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César Maia consegue fazer seu Guggenheim

Não é que o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia, conseguiu seu objetivo? César queria fazer uma obra grandiosa para deixar como marca de sua passagem pela prefeitura, e que custasse R$ 500 milhões. Era uma obsessão. Tentou emplacar o Guggenheim, mas não conseguiu.

Não que os cariocas fossem contra o museu. Eram contra gastar R$ 500 milhões (meio bilhão de reais) em sua construção, já que a cidade precisa de investimentos em outras áreas.

César mudou de tática. Lançou um modesto projeto de apenas R$ 80 milhões, na Barra, a Cidade da Música.

Reportagem de O Globo mostra que o projeto "estourou o orçamento em seis vezes, passando de R$ 80 milhões para R$ 461,5 milhões". Dinheiro que daria para construir cinco hospitais. Ou seja, César emplacou seu projeto de R$ 500 milhões.

Logo, César vai voltar a dizer que O Globo o está perseguindo etc. Mas, quando César Maia ataca O Globo e O Globo ataca César, pode ter certeza: ambos estão certos.

César Maia é tão de esquerda, tão a favor dos pobres, tão contra a Globo, que sabe qual o nome da Cidade da Música?

. Tom Jobim, nosso inesquecível compositor, maestro, arranjador, fundador da Bossa Nova?
. Cartola, o maravilhoso sambista, autor de algumas das mais belas músicas do Brasil?
. Ary Barroso, o autor de Aquarela do Brasil?
. Pixinguinha?

Nenhum desses. O projeto de meio bilhão de César Maia chama-se Cidade da Música Roberto Marinho.

Quem acredita na sinceridade de César Maia acaba comendo gato por lebre.

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César Maia diz que os cartões são um prato feito para a imprensa e a oposição

Em seu ex-blog de hoje, o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia, vibra com o mais novo escândalo fabricado pela mídia, que veio na rabeira do apagão elétrico, que não houve, e da epidemia de febre amarela, que só existiu na imprensa.

Para ele, vamos assistir a uma espécie de BBB de pequenas despesas, o que será inebriante.

Com a questão dos cartões eletrônicos, um prato feito para a imprensa e para a oposição, e com noticias tão interessantes quanto inesgotáveis, a atenção pública ficará focalizada aí por pelo menos três meses. O PT já mostrou qual a sua tática. Espalhar cartões no ventilador, pedindo CPIs pelos Estados com governos de oposição, a começar por SP. A CPI no Congresso, ou mesmo no Senado, vai ser ativada, desta ou daquela maneira. E as primeiras convocações para depoimento vão para a telinha. E as informações confidenciais ou indiscretas, serão vazadas.

Os cartões dão um sabor especial em questões de intimidade e privacidade, que sempre tem audiência à vontade. Uma espécie de BBB de pequenas despesas. Mesas de sinuca, churrascarias, bonecos de pelúcia, free-shops, vaidades femininas... já fazem a festa do noticiário. Mas agora ao vivo e a cores. E com mais detalhes, inebriantes.

Não custa repetir o que já informei aqui: César Maia confessa: o objetivo da oposição é derrubar o governo Lula.

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Rodrigo Maia, sob as ordens de paipai

O presidente dos demos e filho do ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, Rodrigo Maia (aquele que o ministro Jobim grosseiramente teria definido como “guri de merda” - embora eu não entenda como pode ser guri um deputado que já é pai de família), afirma em declaração ao Estadão que é a favor da abertura de todos os dados sigilosos.

Ele podia começar fazendo o dever de casa e indo até seu paipai para pedir que a mesma transparência que há no governo federal seja aplicada na administração da prefeitura do Rio.

Mas ele e o pai não querem nem saber da prefeitura do Rio. Rodrigo segue a cartilha do paipai, porque César Maia confessa: o objetivo da oposição é derrubar o governo Lula.

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O Globo e César Maia estão certos quando falam mal um do outro

O Globo realizou uma série de reportagens denunciando a péssima administração do ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia.

