, perdurou até o início do século passado a mistificação de batalhas gloriosas, vitórias nobres e combates de valentia altruísta. Devemos ao príncipe Andrei Bolkonsky, personagem do monumental “Guerra e paz”, de Liev Tolstói, uma das mais ferozes críticas à glorificação da guerra, expondo sua crueldade sem adornos. A cena se passa na véspera da Batalha de Borodino (1812), que seria vencida pelas tropas de Napoleão ao custo de 30 mil soldados e 45 mil vidas do lado russo, e reflete a tomada de consciência do príncipe:

— Tudo se resume a isto: devemos acabar com a hipocrisia e fazer da guerra uma guerra, e não um jogo. Caso contrário, a guerra é o passatempo predileto dos ociosos e frívolos... Não há profissão mais estimada que a militar. E o que é a guerra? O que constitui o sucesso na guerra? Quais são os meios do mundo militar? O objetivo e o fim da guerra é o assassinato; os instrumentos usados são a espionagem, a traição, a ruína de um país, o saque e o roubo de seus habitantes para a manutenção do Exército, o embuste e a mentira, que aparecem sob o título de arte da guerra. O mundo militar é caracterizado pela ausência de liberdade, inatividade forçada, ignorância, crueldade, devassidão e embriaguez... Amanhã dezenas de milhares de homens se encontrarão para massacrar uns aos outros: para matar e mutilar, e então oferecerão serviços de ação de graças por terem aniquilado tantos (exageram até o número). E proclamarão vitória...

Foi somente a partir da dizimação humana em escala industrial na Grande Guerra de 1914-18 que a glorificação marcial começou a ruir. Ela foi silenciada depois que os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre o Japão, em 1945. Hoje, o recurso à guerra em grande escala — sobretudo quando desencadeada por escolha, não por necessidade — é a maneira mais inglória de um governante reconciliar seus descontentamentos. O ataque maciço contra o Irã iniciado na manhã de 28 de fevereiro por ordem de Donald Trump, comandante em chefe da maior potência militar do planeta, em sociedade com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, não tem volta.

Para Netanyahu, foi uma espera de 45 anos. Tanto em seu livro de memórias como em discurso de setembro de 2012, quando apresentou na ONU o diagrama de uma bomba nuclear que o Irã estaria a poucas semanas de produzir, ele vem convencendo a população israelense, a diáspora judaica e meio mundo de que a sobrevivência de Israel depende da aniquilação do regime teocrático iraniano. Não sem razão, visto que “morte a Israel” tem sido o mote mobilizador da Revolução Islâmica desde 1979. Só que as “poucas semanas” até o apocalipse anunciado na ONU se converteram em 15 anos de negociações sempre sabotadas, direta ou indiretamente, por Netanyahu. Não espanta que, encerrada a primeira semana de guerra total, com a dizimação do líder supremo Ali Khamenei e vários escalões políticos e militares daquela teocracia, 93% dos israelenses declarem apoio à empreitada de Bibi.

Para Trump, deve sair mais cara a decisão de usar o colossal poderio bélico americano contra um país do outro lado do mundo. Segundo pesquisa NPR/PBS de sexta-feira, apenas 36% da população aprova o envolvimento dos Estados Unidos numa guerra ilegal, que não considera sua. Os motivos e objetivos cambiantes fornecidos pelo presidente para desencadear sua guerra apenas reforçam o caráter insano da empreitada. O humilhante histórico de fracassos das Forças Armadas americanas no Vietnã, no Iraque e no Afeganistão nunca foi apagado. Trump deve ter acreditado que, não tendo sido agraciado com o Nobel da Paz, conseguirá se consagrar como comandante em chefe de uma grande guerra. Na sexta-feira, anunciou em rede social e letras maiúsculas que, ao Irã, só resta a capitulação. E que caberá a ele, presidente dos Estados Unidos, escolher o novo líder do país rendido.

Fazer acontecer tamanha sandice, com um boné “USA” enfiado na cabeça, será tortuoso. Como diz o príncipe de Tolstói, “uma guerra não é um jogo”.


Coluna da jornalista no Globo de hoje.

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Assassinato de 108 meninas em escola fundamental no Irã é a marca de Israel na guerra

As Forças Armadas dos Estados Unidos e Israel, comandadas por genocidas e tiranos, atacaram o Irã de surpresa, enquanto fingiam negociar uma paz na região.

