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Sora. Conheça a ferramenta OpenAI que vai mudar a forma de fazer cinema

Sora é uma nova ferramenta OpenAI, lançada em fevereiro deste ano, que transforma comando de texto em imagens. No momento, apenas até um minuto de imagem. Mas isso é por enquanto.

A OpenAI mostrou a ferramenta a produtores e diretores de Hollywood para que avaliassem a qualidade das imagens geradas e opinassem sobre o futuro da indústria cinematográfica a partir de Sora.

A Al Jazeera fez uma reportagem sobre a ferramenta e os impactos de Sora na indústria e nos direitos autorais.

A Al Jazeera conversou com um executivo que trabalha em Hollywood, que nos pediu para não revelarmos sua identidade devido à natureza delicada do assunto. Quando questionado sobre qual foi sua reação inicial quando viu a capacidade de Sora pela primeira vez, ele disse: “Minha reação a Sora foi igual à de todos os outros – meu queixo caiu no chão. Era como se estivéssemos vendo nosso assassino, mas ao mesmo tempo era lindo. Imediatamente impressionante e aterrorizante.”

Um exemplo do que Sora é capaz no momento:

Prompt [comando de texto para que Sora produza imagens]: “Um trailer de filme apresentando as aventuras de um astronauta de 30 anos usando um capacete de motocicleta tricotado de lã vermelha, céu azul, deserto de sal, estilo cinematográfico, feito em filme de  35mm, cores vivas.”

Aqui, o resultado.

 


Como essa nova ferramenta e outras que virão a reboque irão influenciar o futuro do cinema e, especialmente, dos empregos na indústria, é uma preocupação que já está em pauta.

“Talvez perguntar 'quem será substituído' seja a pergunta errada. Acho que é o sistema que será destruído e substituído. Em alguns anos, talvez o termo ‘diretor’ se refira ao cara que aciona a IA, e o resto será feito de forma totalmente digital. E se essa abordagem for aceita pelo público, gerar dinheiro e fizer as pessoas sentirem emoções humanas – então o jogo termina para a maioria de nós.”

 A tecnologia de Sora também levanta questões na área dos direitos autorais — afinal, Sora trabalha sobre imagens que existem na rede —, na violação dos direitos de imagem e na montagem de deep fakes por criminosos.

É um mundo novo começando com suas belezas e desafios.

 

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Marieta Severo fala sobre a tentativa de destruição da cultura brasileira por Bolsonaro. E da resistência



Depoimento da atriz Marieta Severo ao Canal Brasil


Do Instagram da deputada federal Jandira Feghali:




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Militarização das escolas por Bolsonaro foi usada na criação 'do nazismo e do culto ao ditador na vida da Alemanha'

Selo Alemanha nazista

Janio de Freitas traça um retrato dos horrores do governo Bolsonaro


Em sua coluna dominical na Folha, o jornalista Janio de Freitas lança luz sobre o governo das trevas de Bolsonaro e mostra o que já existe e o que está por vir, sem concessões ao escapismo.

Janio de Freitas: Inspirações para Bolsonaro

O governo Bolsonaro não tem a direcioná-lo uma doutrina, nem de arremedo, que lhe dê fisionomia como razão de ser e de propósito. O nível médio de ignorância entre os que o habitam não permitiria lidar com ideias, rasas que fossem, nem com noções de ordem cultural, simplistas embora.

Ressentimento, interesses pessoais e de classe socioeconômica, racismo, preconceitos vários, décadas de orientação militar exterior, descaso pela comunidade planetária e seu ambiente e desprezo absoluto pelo outro induzem a alternância caótica de suas práticas. A similaridade delas com outras histórias ou atuais, no entanto, proporciona ao governo Bolsonaro a fisionomia que lhe falta em doutrina.

