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Sob pressão. A vida de quem sabe que a qualquer momento pode ser preso

Esta manhã a família do ex-presidente Bolsonaro recebeu visita da Polícia Federal, em consequência de outra operação anterior, que visou o diretor da Abin de Bolsonaro (nos sentidos amplo e restrito), deputado Alexandre Ramagem.

As buscas eram direcionadas a Carlos Bolsonaro, mas acabaram encontrando todos quase em casa. Quase, porque haviam partido antes do sol nascer para uma pescaria conveniente no mar de Angra.

Voltaram já sabendo do teor da busca e tendo lançado ao mar preocupações e possíveis problemas.

Mas essa matéria é genérica, não trata da família Bolsonaro especificamente, mas de pessoas que não aguentaram a barra de viver com a polícia em seu encalço, a iminência da prisão, e resolveram se entregar.

Outros não agem assim. Cansados, resolvem partir para o confronto, o tudo ou nada, como o antigo assassino do Escritório do Crime e condecorado pela família Bolsonaro, Adriano da Nóbrega. 

Sabendo que era perseguido por uma parte da polícia que queria prendê-lo e por outra que queria matá-lo como queima de arquivo para que não denunciasse ninguém, Adriano resolveu enfrentar a situação à bala e foi executado na Bahia.

Recentemente, no Rio de Janeiro, o mais famoso miliciano da ocasião, Zinho, resolveu se entregar, após o cerco sobre ele se fechar com as novas diretrizes da Polícia Federal, em parceria com a Polícia Civil do Rio.

Antes tendo de se preocupar apenas com traficantes ou milicianos de outras áreas, Zinho sentiu a polícia nos seus calcanhares e não aguentou a pressão. Preferiu se entregar e preservar sua vida na cadeia, à espera de dias melhores.

Mas, não são apenas big criminosos os que sentem essa paúra vinda da pressão constante. Em Lucas do Rio Verde, a 360 quilômetros de Cuiabá, um jovem que havia fugido da cadeia pública do município resolveu se entregar.

Conforme a Polícia Civil, o jovem disse que se apresentou por estar cansado de fugir da polícia e também seguiu orientação dos familiares para que pagasse pelo crime que cometeu. "Ele disse que não aguentava mais fugir e que estava cansado, por isso, achou melhor se entregar", disse o delegado Marcelo Torahcs. Segundo ele, o rapaz foi à delegacia acompanhado dos familiares.

Pelo menos ele ouviu o conselho dos familiares. 

Mas, e quando os familiares estão envolvidos, as acusações pegam a família toda, o capo, as mulheres (atual e anteriores) e os filhos?

A pressão não deve ser fácil. Mesmo com amigos que avisam, que dão sinais, a pressão é constante. E contínua. E difusa. São tantos os crimes e em tantas áreas, que a vida é viver num campo minado.

A cada dia sua agonia.

Fora saber que boa parte da sociedade não vê a hora dessa prisão, que causará uma explosão de fogos e alegria no país.

Devem ser dias de sofrimento, mesmo para gente que já chegou a zombar da morte — dos outros, naturalmente. 

Nada comparado ao mal que causaram.


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Jornal do Rio mostra na capa qual PF Bolsonaro prefere

Extra PF de Bolsonaro


Capa do jornal Extra de hoje


O Prato Predileto de Bolsonaro: PF (brincadeira com as iniciais de Prato Feito e Polícia Federal) do Rio.
Na guerra travada com seu concorrente, Meia Hora, jornal com algumas das capas mais divertidas e criativas de nossa imprensa, o Extra saiu hoje na frente ironizando Jair Bolsonaro e sua paixão pela PF (Polícia Federal) do Rio.

Afinal, Bolsonaro abriu mão de Moro para ter o controle da PF do estado onde mora e moram também seus filhos e, em perigosa vizinhança, o principal acusado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Por que será?







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Moro mentiu pelo menos 3 vezes aos senadores em depoimento

Lula: Não vou morrer antes de provar que Moro é mentiroso

Moro mentiu três vezes no Senado e se desmentiu um mês depois no Twitter


Em sua coluna na Folha hoje, Leandro Colon mostra que o ex-juiz Moro, atual ministro da Justiça de Bolsonaro, mentiu pelo menos três vezes no depoimento que prestou no Senado em 18 de junho.

Nas três, Moro afirmou que seu papel em relação às ações da Polícia Federal era apenas estrutural, que não tomava conhecimento das operações nem as determinava.

