Nesta terça, 17, Moro vai ser julgado no CNJ e pode ser demitido. Zavascki já o condenou. E o CNJ? Finalmente, vai julgá-lo?

Pauta das ações contra Moro no CNJ

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É nesta terça, 17 de abril, o julgamento do juiz Moro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) [imagem] pela divulgação ilegal do grampo também ilegal de uma conversa entre o ex-presidente Lula e a presidenta na época Dilma Rousseff.

Há dois anos o justiceiro de Curitiba segue impune, com constantes adiamentos e sumiços dos processos sem justificativa. Vamos ver se desta vez será julgado enfim e qual o resultado do julgamento.

É bom lembrar que o ex-ministro do STF Teori Zavascki (morto em acidente aéreo até hoje não esclarecido) condenou o juiz Moro, disse que sua atitude feria a Constituição e na época retirou o processo de suas mãos:

“Não há como conceber, portanto, a divulgação pública das conversações do modo como se operou, especialmente daquelas que sequer têm relação com o objeto da investigação criminal. Contra essa ordenação expressa, que — repita-se, tem fundamento de validade constitucional — é descabida a invocação do interesse público da divulgação ou a condição de pessoas públicas dos interlocutores atingidos, como se essas autoridades, ou seus interlocutores, estivessem plenamente desprotegidas em sua intimidade e privacidade.” [Fonte: Conjur]

Vamos ver se finalmente Moro será julgado e se os ministros do CNJ vão votar como o ex-ministro Zavascki a favor da Constituição e contra Moro ou não.

Aliás, será julgado ou teremos mais um adiamento?



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Nem Machado de Assis nem Guimarães Rosa. Para Vargas Llosa, o brasileiro exemplar é o juiz Moro

Vargas Llosa

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Em artigo publicado no El País hoje, o escritor Mario Vargas Llosa, completamente desinformado sobre a realidade brasileira, escreve o seguinte:

Há muitos brasileiros admiráveis; grandes escritores como Machado de Assis, Guimarães Rosa e minha querida amiga Nélida Piñon; políticos como Fernando Henrique Cardoso, que, durante sua presidência, salvou a economia brasileira da hecatombe (sic) e fez um modelo de governo democrático, sem jamais ser acusado de uma ação digna de punição (sic); e atletas e esportistas cujos nomes correram o mundo. Mas, se eu precisasse escolher um deles como modelo exemplar ao restante do planeta, não hesitaria um segundo em eleger Sérgio Moro.

Será que Vargas Llosa não sabe que FHC quebrou o Brasil três vezes e teve que se socorrer no FMI? Que FHC comprou a própria reeleição? Não sabe da privataria tucana, da "doação" da maior mineradora do mundo, a Vale?

Quanto ao juiz Moro, certamente as fontes do escritor são a mídia corporativa apoiadora do golpe de Estado.

Fico imaginando a cara de Llosa, que anda escrevendo o mundo como o pirado Pedro Camacho de Tia Julia, quando, mais dia menos dia, ele souber a verdade sobre FHC e seus governos, e forem expostas as vísceras corruptas da Lava Jato, com venda de delações premiadas, manipulação de dados, como já denunciado por Tacla Durán, sem que até hoje tenham vindo a público prestar esclarecimentos o juiz Moro e seu padrinho de casamento, Zucolotto, acusado diretamente de envolvimento nas fraudes da Lava Jato.

Que tempos!



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Imprensa made in USA. Folha apoia versão do bufão Trump e dá manchete para bombardeio à Síria, 'após uso de armas químicas'

primeira página da Folha com manchete das armas químicas na Síria

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É presidente da ainda mais poderosa (pelo menos em máquina de guerra) nação do mundo. Mas é um bufão beirando à psicopatia. Trump é mitômano, machista, abusador e fanfarrão, e agora, para provar que não o é, lança a fanfarronice de um ataque militar à Síria com base numa desculpa falsa, já sacada anteriormente contra o Iraque, de uso de armas químicas pelo governo sírio contra a população civil.

Os Estados Unidos são os senhores da guerra. São envolvidos em tantas que há uma página no Wikipedia só para elas. Já mataram pelo menos 20 milhões de pessoas, desde a segunda guerra.

A guerra é o principal produto da engenharia estadunidense. E agora, ameaçados economicamente pela China, usam o pretexto de pretensas armas químicas na Síria para bombardear o já bombardeado país, com auxílio da França e do Reino Unido. A Alemanha de Merkel pulou fora dessa.

E a nossa imprensa made in USA, Folha à frente, compra a versão de sua verdadeira pátria (os EUA), como mostra a primeira página do jornalão publicada aqui.

Vergonha alheia.



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O Blog do Mello é 13


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Neste mês de abril o Blog do Mello completa 13 anos.
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Julgamento de Moro no CNJ, que poderia levar à sua demissão, adiado mais uma vez. Impunidade dura dois anos

Moro cínico

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Julgamento do juiz Moro no CNJ por crime que teria cometido há dois anos e que seria realizado na próxima terça, dia 17, foi adiado para o dia 24, em nota seca do CNJ:

A Secretaria Geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou nesta quarta-feira (11/4) a Portaria 9 comunicando que a 270ª Sessão Ordinária do CNJ, inicialmente prevista para a próxima terça-feira (17/4), foi adiada para o dia 24/4, às 9 horas.

Assim, enquanto o presidente Lula foi julgado e condenado (sem provas) em tempo recorde, o processo que pode levar à demissão do juiz Moro se arrasta há dois anos sem julgamento.

São dois processos contra Moro, marcados com os números 36 e 37, na pauta de julgamento do CNJ desta terça dia 17. Ambos adiados junto com os demais.

