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Enquanto mais de 20 milhões passam fome no Brasil, Procuradores ganham quase meio milhão de reais em um mês


Esta imagem mostra o quanto alguns procuradores da República faturaram apenas no mês de dezembro passado. Entre eles, o procurador de deus, Deltan Dallagnol, marcado em laranja. O criador do PowerPoint do Lula, recebeu R$ 398.702,44 brutos. E nem foi o que mais meteu a mão na indecente bolada. Acima dele, todos receberam mais de R$ 400mil em dezembro.
 
Não há o que justifique uma grana dessas para uma função importante, sem dúvida, mas com um valor totalmente despropositado para um país com mais de 20 milhões de pessoas passando fome e com um salário mínimo de pouco mais de mil reais. 
 
O que significa que o ganho de um Dallagnol em um único mês é maior do que uma vida de 30 anos de salários de um trabalhador que receba salário mínimo.
 
Tudo contra a Constituição, que prega que ninguém pode receber mais do que um ministro do STF, pouco menos de R$ 40 mil.
 
Um levantamento feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP), organização de pesquisa e fortalecimento da gestão pública, mostra que além destes procuradores, um total de 25 mil profissionais dentro de um universo de 11 milhões de trabalhadores ligados aos governos federal, estaduais e municipais, recebem ilegalmente acima do teto constitucional. [Fonte]
 
São  R$ 2,6 bilhões desviados dos cofres públicos todos os anos – considerados apenas os valores acima dos R$ 39,2 mil do teto.
 
É fazer valer a lei. Inclusive mandando devolver o que receberam a mais.




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Tucano Aloysio: Moro e Lava Jato 'manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o STF'

Aloysio Nunes

O ex-senador Aloysio Nunes Ferreira faz a mais dura crítica tucana à Lava Jato


O tucano Aloysio, que no tempo da ditadura era de esquerda e chegou a ser motorista de Marighela, até virar à direita com seu colega Serra e pegarem a estrada sem volta que os levou à criação do PSDB, deu uma entrevista contundente a José Marques na Folha.

O tucano se diz estarrecido com as reportagens da Vaza Jato, que desnudam a baixaria dos bastidores da Lava Jato, e, embora tenha sido um dos defensores do golpe do impeachment de Dilma, vê com outros olhos a operação.

Aloysio ficou particularmente impressionado com a divulgação do grampo da conversa entre Dilma e Lula, sem as outras ligações, que mostravam que o objetivo da nomeação era que Lula ajudasse a barrar o impeachment: "Eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave".

A seguir, trechos da entrevista: 

Que avaliação o sr. faz da Lava Jato até o momento? 
Acho que os diálogos divulgados pelo Intercept e por vários veículos, entre os quais a Folha, carimbam muitos desses procedimentos de absoluta ilegitimidade. Não é possível, em um processo judicial, em um país civilizado, um juiz e os procuradores se comportarem da forma como se comportaram. Processo judicial exige um juiz independente, imparcial, que dê iguais oportunidades tanto à defesa quanto ao Estado provarem seus argumentos.
É um processo viciado por essa relação promíscua entre o juiz e os procuradores, imbuídos de um projeto político, que vai além do processo judicial.

Foi uma surpresa? O PT sempre criticou o viés político [da operação]. 
Quando você fala na divulgação do diálogo de Lula com a Dilma, evidentemente você tem uma manipulação política do impeachment. Quando você tem a divulgação da delação de [Antonio] Palocci nas vésperas da eleição presidencial, você tem uma manipulação política da eleição presidencial. Isso feito de caso pensado, como os diálogos revelaram.
Não é uma coisa por inadvertência, foi de caso pensado. Então, isso para mim torna, não todos, porque não conheço todos, esses casos em que esse tipo de procedimento se verificou, nulos, porque atingiu um princípio fundamental do Estado de Direito, que é a garantia que a existência de um juiz imparcial dá ao direito de defesa.