Leandro Colon usou como base para denunciar as mentiras de Moro o arquivo completo de áudio e as notas taquigráficas originais e oficiais das oito horas e meia do depoimento de Moro aos senadores.
Disse o ministro às 9h36 sobre o caso dos hackers: “A investigação está sendo realizada com autonomia pela Polícia Federal. Eu já disse mais de uma vez no passado: o meu papel, como ministro da Justiça, é um papel estrutural, apenas para garantir também a autonomia dos órgãos vinculados ao Ministério da Justiça. Então, eu não acompanho, pari passu, cada um desses acontecimentos.”
Ele voltou ao assunto às 11h32. “Relativamente à investigação, são duas questões: a investigação é sigilosa. Então, não se pode informar fatos relativos a essa investigação, sob risco de ineficácia; e, dois, eu, como ministro da Justiça, não tenho o papel de, vamos dizer assim, atuar nessas investigações diretamente. Meu papel é mais estrutural”, afirmou.
Às 16h48, Moro declarou aos senadores: “Eu, de todo modo, estou afastado, vamos dizer assim, da condução concreta desse inquérito. Essa é uma atribuição da Polícia Federal.”
Um mês depois, em sua conta no Twitter, Moro desmentiu Moro:
Às 14h09 do dia 24, Moro postou em sua conta no Twitter: “Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime.”
Na quinta (25), às 14h04, ele escreveu: “Pelo apurado, ninguém foi hackeado por falta de cautela”. O ministro telefonou para informar autoridades que foram atacadas e anunciar a destruição das mensagens. 
Ele não se afastou da investigação e ainda repassou fatos dela. O Moro do Twitter desmentiu o do Senado.
Que Moro é cínico e frio já sabíamos por todo o seu comportamento anterior em relação ao julgamento de Lula, as falsas "escusas" ao ministro Zavascki no caso do grampo, tudo isso desmentido pelas mensagens divulgadas pelas reportagens do Intercept, a partir de mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato, divulgadas por uma fonte anônima.

Agora, Leandro Colon mostra a minutagem das mentiras aos senadores da República, o que define o caráter do homem que condenou sem provas e por ato indeterminado o maior presidente da história do Brasil, segundo pesquisa popular.





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Moro manda destruir mensagens em poder dos hackers, que poderiam confirmar reportagens do Intercept


Manchete da Folha com notícia da postagem

O ministro Sergio Moro avisou que todas as mensagens que estão em poder da Polícia Federal e que foram encontradas com os hackers serão destruídas.

Por quê? A lógica não seria cotejá-las com as reportagens? Era a prova que Moro queria, caso o conteúdo do Intercept fosse falso ou manipulado.

Aliás, no início das reportagens Moro queria que o Intercept liberasse tudo para que fosse periciado.
"Pega o material e entrega para uma autoridade, sem prejuízo da publicação das matérias. Aí vai se poder verificar por inteiro esse material, o contexto no qual ele foi inserido e principalmente verificar se esse material é autêntico ou não. Porque até agora não temos nenhuma demonstração da origem desse material", declarou Moro na ocasião.  [Folha]
Por que agora que tem as mensagens nas mãos vai mandar apagá-las?



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Moro volta a ser o juiz que sempre foi: condena hackers e os liga a The Intercept BR sem provas


Em seu perfil no Twitter, o ministro da Justiça de Bolsonaro Sergio Moro voltou a seus tempos de juiz e condenou hackers sem provas e os ligou às reportagens do The Intercept Brasil também sem provas [imagem].

Para Moro, sempre é bom repetir que "sem provas", os hackers são "a fonte", segundo afirma no Twitter:
Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime.
Nem o Jornal Nacional, órgão oficioso do morismo, comprou a versão do ministro. Na reportagem exibida ontem à noite sobre o caso, o JN em momento algum faz a ligação estabelecida por Moro. Ao contrário, são estelionatários.
O coordenador-geral de Inteligência da PF, João Vianey Xavier filho, disse que o grupo tem ligação com crimes de estelionato eletrônico e fraudes bancárias.

