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Juiz determina que GGN, de Luis Nassif, tire do ar matérias que denunciam possíveis jogadas do BTG Pactual, fundado por Guedes


É censura, quando teoricamente já não há mais censura no Brasil.

Por determinação judicial, o jornalista Luis Nassif teve que retirar de seu Portal GGN onze matérias que apontavam possíveis irregularidades em transações com o banco BTG Pactual, fundado pelo atual ministro da Economia, Paulo Guedes.

Uma das matérias tratava da estranha aquisição pelo BTG de uma carteira do Banco do Brasil  que valeria R$ 3 bilhões por apenas R$ 300 milhões, um décimo do valor estimado.

Curiosamente, pouco após a transação o presidente do BB pediu demissão, alegando não se adaptar às pressões e jogadas de Brasília.

Nassif escreveu hoje no GGN mostrando que essas transações são feitas não apenas pelo BTG Pactual, mas envolve outros grupos, através da aquisição de bancos de dados públicos.

Confira a matéria completa do Nassif no GGN clicando aqui, que deve ser prestigiado em protesto contra a censura.




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Após 19 meses, Queiroz depõe ao MP. Quando será a vez de Guedes, que está há 21 sem depor?


Finalmente hoje, de sua prisão domiciliar, o homem da rachadinha da família Bolsonaro Fabrício Queiroz depôs ao Ministério Público do Rio, por vídeo.

Há 19 meses sumidão na casa do "Anjo", o depoimento de Queiroz ainda não foi revelado, pois o processo corre (se é que se pode usar o verbo num processo que se arrasta) em sigilo.

Mas existe um outro depoimento importante, não sobre o mesmo caso, mas que está há 21 meses atrasado: o do posto Ipiranga de Bolsonaro, ministro Paulo Guedes, que tem que explicar o prejuízo de mais de R$ 1 bilhão a fundos de pensão da Petrobras, Caixa, Correio e BB.

Seu primeiro depoimento estava marcado para novembro de 2018, antes da posse. Mas Guedes teve uma providencial virose e seu depoimento foi adiado e assim segue até hoje, 21 meses depois.
Guedes é alvo de três investigações, na Polícia Federal e na Procuradoria da República no Distrito Federal, para apurar indícios de gestão fraudulenta ou temerária ao captar e aplicar, a partir de 2009, R$ 1 bilhão de sete fundos de pensão.

Além da Funcef. estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios).

(...) Para administrar os recursos, Guedes criou a BR Educacional Gestora de Ativos.

Segundo as investigações, apesar da alta cifra captada, a empresa não tinha experiência, tendo, em 2009, obtido recentemente autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para operar.

Além disso, a primeira empresa a receber investimentos, a BR Educação Executiva S.A., era, segundo investigadores, “de prateleira”.

Havia sido criada em abril de 2009 por um escritório de advocacia especializado em vender CNPJs. Constavam como sócios dois funcionários da banca, que são responsáveis por várias outras firmas.

Pelas investigações em curso, a empresa recebeu R$ 62,5 milhões do FIP BR Educacional. Não tinha patrimônio líquido, histórico de faturamento ou qualquer outra garantia.

A BR Educação Executiva teve o nome alterado para HSM. Guedes atuou nas duas pontas do negócio. Foi presidente do conselho administrativo da empresa, que recebeu recursos dos fundos de pensão. Ao mesmo tempo, era sócio majoritário da gestora, que decidia o destino do dinheiro. [Fonte: Folha]
Ou seja: não é apenas no governo Bolsonaro que Guedes tem múltiplas funções. Na negociação investigada, ele era cliente numa ponta e fornecedor na outra. Tudo bancado pelos fundos de pensão.

A fila andou com os depoimentos de Flavio Bolsonaro (18 meses depois do início) e Fabrício Queiróz (19), vamos ver o Guedes 21 quando dá as caras.




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Congresso aprova os R$ 600, mas Bolsonaro não assina e Guedes diz que não pode agora. Ex-ministro de Dilma e Lula o desmente



Bolsonaro mentiu em pronunciamento de hoje quando disse que liberou os R$ 600


Em seu pronunciamento de hoje, o presidente Bolsonaro mentiu à nação ao dizer que entre as medidas de seu governo está o "auxílio mensal de R$ 600 aos trabalhadores informais e vulneráveis". Ele ainda não assinou o projeto aprovado pelo Congresso.

Pior: seu ministro Paulo Guedes disse que o dinheiro só deve sair lá para o dia 16 de abril, sem ligar para o fato de que as pessoas estão simplesmente precisando do dinheiro para ontem. Segundo Guedes, outro mentiroso, a liberação depende da aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo Legislativo.

