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Há seis anos o mundo parou e não temos o direito de esquecer isso, pelos que não podem lembrar


Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.



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Com câncer, mulher luta contra Musk na Justiça e espera decência do bilionário

Engenheira brilhante, Camila Balan teve a qualidade de seu trabalho reconhecido quando a Tesla, empresa do bilionário Elon Musk onde trabalhava, gravou suas iniciais (CB) nas baterias de cada carro elétrico Model S.


No entanto, a relação mudou completamente quando Camila denunciou um problema nos tapetes dos Tesla, que poderia impedir o acionamento do freio e causar acidente potencialmente grave.

Ela enviou então um e-mail a Musk, que havia incentivado os funcionários a procurá-lo pessoalmente para esclarecer quaisquer preocupações que pudessem afetar a reputação da Tesla.

“Mandei dois e-mails para ele”, diz Balan.

“Enviei um antes de sair [da Tesla], dizendo a ele que estávamos todos ameaçados."

"Na minha cabeça, eu pensava: 'Ele ainda quer fazer o que é certo para a Tesla.'"

A partir dali, o ambiente de amistoso passou a hostil, o problema dos tapetes não foi corrigido e ela acabou sendo demitida, sem justa causa.

Fora da empresa, ela desenvolveu um projeto próprio, mas foi acionada na Justiça pela Tesla que a acusou de utilizar de conhecimentos adquiridos na empresa em seu "projeto secreto", o que nos Estados Unidos é considerado crime, equivalente ao de peculato de um funcionário público no Brasil. 

Balan nega as acusações e entrou na Justiça pelo direito de ter seu nome limpo. O processo está há anos na Justiça, ainda sem sentença definitiva.

E Camila Balan tem pressa. Nesse período foi diagnostica com câncer de mama estágio 3B, e sua maior preocupação é não poder viver para ver o desfecho do processo no tribunal. Principalmente porque é mãe solo de um filho:

“Sou a heroína dele”, diz ela. “Sou a mamãe que faz aviões e carros.”

Camila não quer muito: apenas que tenha sua inocência atestada.

"Quero limpar meu nome. Gostaria que Elon Musk tivesse a decência de pedir desculpas."

Outro ex-funcionário da Tesla, Lukasz Krupski , afirmou ter tido uma experiência semelhante, não relacionada ao caso, depois de enviar um e-mail a Musk sobre preocupações com as condições de trabalho na sede da Tesla na Noruega.

A Tesla não respondeu à equipe da BBC News sobre o assunto.

 



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Lula, Chávez, Evo, Corrêa. A ação dos EUA na América Latina



Quando presidente da Venezuela, Hugo Chávez sofreu bloqueio e intensa perseguição dos Estados Unidos. Morreu de um câncer misterioso que atingiu quase ao mesmo tempo várias lideranças da América Latina: Lugo, Evo, Cristina Kirchner, Lula e Dilma, no Brasil.

Quando tem muita coincidência assim em favor dos Estados Unidos, geralmente não é coincidência.

Na Venezuela, as pressões migraram de Chávez para Maduro, e os EUA querem matar o país de fome ou tirar Maduro, o que vier primeiro - assim como sempre aconteceu com a brava Cuba,

Em 2018, Lula foi proibido de concorrer numa eleição em que todas as pesquisas o apontavam como favorito destacado, por uma condenação num processo sem provas e objeto determinado.

É o chamado lawfare, uso da Justiça para interferir na política de um país.

O mesmo acontece agora com as outras duas lideranças desta foto: Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Corrêa, do Equador. Ambos condenados recentemente em seus países para impedi-los de participar das eleições.

Repito: muita coincidência assim em favor dos Estados Unidos, geralmente não é coincidência.



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Só é possível 'Direitos Já' com #LulaLivre

Imagem de Lula e pessoas do Direitos Já em superposição

Direitos Já e Lula livre são uma mesma bandeira


Evidentemente, toda vez que a esquerda tenta se unir há ruídos, especialmente espalhados pela mídia corporativa, que pinça frases e declarações ou mesmo busca sentidos ambíguos em declarações de lideranças.

Com a criação de um movimento suprapartidário chamado "Direitos Já" não está sendo diferente. A parte central da divisão que tentam criar no grupo está em relação à defesa ou não da liberdade imediata do presidente Lula como pauta do movimento.

Mas, para que haja Direitos Já, é necessário que o julgamento de Lula seja anulado (em nome do Direito), que Lula seja colocado em liberdade e tenha, como ele próprio cansou de repetir, um julgamento justo.


Lula não quer apenas ficar livre, quer sua inocência atestada e a condenação de Moro e todos os agentes de seu julgamento político, que, com ajuda das fake news e disparos de WhatsApp, colocaram no poder a turma do Bolsonaro.

Não é que Lula Livre seja precondição. Lula livre é uma consequência de Direitos Já. Uma coisa não existe sem a outra.

Sem direitos restabelecidos não há Lula Livre. Sem Lula Livre não há direitos restabelecidos.