“O perfil dessas pessoas é relacionado a estelionato eletrônico. Estão relacionados a fraudes bancárias eletrônicas praticados mediante internet banking, engenharia social em contato com possíveis vítimas e fraudes em cartão de crédito e débito, o que é muito comum e a PF já tem expertise. Foi localizado na casa de um dos alvos quase R$ 100 mil. Foi apreendido e já devidamente depositado em juízo”, disse o coordenador. 
(...) “Aproximadamente mil números diferentes foram alvos desse mesmo modus operandi por essa quadrilha, então, há a possibilidade, a gente não tem ainda uma identificação, começamos ainda a fazer isso, há a possibilidade de, realmente, um número muito grande de possíveis vítimas desse mesmo tipo de ataque que está sendo investigado”, afirmou o coordenador da PF. 
O JN destacou ainda que todas as investigações até o momento destacam a lisura e a veracidade do material utilizado nas reportagens do Intercept e seus parceiros:
Em nota, o site Intercept Brasil disse que, assim como a melhor imprensa mundial, não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas e que a operação deflagrada pela Polícia Federal não muda o fato de que a Constituição federal garante o direito do Intercept de publicar suas reportagens e manter o sigilo da fonte, mesmo direito garantido para toda a imprensa brasileira.

O site afirmou, ainda, que vê com preocupação as conclusões precipitadas do ministro Sergio Moro sobre uma investigação que sequer teve seu inquérito concluído.

O jornal “Folha de S.Paulo” disse que teve acesso às mensagens atribuídas aos procuradores e ao então juiz Sergio Moro e que o site Intercept disse ter recebido de uma fonte anônima. O jornal disse que não detectou nenhum indício de que o conteúdo possa ter sido adulterado.

A “Folha” afirmou ainda que não comete ilícito para obter informações nem pede que ato ilícito seja cometido neste sentido. Mas, segundo o jornal, pode publicar informações que foram fruto de ato ilícito, se houver interesse público no material apurado.

A revista “Veja”, também em nota, disse que fez parceria com o site Intercept para análise do material obtido pelo site e que o jornalista Glenn Greenwald afirmou que o material lhe foi repassado por uma fonte anônima.

A revista “Veja” disse que não tem informação sobre quem seria essa pessoa nem como ela obteve o conjunto de diálogos.

A revista, segundo a nota, realizou análise da autenticidade das mensagens, que comprovou a veracidade delas. A partir de um criterioso trabalho, e em nome do interesse público, segundo a “Veja”, decidiu publicar as reportagens sobre a conduta do ex-juiz Sergio Moro.



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Moro vazou pra Bolsonaro investigação sob sigilo de justiça

Moro com Bolsonaro

A investigação da Polícia Federal sobre o laranjal do partido de Bolsonaro, que implica seu ministro do Turismo, e que corre em sigilo de justiça, foi levada em mãos pelo ministro e ex-juiz Moro ao presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro.

Além da ilegalidade de violar o sigilo da investigação, o que foi fazer o ministro com Bolsonaro? Pedir orientação? Se abafa ou não?

Fato é que a ilegalidade foi revelada pelo próprio Bolsonaro, que não mede o que fala, e entregou o ex-juiz Moro à imprensa:
"Ele [Moro] mandou a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal pra mim. Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler".
Imagino que não tenha tempo de ler mesmo, já que fica pendurado no Twitter de olho se pinta outro golden shower...

Mas talvez tenha contado a Moro sua história de pescador preferida:

Um dia Bolsonaro estava pescando em área de proteção ambiental. Na época ainda era deputado federal. Pescava com seu amigo Queiroz, que anda sumido (mas sobre isso ele não perguntou nada ao Moro). Foi multado por um fiscal do Ibama. Não pagou a multa e, quando chegou à presidência, conseguiu de Cármen Lúcia a anulação da multa e ainda mandou demitir o fiscal do Ibama.
Entendeu, Moro?


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Jornal Nacional faz reportagens baseadas em relatório ilegal


Réu confesso, o JN em sua edição de ontem confirmou que todas as reportagens que vem fazendo a respeito de um suposto “escândalo dos royalties na Agência Nacional do Petróleo (ANP)” são reporcagens pois estão baseadas num relatório ilegal (veja imagem acima):

Repórter Délis Ortiz: “A reportagem foi ao ar no dia 9 de abril. Com base em informações de fontes que garantem que o relatório foi elaborado por agentes da Polícia Federal que trabalham na assessoria de inteligência da ANP. Hoje, as mesmas fontes voltaram a confirmar as informações e reafirmaram que o relatório foi feito de forma ilegal”.

Repare que o verbo usado é reafirmar, o que, evidentemente, significa que a ilegalidade do relatório já havia sido assumida anteriormente. Pelo menos para eles. Mas, se o relatório é ilegal e apócrifo, por que colocar a reporcagem no ar? Apenas testando hipóteses para ver se conseguem atingir o ministro da Comunicação do governo Lula, Franklin Martins, que é irmão do suposto (como se usa a palavra suposto hoje em dia nessas reporcagens) acusado?

