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A ‘grande imprensa’ e sua ‘verdade seletiva’

Senadores que investigam Renan Calheiros dizem que sofrem pressões. A “grande imprensa” acredita neles e os apóia.

Um ministro do STF diz que ele e seus pares votaram com a faca no pescoço. A “grande imprensa” o desclassifica e um pitblogueiro exige sua renúncia.

Roberto Jefferson confessa que recebeu e enfiou R$ 4 milhões em local incerto e não sabido, acusa o governo de praticar o mensalão e a “grande imprensa” dá a ele todo o crédito.

Renan denuncia negócio entre o Grupo Abril e a Telefônica. A Veja tenta desacreditá-lo, acusa-o de agir assim por vingança, pois está sendo acusado por ela de negócios escusos.

É uma lógica particular para defender seus interesses particulares.

Acredita quem quer. Ou quem, desinformado por ela, só consegue enxergar a realidade pelos olhos da mídia. Os teleguiados.

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Quando a ordem dos fatores altera os corruptos

Carta de um leitor de O Globo, no jornal de hoje (o destaque é meu):
A primeira página do GLOBO é de dar nojo. Ver fotos de Fernando Collor, Roberto Jefferson, Maluf, José Genoino, Palocci e Picciani, todos sabidamente corruptos, com exceção de Jefferson, tomando posse, é dose para Leão. Conclusão: as moscas voltaram, mas a sujeira continua a mesma.
Como Jefferson teve os direitos políticos cassados, por isso não se candidatou e portanto não se elegeu, "com exceção de Jefferson" deveria estar após "tomando posse". Ou a ordem dos fatores altera os corruptos.