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Japão decide hoje se vai haver ou não Olimpiadas de Tóquio e público nos estádios. Vai


Finalmente hoje, o governo japonês e o Comitê Olímpico Internacional (COI) batem o martelo e decidem se vão ou não ocorrer os Jogos este ano e se haverá público presente nos estádios para assisti-los.
 
A resposta às duas perguntas deve ser sim. Mesmo com a pandemia ainda causando vítimas no Japão, com a ameaça de criação de novas variantes, graças à mistura de atletas de vários países, os Jogos Olímpicos vão acontecer. 
 
E aconteceriam ainda que o Japão não o desejasse, como chegou a ameaçar o COI, porque os contratos entre países e o COI são draconianos em favor do Comitê Olímpico, como pudemos ver quando o Rio sediou as Olimpíadas.
 
O país sede fica refém do COI e é obrigado a atender às determinações do Comitê, por contrato.
 
Ainda que a maioria do povo japonês seja contra a realização dos Jogos. Pesquisa divulgada na manhã de hoje (já é noite no Japão, enquanto escrevo esta postagem) pelo Asahi, um dos maiores grupos de mídia do Japão.
O público japonês continua se opondo à realização dos Jogos neste verão, revelou uma pesquisa de 19-20 de junho da Asahi News Network (ANN), com 65% dos entrevistados dizendo que queriam o evento adiado novamente ou cancelado.
Quase 70% dos entrevistados disseram que achavam que os Jogos não seriam realizados com segurança, como defendido pelo primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga e pelos organizadores das Olimpíadas, mostrou a pesquisa. [Reuters]
A decisão deve também indicar que haverá público, mas apenas um número limitado e sem estrangeiros. Certamente seguindo todos os "protocolos" de distanciamento etc, como vemos nos jogos de futebol da Eurocopa, com torcedores sem máscaras e aglomerados.
 
Enfim, para alegria dos patrocinadores e de atletas teremos as Olimpíadas possíveis.
 
Se o coronavírus deixar. Ou, como disse o chefe do Comitê, "ainda que Tóquio esteja sob estado de emergência".
 
Que tempos!
 
Ainda a tempo, saiu a decisão:
Após uma reunião de cinco vias na segunda-feira entre representantes do governo central, o Governo Metropolitano de Tóquio, o Comitê Organizador de Tóquio, o Comitê Olímpico Internacional e o Comitê Paraolímpico Internacional, o ministro dos Jogos de Tóquio, Tamayo Marukawa, anunciou que a participação durante os jogos será limitada a 10.000 por local ou 50% da capacidade do local - o que for menor - e até 20.000 terão permissão para comparecer à cerimônia de abertura. [Japan Times]

Decidiram também que, em caso de emergência, poderá não haver torcida. Mas os Jogos ocorrem de qualquer jeito.
 
Viva o "espírito Olímpico"!





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Nova onda de COVID no Japão deixa claro que Olimpíadas deste ano não têm nada a ver com esportes e sim com negócios


Uma nova onda de COVID atinge as principais cidades do Japão, inclusive a capital Tóquio. Recorde de novos casos são estabelecidos diariamente. Um lockdown à japonesa foi decretado nas principais cidades do país: grandes instalações comerciais, parques temáticos, estabelecimentos de karaokê e restaurantes que servem bebidas alcoólicas foram solicitados a fechar desde domingo [Japan Times].
 
No entanto, a situação piora a cada dia. A vacinação está atrasada e é certo que não teremos a população do país imunizada a tempo das Olimpíadas.
 
Pesquisas indicam que o próprio povo japonês é contrário aos Jogos, que já foram adiados do ano passado para este.
 
Ainda assim, o COI e os organizadores japoneses seguem insistindo na realização dos jogos. Antes, com 50% de público. Agora, já se considera uma Olimpíadas sem plateia.
 
Qual o interesse numa competição, onde o maior barato das Olimpíadas, para a maioria dos atletas e dos espectadores pelo mundo, é, além de ver os melhores em suas especialidades no melhor de sua forma, promoverr o congraçamento e a curtição de vivermos um mesmo mundo num mesmo tempo, se agora nada disso será possível?
 
Qual atleta de um país de ponta, com expectativa de medalhas, vai confraternizar com um brasileiro ou um indiano, com o vírus sem controle por aqui e com novas variantes?
 
Apenas os interesses comerciais, a imensa fortuna que rola junto com os Jogos, ainda mantém acesa a chama Olímpica.
 
Mas o vírus da COVID, o SARS-CoV-2, não está nem aí para isso, só precisa de gente para se propagar e segue fazendo seu trabalho, dando saltos olímpicos sobre as medidas preventivas, dribles de corpo sobre as vacinas e jogando o fino com quem aglomera e anda sem máscaras.
 
Duvido muito que as Olimpíadas aconteçam. Mas se acontecerem serão tudo, menos a grande festa do esporte e da confraternização que conhecemos. Apenas a roleta dos jogos rodando, enquanto o número de mortos se multiplica pelo mundo.




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Dodeskaden. Homenagem a Akira Kurosawa, morto em 6 de setembro de 1998



O filme é ótimo. E a seqüência, uma das mais bonitas da história do cinema. Não sei se ela tem o mesmo impacto para quem não assistiu ao filme. Se esse é seu caso, corrija-se. Por causa da cena, veja o filme inteiro. Você vai me agradecer.

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