Principalmente na época do impeachment, o PSDB explorou muito essa divulgação de diálogos.  
Não só o PSDB. O Supremo Tribunal Federal acabou por barrar a posse do Lula [como ministro de Dilma] com base em uma divulgação parcial de diálogo, feita por eles, Moro e seus subordinados, do Ministério Público. Eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave.Houve um peso político na divulgação dos áudios?
Eles [autoridades da Lava Jato] manipularam o impeachment ao barrar a posse do Lula. Se Lula tivesse ido para a Casa Civil, não seria capaz de recompor a base política do governo? Lula, que dizem que foi um governo socialista, governou com a direita. Teria rapidamente condições de segurar a base política. Porque o impeachment é um processo jurídico —crime de responsabilidade—, e político. Ele, pelo menos em relação à questão política, talvez tivesse condição de recompor. Foi exatamente por isso que eles procuraram barrar, como conseguiram, a posse de Lula
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PT vai ao Supremo anular sentenças de Lula por manipulação política da Lava Jato


Presidenta do PT Gleisi Hoffmann

Revelações da Vaza Jato mostram ação orquestrada entre Moro, PF, procuradores da Lava Jato e Globo para impedirem posse de Lula como ministro de Dilma


Em duas notas, o PT e a defesa do presidente Lula afirmam sua indignação com as denúncias contidas na mais recente reportagem da Vaza Jato, que mostram conluio e manipulação para impedir a posse de Lula.

Leia aqui sobre a reportagem: VazaJato: Moro, Globo e a Lava Jato armaram uma arapuca para Lula e enganaram Gilmar e o povo brasileiro.

A seguir, as notas do PT e da defesa do presidente Lula:
As novas revelações sobre as conversas secretas de Sérgio Moro com os procuradores e policiais federais da Lava Jato confirmam que ele comandou uma verdadeira organização criminosa para atacar o processo democrático no Brasil. Fizeram espionagem política dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, de ministros e ex-ministros, além de grampear ilegalmente as conversas de Lula com seus advogados.
Está comprovado, mais uma vez, que o ex-presidente só aceitou a nomeação para chefiar a Casa Civil, em março de 2016, porque tinha compromisso com a pacificação do país e com a superação dos desafios econômicos e políticos do governo. Não fugiu nem tentou jamais fugir da Justiça. As conversas que a Lava Jato escondeu provam, mais uma vez, como era falsa a tese de “desvio de finalidade”, utilizada para proibir a nomeação de Lula.
Essa farsa criminosa foi urdida em conjunto por Moro, Deltan Dallagnol, o delegado Luciano Flores, atual chefe da PF no Paraná, e seus colegas das forças-tarefas. Em cumplicidade com a Rede Globo, manipularam um grampo ilegal da presidenta da República para roubar os direitos políticos de Lula, para cassar a competência de Dilma de nomear ministros e para desfechar o golpe do impeachment.
Agentes do estado mentiram para a Procuradoria-Geral da República (PGR), para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para o país, como se constata na reportagem da Folha de S. Paulo e do The Intercept Brasil. Traíram o compromisso com a Constituição, com a verdade e com o país para alcançar objetivos políticos. Não têm condições de exercer qualquer função pública e é inadiável que respondam na Justiça pelos crimes cometidos.
As revelações deste domingo somam-se aos robustos argumentos apresentados pela defesa de Lula ao STF, mostrando que é inadiável reconhecer a parcialidade de Moro e dos procuradores, anular um processo viciado desde o início e garantir o direito de Lula a um julgamento justo.
O Brasil não aceita mais conviver com a mentira e a injustiça contra sua maior liderança popular. O estado de direito não pode mais continuar suspenso para um cidadão, chamado Luiz Inácio Lula da Silva, por causa de interesses políticos, econômicos e midiáticos. E a democracia não pode mais ser refém dessa farsa, da qual tantos participaram por ação e até por omissão.
O Brasil só vai reencontrar a paz quando restabelecermos o estado de direito e a democracia na plenitude, com Lula livre. Só assim poderemos superar a gravíssima crise social, econômica, politica e de perda da soberania em que o país foi colocado pelos que prenderam Lula e abriram caminho para o governo de extrema-direita que destrói e envergonha o Brasil.
Pela Justiça, pela democracia e pelos direitos do povo!
A verdade vencerá!
Lula Livre!
Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT
Brasília, 8 de setembro de 2019

