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Em solidariedade ao Nassif e repúdio à Veja e ao grupo Abril

O leitor Dimas Roque deixou um comentário na postagem Datafolha: Lula bate recorde de aprovação, em que denunciava a agressão de que estava sendo vítima o jornalista Luis Nassif.

Fui até o blog do Nassif e li a postagem Os ataques à família, em que ele fala da dor de ver a esposa chorando, por conta dos ataques do pitblogueiro da Veja, e me pergunto: até quando se vai permitir que ele continue a ofender as pessoas?

Não é possível que os jornalistas continuem a tratar essa pessoa doente e nefasta apenas como a aberração que é, sem uma atitude em defesa dos que ele ofende da maneira mais vil.

Será que o mercado de trabalho está tão difícil assim para que os jornalistas da Veja continuem a compartilhar a redação com alguém que detrata, ofende e achincalha companheiros de profissão?

Se o dossiê da Veja, publicado pelo Nassif, é mentiroso, por que não o rebatem, em vez de recorrerem à justiça para processá-lo e ao pitblogueiro doente para ofendê-lo?

Felizmente, ao começar seu dossiê, Nassif sabia com quem estava lidando. Seu trabalho está desmontando a fábrica de boatos e dossiês da Veja. Mais dia, menos dia, os que hoje o detratam cairão como os vampiros expostos ao sol da realidade.

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Advogados da Veja nunca leram Veja

A repórter Carla Soares Martin, do Portal Comunique-se, teve acesso aos processos que a cúpula da Veja move contra Nassif pela série em que o jornalista mostra os bastidores da revista. Todos começam do mesmo modo, com a mesma frase, segunda a repórter:

“O jornalista, no seu sacerdócio, deve ser sereno como um juiz, honesto como um confessor, verdadeiro como um justo.”

Pela argumentação dos nobres causídicos, fica claro que, assim como o presidente da Abril, Roberto Civita, também os advogados da cúpula da Veja não lêem Veja.

Leia também:

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Silêncio cúmplice da ‘grande imprensa’ cerca dossiê Veja de Nassif

Hoje, Luis Nassif prossegue com seu dossiê Veja com a publicação de mais um capítulo, A imprensa e o estilo Dantas. É a mais importante série sobre os bastidores de um grande veículo de nossa mídia: a mais vendida (e bota vendida nisso) revista brasileira. O dossiê vem sendo revelado aos pouco, há mais de um mês. No entanto, nenhum, grifo nenhum dos jornalões ou das revistas concorrentes de Veja deu uma linha sequer sobre o dossiê.

Por que será? Será que a mídia não se interessa por assuntos da mídia?

Não parece ser isso. Hoje, O Globo publica uma reportagem mostrando que o bispo Macedo pede a seus fiéis que comprem o jornal da Universal (Folha Universal) aos lotes. Toca no assunto como se houvesse alguma irregularidade nisso. O bispo apenas está exortando seus fiéis a comprarem o jornal da Igreja em que acreditam. Qual o problema? Cada um aumenta sua tiragem como pode.

O Globo, por exemplo, está oferecendo agora bichinhos de pelúcia para quem compra sete dias do jornal. Algum problema nisso? Não, mas é o mesmo apelo emocional do bispo Macedo. Este aproveita o enlevo dos fiéis para empurrar seu jornal. O Globo conta com o irresistível apelo dos filhos pequenos (ou eles acham que algum adulto vai comprar O Globo pra ganhar um bichinho de pelúcia?) para empurrar o seu.

O problema é quando O Globo, Folha, Estadão, Época, Isto É escondem de seus leitores – muitos deles também leitores de Veja – a reportagem de Nassif. Quando fazem isso, sonegam informação, matéria-prima do jornalismo e objetivo do consumidor quando adquire um jornal ou revista. É caso para o Procon.

Provavelmente, não tocam no dossiê porque têm medo que seus leitores passem a lê-los também com olhos críticos, procurando ver a quem interessa a publicação – ou a omissão - de tal ou qual notícia. Daí o silêncio, para dizer o mínimo, cúmplice.

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Folha quer ser a Veja dos jornais diários

Só pode ser isso. O grau de virulência, o ataque sistemático ao governo, ao PT e até à nossa incipiente blogosfera política só pode significar duas coisas: ou a Folha resolveu ser a Veja dos diários ou seus colunistas resolveram se candidatar a uma vaga no hebdomadário dos Civita, apostando na queda da cúpula da revista, por causa do dossiê Veja do Nassif.

O tom da Folha tem sido o de partir pro pau. Começou com a criminosa coluna de Cantanhêde recomendando vacinação em massa contra a febre amarela, agora seguida por Clóvis Rossi.

Hoje, por exemplo, Rossi distorce uma justa reclamação do presidente em relação à postura de certos membros do Judiciário, e tenta jogar Lula contra Lula, mas o que consegue é jogar Tico contra Teco - os dois neurônios que usou para escrever a coluna. [assinante, lê aqui]

O colunista da Veja Folha tenta contrapor a reclamação de Lula "Seria tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas dele" com uma outra anterior, em que o presidente defendeu o direito de fiéis da Universal processarem a Folha. Ficamos sem saber por que Lula poderia dizer uma coisa e não outra, simplesmente porque Rossi não fala coisa com coisa.

Parece magoado, escrevendo com o fígado, na defensiva, jogando para a platéia dos “indignados úteis”, como os colunistas de Veja. Será por causa da descoberta recente de que sua esposa, Catarina Rossi, é presidente do PSDB Mulher da capital paulista e membro nato do PSDB Mulher estadual?

Acho que não. Não sei nem mesmo se a Catarina Rossi do PSDB é a mesma que é esposa do colunista, porque ele não toca no assunto, como se assim evitasse que ele existisse. O que me parece é que os ataques ao governo seguem a mesma linha dos ataques de Veja, tão bem explicitados por seu presidente, Roberto Civita, numa entrevista:

"... Os leitores clamam, (...), querem que a sua revista se indigne. Eles querem. Os brasileiros, hoje, não posso falar de outras partes do planeta, mas os leitores de Veja querem a indignação de Veja. Eles ficam irritados conosco quando não nos indignamos."

A Folha vai pelo mesmo caminho. Deve ser lucrativo. Mas não é jornalismo.

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