Em seu ex-blog de ontem, César atirou em O Globo:

O Globo atua como um partido político no Rio. Não aceita um governante com autonomia e independência. Gosta de governantes submissos, reativos à suas matérias, que se sentem à mesa com intimidade.
(...)A atual direção transformou um trabalho de décadas de seus fundadores, num tablóide populista desorientando a classe média. Como a matriz citada. Só que agora há um universo de vetores informacionais, que tira este poder dos que, ingenuamente querem ser... mais um partido político.

Taí, para aqueles que dizem que só tenho críticas a César e a O Globo. Concordo integralmente com o que um diz do outro.

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Rio começa a fazer justiça a César Maia, finalmente

Com o movimento que defende o boicote ao pagamento do IPTU, parece que finalmente o Rio acordou e resolveu fazer justiça ao ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia.

Em ano eleitoral, é sempre bom prestar atenção no que (ou quem) está por trás de alguns movimentos espontâneos como este. Mas o que quero destacar é a importância da reação – especialmente na zona sul, considerado curral de CM – da população aos desmandos do prefeito.

Em dezembro de 2006 eu já postava aqui meu comentário sobre CM, numa postagem em que o comparava a seu rival à época e atual aliado, o ex-governador Garotinho. Repito o trecho sobre o ex-prefeito, ainda no exercício do cargo:

César Maia vem tentando destruir o Rio, desde o primeiro dia de suas múltiplas administrações. Disfarçado de administrador competente, ele se esmera em destruir os valores e as belezas da cidade, com a tranqüilidade arrogante dos tecno-burocratas. Criou uma guarda municipal que não serve para absolutamente nada, a não ser caçar esporadicamente camelôs ou multar carros. Um grupo incapaz de auxiliar uma velhinha a atravessar a rua, e que a tudo responde com um "não é nossa responsabilidade".

César Maia destruiu as históricas calçadas de Copacabana. Arrasou as de Ipanema, onde ainda permitiu um obelisco infame e inútil, em frente a uma passarela que liga nada a lugar algum, que podem ser considerados símbolos de todas as administrações do alcaide. Fez o mesmo com o Leblon. Tudo isso numa penada só, sob acusação - nunca devidamente explicada - de que só teria autorizado as obras para permitir o cabeamento do filé mignon da cidade pela NET, das Organizações Globo.

Tentou acabar com o carnaval de rua, o que só não conseguiu porque os blocos de bairros se unem e correm atrás de patrocínios. Pôs fim à tradicional decoração do centro da cidade, especialmente na Avenida Rio Branco - coração do carnaval de rua da cidade -, desde que teve proibido o patrocínio ilegal de uma operadora de telefonia, que produziu um dos maiores monstrengos visuais de que se tem notícia. Não satisfeito, entregou aos bicheiros a administração dos desfiles das escolas de samba.

Tentou nos enfiar goela abaixo o projeto do museu Guggenheim. Agora, faz o mesmo com a marina da Glória. Loteou a areia das praias. Autoriza propaganda na orla - o que é proibido. Graças a ele, tivemos a garrafa monstro da Coca-Cola na enseada de Botafogo. Agora, temos a árvore de Natal da Lagoa anunciando ilegalmente o banco que a patrocina (em boa parte com recursos públicos). Tudo isso, com apoio explícito de César.

Saúde, sinalização das ruas, asfaltamento - tudo caindo aos pedaços, enquanto o ex-prefeito dedica-se a palpitar sobre marketing político e a produzir zumbis, que apóia de dois em dois anos em eleições majoritárias.

César não gosta do Rio. Tanto que geralmente passa o carnaval fora da cidade. Aliás, não existe ninguém menos carioca que o encasacado e burocrático prefeito. Agora mesmo passaria o reveillon na Disney (é mole?!). Só mudou de idéia e resolveu ficar na cidade para faturar politicamente a desgraça dos outros - a nossa desgraça. [Na época ocorriam as queimas de ônibus na cidade].

Finalmente, parece que a cidade acordou, neste que é o último ano de César à frente da Prefeitura do Rio.