Foi um golpe pelas costas de quem não respeita regras e leis internacionais, bem ao estilo de Trump e Netanyahu, que zombam das normas que regem a vida dos demais mortais.

Numa sinergia do Mal, ambos juntam a falta de escrúpulos ao sadismo de fazer sofrer os outros.

Como que para juntar infâmia à covardia do ataque surpresa, uma escola de ensino fundamental, onde só estudavam meninas, foi destruída por um míssil, desses que têm precisão capaz de acertar um único homem. 

Logo, não foi um erro. É a assinatura de que a destruição da escola de meninas foi feita pela mais cruel das Forças Armadas, a de Israel, que além de matar, estupra, rouba, se apodera de órgãos para transplantes.

O objetivo é causar horror, mostrando que quem é capaz de eliminar mais de uma centena de meninas estudantes cruelmente é capaz de tudo. E as Forças Armadas de Israel são capazes de tudo.

Somente em Gaza, até o momento, e contando apenas os que puderam ser contabilizados, 75 mil palestinos foram assassinados por Israel, numa guerra de extermínio, definida como genocídio pelo Tribunal Penal Internacional, que também condenou Netanyahu como genocida, com mandados de prisão em todos os países signatários, entre os quais o Brasil.

Os números de palestinos assassinados são de um trabalho de campo conduzido pelo Centro Palestino de Pesquisa Política e Pesquisas, dirigido pelo pesquisador palestino Khalil Shikaki. 

O estudo, comandado por Michael Spagat, professor da Royal Holloway, Universidade de Londres, revisado por pares, publicado na quarta-feira, dia 18, na Lancet, concluiu que mulheres, crianças e idosos representaram 56,2% das mortes violentas em Gaza, o que dá aproximadamente 42 mil — crianças na maioria. 

O ataque ao Irã não foi precedido de informação à ONU, como obrigatório pelas leis internacionais. Nem Trump pediu autorização ao Congresso para fazê-lo, como obrigam as leis dos Estados Unidos.

Dois criminosos, de forma ilegal, espalhando sangue e horror pelo mundo, aplaudidos por racistas como eles e tratados com luvas de pelica pela mídia comercial acoelhada. 

Ambos querem se cacifar com a guerra para melhorarem suas situações nas pesquisas em seus países visando eleições que podem apeá-los do poder ainda este ano.

Por enquanto, além das explosões de mísseis, a imagem que fica é a deste iraniano em seu desespero com a mão de uma menina morta, pedindo para que olhemos para aquela mão, "a mão de uma menina de seis ou sete anos" morta por Israel.

Até quando vamos permitir e eleger genocidas e tiranos cruéis, quando o mundo quer paz? Ou não é isso o que queremos?

 





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Madonna no Brasil. Será que ela vai finalmente falar ou está proibida?

O Rio está vivendo a expectativa do mega show de Madonna na praia de Copacabana, no próximo sábado, dia 4.

O show é a cereja do bolo da festa pelo centenário de um banco, que lucrou no ano passado R$ 35,6 bilhões, mas mesmo assim passou o chapéu para um rachuncho de R$ 10 milhões da prefeitura do Rio, para ele usar a beleza do Rio e as marcas Rio e Copacabana de graça para se divulgar.

São esperadas 1,5 milhão de pessoas no show.

Será que o homem da foto, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, virá ao Rio, deixando de lado o genocídio em Gaza, para acompanhar o último show da turnê da rainha do pop e ganhar novo abraço dela?

A foto de Madonna com Netanyahu foi feita em setembro de 2009, há longos 15 anos. Foi uma visita que ela fez à residência do primeiro-ministro, e foi editada desta outra foto aqui, que dá o contexto:

Madonna juntou-se ao primeiro-ministro israelense e sua família na sexta-feira no tradicional ritual de boas-vindas ao sábado judaico.
Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro diz que o cantor passou duas horas com Benjamin Netanyahu e sua esposa Sara em sua casa, acendendo velas e recitando uma bênção juntos.
Madonna, vista na foto abaixo divulgada pela assessoria de imprensa do governo israelense, usava um vestido preto de mangas curtas ao deixar a casa fortemente vigiada de Netanyahu na sexta-feira. Ela estava acompanhada de seu empresário Guy Oseary, retratado à direita na imagem abaixo.

