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Exército libera até 5 fuzis para PM ter em casa e 3 mil munições. O que pretendem?

 O Exército liberou e policiais militares e bombeiros da ativa poderão ter até seis armas em casa, sendo cinco delas de uso restrito, se quiserem. 

Armas de uso restrito são aquelas que só podem ser utilizada pelas Forças Armadas, por alguns órgãos de segurança e por pessoas habilitadas, como atletas, sendo somente de calibres específicos. [Metrópoles]

PM ou bombeiro poderão adquirir cinco dessas, mas as automáticas continuam proibidas e apenas alguns tipos de fuzil estão liberados: 5,56 x 45 mm [imagem].

Uma das polícias mais violentas do mundo vai poder contar agora com até cinco fuzis em casa em sua coleção particular, com direito a 600 munições para cada um deles, o que dá um total de três mil balas de fuzil por PM ou bombeiro.

O Brasil tem hoje 406,3 mil policiais militares e 55 mil bombeiros militares na ativa. Se cada um deles adquirir os fuzis autorizados, terão um estoque de 2.305.500 (dois milhões, trezentos e seis mil e quinhentos) fuzis em suas casas, com 1.383.900.000 (um bilhão, trezentos e oitenta e três milhões e novecentas mil) balas de fuzil.

Qual o intuito? 

O que justificaria um PM ter cinco fuzis em casa, se só tem dois braços? Para dizer que foi assaltado e levaram seus fuzis? Para fazer um comodato com o crime? 

Ou para montar uma milícia e tomar conta do quarteirão, do bairro, da cidade, do estado, do país?

O total de munições reserva cinco balas de fuzil para acertar cada brasileiro.

Será isso?

O presidente Lula tomou conhecimento da medida?


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Bolsonaro arma a população nas barbas das Forças Armadas empanturradas de picanha e leite Moça


A coluna de Janio de Freitas hoje na Folha deixa nu o terror que se avizinha, sob silêncio cúmplice ou alienado das Forças Armadas e da mídia corporativa: Bolsonaro arma a população e cria um exército sabe-se lá de que, mas com a intenção que ele já anunciou várias vezes, a de melar qualquer resultado que não seja sua reeleição. 
 
O texto de Janio é histórico, claro, cristalino e vai ao ponto, porque nos mostra um país atônito, em choque, a ponto de não reconhecer o perigo que corremos na apreensão de imensa quantidade de armas e munições (26 fuzis AR15 e 556, três carabinas, 21 pistolas, dois revólveres, uma espingarda calibre 12, um rifle e um mosquetão, fora caixas de munições para fuzil, e até uma metralhadora de chão) de posse de um casal, tudo comprado dentro das novas leis que Bolsonaro comprou no Centrão, a custo de seu Orçamento Secreto.
 
Não deixe de ler e divulgar este texto de Janio de Freitas:
As eleições armadas

O incompreensível descaso com as medidas de Bolsonaro para armar parte da população, sendo tantas as implicações nocivas daí advindas, é tão ameaçador para o futuro próximo quanto a própria ação armadora de Bolsonaro.

Recente descoberta no Rio indica que armas de combate, modernas e caríssimas, estão entrando em alta quantidade e tomando destinos imprecisos. Chegam em importações dadas como legais, amparadas nos atos a respeito, repletos de lacunas, emitidos por Bolsonaro.

Com permissões para colecionadores, atiradores e outros, um casal jovem importava lotes volumosos de armas, dezenas de fuzis modernos e ainda metralhadoras, pistolas, revólveres e projéteis aos muitos milhares. Dispensadas, agora, as autorizações e a vigilância do Exército. O casal associava operações em Goiás e no Rio, onde foi localizada uma casa cheia de armas em bairro residencial.

As alternativas permitidas pelas liberações de Bolsonaro são tantas —registros pessoais e comerciais sem limite, importações sucessivas, inexistência de fiscalização, entre outras— que um só operador pode armar para combate todo um contingente. É o que está acontecendo. Com quantidades ignoradas de importadores, de armas, munições e de financiadores. Certo é não haver motivo, muito ao contrário, para supor exclusividade do casal no fornecimento de armas bélicas.

A quem, é a questão mais importante. Aos bandos conhecidos e à milícia, veio pronta a afirmação na única e precária notícia policial (em O Globo de 26.jan) sobre o arsenal encontrado. Provável final de um lote importante, os 26 fuzis e até metralhadora de chão, além de outras armas e muita munição, indicam custo além do conveniente para aquela freguesia, cliente dos preços no contrabando, solidários e sem impostos.

"Se não tiver voto impresso, não vai ter eleição" pode ser uma frase simbólica dos tantos avisos públicos de um propósito anti-eleitoral. Reforçado no que as atuais sondagens do eleitorado sugerem. E já sonorizado na volta à mentira de fraude nas eleições de 2018. Tal propósito não se consumaria no grito, nem deve contar com a sabotagem eleitoral de outro Sergio Moro e de procuradores bolsonaristas à disposição de Augusto Aras. Armas potentes, porém, se ajustam bem ao propósito.

As medidas de Bolsonaro para o armamento de civis obedeceram a um plano. Mostrou-o a escalada em que se deram. Primeiro, a posse doméstica, depois facilidades para o porte. Então os primeiros incentivos à compra e às munições, com possível importação, e aí a posse ampliada. Até chegar à compra de 60 armas por cabeça e mil projéteis por arma/ano. Sem restrição a várias importações. Para atenuar o comprometimento do silencioso Exército nesse plano sinistro, suas obrigações ligadas à posse de armas foram extintas quase todas.

Essas medidas não vieram do nada para o à toa. São uma denúncia de si mesmas e de suas finalidades criminosas. Fuzis e metralhadoras não se prestam ao alegado "direito do cidadão de se defender", argumento da má-fé de quem, assaltado, entregou sua arma, a moto e a falsa valentia ao jovem assaltante.

As importações de fuzis e metralhadoras não são suspeitas: são, com toda a certeza, armas para o crime. Contra pessoas, grupos, instituições constitucionais e o regime de liberdades democráticas.

Estamos já no ano eleitoral. É preciso identificar e comprovar o destino das armas de uso bélico importadas, em quantidade, por decorrência de medidas programadas e impostas por Bolsonaro, sem resistência institucional, dos meios de comunicação ou dos setores civis influentes. Do contrário, quem puder, e tiver tempo, saia da frente dessas armas.







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Fim da demarcação de terras indígenas e guerra no campo são propostas de governo de Bolsonaro. Confira

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Não adianta por a culpa em ONGs ou no PT, as violências no campo são propostas de Bolsonaro


O vídeo abaixo foi enviado aos eleitores de Roraima, durante a campanha de 2019. Nele, Bolsonaro manda recado a seus eleitores de lá, diz que vai acabar com a demarcação da Raposa Serra do Sol, área indígena protegida pela Constituição, e que vai liberar fuzis para os fazendeiros fazerem suas "leis" no campo.

Morte de índios, morte de camponeses, violência no campo são, portanto, estratégia e plataforma de governo do presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro. Não adianta querer tirar da reta.

Ou, no linguajar dele: Seja homem e assuma o que faz.

Confira no vídeo a seguir.




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