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Operação Furacão atinge Beija-Flor

No centro do furacão da Operação Idem, o delegado da Polícia Federal Emanuel Henrique de Oliveira afirmou que houve fraude na vitória da Beija-Flor no desfile deste ano das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Via e-mail (o prefeito só aparece quando a notícia é boa e ele pode faturar politicamente) o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, disse não acreditar em fraude.

Acreditar ou não é uma questão de fé. O delegado não deve ser louco para dar uma informação dessas sem que tenha pelo menos fortes indícios de que a compra de jurados ocorreu.

A justificativa de que ninguém poderia comprar 40 jurados (ou pelo menos seria muito difícil fazê-lo) também não procede. Não é necessário comprar os 40. Quatro deles tirando pontos aqui e ali das principais concorrentes já dariam conta do recado.

Mas isso tudo será devidamente esclarecido (se essa minha santa ingenuidade estiver certa) no decorrer do processo. Agora, a pergunta que faço é:

- Qual a importância da compra de um jurado ou outro comparada com a entrega da administração do desfile das Escolas de Samba aos bicheiros, como fez César Maia?

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César Maia e a Operação Hurricane

O ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, comanda a cidade do Rio há quase duas décadas. Foi prefeito, fez seu sucessor, depois voltou à Prefeitura e se reelegeu para este mandato de agora, quando nada na cidade funciona, e ele - como ex-prefeito - toca seu ex-blog, olimpicamente, como se não tivesse nada a ver com isso. De vez em quando ele aparece nos jornais, sempre sorridente, cumprimentando alguém que colocou - ou vai colocar - mais algum dinheiro na caixinha da Prefeitura.

Daí a minha perplexidade com o que aconteceu nesta semana. No dia 12, César Maia publicou no Diário Oficial o decreto 27.791, que proíbe o uso das máquinas de caça-níqueis em qualquer estabelecimento.

Um dia depois, a Polícia Federal desencadeia uma Operação ultra-secreta, chamada Hurricane, com policiais vindos de outros estados, e prende várias pessoas - entre elas bicheiros, desembargadores, delegados, juízes - ligadas à máfia dos caça-níqueis, que César proibiu no dia anterior.

O que aconteceu? O que teria levado o ex-prefeito, ainda no exercício do cargo, a publicar o tal decreto 15 anos após estar à frente da Prefeitura e exatamente um dia antes da Operação Hurricane? O que terá levado César a essa atitude? Apenas uma incrível coincidência? Ou a Operação não foi tão secreta assim? E, se ela não foi tão secreta assim, por que o prefeito se antecipou a ela com o decreto?

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