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César Maia, o Vaia, bloqueia CPI que quer investigar verbas do PAN

Olá, Mello. Lembro-me que postou alguns textos dizendo que após a realização do PAN, iriam começar a aparecer denúncias sobre o desvio das verbas usadas no jogos. Bom, não sei se já leu, mas já começou a rodada de acusações.
A notícia que me refiro é da Agência Carta Maior.
Um abraço
Gustavo

Pois é, Gustavo. E o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia (o Vaia) está preocupadíssimo. Leia sobre Cesar Vaia e as denúncias do PAN na reportagem indicada pelo Gustavo.

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'Grande imprensa independente' ataca novamente. Agora é o caso dos lutadores cubanos deportados

Depois de tentarem atingir o governo com a exploração sensacionalista da tragédia com o Airbus da TAM, agora a “grande imprensa” com seu “jornalismo independente” volta suas baterias para o caso dos lutadores cubanos deportados.

Nas primeiras páginas de todos os jornais, merecendo até editorial da Folha hoje, o caso dos cubanos é tratado como uma subserviência do governo brasileiro ao regime cubano.

No entanto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, liberou até os depoimentos dos lutadores à Polícia Federal:

“Foi oferecido ao depoente se desejava solicitar refúgio, o qual foi negado, pois o depoente diz amar o seu país, seus familiares, não ter problemas políticos ou religiosos” (O Globo, página 9).

Que se lancem suspeitas sobre a rapidez da deportação, tudo bem. Deve-se desconfiar sempre e apurar realmente o que aconteceu. Mas, e se foi isso mesmo? E se, simplesmente, os cubanos caíram num conto-do-vigário alemão?

Segundo se noticiou, os dois boxeadores cubanos haviam sido contratados a peso de ouro por uma empresa alemã, especialista em lutadores cubanos fugitivos.

Então, por que eles não foram imediatamente embarcados para a Alemanha, mas, em vez disso, permaneceram no Brasil, numa lua de mel com garotas de programa, em Araruama, uma pequena cidade litorânea do Rio?

E se eles, após a fuga da delegação, perceberam que haviam entrado numa fria e resolveram relaxar e gozar, enquanto não eram descobertos e deportados?

Em Cuba eles têm família. Provavelmente por causa dela, para lhes oferecer uma vida melhor, pensaram em abandonar o país – como milhões de jovens de todo o mundo – e tentar a vida no exterior. Levaram um calote. Por que não voltar para a família?

Isso tudo está muito parecido com a tal “fuga em massa” da delegação cubana no PAN, lembram-se? Jornais e telejornais mostraram imagens daquilo que seria uma retirada às pressas de toda a delegação cubana, por ordens do “ditador Fidel Castro”, para evitar a tal fuga em massa.

Depois se descobriu (mas só foi relatado em pequenas notas em cantos de página) que nunca houve a tal debandada. Como aconteceu com todas as outras delegações, a cubana seguiu à risca o que informara anteriormente ao Comitê Organizador do PAN, à ODEPA e ao COI.

A notícia de que não haveria atletas cubanos na cerimônia de encerramento do PAN foi desmentida pela presença de quase 200 (nem dois, nem 10, nem 20) cubanos à festa.

Quem não compareceu foi a Rede Globo, pois teria que mostrar ao vivo para todo o Brasil a delegação cubana – a mesma que eles disseram que havia embarcado no dia anterior. Como é que o Galvão ia narrar essa, né?

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Faça sua jogada no Jogo do PAN, um jogo de família

Ligue a coluna dos números à das letras e descubra o que o Presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman, família e sócios faziam no PAN, enquanto você torcia.