O ex-ministro da Fazenda e Planejamento de Dilma e Secretário de Política Econômica de Lula, Nelson Barbosa, tratou de desmenti-lo rapidamente no Twitter [imagem acima]:
Não precisa de PEC para pagar o benefício de 600 e outras medidas fiscais. Basta mandar PL para emitir divida acima da regra de ouro, como já previsto antes do Covid19. E uma MP de crédito extraordinário. Condicionar à PEC é desinformação ou chantagem.
Mentirosos, desinformados ou chantagistas. Meu palpite é triplo.

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Na Folha, Duvivier ironiza dupla moral da Folha

Gregorio Duvivier na Folha


Colunista da Folha, humorista ironiza a dupla moral do jornal em relação a Bolsonaro


Em artigo publicado na Folha hoje, o humorista da Porta dos Fundos Gregorio Duvivier usa de ironia para criticar a Folha, que é atacada pelo presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro, mas consegue apoiar a política econômica pretendida por seu governo.

A verdade é que a Folha apoiou a ditadura civil-militar de 1964, que Otavinho chegou a chamar de ditabranda, porque não teria matado nem torturado tanto quanto as argentina e chilena. E agora apoia o plano econômico que Guedes ajudou a implantar no Chile durante a ditadura Pinochet, e está levando o povo às ruas no Chile. Mesmas medidas que Guedes quer implantar no Brasil.
Na direção certa, por Gregorio Duvivier

Amo este jornal que você tem em mãos. E amo o ritual de abri-lo todo dia de manhã, pra espanto da minha filha, que não entende a graça dessas letrinhas tão pequenas sob fotos tão grandes de gente tão séria, e pra desgosto da minha conge, que não entende a graça de gerar essa quantidade de lixo por dia.

“É como se você jogasse um livro fora toda manhã.” Tento argumentar: “A gente também usa pro cocô do cachorro!”. Ao que ela argumenta, com razão, que a gente não tem cachorro.

Gosto tanto deste jornal que tenho feito campanha pra que as pessoas o assinem. Tem ótimos repórteres e cronistas espetaculares e quadrinistas geniais e articulistas de todos os espectros políticos excluindo o terraplanismo —que não precisa ser contemplado por ele já estar no poder.

Ledo engano. O editorial da Folha de ontem mostra que a cúpula do jornal continua acreditando no governo até debaixo d’água. O que é um naufrágio pra quem vive no aquário? A velhinha de Taubaté que escreveu o editorial segue confiante e esperançosa de que o governo está “na direção certa”. Faltou dizer pra onde. Pro quinto dos infernos, talvez.

Os números não parecem concordar com a Folha. Mas o que são números perto da fé? “É preciso tempo”, diz o editorial. Ou quem diz é Paulo Guedes. Já não sei, de tanto que o editorial parece um release. O aquário finge não saber que os cortes que ele elogia incidem sobre educação, ciência e meio ambiente.

Bolsonaro odeia a Folha —e já disse que, no seu governo, “não vai ter Folha de S.Paulo”. A Folha morde Bolsonaro, mas sopra Paulo Guedes, como se os dois não fossem a mesma coisa.

Paulo Guedes não se aliou a Amoêdo, Alckmin, Marina, ou qualquer liberal “republicano” e tem um motivo pra isso: ele sabe que não se cortam direitos sem um projeto autoritário e moralista.

Não à toa, o modelo de Paulo Guedes pra “modernizar o Estado” é o Chile de Pinochet. Ninguém nunca conseguiu tirar direitos sem prender oposição e matar pobre. Quando os direitos somem, logo logo começa a sumir gente.

Na véspera a Folha já tinha classificado de “uma grata surpresa” o tour em que Bolsonaro bajulou o ditador saudita que mandou matar jornalista.

“Temos muito em comum”, disse Bolsonaro sobre o príncipe. Levando em conta os passaralhos, um governo que mata jornalista pode poupar um trabalho pro jornal. Reduziria o inchaço.

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Governo Bolsonaro quer congelar salário minimo, sem aumento ou correção, por até dois anos

Charge de Cicero, que mostra magnata metendo a mão no bolso do trabalhador

Estudo da equipe de Paulo Guedes conta com a medida para economizar R$ 12,3 bilhões/ano para os cofres do governo


Como se já não bastassem os direitos trabalhistas tomados, a aposentadoria adiada e reduzida, a diminuição de verbas para a saúde, educação, cultura, lazer, agora o governo Bolsonaro está de olho no salário mínimo, que pretendem congelar por até dois anos.

Não é tão simples. Precisa de uma Emenda Constitucional. Mas isso não é problema para Bolsonaro, que está torrando bilhões agora com a compra de votos para fazer seu filho Eduardo embaixador nos EUA.

A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.


Pode ser um balão de ensaio para ver a reação da população, que parece atordoada com a destruição total patrocinada pelo governo (eleito mediante fraude) Bolsonaro.

Lembremo-nos do poeta Torquato Neto:
Levem um homem e um boi ao matadouro. O que berrar primeiro é o homem. Nem que seja o boi.


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