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Justiça confirma corrupção tucana em SP de 1999 a 2013. Manchete da Folha: 'Condenação da Alstom preocupa especialistas'

Covas, Alckmin e Serra

A contorção que a Folha teve que fazer na notícia é daquelas de causar torcicolo em girafa. É inacreditável como o jornal dos Frias é fiel aos tucanos sob quaisquer circunstâncias.

Agora, o CADE condenou a Alstom por superfaturamento nos trens de São Paulo, no período de 1999 a 2013, pegando governos tucanos de Mário Covas, Alckmin (três governos) e Serra.

Mas a reportagem da Folha passa longe de tocar no assunto e foca a preocupação na proibição da Alstom de participar de novas licitações e como isso pode prejudicar os trens e metrô de São Paulo.

Print da Folha

É legítima a preocupação, mas e a cobrança aos governos tucanos pela corrupção nesses 14 anos e por deixar o governo nas mãos de um empresa? Se os governos fossem do PT o tratamento seria o mesmo?

Sobre isso, nem uma palavra.


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Demora na ação do CADE beneficiou Globo, levou ao fim o Jornal do Brasil e quase leva O Dia junto

Em 2005, Jornal do Brasil e O Dia, ambos diários do Rio de Janeiro, entraram com uma ação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) contra a Infoglobo Comunicações e Participações S/A, que publica os jornais "O Globo" "Extra" e "Expresso" [negrito meu]:

O caso teve início em 2005 a partir de denúncia dos veículos Jornal do Brasil e O Dia. Segundo as acusações, a prática anticompetitiva adotada pela Infoglobo consistiria na imposição de exclusividade na compra de espaços para publicação de anúncios publicitários; concessão de descontos condicionados à compra de espaços publicitários em mais de um jornal editado pelo grupo Globo; concessão de condições diferenciadas para divulgação de propaganda em televisão aberta, em decorrência de a Rede Globo de Televisão pertencer ao mesmo grupo econômico da acusada; comercialização do jornal Extra com preço de venda ao leitor abaixo do custo; e fornecimento de espaço de propaganda abaixo do preço de custo no Extra.[Fonte: CADE]

Ou seja, além de oferecer descontos aos clientes que também anunciassem nos outros veículos do grupo oligopólico, exigiam exclusividade.

O CADE só respondeu à ação agora, em setembro de 2013, oito anos após a denúncia. Nesse tempo, o Jornal do Brasil caiu de 100 mil leitores/dia para 10 mil e acabou optando por ficar apenas com sua versão online. O Dia, que foi um dos cinco maiores jornais do país em vendas nas bancas, caiu de 250 mil/dia para pouco mais de 40 mil, e só não quebrou porque foi vendido na bacia das almas.

Rede Globo de Televisão, mais rádio Globo, CBN, Globo FM, além dos jornais e revistas do Grupo oferecem uma pressão irresistível sobre anunciantes e agências. Sem contar o conhecidíssimo e sempre citado BV (Bônus por Volume), que não foi objeto da ação, mas a permeia.

Rápida entrada para uma explicação sobre o BV. Se você já sabe o que é, pule o próximo parágrafo.

O BV é o pagamento de um bônus às agências, proporcional ao investimento total feito pelos seus clientes em um determinado veículo. Em outras palavras, quanto mais publicidade destinada a um veículo, maior é o BV recebido. Como exemplo, tomemos uma agência que possua cinco anunciantes que somam uma verba de mídia de R$ 50 milhões em um ano, e que direcione pouco mais de 50% desse total (R$ 25 milhões) ao veículo X. Este, por sua vez, adota uma tabela para o pagamento de BV progressivo, segundo a qual investimentos de até R$ 20 milhões dão direito a um bônus de 5%; de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões, um bônus de 7,5%; para investimentos acima de R$ 25 milhões, o incentivo é de 10%. Assim, no início do ano seguinte, a agência receberá do veículo X R$ 2,5 milhões como bonificação. Em alguns setores, como o de internet, a tabela de bonificação é calculada com base em percentuais de crescimento das contas da agência no veículo, em relação ao ano anterior, e não em volumes absolutos de investimento.[Fonte]

Com a demora do CADE, as Organizações Globo praticamente dizimaram a concorrência (como já haviam feito anteriormente com emissoras de rádio, O Jornal, e TVs Tupi, Excelsior e Manchete).

Com o apoio firme e constante da ditadura civil-militar que destruiu o Brasil de 1964 a 1985, mais o apoio mais - ou menos - discreto dos governos que precederam Lula e Dilma, as Organizações Globo cresceram, como as máfias, na penumbra, à sombra do poder.

Infelizmente, contrariando nossas expectativas, nem Lula em seus oito anos nem Dilma até o momento conseguiram frear o oligopólio midiático, como - diga-se - determina a Constituição.

