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Renan Calheiros dá a cara a tapa

Do Blog do Gadelha:

Catão: "Fures privatorum in nervo atque in compedibus aetatum agunt, fures publici in auro atque in purpura"

Catão adentrou o gramado do Senado do Brasil, ontem, pela boca do Senador Renan Calheiros ("Aquele que quiser ser Catão, vai ter que ser Catão mesmo e sujar as mãos. Vai ter que colocar uma forca ou uma fogueira lá fora e queimar o presidente do Senado"). E chegou em boa hora. Marcus Porcius Cato (ou Marco Pórcio Catão), estadista romano, viveu entre 243 a.C. e 149 a.C. e era conhecido como Catão, o Censor. Travou batalha contra o luxo e eliminou os senadores que considerou indignos. (Wikipédia) A sua reflexão que está no título desta postagem quer dizer "Os ladrões dos bens privados passam a vida no cárcere e nos grilhões; os ladrões dos bens públicos, no ouro e na púrpura" (segundo o Dicionário de Sentenças Latinas e Gregas, de Renzo Tozi), mas já foi adaptada por Sêneca (Córdova, 4 a.C. — Roma, 65 d.C.) como "os delitos pequenos são punidos, os grandes aclamados" (sacrilegia minuta puniuntur, magna in triumphis feruntur). São reflexões que caem como uma luva para nossos dias. O que me deixa triste é lembrar que isso já existe há tanto tempo...

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Há cinco dias senhora de 78 anos está presa por falta de pagamento de pensão

Uma senhora de 78 anos, moradora de uma pequena cidade do interior de Minas de nome exótico, está presa porque não pagou a pensão das netas – duas meninas, uma de 17 anos, outra de 13. Ela havia assumido o compromisso do pagamento da pensão em lugar do filho, que já havia sido preso por deixar de pagar a pensão, mas perdeu o marido há pouco e ficou sem condições de cumprir o acordado. (Mais detalhes da notícia aqui, no G1, onde é possível assistir até a um vídeo sobre o caso).

O que me chama a atenção é a extrema rapidez da justiça brasileira contra os pobres, os cidadãos comuns (no caso uma senhora brasileira de quase 80 anos), enquanto é lerda, lenta e frouxa com gatunos, assassinos e pilantras do andar de cima, que conseguem pagar grandes e sábios a-devo-gados (atenção, não é erro, é neologismo).

Há um jornalista covarde e assassino confesso à solta. Vários políticos que roubaram desavergonhadamente dinheiro público – alguns até querendo reconstruir a história – livres, leves, soltos e ainda fazendo pose, quando todos sabemos que são ladrões.

Desses não posso nem dizer o nome, ou acabo indo fazer companhia à vovó mineira. Mas vocês sabem de quem estou falando.

(Não deixem de participar da Campanha do Blog do Mello: Uma Passagem para Maluf)