Tão grave quanto isso é a edição maliciosa da reporcagem, que confunde a cabeça do telespectador. O texto diz “relatório foi elaborado por agentes da Polícia Federal que trabalham na assessoria de inteligência da ANP”, mas as imagens que o ilustram são da sede e do símbolo oficiais da Polícia Federal. Ao final do trecho reproduzido, o que ilustra a palavra “ilegal” é a placa do prédio da ANP . (Confira no vídeo acima).

Tudo isso para quê, se a reporcagem é um saco vazio que não para em pé, como demonstrou Victor Martins, que é o suposto acusado no relatório ilegal:

“Vi também, na imprensa, para ser mais exato no Jornal Nacional, que algumas das informações teriam vazado do setor de inteligência da própria ANP. O setor de inteligência é ligado ao diretor-geral, Haroldo Lima, que prontamente esclareceu que não houve nenhuma determinação nesse sentido. O responsável pelo setor também me disse que não fez nenhum trabalho nisso e me apresentou um documento de autoria do superintendente da Policia Federal do Rio de Janeiro em que ele negava que tivesse dado aquela declaração atribuindo a inteligência e dizia que estava em curso pra apurar autenticidade e veracidade daquela documentação.” [veja reporcagem completa do JN aqui]

Ou seja, a Polícia Federal passou a operar para ver há veracidade no que estava contido num relatório apócrifo realizado de forma ilegal...

Cuidado, Globo, porque a PF pode acabar chegando aí. Duvidam? Daniel Dantas também duvidava.

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Deputado Biscaia denuncia manobras de Dantas na CPI

Excelente intervenção do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) na CPI dos Amigos de Dantas, oficialmente conhecida como CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas.

Biscaia, que já foi Procurador-Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, defendeu as ações da Polícia Federal no governo Lula, da Procuradoria-Geral, do Ministério Público e do delegado Paulo Lacerda, e denunciou a tentativa espúria de transformar Daniel Dantas, o réu, em vítima, e a operação da PF em ré.



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Ouça a gravação: - 'Eu quero meu dinheiro certo. É dinheiro de roubo, de corrupção'

Gravações da Polícia Federal flagraram o ex-deputado Gilberto Gonçalves (PMN)[imagem] numa ligação para o então diretor de recursos humanos da Assembleia Legislativa de Alagoas, Roberto Menezes, em que Gonçalves cobra desse jeito aí, claro, sem subterfúgios, o que julga seu direito: o dinheiro de roubo, de corrupção.
 
O ex-deputado, que também já foi do PFL (atual DEM) reclama que lhe deram parte da grana, mas descontaram o INSS – vejam só... Aí ele protesta, que dinheiro de roubo não tem que ter desconto de INSS. 
 
O Albuquerque a que ele se refere é o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Antônio Albuquerque (do DEM), apontado pela PF como líder da quadrilha que desviou dinheiro público, flagrada pela Operação Taturana.
 
A gravação faz parte do inquérito da PF. Clique para ouvir.
 
[ATUALIZAÇÃO 2023: Essa Operação Taturana condenou Arthur Lira, na época deputado estadual.]



Mais uma vez Folha escreve hoje o desmentido de amanhã

É a tal história: sempre erram o troco contra a gente. Nunca vem a mais. O mesmo acontece com a “grande imprensa”. Quando eles publicam uma reportagem errada (e como erram!!), o erro é sempre contra o governo, nunca a favor.

A última aconteceu com a Folha de S.Paulo, aquele jornal paulista que emprestava veículos para transportar pessoas torturadas, ou que iriam ser torturadas, pela ditadura militar.

Domingo A Folha publicou uma reportagem baseada num vazamento da Polícia Federal. Foi a manchete principal do jornalão no domingo: Cisco usou laranja para doar R$ 500 mil ao PT, afirma PF. Segundo a fonte anônima, a Caixa Econômica Federal teria mudado um item de um edital para favorecer a empresa Damovo (que trabalha com produtos Cisco) num leilão. A Damovo teria vencido a concorrência e, em agradecimento, a Cisco teria transferido R$ 500 mil ao PT, por intermédio de laranjas.

Hoje a Folha teve que se desmentir. Caixa e Damovo emitiram notas em que afirmam que a tal mudança foi num item em que a Damovo não venceu. Portanto, a matéria estava simplesmente, totalmente, irremediavelmente errada.

