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Cai o presidente do Metrô de São Paulo

Já é alguma coisa. Antes estava caindo o metrô. Mas eu quero ver o que vai acontecer com as empreiteiras responsáveis pelas obras. São as cinco maiores do país.

Reportagens da TV Globo têm mostrado problemas e mais problemas nas obras comandadas pelo Consórcio. E na hora das respostas e soluções as empreiteiras são mooooles como o concreto que estavam usando na linha 4, aquela que desabou.

Reportagem exibida no Fantástico mostrou que o Consórcio usou material fora de especificação e demorou a dar respostas exigidas pelo Metrô. Problemas apontados em maio tiveram resposta em outubro, e por aí vai. Ou melhor, foi. Para o buraco.

Agora cai o presidente do Metrô. Parece uma resposta do governo tucano. Foi-se o anel. Quero ver o que vai acontecer aos cinco dedos: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Trocadilhando o presidente Lula:

- As empreiteiras têm que mostrar o dado concreto.

Por que Congonhas não pode parar?

Parece haver consenso sobre a necessidade de obras na pista do aeroporto de Congonhas. Ela está muito emborrachada e, nos dias de chuva, fica difícil pousar ali.

Só que as obras nunca começam. Não podem ser feitas em dias comuns, porque Congonhas não pode parar – especialmente a Ponte. Não pode ser no período de férias, porque as agências de viagem reclamam. Carnaval, idem.

Todos os dias a imprensa toca no assunto. Com mais, ou menos destaque. Mas as obras não começam, porque Congonhas não pode parar. Até que um dia um avião não consiga parar, um acidente sério aconteça. E aí?

É melhor parar pra pensar se Congonhas não pode parar.