O governo providencia, por exemplo, a criação de 108 escolas militarizadas, para início de ambicioso programa. O plano não é original, nem o era nas primeiras referências ainda na campanha eleitoral. Foi uma criação decisiva para a infiltração, ao longo dos anos 1930, do nazismo e do culto ao ditador na vida da Alemanha. O voluntariado de multidões jovens para a guerra simultânea do nazismo a dez países europeus, em 1939-40, foi obra do ensino militarizado.

A hostilidade de Bolsonaro à cultura artística oficializou-se já na entrega do ministério próprio a um conservador radical e sem contato com o ramo.

A anticultura mostrou-se toda na identificação do cinema nacional ao que Bolsonaro, seu ministro e seus pastores imaginam do filme “Bruna Surfistinha”, nem visto pelo primeiro. Esse combate à cultura artística é usual nos governos autoritários, e se volta em especial contra percepções sexuais quando o poder é militarizado ou de submissão religiosa. O combate ao que foi chamado de “arte degenerada”, na Alemanha hitlerista, também não começou pela censura explícita. Usou por bom tempo o arrocho financeiro e outras dificuldades, até dominar toda a arte. É o que começa aqui.

As verbas federais destinadas aos estados estão submetidas por Bolsonaro a novo critério: “os do Nordeste não vão ter nada”. São de oposição a Bolsonaro.

O critério depois abriu uma brecha, porém a depender de uma exigência: “Se eles quiserem receber (...), eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro”. “Eles” são os governadores, as vítimas são as populações. A condição punitiva e personalista, para o direito a verbas públicas, contraria a Constituição. E foi o primeiro recurso administrativo contra o oposicionismo regional na Alemanha e na Itália fascista, assim como é comum nos poderes que buscam o autoritarismo.

Os ataques de retaliação à imprensa, a deportação sumária e sem tempo para defesa, a desmontagem da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos são, todos, repetição do primeiro estágio de ascensão ao poder ditatorial por nazistas e fascistas.

A investida contra os índios, para a tomada exploratória de suas terras, tem semelhança com o extermínio dos ciganos dados como inúteis e viciosos pelos nazistas. Ensaio de extermínio, já anunciada por Bolsonaro as mortes de gente “como baratas”, por balas de impunidade assegurada. As similaridades vão longe, à disposição dos atentos. Mas é intransferível o registro de mais uma.

A repetição por Bolsonaro, sob a dignidade da Presidência da República, da qualificação de “herói nacional” para um torturador e responsável por pelo menos 45 mortos e desaparecidos sob sua guarda, é um desacato à Constituição. No mínimo. O coronel Carlos Brilhante Ustra foi condenado pelo que o texto constitucional define como “crimes imprescritíveis”. A transgressão de Bolsonaro, dirigida também à Presidência, é, por si só, suficiente para tornar imoral a sua continuidade no cargo. No mínimo.





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Dodeskaden. Homenagem a Akira Kurosawa, morto em 6 de setembro de 1998



O filme é ótimo. E a seqüência, uma das mais bonitas da história do cinema. Não sei se ela tem o mesmo impacto para quem não assistiu ao filme. Se esse é seu caso, corrija-se. Por causa da cena, veja o filme inteiro. Você vai me agradecer.

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A luta desigual do cinema brasileiro

A queda da renda dos filmes brasileiros, inclusive dos filmes de Xuxa e dos Trapalhões, é vista por muitos como conseqüência da qualidade (no caso, de uma suposta falta de qualidade) de nosso cinema. Mas não é isso.

Numa semana de junho passado, das 2.100 salas de cinema em operação no Brasil, de norte a sul, 2.060 exibiam produções americanas. Só 40 cinemas estavam com filmes de outros países em cartaz – inclusive, do Brasil.

A informação saiu na coluna do Ancelmo, de O Globo.

A estratégia das grandes companhias americanas é partir para o ataque na distribuição, inundar o mercado com cópias e propaganda intensa.

Muitos filmes brasileiros estão prontos, mas não conseguem sala para exibição.

É o massacre cultural, que causa, entre outras coisas, um efeito tostines às avessas. O cinema brasileiro perde público porque não consegue sala de exibição. E não consegue sala de exibição porque perde público.

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