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Juiz proíbe divulgação de nomes de criminosos, para protegê-los

cartum animado de um prisioneiro

Em 17 de setembro de 2005 – portanto, há dois anos e quatro meses – antecipei que chegaria o dia no Brasil em que não se poderia citar o nome de um criminoso numa reportagem para não constrangê-lo. Pois é, esse dia chegou.

Leio no Consultor Jurídico:

Os jornais do Rio de Janeiro foram proibidos de publicar imagens e nomes dos estudantes Fernando Mattos Roiz Júnior, Luciano Filgueiras da Silva Monteiro e de um menor condenados por agredir um grupo de prostitutas em bairro nobre da cidade. A decisão é do juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, do 9º Juizado Especial Criminal.

Em sua sentença o sábio doutor saiu-se com a seguinte pérola:

“Pouco interessa a origem ou classe social dos envolvidos, ou a profissão ou gênero a que pertence a vítima: para ser isenta, a matéria deveria relatar um conflito entre dois jovens recém entrados na vida adulta (e por isso penalmente responsáveis) e um outro ser humano (pouco importa se homem ou mulher) que foi agredido”.

Jovens de classe média, brancos, sem ter o que fazer, agridem com extintor de incêndio (que roubaram) prostitutas e travestis, como forma de diversão, mas o juiz sabichão acha que deveríamos noticiar o caso assim: Seres humanos utilizam extintor de incêndio em outros seres humanos.

Vamos à postagem que fiz em 2005. Era sobre seres humanos também (estou seguindo as ordens do juiz) – os Maluf:

Algemas no Maluf

Em artigo publicado hoje [17 de setembro de 2005] na Folha, Marco Petrelluzzi, procurador da Justiça e ex-secretário da Segurança de SP, defendeu que houve arbitrariedade e abuso de poder na prisão de Paulo e Flávio Maluf.

Petrelluzzi começou dizendo que sempre foi contra Paulo Maluf, a quem chega a chamar de “um dos políticos mais nocivos da história deste país”. Foi tecendo seus comentários, rodou, rodou, e acabou caindo na prisão dos dois, mais especificamente nas algemas.

Para o procurador e ex-secretário, as algemas foram um abuso, e só foram colocadas no Maluf filho para serem gravadas e exibidas por uma emissora de TV. Segundo suas palavras, “as algemas não podem ser convertidas em instrumento de humilhação de ninguém”.

Realmente, as algemas não precisariam ser colocadas. Assim como Flávio não precisaria ir de camburão para a PF. Também não precisaria ficar em cana, atrás das grades, gerando mais despesas e aumentando a taxa de ocupação de nossas cadeias, já tão superpovoadas. Pai e filho também não precisariam comer da gororoba que todo dia lhes é servida, nem usar a luz, o gás e a água e o telefone da PF, que são pagos por nós. Bastaria para isso que eles não tivessem praticado tudo aquilo de que são acusados - ao que parece com provas e mais provas. E mais ainda: bastaria que eles não estivessem coagindo testemunhas e atrapalhando o andamento dos processos – afinal, estes são os motivos que os levaram ao local onde se encontram agora.

O caso dos Maluf, como antes o da Daslu, parece deixar certos setores de SP numa estranha irritação. Qualquer dia desses vão querer defender o sigilo da prisão. O sujeito comete o crime, é julgado, vai preso, mas ninguém pode saber disso para não “humilhar” o coitado.

As algemas foram colocadas para que os corruptos saibam disso: quando forem pegos, algemas, camburão, cadeia, gororoba, grades – tudo isso, como diz o povão, “faz parte”.

O Idelber Avelar, em seu ótimo Blog, O Biscoito Fino e a Massa, também comenta o assunto e indica outros blogs que fizeram o mesmo.

Leia também:

» Cadê o ministro Marco Aurélio Mello?

» Virou moda: Vídeo mostra ricos brincando de 'caçar' pobres em vez de raposas, na Escócia

» Boninho, socialites, ovos e 'Retrato de um Playboy', de Gabriel O Pensador

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Kassab vocifera. A direita goza

Quando eu digo que a direita assanhada quer é macho, não estou exagerando. Ontem, no Jornal Nacional, o prefeito de São Paulo – e candidato do coração de Serra – Gilberto Kassab, deu um replay no festival de arrogância e valentia com que nos brindara no início deste ano.