1. Nuzman
2. A cunhada de Nuzman
3. A filha de Nuzman
4. Um diretor do COB (de que Nuzman é presidente)
5. O sócio de um diretor do COB, Alexandre Accioly

a. Figurinista da delegação
b. Representante da companhia de seguros que segurou o Pan
c. Trabalha no marketing de uma das empresas que ganhou concorrência no Pan
d. Responsável pelo evento de abertura e pelos tíquetes eletrônicos
e. Presidente do CO-Rio, empresa privada escolhida para organizar os jogos, sem concorrência

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As vaias a Lula na festa do PAN. Que se faça justiça a César Maia


Agora já não é mais tão importante saber se verdadeiramente o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, é o responsável pela encenação que culminou com a vaia recebida pelo presidente Lula na cerimônia de abertura do PAN do Rio.

Tudo indica que sim. É como na história do porco e da feijoada. A vaia tem estilo de César, palavras de César, dedo de César. Ou é César ou feijoada. E a percepção popular – pelo menos aqui no Rio – é de que foi uma armação de César Maia.

Não é a primeira vez que CM se vê envolvido com episódios desse tipo. Houve o arrastão na orla, durante uma campanha contra Benedita da Silva. Houve uma misteriosa greve geral ordenada por traficantes, durante uma outra campanha contra Benedita. Os boatos contra Sérgio Cabral, confessados por César em livro (Política é Ciência, onde também são narrados ataques a Cidinha Campos e Amaral Neto, numa mesma campanha). Tudo isso é o estilo César.

Só que dessa vez pegou mal, e o feitiço parece que virou contra o feiticeiro. Nas ruas do Rio, mesmo antilulistas criticam a atitude que atribuem a CM.

Tenho informações seguras de que Lula e Sérgio Cabral estão furiosos com ele. Lula, entre outras coisas, porque, afinal, o governo federal entrou com quase a metade da verba do PAN.

Cabral também não gostou da atitude de César, porque tudo o que quer é paz com Lula. O governador herdou um estado falido, não tem verba pra nada e tem sido socorrido pelo governo federal. Foi assim no metrô, no PAN, na absorção do Cheque-Cidadão pelo Bolsa Família... Sem contar 2010. Lula não pode se candidatar. Personalista, não quer ninguém do PT para lhe fazer sombra. O PMDB é o partido ideal. Pode lhe garantir um bom governo, votando o que lhe interessa, se puder ter um nome forte para sucedê-lo. Por que não Cabral?

As pesquisas de opinião mostram que a maior preocupação do brasileiro hoje é a segurança. O Rio – infelizmente para nós cariocas – é o estado símbolo da crise da segurança no país. Se Cabral – com a ajuda de Lula – conseguir baixar os índices de violência no Rio para níveis aceitáveis, será um candidato fortíssimo em 2010.

Por isso, a vaia só servia a César. Que queria, como declarou em entrevistas, que o presidente não viesse ao Rio para o PAN. Insiste até para que não o faça novamente. O objetivo dele é um só: faturar o PAN sozinho, como já fez no programa gratuito do DEM, em rede de TV.

Talvez, num primeiro momento, apenas para ajudar o lançamento da candidatura de seu filho Rodrigo Maia à prefeitura de Niterói no ano que vem, como mostram os panfletos distribuídos largamente na cerimônia do PAN (veja foto que ilustra postagem, que reproduz trecho de uma página do jornal O Dia de ontem. Embora afirmem que o panfleto é de Indio da Costa, reparem que o destaque na foto é para o filho de César).

Mas o tiro saiu pela culatra. A seção de Cartas de O Globo de ontem mostrou isso. Cartas a favor das vaias. Cartas contra as vaias. Quase meio a meio, num jornal nitidamente antiLula. Isso mostra que dessa vez César Maia pode acabar como vilão na história. E Lula, mais uma vez, como vítima.

Eu, que já externei aqui minha opinião sobre CM numa postagem de final de ano, espero que finalmente lhe seja feita justiça.

Mas que essa sentença caia apenas sobre CM, e não sobre nossa cidade, já tão maltratada por ele.

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Ouro do PAN já começou a ser distribuído

Como sabem meus 13 leitores, eu estou com a pulga atrás da orelha em relação ao PAN. Há cheiro das cinco letras que fedem no ar e mais dia menos dia o cheiro nauseabundo mostrará sua origem.