Reportagem publicada hoje (08/09) pela Folha de S. Paulo em parceria com o “The Intercept” (“Diálogos de Lula que a Lava Jato não expôs contrariam Moro”) auxilia a reconstrução da verdade histórica e expõe as grosseiras ilegalidades praticadas pelo ex-juiz Sergio Moro e pelos procuradores da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, contra os seus advogados, e também contra o Supremo Tribunal Federal, pois, dentre outras coisas:
1 – mostra que o ex-juiz Sergio Moro, os procuradores e o delegado da Lava Jato de Curitiba selecionaram conversas telefônicas mantidas por Lula, escondendo dos autos e do Supremo Tribunal Federal aquelas que mostravam a verdade dos fatos, ou seja, aquelas que deixavam claro que o ex-presidente aceitou o cargo de Ministro de Estado para ajudar o governo e o país e não para qualquer outra finalidade ligada às investigações da Lava Jato;
2 – mostra que os procuradores da Lava Jato tinham plena consciência da ilegalidade que estavam praticando ao postularem pela divulgação das conversas telefônicas grampeadas, inclusive aquelas captadas após a decisão judicial que determinou o encerramento das interceptações, mas mesmo assim decidiram levar adiante essa iniciativa, juntamente com o ex-juiz Sergio Moro, para alcançar resultados políticos e estranhos ao processo;
3 – mostra que além do grampo ilegal instalado no principal ramal do nosso escritório por autorizaçã do ex-juiz Sergio Moro para acompanhar a estratégia de defesa de Lula, a Lava Jato também ouvia as conversas telefônicas que mantivemos com o ex-presidente a partir de ligações por ele realizadas para outros telefones; vale dizer: a Lava Jato grampeou deliberadamente conversas entre advogados e Lula por mais diversos meios e usou dessas conversas para reforçar o “lawfare” contra o ex-presidente;
4 – a conversa mantida entre o advogado Cristiano Zanin Martins e o ex-Presidente Lula em 16/03/2016, gravada e ouvida ilicitamente pela Lava Jato, reforça que o ex-presidente Lula sequer tinha o objetivo de aceitar o cargo de Ministro de Estado e muito menos o de impedir qualquer investigação da Lava Jato.
A adoção de práticas ilegais e incompatíveis com o devido processo legal e com o “fair trial” pelos membros da Lava Jato contra Lula e contra nós, seus advogados, há muito tempo vem sendo demonstrada em diversos recursos e procedimentos jurídicos.  Os membros da Lava Jato sistematicamente esconderam provas de inocência e estruturaram condenações pré-estabelecidas e medidas invasivas contra Lula e seus familiares com base em delações e outros elementos sem qualquer valor probatório, afrontando as garantias fundamentais do ex-presidente, a legislação internacional incorporada pelo Brasil (Estatuto de Roma, art. 54, 1, “a”), além de diretrizes das Nações Unidas sobre a atuação de membros do Ministério Público (“Guidelines on the Role of Prossecutors”, arts. 13 e 14).
Os habeas corpus que aguardam julgamento no Supremo Tribunal Federal tratando da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato são de grande importância para restabelecer o Estado de Direito e para dar a Lula a possibilidade de um julgamento justo e por isso devem ser julgados com urgência — embora sejam irreparáveis os prejuízos causados por tais agentes públicos não apenas ao ex-presidente, mas à própria democracia do país.
Cristiano Zanin Martins/ Valeska T. Zanin Martins


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Turma da Lava Jato apavorada com decisão do STF de ontem. 'Pode anular tudo'

Moro e a turma da Lava Jato com texto em vermelho ANULA TUDO

Temos de procuradores do Paraná é de que todas as sentenças sejam anuladas


A decisão do STF de ontem, que anulou a primeira sentença de Moro da Lava Jato contra o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine provocou um barata voa na força-tarefa da Lava Jato.

