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Eduardo Cunha mostra que eles sabiam o que estava por vir com o golpe contra Dilma

No domingo, 17 de abril de 2016, quando da votação na Câmara do impeachment de Dilma, parte do golpe que derrubaria a presidenta e mais adiante retiraria Lula da disputa presidencial de 2018, muitos deputados estavam votando apenas pelo dinheiro recebido em seus bolsos e promessas futuras, sem pensar, pesar ou temer as consequências.
 
Mas muitos deles sabiam o que viria à frente, após um golpe sem crime e uma prisão de Lula sem provas. Os depoimentos deles ficam resumidos nas palavras do homem que puxou o impeachment, presidente da Câmara na ocasião, Eduardo Cunha.
 
Confira no vídeo a seguir que ele sabia o caos em que estavam mergulhando o país.




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Cunha joga isca pra fisgar Baleia e ajudar Bolsonaro na eleição para presidente da Câmara


Eduardo Cunha, como se diz, não dá ponto sem nó. Se está soltando agora trechos de seu livro de memórias com críticas e denúncias sobre a participação direta de Rodrigo Maia e Baleia Rossi no impeachment de Dilma e à decisão do PT de apoiar Baleia para a presidência da Câmara daqui a 15 dias, é porque deve ter levado algumas latas de leite condensado de Bolsonaro pra casa. (Como divulgado, governo Bolsonaro gastou R$ 15 milhões com leite condensado em 2020.)
 
A verdade é que tudo deve ter se passado mais ou menos como ele conta, mas o que impressiona é como Cunha ainda consegue manipular o noticiário político, que segue sendo declaratório e não crítico...
 
É só ingenuidade ou é burrice?



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Tucano Aloysio: Moro e Lava Jato 'manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o STF'

Aloysio Nunes

O ex-senador Aloysio Nunes Ferreira faz a mais dura crítica tucana à Lava Jato


O tucano Aloysio, que no tempo da ditadura era de esquerda e chegou a ser motorista de Marighela, até virar à direita com seu colega Serra e pegarem a estrada sem volta que os levou à criação do PSDB, deu uma entrevista contundente a José Marques na Folha.

O tucano se diz estarrecido com as reportagens da Vaza Jato, que desnudam a baixaria dos bastidores da Lava Jato, e, embora tenha sido um dos defensores do golpe do impeachment de Dilma, vê com outros olhos a operação.

Aloysio ficou particularmente impressionado com a divulgação do grampo da conversa entre Dilma e Lula, sem as outras ligações, que mostravam que o objetivo da nomeação era que Lula ajudasse a barrar o impeachment: "Eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave".

A seguir, trechos da entrevista: 

Que avaliação o sr. faz da Lava Jato até o momento? 
Acho que os diálogos divulgados pelo Intercept e por vários veículos, entre os quais a Folha, carimbam muitos desses procedimentos de absoluta ilegitimidade. Não é possível, em um processo judicial, em um país civilizado, um juiz e os procuradores se comportarem da forma como se comportaram. Processo judicial exige um juiz independente, imparcial, que dê iguais oportunidades tanto à defesa quanto ao Estado provarem seus argumentos.
É um processo viciado por essa relação promíscua entre o juiz e os procuradores, imbuídos de um projeto político, que vai além do processo judicial.

Foi uma surpresa? O PT sempre criticou o viés político [da operação]. 
Quando você fala na divulgação do diálogo de Lula com a Dilma, evidentemente você tem uma manipulação política do impeachment. Quando você tem a divulgação da delação de [Antonio] Palocci nas vésperas da eleição presidencial, você tem uma manipulação política da eleição presidencial. Isso feito de caso pensado, como os diálogos revelaram.
Não é uma coisa por inadvertência, foi de caso pensado. Então, isso para mim torna, não todos, porque não conheço todos, esses casos em que esse tipo de procedimento se verificou, nulos, porque atingiu um princípio fundamental do Estado de Direito, que é a garantia que a existência de um juiz imparcial dá ao direito de defesa.

Principalmente na época do impeachment, o PSDB explorou muito essa divulgação de diálogos.  
Não só o PSDB. O Supremo Tribunal Federal acabou por barrar a posse do Lula [como ministro de Dilma] com base em uma divulgação parcial de diálogo, feita por eles, Moro e seus subordinados, do Ministério Público. Eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave.Houve um peso político na divulgação dos áudios?
Eles [autoridades da Lava Jato] manipularam o impeachment ao barrar a posse do Lula. Se Lula tivesse ido para a Casa Civil, não seria capaz de recompor a base política do governo? Lula, que dizem que foi um governo socialista, governou com a direita. Teria rapidamente condições de segurar a base política. Porque o impeachment é um processo jurídico —crime de responsabilidade—, e político. Ele, pelo menos em relação à questão política, talvez tivesse condição de recompor. Foi exatamente por isso que eles procuraram barrar, como conseguiram, a posse de Lula
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Temer diz que se Lula fosse ministro não haveria o impeachment de Dilma. 'Disso não tenho dúvida'. Assista

Temer no Roda Viva, com legenda: Não se conseguiria fazer o impedimento.

O estrago que a dupla Moro e Mendes causou ao país, quando impediram posse de Lula e propiciaram o golpe do impeachment


Na entrevista ao Roda Viva ontem, o ex-presidente Temer confirmou aquilo que sempre se falou: que houve golpe e que o impedimento da posse de Lula como ministro da Casa Civil de Dilma foi fundamental para o impeachment da presidenta.

Hoje os dois estão de mal, brigadinhos, desde que a Lava Jato começou a avançar sobre os amigos de Gilmar Mendes e investigar sua esposa e a do ministro Toffoli. Mas trabalharam em dupla, afinadinhos, para impedir a posse de Lula e abrir a porta para o golpe.

No programa, Temer não deixa dúvidas quanto a isso, quando afirma que se Lula fosse nomeado, "não se conseguira fazer o impeachment... Disso não tenho dúvida".

Confira o exato trecho da entrevista em que Temer faz essa afirmação.




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