Tiraria outra foto dessas com ele hoje? Não sabemos. Mas se naquela época ele não tinha a fama tão terrível que adquiriu hoje, após a criminosa investida contra os palestinos em Gaza, já se sabia quem era Netanyahu e o desprezo que tinha pelos palestinos.

Nesta conversa gravada em 2001 (oito anos antes da foto com Madonna), ele afirma que os acordos firmados com os palestinos não deram em nada principalmente porque ele não os cumpria conforme o combinado. Ele confessa cinicamente que dava sua interpretação ao que fora assinado, de acordo com as conveniências de Israel.

Mostra que o que ele diz não se escreve e a palavra dele só pode ser encarada como verdadeira quando se refere a seu ódio aos palestinos, que ele no fundo gostaria de ver exterminados ou pelo menos expulsos de vez do que ele considera como suas terras — toda a área da antiga Palestina.

E diz que a estratégia a ser usada contra os palestinos é simples:

"É preciso atacá-los de forma dolorosa para que o preço que eles paguem seja insuportável."

Quando houve o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro do ano passado, Madonna se pronunciou indignada em meio a seu show (o mesmo que vai exibir no Brasil agora).

"Todos nós estamos sofrendo, observando o que está acontecendo em Israel e na Palestina. Parte-me o coração ver crianças sofrendo, adolescentes sofrendo, idosos sofrendo. Tudo isso é de partir o coração, ok? Tenho certeza que você concorda. Mas mesmo que nossos corações estejam partidos, nossos espíritos não podem ser quebrados. Você está comigo? Muitas pessoas dizem, bem, o que posso fazer? Eu sou apenas uma pessoa. Você se sente desesperado. Você se sente impotente, certo? O que podemos fazer? Há muito que podemos fazer. Em primeiro lugar, podemos dizer, posso fazer a diferença porque eu, individualmente, posso trazer luz ao mundo com as minhas ações, com as minhas palavras. Todos os dias, sinto muito que não se trata de dar um sermão em você, mas todos juntos somos pessoas muito poderosas. Podemos nos unir de uma forma sombria e maligna, ou podemos nos unir a partir de um lugar de luz e amor. E se todos tivermos essa consciência coletiva, podemos mudar o mundo e trazer a paz. Não apenas para o Oriente Médio, mas em todo o mundo."

 


Embora tenha mostrado sua indignação no show e nele tenha citado também a Palestina, Madonna  postou em seu perfil no Instagram um vídeo e um texto sobre o 7 de outubro, com crítica apenas ao que aconteceu em 7 de outubro [o genocídio ainda não havia começado, diga-se em nome da verdade].

Este é o texto do vídeo e sua tradução:

"Imagine that you wake up in the morning and you hear this. At 6.30 in the morning Hamas started with a big rocket attack on Israel. And from what seemed like a usual attack from Gaza, became every citizen's worst nightmare. At 7.35, terrorist units invaded the territories of Israel driving cars and motorcycles. They started driving in cities in Israel, shooting and murdering every civilian they passed by. Breaking into civilian homes, taking hostages and murdering families including men, women, babies and elder civilians. While they were taking hostages and killing civilians, some of their units drove to a party, started shooting everyone they saw. Parents are still looking for their missing children, not knowing what happened to them. And unfortunately, it gets worse. The terror units of Hamas controlled the cities for more than 12 hours. Filming and distributing some of their horrible actions when they conquered some of the cities surrounding Gaza. They broke into civilian homes, and those that they couldn't break into were burned, forcing the civilians to get outside and be slaughtered by Hamas' cruel terror units."

"Imagine que você acorda de manhã e ouve isso. Às 6h30 da manhã, o Hamas iniciou um grande ataque com foguetes contra Israel. E o que parecia ser um ataque habitual vindo de Gaza, tornou-se o pior pesadelo de qualquer cidadão. Às 7h35, unidades terroristas invadiram os territórios de Israel dirigindo carros e motocicletas. Eles começaram a dirigir pelas cidades de Israel, atirando e assassinando todos os civis pelos quais passavam. Invadir casas de civis, fazer reféns e assassinar famílias, incluindo homens, mulheres, bebés e civis idosos. Enquanto faziam reféns e matavam civis, algumas de suas unidades foram até uma festa e começaram a atirar em todos os que viam. Os pais ainda procuram os filhos desaparecidos, sem saber o que aconteceu com eles. E, infelizmente, fica pior. As unidades terroristas do Hamas controlaram as cidades durante mais de 12 horas. Filmando e distribuindo algumas de suas ações horríveis quando conquistaram algumas das cidades ao redor de Gaza. Eles invadiram casas de civis, e aquelas que não conseguiram invadir foram queimadas, forçando os civis a sair e serem massacrados pelas cruéis unidades terroristas do Hamas."