A sentença foi anulada porque a defesa de Bendine não teve o direito de se manifestar por último no processo, como estabelece a Constituição.

Só que esse é o padrão Lava Jato definido pelo justiceiro de Curitiba e sua copiadora, Gabriela Copy & Paste Hardt.
A força-tarefa da Lava Jato no Paraná divulgou nota falando em "imensa preocupação" com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou sentença do ex-juiz Sergio Moro nesta terça-feira (27) e afirmou que o precedente abre caminho para anular a maior parte das condenações já expedidas na operação.
"Essa nova regra não está prevista no Código de Processo Penal ou na lei que regulamentou as delações premiadas. Se o entendimento for aplicado nos demais casos da operação Lava Jato, poderá anular praticamente todas as condenações, com a consequente prescrição de vários crimes e libertação de réus presos", diz texto divulgado pelos procuradores do Paraná.[Folha]



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Gilmar Mendes sobe o tom com turma da Lava Jato: 'Gente com mente muito obscura... gente ordinária, se achavam soberanos'

Gilmar Mendes


Gilmar Mendes indignado com procuradores e o papel do Supremo na Lava Jato


A mais recente reportagem da Vaza Jato, desta vez uma parceria do Intercept com o UOL, causou indignação geral.

A falta de empatia dos procuradores, que zombavam e faziam pouco da dor do presidente Lula nos episódios das mortes de dona Marisa, do irmão Vavá e do netinho Arthur, de apenas sete anos.

O ministro Gilmar Mendes foi um dos que ficaram indignados com a turma da Lava Jato e subiu o tom, confessando envergonhado que o STF tem parcela de culpa nos desmandos da Operação comandada pelo justiceiro de Curitiba Sergio Moro e o procurador de deus Deltan Dallagnol.
Segundo o ministro, ao homologar delações da Lava Jato o Supremo também carimbou as supostas irregularidades que teriam sido praticadas pelos procuradores.
“É um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices dessa gente. Homologamos delação. É altamente constrangedor. Todos nós que participamos disso temos que dizer ‘nós falhamos’, disparou o ministro. “A República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa. (…) Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura. (…) Que gente ordinária, se achavam soberanos”, completou.
Para o ministro, os procuradores são corruptos. “Gente sem nenhuma maturidade. Corrupta na expressão do termo. Não é só vender função por dinheiro. Violaram o Código Processo Penal”.
“Descemos demais na escala das degradações. Gente que tem que ter imparcialidade, que tem que ter decência e tem a obrigação de não fazer sobre a acusação um excesso, fazendo esse tipo de coisa”.
O ministro citou a nova matéria do caso apontando que os procuradores teriam tratado, por mensagens, do luto do ex-presidente Lula diante da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia, de seu irmão Vavá e do seu neto Arthur. [Jota]

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Gilmar Mendes: 'Devemos ao Lula um julgamento justo'

Gilmar Mendes e Lula

Novo julgamento deve ser consequência lógica do desdobramento das revelações da Vaza Jato


Numa entrevista à agência Reuters, o ministro do STF Gilmar Mendes dá a entender que o julgamento de Lula deve ser anulado e, portanto, o ex-presidente deve ser levado a novo julgamento:
— "Devemos ao Lula um julgamento justo".
Tomando bastante cuidado para não antecipar seu voto e o de outros ministros, porque o caso aind srá julgado pelo STF, Gilmar repete as críticas que já externou à Lava Jato, embora ressalve a importância na Operação.
Apesar das críticas, o ministro do STF reconhece “êxitos inequívocos” e “inegáveis” com a Lava Jato porque havia um quadro de “metástase da corrupção”.
“Há um capital inegável, não se pode negar a importância da Lava Jato, isso precisa ser reconhecido”, destacou.
Quanto a um novo julgamento de Lula nos processos conduzidos por Moro, o ministro evitou ser taxativo, mas levantou hipóteses.
“Anular a condenação (do Lula) se eventualmente ocorrer por questão de suspeição, isso leva a um novo processo. Eventualmente isso pode ocorrer”, disse.
“É importante fazer essa análise com todo o desprendimento. A mídia se tornou num determinado momento muito opressiva. O bom resultado não é só aquele que condena. Isso não é correto. A gente tem que reconhecer que devemos ao Lula um julgamento justo”
Quanto às revelações das reportagens da Vaza Jato, para Gilmar Mendes há “fortes indícios de muitas irregularidades que podem ser crimes em relação aos partícipes dessas conversas todas”.