A PF também emitiu nota dizendo que o processo em questão corre protegido por segredo de justiça, por isso está à procura do policial que teria vazado a informação furada para a Folha.

Alguém sabe por onde anda o delegado Bruno?

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Jornal Nacional não viu relatório da PF que denuncia ‘complexa organização criminosa’ dos tucanos em Minas

Não sei se eu cochilei, mas não vi nada sobre o relatório da PF na edição do Jornal Nacional de hoje. Eles dormiram? Ou fui eu? Porque não é concebível que o telejornal de maior audiência do Brasil não informe sobre o ninho onde foi chocado o valerioduto. O maior escândalo de “movimentação financeira não contabilizada” (caixa 2) da história do país.
Será que o Kamel está testando hipóteses?
- Fátima, qual é a hipótese agora?
- A de que são todos idiotas, William.
- Boa noite, Fátima.
- Boa noite, Homer.
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Estadão, Folha, O Globo: Nada sobre o valerioduto tucano em Minas

foto do dinheiro do dossiê

Não adianta procurar. Nenhum dos principais jornalões publicou uma mísera linha sobre o relatório da Polícia Federal, que vazou no final de semana, e virou capa e reportagem da IstoÉ, denunciando a “complexa organização criminosa” montada em 1998 para desviar dinheiro público e lavar dinheiro de caixa 2.

Segundo o relatório, a animada farra tucana de 1998, que envolveu dinheiro público do governo tucano de Minas e também do governo federal do tucano FHC, atingiu a fantástica soma de R$ 100 milhões. Quase o dobro do que movimentou o chamado mensalão do governo Lula (R$ 55 milhões, segundo o procurador Antonio Fernando de Souza). E 57 vezes mais que o R$ 1,75 milhão do famoso dossiê Vedoin da campanha do ano passado, que virou manchete com direito a foto da grana em todos eles.

Só para estabelecer uma comparação, a foto publicada nesta postagem é a da grana do dossiê, que foi publicada nos principais jornais, antes das eleições. Aquela distribuída à imprensa pelo famoso delegado Bruno. Agora, clique aqui e veja como seria a foto do dinheiro movimentado pelo valerioduto tucano em Minas.

Será que não publicaram porque não caberia na primeira página?

Para baixar o relatório completo da Polícia Federal sobre o valerioduto tucano em Minas clique aqui.

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Leia relatório completo da PF sobre o valerioduto tucano em Minas

A revista IstoÉ desta semana tem uma vasta reportagem sobre o valerioduto, esquema de distribuição ilícita de dinheiro (em grande parte dinheiro público) para alimentar campanhas de tucanos e aliados ao governo de Minas em 1998.

O esquema movimentou R$ 100 milhões, quase R$ 55 milhões apenas via Marcos Valério.

Como demonstra em detalhes o relatório da Polícia Federal, foi montada uma “complexa organização criminosa” (página 2 do relatório) para lavar e distribuir dinheiro, num esquema que mostra que o escândalo do mensalão, como sempre se afirmou aqui, nasceu e se desenvolveu em ninho tucano.

São 172 páginas mostrando detalhes do esquema, que provam a veracidade da “lista do Mourão”, tão combatida no ano passado, quando foi divulgada. Nessa lista, há o nome de vários beneficiados com o esquema - inclusive o do atual governador de Minas, Aécio Neves, e o do ministro do governo Lula Walfrido dos Mares Guia - e números todo o esquema. Acusada de falsa, o relatório da PF afirma, no entanto, que a lista é verdadeira.

Uma curiosidade: quem primeiro divulgou a lista foi o lobista Nilton Monteiro. O mesmo da famosa lista de Furnas. Esta ainda está sendo investigada pela PF. Por isso, quem sabe se, mais dia menos dia, não será declarada tão verdadeira quanto a do Mourão. É esperar para ver.

Para baixar o relatório completo da Polícia Federal sobre o valerioduto tucano em Minas clique aqui.

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Lino Rossi, quando montou o esquema dos sanguessugas, era do PSDB

O Globo, Estadão, Folha, os três jornalões do eixo Rio-SP anunciaram hoje a prisão do ex-deputado sanguessuga Lino Rossi assim: “ex-deputado Lino Rossi (PP-MT)”. Omitem que na época do nascimento do esquema dos sanguessugas, de que Lino foi o principal operador no Mato Grosso, ele era do PSDB. E Lino foi preso por causa desse esquema, que foi chocado e nasceu em ninho tucano. Isso, mais uma vez, a “grande imprensa” de Kamel – aquela que é “independente” – esconde, omite. Como também aconteceu ontem à noite no Jornal Nacional.