Que ele encontre sua não-praia e divirta-se entre os demos - são os votos deste Blog.

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César Maia avisa: Se depender dele, Rio deve se preocupar com febre amarela

Em seu ex-blog de ontem, o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia, afirmou o seguinte (o grifo, ao final, é meu):

1. No sábado à noite, no horário dos telejornais, o ministro da saúde se escondeu atrás de um comercial que rodava apenas o texto, sem a presença de nenhuma autoridade, menos dele. A reação foi geral. Domingo pela manhã -o ministro tão midiático com maconha e aborto- recebeu ordem do Palácio, para meter a cara e informar a população sobre a Febre Amarela. À noite, foi a TV para minimizar os riscos do fato. Só não disse que os casos de Febre Amarela Silvestre passam para a área urbana pelos mesmos elementos de origem.

2. Por exemplo. Um caso contraído em Anápolis que chegou ao Rio exigiu vacina em seus familiares, nos vizinhos e no entorno. Por quê? Claro, pelos riscos de contaminação. O mapa distribuído pelos técnicos do MS mostra áreas de risco e de transição que indiferenciam, pelas razões acima, áreas silvestres de urbanas. O problema não é da origem da febre amarela, mas como se transmite.

Pois é, na transmissão é que a porca torce o rabo. É aí que César entra. Como se transmite a febre amarela? Pelo mesmo vetor da dengue, o Aedes Aegypti. Como cabe à prefeitura o combate ao mosquito, é como se César avisasse à população:

- Se depender de mim, tem dengue e tem febre amarela no Rio.

Não só porque o Rio é, ano após ano, um dos líderes nos casos de dengue, mas porque interessa aos demos – e, por extensão, à sua propagadora, a “grande imprensa” – que haja uma epidemiazinha de febre amarela.

Abre o olho, ministro Temporão.

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César Maia confessa: o objetivo da oposição é derrubar o governo Lula

Em postagem do dia 30 de março do ano passado eu já avisava isso. Tucanos e demos – especialmente estes – querem ferrar o governo. Aliás, o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo (felizmente só até o final deste ano), César Maia, o Vaia, não faz questão de esconder isso de ninguém.

Em seu ex-blog de 29 de março de 2007, César confessou com todas as letras que o objetivo da oposição não é ajudar o país nem melhorar a vida da população, é derrubar o governo Lula. Inclusive deu a receita:

A oposição deveria assistir o premiado documentário da luta de Cassius Clay na África anos atrás. Ou qualquer luta equilibrada entre pesos pesados. Se tentar nocautear o governo de saída pode ser nocauteado. Deve ir tirando a resistência do governo através de golpes sistemáticos no fígado e no baço. Girando em torno do governo e desgastando-o sempre e continuadamente.
Com isso acelera o necessário desgaste do governo e o inevitável conflito interno um quadro inorgânico como o brasileiro.
O tempo da oposição começa no segundo ano de governo. Aí já poderá levar o governo a lona por alguns segundos. Mas para isso deve tê-lo desgastado nos primeiros rounds. A CPI do Apagão deve ter este foco. Não é a batalha final. E não pode ser tratada assim. A ela vão se somando outras e sucessivas: a emenda número 3, o leque de gastos sem licitação do governo e o TCU está cheio deles auditados, as prorrogações da DRU e da CPMF, etc... e tal... progressivamente.

E eles estão seguindo a receita. Com o apoio caloroso da “grande imprensa”. Agora estão colocando na pauta a possibilidade de um apagão no setor elétrico, já que não aconteceu o caos que prognosticaram nos aeroportos, nas festas de final de ano.

Não interessa aos demo-tucanos que o país continue progredindo sob Lula. Especialmente os demos estão desesperados. Após quase morrerem nas últimas eleições, trocaram de nome para tentar uma repaginada. Afinal, o DEM foi o incrível partido que encolheu, o único a perder filiados.

Agora pra eles é tudo ou nada. Ou abatem Lula ou morrem.

