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Políticos que forem ao ato de Bolsonaro estarão endossando o golpe

Não adianta tergiversar, políticos, inclusive governadores de estado que comparecerem ao ato de Bolsonaro estarão endossando a tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente.

Não há como posar de neutro quando se trata do maior crime que se pode cometer contra o país.

Pesquisas de vários institutos mostram que a maioria dos brasileiros é contra o golpe e os golpistas.

A História não perdoará aqueles que vierem se juntar a Bolsonaro, como quatro governadores já anunciaram que o farão: o de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o de Minas, Romeu Zema; o de Goiás, Ronaldo Caiado; e o de Santa Catarina, Jorginho Mello.

Todos estarão endossando as ações de Bolsonaro e seu grupo. Provas abundantes recolhidas pela PF, inclusive o depoimento do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, mostram que estava sendo organizado um golpe de Estado, que chegou a ser posto em prática no dia 8 de janeiro, mas felizmente fracassou.

Quem apoia ato criminoso é cúmplice. 

Todos os que comparecerem ao ato do dia 25 estarão dizendo que apoiam Bolsonaro mesmo com todas as provas da PF que mostram que um grupo, liderado por ele, planejou, organizou e executou um golpe de Estado no país para implantar uma ditadura militar.

Esses governadores devem responder a seus governados por que comparecerão ao ato, se ele é um desagravo pela denúncias de crimes de Bolsonaro e seus cúmplices.

Não adianta dizer que é por amizade ou gratidão. Não é uma festa de aniversário ou um churrasco da firma. O ato de Bolsonaro é um ato político, de desagravo, contra as investigações que estão mostrando seus crimes e de seus cúmplices.

É bom o povo guardar os nomes dos políticos que comparecerem ao ato. Quem apoia golpista, golpista é.

Quem tentou rasgar a Constituição não pode ser perdoado muito menos apoiado. Lugar de golpista e dos que o apoiam é a cadeia.

Parafraseando o Senhor Diretas, Ulisses Guimarães: 

"O Brasil tem ódio e nojo à ditadura. Traidor da Constituição é traidor da pátria." 




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'Quem perde a capacidade de se indignar é por que antes perdeu a dignidade'


Do amigo jornalista Fernando Brito, em seu imprescindível Tijolaço
Ninguém é genocida sozinho

Quem perde a capacidade de se indignar é por que antes perdeu a dignidade.

O Brasil está cheio de gente que, infelizmente, parece estar nesta situação.

“Vamos fazer um estudo”, “abrimos uma apuração rigorosa”, “tomamos as providencias cabíveis”, “vamos criar uma comissão de especialistas”…

Quantas vezes o distinto leitor vê estas platitudes sendo ditas como se fossem reações adequadas diante de monstruosidades, que ceifam a vida de pessoas?

E, com a pandemia, não de “pessoas”, assim, vago. Não, de milhares de pessoas a cada dia, de dezenas de milhares a cada mês, de centenas de milhares de pessoas em menos da metade de um ano?

Vejo, na televisão, comentaristas dizerem que a decisão de Bolsonaro de forçar o Ministério da Saúde, o do “um tal Queiroga”, é “uma temeridade”, “um perigo”.

Não, não é, é um assassinato em massa.

Será que farão um estudo para saber quantos dos obnubilados pelo fanatismo estarão, amanhã, nas ruas, deixando de usar máscara, porque o energúmeno que nos preside assim recomendou? E quantos, em função disso, contrairão a doença e morrerão?

Ainda que seja um só, é um homicídio, porque assume-se o risco de provocar a morte.

Cada um que permanecer tolerante aos boçais que empalmaram o poder terá que pagar pelo que está fazendo.

Há uma conspiração da morte com finalidades políticas em curso em nosso país e não mais se pode aceitar que se alegue que “eu sou técnico” para isentar-se de responsabilidade, porque estamos diante da aniquilação em massa de brasileiros e de brasileiras.

Estar no Governo é estar no projeto genocida de Bolsonaro, porque ele não governa, faz apenas a sua política de radicalismo e de extermínio. E se foi, com isso, a legitimidade de sua eleição: não lhe deram um voto para provocar o morticínio de meio milhão de brasileiros.

Por onde se olhe, de Queiroga a Paulo Guedes, dos generais da ativa e da reserva que estão no governo, todos estão apenas para gozar de postos e benesses para si, sem nenhum projeto para o país e, ainda pior, aceitando que ele seja desmantelado, inclusive pelo ceifar de vidas.

Quem tergiversar, não espere que o país, amanhã, não o trate como um traidor da Pátria e um assassino de brasileiros.







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