 

Esta a tradução do que Madonna escreveu no Instagram junto com o vídeo:

O que está acontecendo em Israel é devastador.. Ver todas essas famílias e principalmente crianças sendo rebanho, agredido e assassinado nas ruas é de partir o coração.
Imagina se isso estivesse acontecendo com você??
É insondável.
Conflitos nunca podem ser resolvidos com violência. Infelizmente a humanidade não entende essa verdade Universal. Nunca entendeu. Vivemos num mundo devastado pelo ódio.
Meu coração está com Israel. Às famílias e lares que foram destruídos. Às crianças que estão perdidas.
Às vítimas inocentes que foram mortas.
A todos que estão sofrendo ou que irão sofrer com este conflito.
Estou orando por você. Estou ciente de que isto é trabalho do Hamas e há muitas pessoas inocentes na Palestina que não apoiam essa organização terrorista. Esse ataque trágico só vai causar mais sofrimento a todos
Vamos todos rezar. Para Israel. 🇮🇱🇮🇱🇮🇱Pela Paz. ♥️ Para o Mundo.

 



O problema é que de lá para cá muita coisa aconteceu. Houve e está havendo um genocídio em Gaza, cometido por Israel, e Madonna não deu uma única declaração sobre isso. Não disse uma palavra sobre Netanyahu e os crimes de Israel.

Os dados do genocídio são aterrorizantes e estão levando milhares e milhares de pessoas em todo o mundo a se pronunciarem. 

Mas Madonna nada disse, a não ser naquele dia em que lamentou o ataque do Hamas.

 

O GENOCÍDIO ISRAELENSE NA FAIXA DE GAZA

7 de outubro - 3 de abril de 2024

Mortos *

  • 41.496
  • 37.676 civis (209,3 por dia; 8,7 por hora)
  • 15.370 crianças (85,3 por dia; 3,5 por hora)
  • 9.671 mulheres (53,7 por dia; 2,2 por hora)

Feridos

  • 77.250 (em média 40% crianças. 20% mulheres — 30 mil crianças, 15 mil mulheres)

Jornalistas mortos

  • 136 (quase 1 por dia)

Desalojados

  •  2.000.000

Casas completamente destruídas

  • 122.500

Casas parcialmente destruídas

  • 269.700

Sedes de imprensa destruída/danificada

  • 177

Escolas danificadas

  • 443

Instalações industriais destruídas

  • 2.217

Mesquitas danificadas

  • 647

Igrejas danificadas

  • 3

Profissionais de saúde atingidos

  • 869 (349 mortos 520 feridos)

Instalações de saúde destruídas

  • 301 (29 Hospitais, 69 Clínicas, 203 Ambulâncias)

Patrimônio

  • 200

Trabalhadores da defesa civil

  • 198 (42 mortos 156 feridos)

Detidos/desaparecidos à força

  • 3.890 (21,6 por dia, quase 1 por hora)

* O número de mortos inclui aqueles presumivelmente mortos sob os escombros

Neste dia 4 em Copacabana, Madonna vai bater o recorde de público numa única apresentação de seus shows, em plena praia de Copacabana, na Cidade Maravilhosa. Vai comemorar o número de 1,5 milhão de pessoas esperado para este sábado de muito sol e calor humano no Rio.

Os fãs querem apenas assistir ao show. Mas o mundo espera de Madonna umas palavras de solidariedade aos palestinos, como as que disse em solidariedade aos israelenses. 

Porque Madonna não é só uma cantora. Sempre foi uma ativista, uma definidora de pensamentos e comportamento. Não pode se calar diante de um genocídio, para ser coerente com ela mesma.

 



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Elon Musk, mídia e extrema direita mundial. Governo Lula sob ataque

Em todos os cantos, tendo como ponta de lança a mídia corporativa, a extrema direita partiu para a guerra

 

Engana-se quem acha que não têm ligação entre si 

  • a desobediência do governo Netanyahu à determinação da ONU por um cessar-fogo imediato em Gaza
  • a eleição do tresloucado Milei na Argentina; 
  • a invasão da embaixada do México pelo governo do Equador para sequestrar um asilado político; 
  • o ataque de Elon Musk em seu X, antigo Twitter, contra o ministro Alexandre de Moraes, exatamente o relator dos processos contra Jair Bolsonaro. 