Você, arguto leitor, perspicaz leitora, aposta em qual opção?

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César Maia, o Vaia, está irritado com novela da Globo

Segundo reportagem do jornal O Dia, o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia, está irritado com as críticas que a novela da Globo Duas Caras vem fazendo à cidade.

Como vive num mundo virtual, é bem capaz de César acreditar que, mudando a imagem do Rio na novela, a mudança acontecerá na vida real também.

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CEGA: A aliança César-Garotinho no Rio (final)

Numa jogada ousada e inteligente, o governador do Rio Sérgio Cabral acabou com o baile em que o ex-governador Garotinho e o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia – o Vaia – dançavam ao som daquele sucesso de Zeca Pagodinho, Casal Sem Vergonha (ouça trecho aí embaixo).

O governador ameaçou renunciar e se candidatar a prefeito do Rio no ano que vem para barrar a aliança CEGA (César-Garotinho), que tem como único propósito prejudicar a parceria do governo do estado com o governo federal – ou seja, em última instância, prejudicar o Rio.

Com isso, acabou o baile, e a aliança CEGA ficou também surda e muda.


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CEGA: A aliança César-Garotinho no Rio

A aliança entre o ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) e o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia (DEM) – o Vaia –, é um “tiro na cabeça”. Quem diz isso não sou eu, mas o próprio César Vaia, quando, em entrevista a O Globo, criticou a aliança de Alckmin com Garotinho, no segundo turno das eleições presidenciais do ano passado:

Do ponto de vista político, no Rio, [a aliança com Garotinho] é um tiro na cabeça.

Mas não foi só isso. Na mesma entrevista, César disse temer que o apoio de Garotinho a Alckmin viesse a enfraquecê-lo no Rio:

Agora vou ter cuidados. Se eu estiver junto com Alckmin e o eleitor perceber o Garotinho dentro da campanha do Alckmin, esse beijo da morte pode pegar em mim. Tenho que fazer pesquisas e sentir este quadro, para ver se essa catapora, varíola, febre amarela pode ser mortal ou não. O Rio é o meu espaço político. Nesse momento, essa proximidade pode ser virótica. Preciso tomar muito cuidado. Tomar banho de sal, como dizia o Brizola.

Depois do beijo da morte, da catapora, varíola, febre amarela e do tiro na cabeça o César Vai(a)onde?

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César Maia, o Vaia, bloqueia CPI que quer investigar verbas do PAN

Olá, Mello. Lembro-me que postou alguns textos dizendo que após a realização do PAN, iriam começar a aparecer denúncias sobre o desvio das verbas usadas no jogos. Bom, não sei se já leu, mas já começou a rodada de acusações.
A notícia que me refiro é da Agência Carta Maior.
Um abraço
Gustavo

Pois é, Gustavo. E o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia (o Vaia) está preocupadíssimo. Leia sobre Cesar Vaia e as denúncias do PAN na reportagem indicada pelo Gustavo.

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As vaias a Lula na festa do PAN. Que se faça justiça a César Maia


Agora já não é mais tão importante saber se verdadeiramente o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, é o responsável pela encenação que culminou com a vaia recebida pelo presidente Lula na cerimônia de abertura do PAN do Rio.

Tudo indica que sim. É como na história do porco e da feijoada. A vaia tem estilo de César, palavras de César, dedo de César. Ou é César ou feijoada. E a percepção popular – pelo menos aqui no Rio – é de que foi uma armação de César Maia.

Não é a primeira vez que CM se vê envolvido com episódios desse tipo. Houve o arrastão na orla, durante uma campanha contra Benedita da Silva. Houve uma misteriosa greve geral ordenada por traficantes, durante uma outra campanha contra Benedita. Os boatos contra Sérgio Cabral, confessados por César em livro (Política é Ciência, onde também são narrados ataques a Cidinha Campos e Amaral Neto, numa mesma campanha). Tudo isso é o estilo César.

Só que dessa vez pegou mal, e o feitiço parece que virou contra o feiticeiro. Nas ruas do Rio, mesmo antilulistas criticam a atitude que atribuem a CM.

