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Em 5 anos, 99% do conteúdo da internet será gerado por IA. E nós?

A internet como foi criada já era. A rede para conectar e aproximar pessoas já está tomada pelos robôs. Eles geram 47,4% de todo o tráfego nas redes.

Aqueles views, aqueles likes, até aquela paquera no Tinder ou no Instagram, pode não ser quem você está pensando. Não um humano fingindo-se outro. Mas um robô, criado para varrer a internet em busca de dados para alimentarem os algoritmos de seus contratantes.

"E o pior, 30% são robôs maliciosos, atuando com a intenção de copiar informações ou fazer ataques. Vários são capazes de imitar o humano, se tornando indetectáveis. Enquanto isso, o acesso realmente humano cai a cada ano. De 2021 a 2022, a queda foi de 5,1%. Se a tendência continuar, em breve a internet será terra de ninguém, ou melhor, terra de robôs" segundo o diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Ronaldo Lemos, na Folha.

A circulação de robôs está tão intensa nas redes, que interfere nos resultados dos sites de busca. O Google busca forma de neutralizá-los. Internautas também. Muitos acrescentam em suas pesquisas o comando "Before: 2023", para conseguir resultados anteriores a 2023, quando a influência dos robôs com conteúdos feitos com Inteligência Artificial era menor.

Na Índia, foi feita uma pesquisa entre pessoas que frequentam sites de relacionamento, tipo Tinder. 77% delas descobriram que estavam conversando com um perfil criado por IA, inclusive nas fotos. Imagine a decepção.

O comércio adotou de vez os robôs para seu primeiro contato com os consumidores nas redes. É o famoso "tecle 1, tecle 2, tecle 3", hoje ultrapassado, que desempregou muita gente de carne e osso nos atendimentos de telemarketing. 

Hoje as centrais de atendimento estão tomadas por robôs, que conversam com o consumidor por texto (chatbot), por voz (voice bots) ou por avatares.

Já nos habituamos a essa nova rotina e hoje falamos com a Lu da Magalu, que tem quase 7 milhões de seguidores no Instagram, ou com a Bia do Bradesco, quase que com naturalidade.

Nesse relacionamento, o ser humano é escanteado.

Mas, se já está ruim, a notícia que vem da Dinamarca é pior. 

Um estudo do Instituto de Estudos do Futuro de Copenhague prevê que 99% do conteúdo que será postado na internet em 5 anos será gerado por inteligência artificial.

Seremos apenas 1% da rede em pouco tempo falando com 99% de conteúdo gerado por IA. 

Que mundo essa falta de comunicação entre humanos na internet nos trará?

Vamos de novo nos encontrar nas ruas, praças, conversar olhos nos olhos, como uma vez há muito tempo foi?

Como será o tempo futuro, quando acharemos um absurdo que pessoas perdessem grande parte de seu tempo postando nas redes sociais, num tempo em que elas só terão robôs?

E o que será que eles estarão fazendo entre eles?

Talvez alguns de nós façamos parte do 1% que ainda resistirá representando a espécie humana nessa selva de IA. Nossos gladiadores do futuro.

 



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Por que Sergio Cabral e Eduardo Paes não fazem como Dilma e põem todos os contratos com a Delta na internet?

A presidenta Dilma Rousseff mandou colocar todos os contratos do governo federal com a Delta Construções na internet.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse ontem [sábado] que a criação da CPI do Cachoeira já começou a ter consequências. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff determinou que todos os contratos do governo federal com a Construtora Delta, uma das supostas beneficiadas pelo esquema de Carlinhos Cachoeira, sejam publicados na internet. O objetivo é dar transparência às operações da Delta com a União. [Fonte]


O governador do Rio Sergio Cabral e o prefeito da capital Eduardo Paes deveriam fazer o mesmo. Afinal, só no Rio de Janeiro são quase R$ 3 bilhões em contratos com a Delta. Sendo que, no estado, são R$ 250 milhões, sem licitação.

A luz do Sol é o melhor antídoto contra ilações que estão sendo feitas a partir da amizade entre o governador e o presidente (licenciado após o escândalo) da Delta Fernando Cavendish.

Aja como a presidenta Dilma, governador. Faça o mesmo, prefeito. Afinal, quem não deve não teme.

Os pitboys e os pitblogs

Os cinco pitboys que agrediram barbaramente a empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto chocaram e indignaram o país. Da mesma maneira que chocaram e indignaram o país os jovens que há 10 anos incendiaram o índio Galdino, em Brasília.