A extrema direita está alvoroçada e tem pressa.

Quando o presidente Lula denunciou na África o massacre dos palestinos pelo governo Netanyahu, o Ocidente caiu de pau em cima do nosso presidente.

Com a comparação da ação do governo de Israel às de Hitler, Lula denunciou que o rei estava nu, coisa que o Ocidente fingia não ver. Hoje, o cessar-fogo é uma exigência quase absoluta no mundo. Mas o governo de Israel teima em desrespeitar a decisão da ONU.

Quando Musk defende no X o direito de publicar o que quiser, defende o mesmo direito que bilionários como ele e conglomerados do capital financeiro julgam ter de dar um golpe contra o governo que quiserem, como Musk defendeu quando do golpe na Bolívia.

A extrema direita está em campo e o governo do presidente Lula está sob ataque não apenas pela denúncia do genocídio dos palestinos por Israel, mas pela cobrança que Lula faz em todos os eventos de que participa por uma melhor distribuição de renda, mais justiça social e pelo imediato combate à fome no mundo. 

Em todos os seus discursos no exterior Lula cobra dos chamados países desenvolvidos suas responsabilidades pela desigualdade social, que cria bilionários como Musk enquanto a fome aumenta no mundo.

Lula cobra responsabilidade dos países ricos pela devastação do planeta, da mesma forma que fez recentemente o presidente da Guiana, num vídeo que viralizou.


O recado que a desobediência de Israel à determinação da ONU, o ataque de Musk a Alexandre de Moraes e a violação da embaixada do México pela Equador enviam ao mundo é o mesmo: a extrema direita não respeita regras, leis, estados, fronteiras nem organizações como a ONU.

Querem a destruição dos estados, dos direitos dos trabalhadores, com a uberização de pessoas e nações, e defendem apenas o "livre" mercado e o direito de propriedade.

Por isso o governo Lula está sob ataque. O Brasil volta a ser alvo como antes 

  • com o chamado Mensalão, 
  • depois com a Lava Jato, que destruiu algumas das principais empresas do Brasil,
  • com o golpe do impeachment de Dilma sem fato determinado, para tirar a reserva carimbada do pré-sal para educação e saúde dos brasileiros,
  • a prisão de Lula sem crime, num processo fraudulento, para eleger Bolsonaro e destruir o estado brasileiro, como ele quase conseguiu.

Lula pegou um Brasil devastado, sem verbas, com problemas imensos, e ainda governa acorrentado pelo Centrão, pelo teto de gastos e pelos juros abusivos do Banco Central que tornaram independente.

E eles estão aí de novo, em cima de Lula, apoiados numa nova guerra midiática para que Lula chegue enfraquecido e derrotado em 2026 e não consiga se reeleger.

Precisamos estar, como na canção, atentos e fortes, porque se a extrema direita voltar ao poder não teremos mais Brasil.


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Pegadinha misteriosa com Bolsonaro e Netanyahu na Paulista, explicada

O escritor Marcelo Rubens Paiva mostrou duas imagens em seu perfil no X, antigo Twitter, que formam a pegadinha que alguém montou ontem na manifestação em apoio ao ex-presidente, e hoje deve estar emoldurando fundos de bolsonaristas nas redes.

Num mural na Avenida Paulista, quase esquina com a Consolação, colaram um cartaz com as imagens de Bolsonaro e Netanyahu, um em cada lateral, com uma inscrição em hebraico no centro, sobre fundo branco com bordas azuis, como na bandeira de Israel.


Só quem sabe hebraico entende o que está escrito entre os dois líderes da extrema direita. Esta foi a segunda imagem postada por Marcelo: um print do Google tradutor.


A mensagem entre Bolsonaro e Netanyahu estava escrita em hebraico e significa "genocida".

O recado de que se trata de dois genocidas foi colocado ali de propósito, como denúncia do que os dois são e ao mesmo tempo denúncia da ignorância de bolsonaristas, que se dizem fanáticos por Israel "por ser uma nação cristã", quando judeus não acreditam em Jesus Cristo como filho de Deus, e os cristãos são minoria das minorias naquele país: apenas 1,92% da população.


