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Rice: ‘O combate ao terrorismo é o ponto central da política dos EUA’

Em resumo, essa foi a mensagem que a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, deixou em sua recente visita ao Brasil.

Mas o que é o terrorismo para um país que financiou e treinou ditaduras pelo mundo afora, inclusive na América Latina? Que usou napalm e o agente laranja na guerra do Vietnam matando, mutilando e deformando irremediavelmente milhares de civis? Que promoveu o massacre de My Lai? Que apóia as ações e massacres israelenses na Palestina? Que promoveu a Tempestade no Deserto, que matou mais de 100 mil soldados iraquianos? Que invadiu o Iraque e já provocou a morte de centenas de milhares de pessoas e levou o terror, a fome e a desnutrição a 30% daquele país, segundo a Anistia Internacional?

Condoleezza Rice saberia explicar o que é o terrorismo para o país que lançou bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, matando imediatamente 200 mil civis e comprometendo não se sabe quantas gerações de japoneses com os efeitos da radiação? O que é o terrorismo para um país cujo presidente defende abertamente o direito à tortura, como política de sua Agência de Inteligência (sic) (CIA)?

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Vídeo: Sargento, em quem estamos atirando?



O segundo vídeo do carnaval, conforme prometido. Este também é de guerra. Envolve novamente os americanos. Mas desta vez a guerra é a do Iraque.

O vídeo mostra a verdadeira paranóia em que vivem os soldados americanos (imagine então como vive a população do Iraque, que teve seu país invadido e destroçado e... mas esse não é o foco principal do filme), entre jogos de vídeo-game, carros que explodem a todo momento e a ameaça constante dos homens-bomba.

Documentário em espanhol, da TV Cuatro, exibido em dezembro passado na Espanha, mostra reportagem de Jon Sistiaga, que durante 10 dias esteve ao lado de uma companhia americana no Iraque, na frente de combate.

Jon Sistiaga, desde la óptica del ocupante pero desde su propia mirada, dibuja un retrato del día a día en Irak en un reportaje cuya banda sonora son las canciones preferidas de los soldados con los que han convivido. Green Day, Red Hot Chili Peppers, Beck o Prodigy suenan todos los días en los Ipods o en los MP3 de estos soldados. “¿La música de la guerra? Es una música de locos, es como esas canciones donde no entiendes la letra y solo escuchas gritos…”, dice uno de los soldados entrevistados… “Hoy es un buen día para morir” es una de las canciones preferidas de estos veinteañeros que siguen pensando que están en Irak para traer la democracia a ese país.
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Ex-marine escreve em livro: ‘Sou um assassino psicopata treinado para matar’

Jimmy Massey: Durante quase 12 anos ele foi um marine. Trabalhou no recrutamento de jovens para guerra no Iraque. E comandando seu pelotão no solo iraquiano.

Recentemente, esteve em Caracas, na Venezuela, para lançar seu livro Cowboys de Infierno. Na ocasião, deu uma entrevista à jornalista Rosa Miriam Elizalde. A seguir, trechos da entrevista, que pode ser lida na íntegra aqui (em espanhol).

Jimmy Massey por ele mesmo

Tenho 32 anos e sou um assassino psicopata treinado para matar. Não nasci com essa mentalidade. Foi o Corpo de Infantaria da Marinha dos EUA que me educou para ser um gângster das corporações americanas. O que sei fazer é vender aos jovens a idéia de alistar-se nos marines e matar. Sou incapaz de conservar um trabalho. Para mim os civis são desprezíveis, atrasados mentais, uns fracos, uma manada de ovelhas. Eu sou seu cão pastor. Sou um predador. No Exército me chamavam "Jimmy o Tubarão".

Marines

Os Estados Unidos só têm duas maneiras de usar os marines: para tarefas humanitárias e para assassinar. Nos 12 anos que eu passei no Corpo de Marines dos Estados Unidos jamais participei de missões humanitárias.

O que significa ser um recrutador militar nos EUA

Ser um mentiroso. A administração Bush tem incentivado a juventude americana a alistar-se no Exército e o que basicamente faz – e eu fiz também - é atraí-los com incentivos econômicos. [Se tiver estômago para imagens fortes, visite esta página, com mais informações e fotos – algumas bem chocantes – dos soldados americanos que acreditaram nas promessas de Bush]. Durante três anos recrutei 74 pessoas, que nunca me disseram que queriam entrar no Exército para defender o país nem alegaram nenhuma razão patriótica. Queriam receber dinheiro para ir a uma universidade ou obter um seguro de saúde. E eu lhes descrevia primeiro todas essas vantagens e só ao final lhes falava que iam servir à pátria. Jamais recrutei o filho de um rico.

Iraque: O ‘inimigo’ armado pelos EUA

Cheguei ao Iraque em março de 2003. Meu pelotão foi a vários lugares antes ocupados pelo Exército iraquiano. O que vimos foram milhares e milhares de caixas de munições que levavam a etiqueta norte-americana e estavam aí desde que os Estados Unidos ajudaram o governo de Saddan Hussein na guerra contra o Irã. Vi caixas com a bandeira norte-americana e até tanques dos EUA. Meus marines – eu era sargento de categoria E6, uma categoria superior ao sargento, e dirigia a 45 marines - me perguntavam por que havia munições de nosso país no Iraque. Não entendiam. Os relatórios da CIA afirmavam que Salmon Pac era um campo de terroristas e que íamos encontrar armas químicas e biológicas. Não encontramos nada. Nesse momento comecei a pensar que nossa missão realmente era o petróleo.

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Michael Moore ataca emissoras de TV e sistema de saúde dos EUA


Divulgando seu último filme, Sicko, em Sarajevo, o cineasta americano Michael Moore disse que as emissoras de TV de seu país “de certo modo” são mais responsáveis pela guerra do Iraque do que o presidente Bush. Ou seja, não é só no Brasil que elas manipulam, omitem ou aumentam.

Segundo Moore, elas não fizeram as perguntas nem as investigações que deveriam ser feitas.

"Elas ajudaram o presidente Bush a mentir para o povo americano, não fizeram perguntas difíceis, são cúmplices de Bush."

Mais adiante, Moore afirmou que 80% dos americanos não sabem sequer localizar o Iraque no mapa.

“Deveria existir uma lei que obrigasse alguém a saber onde um país está [no mapa] antes de lançar uma invasão contra ele".

Segundo o Vermelho Online, “em Sicko, Michael Moore pretende mostrar as deficiências do sistema de saúde americano. O filme foi recebido com fortes aplausos na capital da Bósnia-Herzegovina. O cineasta qualificou de ‘fato lamentável’ que, nos Estados Unidos, 18 mil pessoas morram todos os anos porque não possuem proteção médica. ‘Neste filme, a verdadeira questão não é nosso sistema de saúde, mas quem somos nós, os americanos, e por que nos comportamos como nos comportamos’.

No vídeo acima, exclusivo do Blog do Mello, você assiste a um trecho de Sicko, de Michael Moore, ainda inédito no Brasil. Nele, há uma comparação entre as medicinas americana e cubana. Vale a pena assistir, enquanto o link não cai.Ele vive sendo retirado dos provedores. Se não puder assisti-lo agora, clique aqui, baixe-o para seu computador e assista-o mais tarde.

É um arquivo flv. Se você não tem um flv player, aconselho este aqui, que eu uso, o BitComet FLV Player. É pequeno, eficiente e gratuito.

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