Leia a reportagem completa no site da Reuters.

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Vaza Jato mostra procuradores zombando de Lula nas mortes de dona Marisa, do irmão e do neto

mão de Lula sobre a de dona Marisa no velório


"O safado só queria passear", diz procurador sobre pedido de Lula para ir a enterro de irmão


Mais uma reportagem da Lava Jato, desta vez uma parceria do Intercept Brasil com o UOL, revela como os procuradores da Lava Jato reagiram nos bastidores ao sofrimento causado ao presidente Lula pelas mortes de dona Marisa, de seu irmão Vavá e do netinho Arthur, de apenas sete anos.
Integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba ironizaram a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e o luto do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme revelam mensagens de chats privados no aplicativo Telegram enviados por fonte anônima ao site The Intercept Brasil analisadas em parceria com o UOL.

Os diálogos também mostram que procuradores divergiram sobre o pedido de Lula para ir ao enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, em janeiro passado --quando o ex-presidente já se encontrava preso-- e que temiam manifestações políticas em favor de Lula. Na ocasião, alguns membros da Lava Jato disseram acreditar que a militância simpatizante de Lula pudesse impedir a volta dele à superintendência da PF (Polícia Federal), em Curitiba.

A despedida de Lula do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu aos 7 anos em março, também foi assunto entre procuradores da Lava Jato e alvo de crítica em chat composto por integrantes do MPF.
Quando da morte de dona Marisa, a procuradora Jerusa Viecili ironizou: "Querem que eu fique pro enterro?".

Sobre o emocionado discurso de Lula no enterro da esposa, o procurador de deus Dallagnol comentou: "Bobagem total... Ninguém mais dá ouvidos a esse cara".

Já sobre a ida ou não de Lula ao enterro do irmão Vavá (acabou não indo, porque autorização de Toffoli chegou quando o corpo já havia sido sepultado), o procurador Januario Paludo comentou: "O safado só queria passear"...

É essa gente que dizia estar trabalhando para o bem do Brasil e de modo imparcial. Destilando ódio, desprezo e preconceito por aquele que é considerado pelo povo o melhor presidente da História do Brasil. A mesma História que já começa a julgá-los, com a série de reportagens trazidas pelo Intercept.

Leia reportagem completa aqui.

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Nova Vaza Jato mostra que medo de crise no sistema e de perder a boquinha das palestras barrou investigação contra grandes bancos



Vaza Jato revela por que a Lava Jato nunca investigou os grandes bancos


Nova reportagem da Vaza Jato, desta vez numa parceria entre o Intercept e o El País, mostra que Deltan Dallagnol faturou, e muito, com palestras para grandes bancos.

Mostra também que os procuradores, tão valentes em destruir a reputação do melhor presidente da história do Brasil, segundo pesquisa popular, e em destruir nossas gigantes empreiteiras, em benefícios das estadunidenses, tinham medo do tamanho dos bancos, do risco de uma grande crise.