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'Grande imprensa independente' ataca novamente. Agora é o caso dos lutadores cubanos deportados

Depois de tentarem atingir o governo com a exploração sensacionalista da tragédia com o Airbus da TAM, agora a “grande imprensa” com seu “jornalismo independente” volta suas baterias para o caso dos lutadores cubanos deportados.

Nas primeiras páginas de todos os jornais, merecendo até editorial da Folha hoje, o caso dos cubanos é tratado como uma subserviência do governo brasileiro ao regime cubano.

No entanto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, liberou até os depoimentos dos lutadores à Polícia Federal:

“Foi oferecido ao depoente se desejava solicitar refúgio, o qual foi negado, pois o depoente diz amar o seu país, seus familiares, não ter problemas políticos ou religiosos” (O Globo, página 9).

Que se lancem suspeitas sobre a rapidez da deportação, tudo bem. Deve-se desconfiar sempre e apurar realmente o que aconteceu. Mas, e se foi isso mesmo? E se, simplesmente, os cubanos caíram num conto-do-vigário alemão?

Segundo se noticiou, os dois boxeadores cubanos haviam sido contratados a peso de ouro por uma empresa alemã, especialista em lutadores cubanos fugitivos.

Então, por que eles não foram imediatamente embarcados para a Alemanha, mas, em vez disso, permaneceram no Brasil, numa lua de mel com garotas de programa, em Araruama, uma pequena cidade litorânea do Rio?

E se eles, após a fuga da delegação, perceberam que haviam entrado numa fria e resolveram relaxar e gozar, enquanto não eram descobertos e deportados?

Em Cuba eles têm família. Provavelmente por causa dela, para lhes oferecer uma vida melhor, pensaram em abandonar o país – como milhões de jovens de todo o mundo – e tentar a vida no exterior. Levaram um calote. Por que não voltar para a família?

Isso tudo está muito parecido com a tal “fuga em massa” da delegação cubana no PAN, lembram-se? Jornais e telejornais mostraram imagens daquilo que seria uma retirada às pressas de toda a delegação cubana, por ordens do “ditador Fidel Castro”, para evitar a tal fuga em massa.

Depois se descobriu (mas só foi relatado em pequenas notas em cantos de página) que nunca houve a tal debandada. Como aconteceu com todas as outras delegações, a cubana seguiu à risca o que informara anteriormente ao Comitê Organizador do PAN, à ODEPA e ao COI.

A notícia de que não haveria atletas cubanos na cerimônia de encerramento do PAN foi desmentida pela presença de quase 200 (nem dois, nem 10, nem 20) cubanos à festa.

Quem não compareceu foi a Rede Globo, pois teria que mostrar ao vivo para todo o Brasil a delegação cubana – a mesma que eles disseram que havia embarcado no dia anterior. Como é que o Galvão ia narrar essa, né?

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César Maia e a Operação Hurricane

O ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, comanda a cidade do Rio há quase duas décadas. Foi prefeito, fez seu sucessor, depois voltou à Prefeitura e se reelegeu para este mandato de agora, quando nada na cidade funciona, e ele - como ex-prefeito - toca seu ex-blog, olimpicamente, como se não tivesse nada a ver com isso. De vez em quando ele aparece nos jornais, sempre sorridente, cumprimentando alguém que colocou - ou vai colocar - mais algum dinheiro na caixinha da Prefeitura.

Daí a minha perplexidade com o que aconteceu nesta semana. No dia 12, César Maia publicou no Diário Oficial o decreto 27.791, que proíbe o uso das máquinas de caça-níqueis em qualquer estabelecimento.

Um dia depois, a Polícia Federal desencadeia uma Operação ultra-secreta, chamada Hurricane, com policiais vindos de outros estados, e prende várias pessoas - entre elas bicheiros, desembargadores, delegados, juízes - ligadas à máfia dos caça-níqueis, que César proibiu no dia anterior.

O que aconteceu? O que teria levado o ex-prefeito, ainda no exercício do cargo, a publicar o tal decreto 15 anos após estar à frente da Prefeitura e exatamente um dia antes da Operação Hurricane? O que terá levado César a essa atitude? Apenas uma incrível coincidência? Ou a Operação não foi tão secreta assim? E, se ela não foi tão secreta assim, por que o prefeito se antecipou a ela com o decreto?

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