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Com incentivo de Bolsonaro e braços cruzados de Moro queimadas na Amazônia têm aumento de 200% em agosto

Homem Tocha 17

Dados do Inpe mostram 30.194 focos de incêndio em agosto de 2019 contra 10.421 em agosto do ano passado


Não foi à toa que o presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro avisou que não sobraria 1 cm de terra indígena demarcada. Nem que o Ministério do Meio Ambiente ficaria nas mãos de um condenado por ações contra o meio ambiente.

O resultado dessa política é o aumento de 196% nas queimadas na Amazônia [UOL]. Que poderiam ter sido bem menores se não houvesse outro membro do governo se omitido: o ministro da Justiça Sergio Moro.

O ministério de Moro foi informado de que havia sido programado por fazendeiros de Novo Progresso, no Pará, um "Dia do Fogo", em que seriam criados focos de incêndio em protesto.

Foi enviado um comunicado oficial ao Ibama e um pedido às Forças de Segurança para que tomassem uma providência. Nada foi feito.

Depois do fogo, Moro mandou investigar o que houve...
Moro tem que tomar providência agora, antes que seja tarde, a respeito das ameaças que está sofrendo o jornalista Adecio Piran, que denunciou a ação dos fazendeiros incendiários.
O jornalista Adecio Piran, de 56 anos, proprietário do jornal Folha do Progresso, que denunciou o protesto de produtores rurais, denominado de “dia do fogo”, foi atacado nesta quarta-feira (28), por meio de grupos da rede social Whastsapp, com um panfleto apócrifo, que também foi distribuído em versão impressa à população de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. O jornalista registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. O panfleto traz uma foto montada de Adecio, na qual ele aparece de chapéu, com o símbolo da cifra do dólar no óculos preto, uma imagem de incêndio ao fundo e a frase: “Mentiroso, Estelionatário e Trambiqueiro”. [Brasil de Fato]
É melhor que Moro corra, antes que venha a agir como no caso das queimadas, apenas após o fato consumado.

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Estados Unidos e Europa financiam queimadas no Brasil

Fornos de carvão

O ciclo das queimadas e a denúncia da hipocrisia



Reportagem de Marques Casara, com edição de Daniela Stefano, no Brasil de Fato mostra que, por trás de justa indignação e das mais justas ainda críticas às queimadas na Amazônia, que resceram assustadoramente no governo do presidente Bolsonaro, existe muita hipocrisia e mesmo financiamento dos governos dos EUA e Europa.


O inferno, caso exista, está repleto de presidentes e primeiros-ministros bem-intencionados, mas que, em algum momento da vida, defenderam, com sincera emoção, a existência de unicórnios, fadas e duendes. É mais ou menos o que acontece atualmente quando o assunto é o comportamento de países europeus em relação ao desmatamento e as queimadas em território brasileiro.

Bolsonaro fez de tudo para que isso acontecesse. A nomeação de Ricardo Salles para o Meio Ambiente e o desmonte das estruturas de fiscalização já vinham sinalizando que os desmatamentos e as queimadas sairiam do controle.

Nos últimos dias, após atacar violentamente líderes europeus que reclamavam da política ambiental brasileira, Bolsonaro deixou a bola quicando para o presidente da França. Cheio de problemas internos, um enfraquecido Emmanuel Macron percebeu a oportunidade e bateu para o gol com precisão. Levantou arquibancadas nos quatro cantos do globo e se tornou, em 15 minutos, a mais nova celebridade ambiental do planeta. Bolsonaro está até agora zonzo pela rapidez dos acontecimentos.

Tudo seria lindo e maravilhoso se fosse assim tão simples: países estrangeiros nos ajudando a desmascarar Bolsonaro, o novo malvado favorito do planeta, com seu séquito de minions a destruir o “pulmão do mundo”. Mas essa história, infelizmente, é mais complexa. A Comunidade Europeia e os Estados Unidos também têm as mãos sujas de sangue e de fuligem.

Alimentos e siderurgia

Grandes empresas europeias e norte-americanas são financiadoras do desmatamento. O Fundo Amazônia é troco de pinga perto do que essas corporações lucram com a devastação das florestas brasileiras. E não apenas na Amazônia. Hoje, o cerrado é bioma que mais perde cobertura florestal. Dois setores estão à frente dessa tragédia: alimentos e siderurgia. As maiores empresas globais de alimentos financiam fazendeiros brasileiros que efetuam desmatamentos para criar gado e plantar soja.