Como poderiam ter medo de crise, se eles provocaram com medidas espetaculares, prisões de cinema, a paralisação e a comoção no país?
Nada disso, o medo que eles tinham é de que o poder dos bancos, que são quem no fim e no fundo mandam no Brasil e no mundo (o Mercado), desse um basta na Lava Jato. E também o medo de perder umas palestras bem remuneradas para chegar aos 400k, não é, Dallagnol?
“O Banco, na verdade os bancos, faturaram muuuuuuito com as movimentações bilionárias dele”. A frase é do procurador Roberson Pozzobon, da força-tarefa de Curitiba da Operação Lava Jato, escrita numa troca de mensagens com seus colegas em 16 de outubro do ano passado. Pozzobon se refere às movimentações financeiras do empresário e lobista Adir Assad, condenado por lavagem de dinheiro, acusado de envolvimento em diversos escândalos de corrupção, incluindo o da Petrobras. Em conversas pelo Telegram, obtidas pelo The Intercept e analisadas em conjunto com o EL PAÍS, os procuradores debatiam o caso de Assad. Eles sabiam que o doleiro havia aberto uma conta no Bradesco nas Bahamas para lavar dinheiro “a rodo”. E que, em 2011, o Compliance Officer, setor responsável por fazer o banco cumprir normas legais, teria alertado o Bradesco de que havia algo errado com essa conta. “E o que o Bradesco fez?”, perguntou Pozzobon. “Nada”, ele mesmo responde.
Antes das negociações com Palocci, porém, os procuradores já levantavam a tese de que os bancos lucraram com a corrupção, preferindo o silêncio ao escrutínio de movimentações suspeitas, como mostra o diálogo no início deste texto. Embora a hipótese parecesse plausível, a força-tarefa estabeleceu como estratégia fazer acordos com essas instituições, em vez de investigá-las esmiuçando seu modus operandi, a exemplo do que foi feito com as empreiteiras. É o que se constata no documento “Ideias e Metas FTLJ 2017_2018” [imagem acima], enviado em um dos chats em 2016, que trazia um resumo das ações futuras para cercar as empreiteiras, bancos, doleiros e políticos. Nessa lista, constavam nomes, como o da ex-presidenta Dilma Rousseff e o de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da estatal Dersa e acusado de ser o operador financeiro do PSDB. Para empreiteiras, a meta era apresentar ações penais já que era “necessário responsabilizar todas as empresas”. No caso dos bancos, no entanto, descreve-se o objetivo de fazer acordos “a título de indenização por lavagem de dinheiro e falhas de compliance”. Essa opção, segundo conversa entre os procuradores, levava em conta o chamado "risco sistêmico", conceito financeiro que supõe um possível efeito dominó para a economia. [Leia a reportagem completa no El País]
Em maio de 2017, publiquei aqui no Blog este vídeo, onde estranhava o silêncio da Lava Jato sobre os bancos. Agora sabemos o porquê.






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Lava Jato queria a cabeça de Gilmar Mendes. Agora é o contrário


Mensagens entre procuradores mostram que eles queriam uma prova para derrubar Gilmar Mendes


Nova reportagem do Intercept Br, desta vez em parceria com o El País, revela mais bastidores da Vaza Jato.

Desta vez, como procuradores da Força Tarefa da Lava Jato andaram atrás de Gilmar Mendes (e torceram também para que ele sofresse impeachment junto com Toffoli), sob comando do procurador de deus e de palestras Deltan Dallagnol.