Tenho informações seguras de que Lula e Sérgio Cabral estão furiosos com ele. Lula, entre outras coisas, porque, afinal, o governo federal entrou com quase a metade da verba do PAN.

Cabral também não gostou da atitude de César, porque tudo o que quer é paz com Lula. O governador herdou um estado falido, não tem verba pra nada e tem sido socorrido pelo governo federal. Foi assim no metrô, no PAN, na absorção do Cheque-Cidadão pelo Bolsa Família... Sem contar 2010. Lula não pode se candidatar. Personalista, não quer ninguém do PT para lhe fazer sombra. O PMDB é o partido ideal. Pode lhe garantir um bom governo, votando o que lhe interessa, se puder ter um nome forte para sucedê-lo. Por que não Cabral?

As pesquisas de opinião mostram que a maior preocupação do brasileiro hoje é a segurança. O Rio – infelizmente para nós cariocas – é o estado símbolo da crise da segurança no país. Se Cabral – com a ajuda de Lula – conseguir baixar os índices de violência no Rio para níveis aceitáveis, será um candidato fortíssimo em 2010.

Por isso, a vaia só servia a César. Que queria, como declarou em entrevistas, que o presidente não viesse ao Rio para o PAN. Insiste até para que não o faça novamente. O objetivo dele é um só: faturar o PAN sozinho, como já fez no programa gratuito do DEM, em rede de TV.

Talvez, num primeiro momento, apenas para ajudar o lançamento da candidatura de seu filho Rodrigo Maia à prefeitura de Niterói no ano que vem, como mostram os panfletos distribuídos largamente na cerimônia do PAN (veja foto que ilustra postagem, que reproduz trecho de uma página do jornal O Dia de ontem. Embora afirmem que o panfleto é de Indio da Costa, reparem que o destaque na foto é para o filho de César).

Mas o tiro saiu pela culatra. A seção de Cartas de O Globo de ontem mostrou isso. Cartas a favor das vaias. Cartas contra as vaias. Quase meio a meio, num jornal nitidamente antiLula. Isso mostra que dessa vez César Maia pode acabar como vilão na história. E Lula, mais uma vez, como vítima.

Eu, que já externei aqui minha opinião sobre CM numa postagem de final de ano, espero que finalmente lhe seja feita justiça.

Mas que essa sentença caia apenas sobre CM, e não sobre nossa cidade, já tão maltratada por ele.

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César Maia informa quando desinforma

O ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia continua a ser o melhor crítico de César Maia. Hoje em seu ex-blog, César começa afirmando o seguinte:

Em geral se analisa a ação da imprensa pelo que publica. Mas há uma análise que deve ser feita e que é tão importante quanto a primeira. É a que trata dos fatos relevantes que não se publicam ou que se publicam de forma a ocultá-los num canto de página interna ou num "caco" em rádio ou TV.

Lá adiante, ele mostra números de uma pesquisa recentemente feita pelo instituto GPP, aqui no Rio. Divulga apenas aqueles em que ele não aparece mal, mas esconde estes, que foram publicados na coluna da Tereza Cruvinel em O Globo:

Avaliação dos governos. Índice ruim/péssimo:
Lula: 27%; Sérgio Cabral: 14%; César Maia: 28.7%

Ou seja, ao não divulgar a péssima avaliação de sua ex-administração, César Maia confirma o que diz em seu ex-blog: “Desinformar,(sic) é certamente informar” (é desse jeito mesmo que está escrito por César, com a vírgula entre o sujeito e o verbo...).

Operação Furacão atinge Beija-Flor

No centro do furacão da Operação Idem, o delegado da Polícia Federal Emanuel Henrique de Oliveira afirmou que houve fraude na vitória da Beija-Flor no desfile deste ano das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Via e-mail (o prefeito só aparece quando a notícia é boa e ele pode faturar politicamente) o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, disse não acreditar em fraude.