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Netanyahu, que ataca Lula, já passou pano para Hitler

O primeiro-ministro de Israel Benjamim Netanyahu declarou que Lula é persona non grata em Israel por ter comparado os ataques de Israel aos palestinos às ações de Hitler contra os judeus. Ele faz pose de ofendido com a junção dos nomes Israel e Hitler na mesma frase, mas se esquece de que já fez pior: passou pano para o ditador e assassino nazista, um dos maiores criminosos da história da humanidade.

Num discurso proferido em 21 de outubro de 2015 no Congresso Mundial Sionista, em Jerusalém, Netanyahu declarou que Hitler não tinha intenção de exterminar os judeus, quem o convenceu disso foi o Mufti de Jerusalém. Mufti é um acadêmico islâmico a quem é reconhecida a capacidade de interpretar a lei islâmica. 

Disse Netanyahu:

“Este e outros ataques contra a comunidade judaica em 1920, 1921, 1929, foram instigados pelo Mufti de Jerusalém, Haj Amin Al-Husseini. Hitler não queria exterminar os judeus, queria apenas expulsá-los. Foi Haj Amin Al-Husseini que disse a Hitler: ‘Se os expulsar, eles vão vir todos para aqui’. ‘Então o que é que faço com eles?’, perguntou Hitler, e ele respondeu ‘Queime-os’.”

A declaração foi tão absurda, que até a Alemanha saiu em defesa da responsabilidade de Hitler e do país pelo Holocausto:

“Todos os alemães conhecem a história da obsessão racial assassina dos Nazis, que conduziu à ruptura com a civilização que foi o Holocausto”, disse o porta-voz da chancelar alemã, Steffen Seibert, questionado sobre o discurso do primeiro-ministro de Israel.

“Isto é ensinado nas escolas alemãs por uma boa razão, pois não deve ser nunca esquecido. Não vejo razões para alterar a nossa visão da história. Sabemos que a responsabilidade por este crime contra a humanidade é da Alemanha, uma responsabilidade muito nossa”, acrescentou Seibert. [Euronews]


Aqui, um vídeo de trecho do discurso de Netanyahu:

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Só a guerra mantém Netanyahu no poder; por isso ele não permite a paz

Não importa a solução que lhe tragam para um cessar-fogo imediato em Gaza, a resposta de Netanyahu será a mesma e definitiva: paz apenas com a libertação de todos os reféns e a autodissolução do Hamas — que ele sabe ser impossível.

Afinal, após 115 dias de intenso bombardeio, que provocou o deslocamento de quase dois milhões de palestinos, a destruição de suas terras, escolas, igrejas, hospitais, a morte de 25 mil deles, sendo quase 18 mil mulheres e crianças, Netanyahu só conseguiu neutralizar 1/3 da força do Hamas. Ainda há em torno de 20 mil combatentes em armas contra as Forças Armadas de Israel.

As agências de inteligência dos EUA estimam que as forças israelenses mataram 20 a 30 por cento da força de combate do Hamas em Gaza, um pouco abaixo da estimativa de Israel de 10.000 combatentes mortos, informou o WSJ. As autoridades estimam que o Hamas ainda tem munições suficientes para continuar a lutar durante meses, afirma o relatório. [Haaretz]
Uma pesquisa do Instituto de Democracia de Israel (IDI) divulgada no início do ano mostrou que somente 15% dos israelenses apoiam a permanência de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro após o fim da guerra do país com o Hamas.

Nova pesquisa, divulgada pela CNN hoje, aponta uma derrota do partido de Netanyahu. Embora novas eleições estejam marcadas apenas para outubro de 2026, elas podem ser antecipadas, e muitos desejam que elas ocorram agora, ainda durante a guerra, tal a impopularidade do primeiro-ministro.

Benny Gantz, um opositor e ex-ministro da Defesa que se juntou ao gabinete de guerra de Netanyahu após os ataques de 7 de outubro, seria o maior vencedor, sugere a pesquisa para o Channel 13 da CNN. Seu partido da Unidade Nacional ganharia 37 assentos, segundo a pesquisa. O partido Likud de Netanyahu ganharia 16 com ele no comando, e o partido Yesh Atid do ex-primeiro-ministro Yair Lapid viria em terceiro lugar com 14, sugerem projeções.