São semelhantes até nas justificativas. Os de hoje, alegam que pensavam que Sirley fosse uma prostituta. Os de Brasília alegaram que pensavam que o índio fosse um mendigo. Como se agredir – ou mesmo matar – um mendigo ou uma prostituta não fosse igualmente crime.

Na internet Brasil também temos a contrapartida dos pitboys: são os pitblogs. Em comum, a violência gratuita dos ressentidos. Eles têm absoluto desprezo pelos que lhes são diferentes. Se uns socam e chutam, os outros agridem verbalmente.

É fácil identificar os pitblogs. Seus responsáveis se acham donos da verdade. Não abrem espaço para o contraditório, e cultivam nos comentários uma legião de seguidores (em geral, indignados úteis) que aplaudem e imploram por sua agressividade, numa relação sadomasoquista.

Os mendigos e prostitutas dos pitblogs são os petistas, os lulistas e agora também os chavistas.

O que os ataca é uma doença infantil, o sentimento de onipotência de uma criança de cinco anos. Quando acontece um crime como o de agora, contra a empregada Sirley, os pitboys se dão conta de que não podem tudo, e se apavoram.

Já os pitblogs se escandalizam com a violência dos pitboys (embora seus blogs preguem a violência e sejam tão violentos quanto) e acham que os pitboys só agiram assim, porque não levaram umas boas porradas dos pais...

Pitblogs e pitboys podem até não freqüentar os mesmos ambientes. Mas agem na mesma freqüência. São como a Inquisição e a fogueira.

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A polêmica sobre o rabino Sobel

Essa história do rabino Henry Sobel está dando o que falar. Muitos criticam sua internação – segundo boletim médico “por descontrole emocional e alterações de comportamento”. Acham que está parecendo uma armação para inocentá-lo.

Mas o médico de psicologia forense Guido Palomba afirma a O Globo que a combinação de remédios que o rabino estaria tomando pode justificar seu comportamento.

Outros criticam a sociedade em geral e dizem que, se o ladrão fosse um negro pobre e desconhecido, o tratamento seria outro.

E você, o que acha?

Eu tenho estranhado a cobertura da imprensa. Tenho cá minhas dúvidas se o comportamento seria o mesmo caso o furto tivesse sido praticado por um grande nome da Igreja Católica.

Hoje, o jornal O Globo publica até um box, “Episódio vira piada na internet”, com brincadeiras que ridicularizam Sobel. Fariam o mesmo se o caso fosse protagonizado, por exemplo, pelo arcebispo de São Paulo?

Em minha opinião, o tratamento ao rabino deve ser o mesmo dispensado a qualquer cidadão. Julgamento justo, a partir de um amplo direito de defesa. Um rabino fora de si por causa de hipnóticos que estaria tomando tem que ser tratado do mesmo modo que um jovem sob efeito de crack ou cola de sapateiro.

O que não se pode apagar é a bela história de Sobel na luta contra a ditadura e a favor dos direitos humanos, da igualdade racial e da liberdade religiosa.

Internet: Neutralidade Ameaçada

Analisador de datagramas.Você sabe o que querem dizer essas três palavras? Elas estão hoje entre as maiores ameaças à neutralidade da internet.
Esse é o início do artigo de André Machado, em O Globo. Para ler o artigo completo clique aqui.

A Imprensa pede socorro

Não é só a grande imprensa que está sendo afetada pelas novas mídias, especialmente pelos sites e blogs de notícias na internet. A imprensa de esquerda, alternativa, sofre ainda mais. É o que afirma o diretor do Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet, em artigo publicado em sua edição mais recente.

Nele, Ramonet elogia a pluralidade de ofertas que a internet coloca à disposição da população mundial, mas critica a concentração que já está acontecendo, com blogs e sites sendo adquiridos pelos grupos de comunicação mais poderosos.

A situação está tão difícil para o Diplô, que Ramonet termina seu artigo conclamando os leitores a assinarem o jornal para garantirem a continuidade de sua publicação.

"Assinar o jornal, no momento em que denunciamos uma guerra midiática assimétrica frente aos gigantes da comunicação, constitui ao mesmo tempo um ato de resistência e a melhor maneira de nos manifestar apoio. É também um compromisso em prol da imprensa livre, da pluralidade de idéias e do jornalismo realmente independente. É, enfim, a resposta mais eficaz contra a ameaça da informação única."