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Preso no aeroporto em Londres companheiro de jornalista britânico que divulgou informações de Snowden

David Miranda, companheiro do jornalista do “The Guardian” Glenn Greenwald, que escreveu a série de reportagens revelando a vigilância de civis pela Agência de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), ficou por quase nove horas detido no aeroporto de Heathrow, em Londres.

David mora com o jornalista britânico no Rio e foi detido em Londres, com base no artigo 7 da lei de terrorismo, de 2000. Ele ficou preso por nove horas - tempo máximo permitido. Não havia acusação alguma contra ele. Ainda assim, teve confiscados "equipamentos eletrônicos, incluindo telefone celular, laptop, câmera, cartões de memória, DVDs e jogos".

A medida do governo britânico está sendo vista como uma tentativa de intimidação.

No seu blog, no "Guardian", Glenn diz que tratou-se de um ataque à liberdade de imprensa e uma mensagem de intimidação pela divulgação da espionagem.

"Mas a última coisa que este ato vai provocar é nos intimidar ou nos deter de fazer nosso trabalho como jornalistas. Pelo contrário: irá nos encorajar mais para continuar denunciando", afirmou no blog.

[Fonte da matéria é o Extra, das Organizações Globo, que têm o hábito de sonegar não apenas impostos mas links dos blogs que não sejam deles. Aqui está o link do Blog do Glenn Greenwald no The Guardian, e, em protesto, dou o crédito ao Extra mas não o link. Leia Detaining my partner: a failed attempt at intimidation, postagem  de Greenwald sobre o caso].


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Por que Congonhas não pode parar?

Parece haver consenso sobre a necessidade de obras na pista do aeroporto de Congonhas. Ela está muito emborrachada e, nos dias de chuva, fica difícil pousar ali.

Só que as obras nunca começam. Não podem ser feitas em dias comuns, porque Congonhas não pode parar – especialmente a Ponte. Não pode ser no período de férias, porque as agências de viagem reclamam. Carnaval, idem.

Todos os dias a imprensa toca no assunto. Com mais, ou menos destaque. Mas as obras não começam, porque Congonhas não pode parar. Até que um dia um avião não consiga parar, um acidente sério aconteça. E aí?

É melhor parar pra pensar se Congonhas não pode parar.