Procuradores da Operação Lava Jato em Curitiba fizeram um esforço de coleta de dados e informações sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, com o objetivo de pedir sua suspeição e até seu impeachment. Liderados por Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, procuradores e assistentes se mobilizaram para apurar decisões e acórdãos do magistrado para embasar sua ofensiva, mas foram ainda além. Planejaram acionar investigadores na Suíça para tentar reunir munição contra o ministro, ainda que buscar apurar fatos ligados a um integrante da Corte superior extrapolasse suas competências constitucionais, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem. A estratégia contra Gilmar Mendes foi discutida ao longo de meses em conversas de membros da força-tarefa pelo aplicativo Telegram enviadas ao The Intercept por uma fonte anônima e analisadas em conjunto com o EL PAÍS.
Na guerra contra o ministro do Supremo, os procuradores se mostraram particularmente animados em 19 de fevereiro deste ano. "Gente essa história do Gilmar hoje!! (...) "Justo hoje!!! (...) "Que Paulo Preto foi preso", começa Dallagnol no chat grupo Filhos do Januário 4, que reúne procuradores da força-tarefa. A conversa se desenrola e se revela a ideia de rastrear um possível elo entre o magistrado e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, preso em Curitiba num desdobramento da Lava Jato e apontado como operador financeiro do PSDB. Uma aposta era que Gilmar Mendes, que já havia concedido dois habeas corpus em favor de Preto, aparecesse como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça, um material que já estava sob escrutínio dos investigadores do país europeu.
“Vai que tem um para o Gilmar…hehehe”, diz o procurador Roberson Pozzobon no grupo, em referência aos cartões do investigado ligado aos tucanos. A possibilidade de apurar dados a respeito de um ministro do Supremo sem querer é tratada com ironia. “vc estara investigando ministro do supremo, robinho.. nao pode”, responde o procurador Athayde Ribeiro da Costa. “Ahhhaha”, escreve Pozzobon. “Não que estejamos procurando”, ironiza ele. “Mas vaaaai que”. Dallagnol então reforça, na sequência, que o pedido à Suíça deveria ter um enfoque mais específico: “hummm acho que vale falar com os suíços sobre estratégia e eventualmente aditar pra pedir esse cartão em específico e outros vinculados à mesma conta”, escreve. “Talvez vejam lá como algo separado da conta e por isso não veio" (...) "Afinal diz respeito a OUTRA pessoa”. A força-tarefa de Curitiba tem dito que não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas a seus integrantes e repetiu à reportagem que o "material é oriundo de crime cibernético e tem sido usado editado ou fora de contexto, para embasar acusações e distorções que não correspondem à realidade".
Essa nova reportagem vai botar ainda mais lenha na fogueira em que o STF quer queimar a Operação Lava Jato, diante das irregularidades e abusos cometidos por alguns de seus procuradores, Dallagnol à frente, e o ex-juiz Moro.

Leia a reportagem completa aqui.





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El País faz investigação sobre mensagens da Vaza Jato e confirma: É tudo verdade

Shakespeare sobre a verdade


O espanhol El País, um dos principais jornais do mundo, resolveu fazer o que boa parte de seus irmãos brasileiros não faz: reportagem.
Há uma máxima no jornalismo: "se alguém diz que está chovendo, e outra pessoa diz que não está, não é trabalho do jornalista citar as duas, é ir olhar lá fora".
Foi o que fez o El País. A repórter Regiane Oliveira procurou uma pessoa que se dispusesse a abrir sua parte dos arquivos vazados, e encontrou.

Um informante, que a reportagem não dá dicas sobre quem seja, mas que provavelmente é um dos procuradores insatisfeitos com o rumo que Moro e procuradores da Lava Jato tomaram, resolveu abrir seus arquivos para a repórter.
Com o auxílio de uma fonte externa ao The Intercept, que prefere preservar sua identidade, tivemos acesso a parte de um arquivo de mensagens de um dos chats mencionados nas reportagens e comparamos seu conteúdo com o material disponibilizado pelo site. O conteúdo é idêntico. À parte imagens, que não estavam disponíveis nos documentos consultados, as informações são as mesmas em ambos os chats e mostram o dia a dia de conversas de trabalho entre procuradores, assessores de imprensa e jornalistas. A partir deste material, identificamos outras conversas com potencial de verificação.
Inclusive, mensagens do EL PAÍS com pedidos de informações enviados à Lava Jato puderam ser identificadas.
Além dessa nova fonte do El País, outros dois procuradores e mais as reportagens da Folha, Veja e Band confirmam a veracidade das mensagens.[Fonte: El País]
Certamente outros procuradores e participantes dos chats vão aparecer. Um dia, quem sabe, a fonte primária do The Intercept Brasil também dê as caras. Porque se ela abriu os arquivos foi para denunciar a podridão que se escondia na lavanderia de imagens da Lava Jato. Talvez em algum momento resolva desmascará-los em público.



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