Enquanto isso, as Organizações Globo e suas coirmãs praticam o pior tipo de sequestro que existe, o sequestro da realidade. Enquanto no sequestro comum o indivíduo é retirado de sua realidade, no sequestro midiático a realidade é que é retirada do indivíduo, que vive completamente alienado do que acontece em seu entorno, e repete, como papagaio, o lixo informativo que lhe é despejado diariamente pela mídia corporativa, sendo as Organizações Globo a mais poderosa delas.

Como já se falou inúmeras vezes, justiça que tarda não é justiça. Esse episódio é mais um a confirmar a verdade do ditado. Os oito anos entre o início da ação e a decisão tomada agora (que proíbe a Infoglobo de continuar a fazer o que vinha fazendo até o momento) foram fatais para os impetrantes - Jornal do Brasil e O Dia.

Quem se beneficiou foi O Globo, os demais jornais e o grupo como um todo, como vem ocorrendo incessantemente desde o golpe de 1964. Sempre atuando na contramão dos interesses do povo brasileiro, o poder dos cartéis midiáticos não permite a informação livre e põe em risco a democracia no Brasil.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

TV Globo de São Paulo pode voltar a antigos donos

Você já leu aqui que a Rede Globo pode perder TV Globo de São Paulo, mas hoje Hélio Fernandes em sua Tribuna da Imprensa (que foi a primeira a tratar o tema) volta ao assunto: Usurpada dos antigos donos, A TV Globo corre o risco de ser D-E-S-A-P-R-O-P-R-I-A-D-A.

Se for considerada procedente pelo STJ, na forma da lei, a TV Globo [São Paulo] será devolvida aos antigos proprietários.[grifo meu]

O ano não começa nada bem para a poderosa Rede Globo. O Jornalismo da Globo desce ladeira abaixo no Ibope. Fantástico e Faustão também apanham aqui e ali da Record. Novelas têm seus mais baixos índices de audiência. E agora esse fantasma do passado, que pode fazer com que a Globo perca a jóia da coroa, a emissora de maior faturamento do Grupo.

Pelo que se tem notícia do processo, é o que deve acontecer. Entre as irregularidades encontradas na compra da TV Paulista (atual TV Globo de São Paulo) pela Globo, existem documentos assinados por Roberto Marinho em 1953 e 1954, onde constam o CPF do nosso cidadão Kane (clique aqui e assista na íntegra o vídeo proibido pela Rede Globo 'Além do Cidadão Kane'). Só que naquela época ainda não existia o CPF, criado muitos anos depois.

Mas, a Justiça brasileira vai peitar a Globo? Será possível? Ou vamos começar a ver pipocar aqui e ali notícias obtidas com vazamento de fitas secretas, onde juízes serão flagrados em situações comprometedoras?

O que você acha?

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Há cinco dias senhora de 78 anos está presa por falta de pagamento de pensão

Uma senhora de 78 anos, moradora de uma pequena cidade do interior de Minas de nome exótico, está presa porque não pagou a pensão das netas – duas meninas, uma de 17 anos, outra de 13. Ela havia assumido o compromisso do pagamento da pensão em lugar do filho, que já havia sido preso por deixar de pagar a pensão, mas perdeu o marido há pouco e ficou sem condições de cumprir o acordado. (Mais detalhes da notícia aqui, no G1, onde é possível assistir até a um vídeo sobre o caso).

O que me chama a atenção é a extrema rapidez da justiça brasileira contra os pobres, os cidadãos comuns (no caso uma senhora brasileira de quase 80 anos), enquanto é lerda, lenta e frouxa com gatunos, assassinos e pilantras do andar de cima, que conseguem pagar grandes e sábios a-devo-gados (atenção, não é erro, é neologismo).

Há um jornalista covarde e assassino confesso à solta. Vários políticos que roubaram desavergonhadamente dinheiro público – alguns até querendo reconstruir a história – livres, leves, soltos e ainda fazendo pose, quando todos sabemos que são ladrões.

Desses não posso nem dizer o nome, ou acabo indo fazer companhia à vovó mineira. Mas vocês sabem de quem estou falando.

(Não deixem de participar da Campanha do Blog do Mello: Uma Passagem para Maluf)

Participe da campanha ‘Uma passagem para Maluf’

Não é possível que o pessoal de São Paulo só goste de dar dinheiro a Maluf de forma indireta. Até agora não pingou uma única contribuição paulista para a campanha que este blog iniciou na sexta-feira.

Gente, vamos colaborar. O Fernando Bastos Irineu (FBI) está esperando por ele com duas pulseiras unidas.

Campanha do Blog do Mello: Uma passagem para Maluf

A justiça americana indiciou o ex-governador e ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, seu filho Flávio e outras três pessoas pelo envio ilegal de US$ 11,6 milhões (R$ 24,4 milhões) do Brasil para um banco norte-americano. Há uma ordem de prisão contra os cinco, que pode ser cumprida em qualquer país com o qual os EUA têm tratado de extradição.

Como Maluf é brasileiro e por isso não pode ser extraditado, este blog lança a campanha: Vamos comprar uma passagem de primeira classe e enviar Maluf para os EUA. Ele merece.