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Operação Furacão atinge Beija-Flor

No centro do furacão da Operação Idem, o delegado da Polícia Federal Emanuel Henrique de Oliveira afirmou que houve fraude na vitória da Beija-Flor no desfile deste ano das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Via e-mail (o prefeito só aparece quando a notícia é boa e ele pode faturar politicamente) o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, disse não acreditar em fraude.

Acreditar ou não é uma questão de fé. O delegado não deve ser louco para dar uma informação dessas sem que tenha pelo menos fortes indícios de que a compra de jurados ocorreu.

A justificativa de que ninguém poderia comprar 40 jurados (ou pelo menos seria muito difícil fazê-lo) também não procede. Não é necessário comprar os 40. Quatro deles tirando pontos aqui e ali das principais concorrentes já dariam conta do recado.

Mas isso tudo será devidamente esclarecido (se essa minha santa ingenuidade estiver certa) no decorrer do processo. Agora, a pergunta que faço é:

- Qual a importância da compra de um jurado ou outro comparada com a entrega da administração do desfile das Escolas de Samba aos bicheiros, como fez César Maia?

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Jornalismo chapa-branca de O Globo mostra César Maia fantasiado de prefeito

O ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia já está em campanha. Como todos sabem o prefeito só dá as caras nas ruas do Rio quando se aproximam as eleições. Não é segredo. Ele mesmo confessa isso. Na época em que seu ex-blog ainda era um blog ele respondeu a um repórter de O Globo que o questionava sobre o tempo que gastava com o blog e não com a administração da cidade:

- É coisa de desocupados. Se fosse em ano eleitoral eu me preocuparia.

Pois é, estamos em época eleitoral. Ano que vem teremos eleições para a prefeitura. Portanto, o prefeito começa a dar as caras. Voltou, por exemplo, a aparecer no desfile das escolas de samba – o que não fez nos últimos anos. Quis mostrar a cara, dizer que é um prefeito participativo e que gosta de carnaval.

César mostrou sua alma de sambista fazendo aquilo que mais gosta nos desfiles: apertar mãos, dar abraços, varrer o chão, secar poças de água e empurrar carros alegóricos. Ou seja, no carnaval ele se fantasia de prefeito.

Que o ex-prefeito tente enganar mais uma vez os incautos, é opção política dele. Mas o jornal O Globo abrir espaço para isso é demais. Em sua edição de hoje, o jornalão informa que César “distribuiu e recebeu pelo menos 1823 abraços, beijos e tapinhas nas costas...trocou de camisas quatro vezes e tirou restos de fantasia e serpentina da pista em 14 ocasiões”.

Como diria o falecido Bussunda: - Fala sério! O repórter contou os abraços, as trocas de camisa e as limpezas de pista, ou foi uma notícia plantada pelo grupo que assessora César, freudianamente conhecido como Juventude César Maia (embora juventude e César Maia sejam uma contradição em termos...)?

A imprensa já viveu dias melhores.