Boa parte da madeira retirada vira carvão e vai parar em siderúrgicas no Centro-Oeste, Sudeste e Norte do país. Com esse carvão, as siderúrgicas fazem ferro gusa, usado na fabricação de aço mundo afora. Esse produto tem, em sua composição, carvão vegetal retirado ilegalmente de matas nativas.

Automóveis, aviões, computadores e celulares contém, em seus componentes, as marcas do desmatamento da Amazônia e do Cerrado. No setor de alimentos, a soja e a carne brasileira são vendidas em centenas de países, muitas vezes graças às operações de trades europeias e norte-americanas, que financiam os fazendeiros brasileiros que realizam o desmatamento.

Recentemente, uma dessas companhias, a Cargill, maior empresa do mundo de capital fechado, anunciou que não tem como cumprir a promessa de conter o desmatamento provocado pelos seus negócios no Brasil.

Outra gigante do setor de alimentos, a empresa suíça Nestlé, é bem conhecida pelos vínculos com atividades predatórias, inclusive a exploração de crianças e adolescentes na cadeia produtiva do chocolate.

Coca-Cola, Pepsico, Bunge e uma interminável lista de multinacionais com sedes no Hemisfério Norte já tiveram suas cadeias produtivas mapeadas. Foram estabelecidos elos concretos com práticas danosas ao meio ambiente.

A falácia da “soberania”

É ótimo que os países europeus ajudem o Brasil a desmascarar o protoditador Bolsonaro. Farão um imenso favor à democracia, aos direitos humanos e ao meio ambiente. Mas esses países também precisam parar de financiar o desmatamento da Amazônia e do Cerrado, que acontece, em grande medida, porque as multinacionais não monitoram com eficiência as suas cadeias produtivas. 

Da parte do governo brasileiro, tudo está para ser feito ou refeito, dado o estrago que fizeram desde a posse do atual presidente da república. Não é o troco de pinga do Fundo Amazônia que vai resolver a questão. Assim como também não será o falacioso discurso da “soberania nacional”, que Bolsonaro desenterrou da ideologia militar dos anos 1970. O que Bolsonaro quer é entregar a Amazônia. Ele é o maior inimigo da soberania nacional.

Esse cenário de terra arrasada só mudará com processo de gestão participativa nas regiões amazônicas e no Cerrado, com o cumprimento da legislação ambiental, a participação das comunidades locais nos processos decisórios e sem a influência desmedida do agronegócio e dos seus financiadores, as multinacionais sediadas na Europa e nos Estados Unidos.

As queimadas e o desmatamento da Amazônia e no Cerrado têm, há décadas, as digitais de grandes corporações multinacionais com sede nos países que estão agora chocados com o avanço da depredação.

Nesse contexto, causa espanto o comportamento dos meios de comunicação de massa, que seguem a lógica do século passado: proteção total ao anunciante. Não fazem a principal pergunta: quem se beneficia com o desmatamento?

Não fazem porque sabem quem mexe as cordinhas no mercado publicitário. Multinacionais do setor de alimentos (anunciantes), siderúrgicas vinculadas a montadoras de veículos e equipamentos eletroeletrônicos (anunciantes) injetam bilhões nas contas correntes dos fazendeiros que derrubam a mata e tocam fogo no cerrado e na Amazônia. 

fonte original: Brasil de Fato



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Bernie Sanders: 'Devemos nos unir para derrotar esses demagogos de direita'

Tweet d Bernie Sanders

Queimadas na Amazônia provocam indignação mundial contra Bolsonaro


Em seu perfil no Twitter, o senador Bernie Sanders, candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, protesta contra as queimadas na Amazônia, denuncia o perigo para o futuro do planeta e propõe a união de nossos povos para afastar os demagogos direitistas Trump e Bolsonaro.  
The inaction and denialism of Trump and Bolsonaro are threatening not just our lives, but also future generations. 
Americans and Brazilians must come together to defeat these rightwing demagogues and act immediately to save the planet—our only home—from climate catastrophe.
O próprio Twitter traduziu:
A inação e negação de Trump e Bolsonaro estão ameaçando não apenas nossas vidas, mas também as gerações futuras. Americanos e brasileiros devem se unir para derrotar esses demagogos de direita e agir imediatamente para salvar o planeta - nosso único lar - da catástrofe climática.
A pátria dos sonhos dos Bolsonaro, de muitos de nossos generais e de boa parte dos paneleiros também está apavorada com o estrago que a dupla Bolsonaro-Trump está causando ao mundo.

É bem verdade que, pela ótica da cavalgadura que nos governa (eleito mediante fraude), basta uma ordem de Trump em sentido contrário às queimadas para que ele comande um meia volta, volver.

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