Falando para as câmeras, como se estivesse frente a frente com o contrabandista chinês Law King Chong, Kassab ameaçou:

“O senhor é um bandido, seu Law. Sai fora da cidade de São Paulo, porque se o senhor não sair por bem, o senhor vai sair em um camburão.”

Com isso deve ter somado mais alguns pontinhos aos que dizem que ele já tem nas pesquisas para as eleições do ano que vem.

Exatamente como escrevi aqui, em fevereiro, ao comentar a covarde atitude do prefeito, que está reproduzida no vídeo aí acima. Destemperado e usando o poder do cargo, Kassab expulsou aos berros um cidadão que reclamava atendimento num posto de saúde.

Eu disse na ocasião:

[Kassab] pisou feio na bola, na minha visão de carioca. Mas não sei se os paulistas vêem o acontecido do mesmo modo que eu.
Eles, que já elegeram Maluf e Jânio, podem acabar aprovando a atitude de Kassab, que passaria assim a figurar como favorito nas próximas eleições.

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O Di de Glauber e as campanhas do Blog do Mello: 'Vote no Cristo' e 'Uma Passagem para Maluf'

O Di de Glauber

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Campanha: Sete Maravilhas do Mundo. Não deixem de votar no Cristo

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Não sabe o que está acontecendo? Leia esta postagem Vote no Cristo para que ele seja oficialmente uma das Sete Maravilhas do Mundo.

Participe da campanha ‘Uma passagem para Maluf’

Não é possível que o pessoal de São Paulo só goste de dar dinheiro a Maluf de forma indireta. Até agora não pingou uma única contribuição paulista para a campanha que este blog iniciou na sexta-feira passada.

Gente, vamos colaborar. O Fernando Bastos Irineu (FBI) está esperando por ele com duas pulseiras unidas.

Há cinco dias senhora de 78 anos está presa por falta de pagamento de pensão

Uma senhora de 78 anos, moradora de uma pequena cidade do interior de Minas de nome exótico, está presa porque não pagou a pensão das netas – duas meninas, uma de 17 anos, outra de 13. Ela havia assumido o compromisso do pagamento da pensão em lugar do filho, que já havia sido preso por deixar de pagar a pensão, mas perdeu o marido há pouco e ficou sem condições de cumprir o acordado. (Mais detalhes da notícia aqui, no G1, onde é possível assistir até a um vídeo sobre o caso).

O que me chama a atenção é a extrema rapidez da justiça brasileira contra os pobres, os cidadãos comuns (no caso uma senhora brasileira de quase 80 anos), enquanto é lerda, lenta e frouxa com gatunos, assassinos e pilantras do andar de cima, que conseguem pagar grandes e sábios a-devo-gados (atenção, não é erro, é neologismo).

Há um jornalista covarde e assassino confesso à solta. Vários políticos que roubaram desavergonhadamente dinheiro público – alguns até querendo reconstruir a história – livres, leves, soltos e ainda fazendo pose, quando todos sabemos que são ladrões.

Desses não posso nem dizer o nome, ou acabo indo fazer companhia à vovó mineira. Mas vocês sabem de quem estou falando.

(Não deixem de participar da Campanha do Blog do Mello: Uma Passagem para Maluf)

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Campanha do Blog do Mello: Uma passagem para Maluf

A justiça americana indiciou o ex-governador e ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, seu filho Flávio e outras três pessoas pelo envio ilegal de US$ 11,6 milhões (R$ 24,4 milhões) do Brasil para um banco norte-americano. Há uma ordem de prisão contra os cinco, que pode ser cumprida em qualquer país com o qual os EUA têm tratado de extradição.

Como Maluf é brasileiro e por isso não pode ser extraditado, este blog lança a campanha: Vamos comprar uma passagem de primeira classe e enviar Maluf para os EUA. Ele merece.

Quando a ordem dos fatores altera os corruptos

Carta de um leitor de O Globo, no jornal de hoje (o destaque é meu):
A primeira página do GLOBO é de dar nojo. Ver fotos de Fernando Collor, Roberto Jefferson, Maluf, José Genoino, Palocci e Picciani, todos sabidamente corruptos, com exceção de Jefferson, tomando posse, é dose para Leão. Conclusão: as moscas voltaram, mas a sujeira continua a mesma.
Como Jefferson teve os direitos políticos cassados, por isso não se candidatou e portanto não se elegeu, "com exceção de Jefferson" deveria estar após "tomando posse". Ou a ordem dos fatores altera os corruptos.