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Antes da pandemia o Brasil já estava doente, diz Fundação Getulio Vargas

Guedes, Bolsonaro

Guedes e Bolsonaro tentam botar culpa na pandemia por "tudo isso daí" de ruim na Economia. O nefasto Guedes (que ainda não explicou prejuízo bilionário aos fundos de pensão operados por ele) afirmou algumas vezes que o Brasil estava começando a decolar quando chegou a pandemia.

A gente sentia na pele que era mentira, o Brasil não vai bem das pernas desde aquele fatídico dia em que Aécio Neves viu sua eleição escapar na última hora e foi decidido o golpe.

Números da FGV mostram isso, o Brasil despencando de 2014 para cá, e mostram que, parafraseando o poeta ("É antes do ópio que a minh'alma é doente") antes da pandemia o Brasil já estava doente. Ao contrário das palavras de Guedes (como mentem neste governo!), país entrou em recessão econômica no primeiro trimestre de 2020.
Dados divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), da Fundação Getulio Vargas (FGV), confirmam que o país entrou em recessão econômica no primeiro trimestre de 2020, com um pico no ciclo de negócios brasileiro no quarto trimestre de 2019.
“O pico representa o fim de uma expansão econômica que durou 12 trimestres — entre o primeiro trimestre de 2017 e o quarto de 2019 — e sinaliza a entrada do país em uma recessão a partir do primeiro trimestre de 2020”, informou, em comunicado, o grupo, ligado ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV.
(...)  Um outro dado revelado pelo instituto mostra que o golpe iniciado em 2014 e que resultou na queda de Dilma Rousseff (PT) da Presidência em 2016 levou o Brasil ao maior período recessivo da história.
Entre 2014 e 1019, a economia brasileira retraiu por 33 meses seguidos, tempo superior aos 30 meses de recessão entre 1989 e 1991, quando o Plano Collor determinou o confisco. [leia matéria completa na Fórum]



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Bem que Bolsonaro avisou em seus primeiros dias de governo que sua função, antes de construir alguma coisa (algo que não sabe, não quer nem tem competência alguma para fazer) era desconstruir:
— Eu sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda (...). O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz”, afirmou Bolsonaro num jantar com empresários em março último. [O Globo]. 
Nisto, desconstruir, destruir e desfazer, ele e seu pupilo em São Paulo, João Doria, são craques. Basta ver o estrago que suas políticas causaram apenas nos primeiros cinco meses de governo em São Paulo e no Brasil:
O Estado de São Paulo, maior polo industrial do País, registrou o fechamento de 2.325 indústrias de transformação e extrativas nos primeiros cinco meses do ano. O número é o mais alto para o período na última década e 12% maior que o do ano passado, segundo a Junta Comercial.  
(...) A situação da indústria paulista se repete em todo o País. Além do encerramento das atividades de empresas de pequeno porte, grandes grupos fecharam unidades consideradas menos produtivas e concentraram a produção em outras mais modernas, quase sempre sem levar a mão de obra.
A fabricante de pneus Pirelli anunciou em maio o fechamento da unidade de Gravataí (RS) e a demissão dos 900 funcionários. A produção de pneus de motos será unificada à de pneus para carros em Campinas (SP) onde serão geradas 300 vagas ao longo de três anos. A empresa alega necessidade de reestruturação “tendo em vista o cenário conjuntural difícil do País”.
Entre as empresas que fecharam fábricas este ano estão PepsiCo/Quaker (RS), PepsiCo/Mabel (MS), Kimberly-Clark (RS), Nestlé (RS), Malwee (SC), Britânia (BA) e Paquetá (BA). No ABC paulista, a autopeça Dura informou em janeiro que fecharia a fábrica em maio e demitiria 250 funcionários. Após greve e negociações envolvendo a prefeitura de Rio Grande da Serra e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a medida foi adiada. [Estadão]
Com a recessão técnica já anunciada, PIB negativo em dois trimestres consecutivos e expectativa de crescimento mais uma vez rebaixada e a caminho de zero, o governo Bolsonaro se desmancha em números a olhos vistos, enquanto o presidente fala para convertidos, os da mamadeira de piroca e jesus na goiabeira.

Até a hora em que não houver mais mamadeiras nem goiabas.





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