Pois um desses 13 leitores me informou sobre uma reportagem de Carta Capital que trata do assunto. Descobri a reportagem de Phydia de Athayde, sintomaticamente chamada de Ouro Perdido, onde se descobre um pouco mais para onde está indo o ouro do PAN.

Mas um outro leitor, via e-mail, mandou-me um link para texto de Mario Magalhães na Folha, com o título “Tape o nariz; o Pan vem aí”.

Em 2003, o "Diário Oficial" do município anunciou que o estádio olímpico custaria R$ 60 milhões (30% a mais em valor atual) e ficaria pronto em 2004. Está em R$ 350 milhões e segue em obras.
A
então governadora Rosinha Matheus cravou em 2005: a reforma do Maracanã para o Pan de julho de 2007 sairia por R$ 71 milhões. O orçamento deu um salto, triplo, para R$ 232 milhões.

Uma amiga me disse que a história já teria virado editorial da Folha. Pesquisei e encontrei. É de 21 de janeiro,Extorsão olímpica”.

No âmbito estadual, a reforma do Maracanã, orçada em 2005 em R$ 71 milhões, já custou R$ 232 milhões. É dinheiro bastante para erguer estádios novos e moderníssimos. O de Leipzig, usado na Copa da Alemanha de 2006, saiu por R$ 244 milhões. O de Seogwipo (Coréia do Sul, 2002) ficou em R$ 203 milhões.
Em 2002, quando da candidatura do Rio, o Comitê Olímpico Brasileiro estimava o total de gastos em US$ 178 milhões (R$ 550 milhões à época), a maior parte bancados pela prefeitura. Cerca de 20% dos recursos viriam da iniciativa privada. Hoje é difícil precisar quanto o poder público - município, Estado e União - terá despendido ao final do evento. Os organizadores falam em R$ 3 bilhões: a metade vinda do governo federal (R$ 1,5 bilhão) e praticamente nada de empresas privadas.


Como se vê, uma reportagem completa sobre os bastidores desse PAN vale ouro.

PAN do Rio: Crônica de um escândalo anunciado

Os 13 leitores deste blog (é comum cronistas citarem o número 17, mas eu prefiro o 13) sabem do meu amor pela minha cidade. Por isso, estou muito satisfeito que o PAN aconteça aqui este ano. Mais uma vez o Rio vai mostrar a todos os que o visitarem por que é conhecido como Cidade Maravilhosa. Não apenas por sua paisagem esplendorosa mas também pela paisagem humana, pela maneira carinhosa com que os cariocas de todos os lugares do planeta recebem os que nos visitam.

Mas debaixo da organização desse PAN há um cheiro estranho que anuncia que aí vêm as cinco letras que fedem. Tudo está sendo feito às pressas, sem licitação (por falta de tempo, alegam), mas até a estátua de Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana sabe que o PAN do Rio está anunciado há muitos anos. Por que deixaram tudo para a última hora?

Uma pista para a resposta: o custo dos preparativos já chegou a R$ 3,5 bilhões. Isso é cinco vezes mais do que estava no projeto original. E, para os esquecidinhos, recordo que esse projeto contemplava a despoluição da Baía de Guanabara e a extensão do metrô. Nada disso foi feito. Eram apenas cerejas do bolo para a aprovação do projeto. Ainda assim ele está cinco vezes mais caro.

Ontem, o jornal O Globo levantou o caso da Ticketronics, empresa que vai vender os ingressos para o PAN. Um de seus sócios é dirigente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o que torna a escolha, no mínimo, suspeita. Mas há suspeitas maiores, um zunzunzum nos bastidores de que figura ainda mais graúda é sócia de uma agência que cuida de tudo relativo ao PAN.

Por que a grande imprensa, que tem equipe e dinheiro para fazer uma investigação aprofundada, solta pequenas pílulas aqui e ali e deixa a grana rolar solta? Será que é por que boa parte dela será transformada em anúncios?