Acreditar ou não é uma questão de fé. O delegado não deve ser louco para dar uma informação dessas sem que tenha pelo menos fortes indícios de que a compra de jurados ocorreu.

A justificativa de que ninguém poderia comprar 40 jurados (ou pelo menos seria muito difícil fazê-lo) também não procede. Não é necessário comprar os 40. Quatro deles tirando pontos aqui e ali das principais concorrentes já dariam conta do recado.

Mas isso tudo será devidamente esclarecido (se essa minha santa ingenuidade estiver certa) no decorrer do processo. Agora, a pergunta que faço é:

- Qual a importância da compra de um jurado ou outro comparada com a entrega da administração do desfile das Escolas de Samba aos bicheiros, como fez César Maia?

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César Maia e a Operação Hurricane

O ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, comanda a cidade do Rio há quase duas décadas. Foi prefeito, fez seu sucessor, depois voltou à Prefeitura e se reelegeu para este mandato de agora, quando nada na cidade funciona, e ele - como ex-prefeito - toca seu ex-blog, olimpicamente, como se não tivesse nada a ver com isso. De vez em quando ele aparece nos jornais, sempre sorridente, cumprimentando alguém que colocou - ou vai colocar - mais algum dinheiro na caixinha da Prefeitura.

Daí a minha perplexidade com o que aconteceu nesta semana. No dia 12, César Maia publicou no Diário Oficial o decreto 27.791, que proíbe o uso das máquinas de caça-níqueis em qualquer estabelecimento.

Um dia depois, a Polícia Federal desencadeia uma Operação ultra-secreta, chamada Hurricane, com policiais vindos de outros estados, e prende várias pessoas - entre elas bicheiros, desembargadores, delegados, juízes - ligadas à máfia dos caça-níqueis, que César proibiu no dia anterior.

O que aconteceu? O que teria levado o ex-prefeito, ainda no exercício do cargo, a publicar o tal decreto 15 anos após estar à frente da Prefeitura e exatamente um dia antes da Operação Hurricane? O que terá levado César a essa atitude? Apenas uma incrível coincidência? Ou a Operação não foi tão secreta assim? E, se ela não foi tão secreta assim, por que o prefeito se antecipou a ela com o decreto?

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Jornalismo chapa-branca de O Globo mostra César Maia fantasiado de prefeito

O ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia já está em campanha. Como todos sabem o prefeito só dá as caras nas ruas do Rio quando se aproximam as eleições. Não é segredo. Ele mesmo confessa isso. Na época em que seu ex-blog ainda era um blog ele respondeu a um repórter de O Globo que o questionava sobre o tempo que gastava com o blog e não com a administração da cidade:

- É coisa de desocupados. Se fosse em ano eleitoral eu me preocuparia.

Pois é, estamos em época eleitoral. Ano que vem teremos eleições para a prefeitura. Portanto, o prefeito começa a dar as caras. Voltou, por exemplo, a aparecer no desfile das escolas de samba – o que não fez nos últimos anos. Quis mostrar a cara, dizer que é um prefeito participativo e que gosta de carnaval.

César mostrou sua alma de sambista fazendo aquilo que mais gosta nos desfiles: apertar mãos, dar abraços, varrer o chão, secar poças de água e empurrar carros alegóricos. Ou seja, no carnaval ele se fantasia de prefeito.

Que o ex-prefeito tente enganar mais uma vez os incautos, é opção política dele. Mas o jornal O Globo abrir espaço para isso é demais. Em sua edição de hoje, o jornalão informa que César “distribuiu e recebeu pelo menos 1823 abraços, beijos e tapinhas nas costas...trocou de camisas quatro vezes e tirou restos de fantasia e serpentina da pista em 14 ocasiões”.

Como diria o falecido Bussunda: - Fala sério! O repórter contou os abraços, as trocas de camisa e as limpezas de pista, ou foi uma notícia plantada pelo grupo que assessora César, freudianamente conhecido como Juventude César Maia (embora juventude e César Maia sejam uma contradição em termos...)?

A imprensa já viveu dias melhores.