A mesma pesquisa apontou que uma maioria de 53% acha que Netanyahu luta por interesses pessoais, para salvar sua pele do julgamento de três crimes que lhes são imputados: 

Netanyahu é suspeito de ter aceitado presentes caros de empresários ricos em troca de favores oficiais, além de oferecer benefícios regulatórios e financeiros a 2 magnatas da mídia em troca de uma cobertura positiva da imprensa.

Só uma vitória consagradora poderia mantê-lo no cargo e talvez livrá-lo das acusações. A maioria do povo de Israel, segundo a pesquisa, já percebeu isso. Mas ele não tem alternativa: é vencer ou vencer.

Fica evidente que a única chance de paz é a destituição de Netanyahu. Com ele no poder segue a guerra de extermínio.

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Jornalista do Haaretz diz que Netanyahu conduz Israel para uma guerra civil

O jornalista Uri Misgav afirma que o primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu prepara o país para uma guerra civil.

Em artigo publicado dia 17 no Haaretz, um dos principais jornais de Israel, 100º dia do ataque de Hamas que deu início ao massacre, Misgav vê Netanyahu em queda livre por não ter conseguido entregar nenhum de seus compromissos ao assumir o governo: segurança e governabilidade, Irã, custo de vida e normalização com a Arábia Saudita.

Nas sondagens de opinião, é um governo minoritário – emergiria com 44 assentos no Knesset se as eleições fossem realizadas hoje, de acordo com as últimas pesquisas – pelo que sua sobrevivência depende da continuação da guerra (“uma emergência nacional”) indefinidamente. Agora, ao fim de 100 dias de destruição e carnificina nas fronteiras de Israel, o governo completou o seu contra-ataque e preparou-se para a batalha – aquela pela sua sobrevivência.

2024 será um ano de "maldade e escuridão", segundo Misgav. Além da guerra contra o Hamas, os reféns ainda em mãos do Hamas, há os problemas na fronteira com o Líbano, os Houthis, o Irã, a falta de uma solução para o problema dos 1,8 milhão de palestinos deslocados de suas terras — para onde voltarão, se tudo está destruído? 

Tudo isso gera atritos externos e internos. Aumentam os protestos nas ruas. E a repressão. O próprio Misgav foi detido no início do mês para interrogatório por um tweet sobre Netanyahu.

A dificuldade de uma solução pacífica está "naqueles que nada têm a perder e que, em todo o caso, sentem que o Estado lhes pertence, uma herança do próprio Deus. O resultado é que se pode esperar que irrompa algum tipo de guerra civil, e que este governo da 'Irmandade Judaica' está se preparando para isso".

As duas figuras mais importantes do governo são da "Irmandade Judaica": Bezalel Smotrich, ministro das Finanças e ministro da Ocupação e Assentamentos no Ministério da Defesa, e Itamar Ben-Gvir como ministro da "segurança nacional" — isto é, ministro da polícia, prisões e distribuição de armas. Ao mesmo tempo, foram confiadas pastas estratégicas aos ultraortodoxos, nomeadamente habitação, saúde e interior.

Há a tentativa de destruição da ordem judicial, inicialmente aprovada, mas recentemente cancelada. O objetivo é fazer voltá-la a valer, dando aos políticos poder sobre decisões da Suprema Corte do país.

A violência policial aumenta dia a dia sobre os manifestantes contrários às decisões de Netanyahu, que estão fazendo a maré mundial da opinião pública se voltar contra Israel.

Imagine o que acontecerá quando as massas saírem às ruas. Com a guerra e os ataques terroristas como pano de fundo, os manifestantes serão apresentados como traidores, apunhalando a nação e os seus soldados pelas costas, e tratados em conformidade. As ruas estarão em chamas. Afinal, o país foi inundado com armas automáticas distribuídas segundo linhas políticas.

A insistência de Ben-Gvir em substituir o comissário do Serviço Prisional de Israel não teve como objetivo garantir condições confortáveis para o dia em que Netanyahu for preso, mas sim incendiar as prisões, piorando as condições dos prisioneiros de segurança palestinos. A partir daí, toda a Cisjordânia irá subir.

O público são, patriótico e amante da vida será novamente chamado à ação em breve. Também aqueles do sistema político, o Estado-Maior das FDI e as agências de segurança. O Israel democrático está se aproximando do teste da sua vida. Se não vencermos, simplesmente não seremos.
Depois de explodir Gaza, o governo Netanyahu pode simplesmente implodir Israel.

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