Provavelmente, no dia 24, o caso não será julgado mais uma vez, ou por falta de tempo (como na última) ou porque o juiz voltou com ele para o colo, como na penúltima.

O julgamento é em cima da divulgação pelo juiz do grampo ilegal de uma conversa entre a, na época, presidenta Dilma com o ex-presidente Lula.

Nos Estados Unidos, país de sua devoção e para onde já anunciou que irá se mudar em breve, Moro estaria em cana desde aquela época. Aqui, nem julgado é.



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Ao abandonar a prefeitura para concorrer ao governo de SP, Dória fica nas mãos geladas da vingança do anestesista Alckmin

Boneco do João Enganador

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O agora ex-prefeito de São Paulo João Dória renunciou à prefeitura (embora tenha negado durante a campanha que o faria) para concorrer ao governo do estado.

Enganou apenas os trouxas que votaram nele, um lobista que se vendeu como não político e trabalhador ao eleitorado paulistano embebedado por água do volume morto da Cantareira.

Aqui no blog mostramos que ele começou a construir sua candidatura ao governo na primeira semana à frente da prefeitura. Só que se empolgou tanto, que chegou a pensar numa candidatura presidencial, batendo de frente com seu padrinho, o homem a quem deve sua eleição - o agora também ex-governador Alckmin.

Ao renunciar à prefeitura, João Enganador Dória (o boneco que ilustra a postagem, com nariz de Pinóquio é perfeito), cometeu o maior erro de sua curta trajetória política: abandonou a prefeitura, onde tinha caneta e poder, para concorrer ao governo do estado, quando volta a necessitar do apoio de Alckmin, que ele quase humilhou durante seu périplo presidencial frustrado.

Agora vai sentir na pele o peso da vingança do anestesista Alckmin, que vai abandoná-lo friamente, trabalhando nos bastidores para o candidato do PSB, seu ex-vice e atual governador Márcio França.

Alckmin já usou o expediente contra Serra, que o abandonou em 2008 em favor de Kassab. Em 2012, Alckmin deu o troco e Serra conseguiu perder a eleição em São Paulo para um petista, Haddad.

Agora é a vez de Dória. Anotem aí e me cobrem: morreu.



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FAKE NEWS: Ali Kamel em nota: 'A Globo é apartidária, independente, isenta e correta'

Logo da Globo com esgoto correndo a céu aberto do centro

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Ali Kamel, Diretor de Jornalismo da Globo, em nota: "A Globo é apartidária, independente, isenta e correta".

Me lembrou Tim Maia: "Não fumo, não bebo, não cheiro. Só minto um pouquinho".

No caso da Globo, muito.



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Retratos do Brasil sob golpe: Lula abraçado pelo povo; Cármen Lúcia e Moro homenageados num puteiro

Lula abraçado pela multidão


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"Transformam o país inteiro num puteiro pois assim se ganha mais dinheiro" - Cazuza

Não era essa a homenagem esperada pela ministra presidente do STF Cármen Lúcia, quando manobrou o julgamento no tribunal para que Lula pudesse ser preso enquanto ainda está em vigência a permissão de prisão após segunda instância. Também não era isso o que esperava o justiceiro de Curitiba, quando emitiu a ordem de prisão de Lula em tempo recorde, imaginando que teria todo o final de semana para ser homenageado e glorificado pela mídia, Rede Globo à frente.

No entanto, o que restou a eles foi a homenagem que receberam num puteiro de luxo em São Paulo, com direito a fotos em destaque na frente da casa e ao dono do local humilhando uma prostituta nua diante da multidão, possibilitando a dúbia legenda: Moro, Cármen, o cafetão e a prostituta.

Mas o grande homenageado, o grande vitorioso foi Lula, o condenado (ilegalmente), que recebeu manifestações de apoio e carinho do mundo todo e principalmente da multidão que o acalentou durante os três dias que antecederam sua entrega para a prisão, e que está imortalizada na foto do jovem Francisco Proner Ramos.

As imagens são o resumo do Brasil sob golpe.



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Em mensagem a clientes, Itaú comemora negativa de HC a Lula, diz que mercado ficou estável e economia melhora


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Itaú enviou mensagem a seus clientes [imagem] nessa quinta-feira, em seguida à negativa por 6 a 5 pelo STF do pedido de Habeas Corpus em favor do ex-presidente Lula.

O banco afirma que, graças a isso, o mercado segue estável, a economia segue em melhoras. Tudo isso evidentemente disparado de dentro de uma sala refrigerada num prédio comercial.

Mas se chegarem às ruas ou olharem a movimentação pelas janelas verão que o Brasil verdadeiro está nas ruas contra o golpe, e a aparente tranquilidade foi o recuo do mar anunciando o tsunami.


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Cármen Lúcia consegue seu objetivo e entrega cabeça de Lula a Moro. Golpe chega ao auge

Cármen com a cabeça de Lula, sob legenda: Aí, Moro, tá entregue. Agora é contigo. Executa

Tempo estimado de leitura: 1 minuto e 45 segundos

Se Eduardo Cunha foi o condutor responsável pelo processo de impeachment da presidenta Dilma, a ministra Cármen Lúcia é a condutora da prisão do ex-presidente Lula.

De caso pensado, como expliquei aqui, ela não colocou para discussão no Plenário do STF as ADCs que poderiam (e deveriam, pois já foi manifestado por maioria de ministros) acabar com a prisão em segunda instância - diga-se de passagem, contra o que determina cláusula pétrea da Constituição.

Mas Cármen Lúcia quis os holofotes para ela, o gran finale, o voto de desempate em que negou o habeas corpus de Lula e entregou sua cabeça para que o justiceiro de Curitiba o execute, sem uma única prova, contra análise dos principais juristas do Brasil e do mundo.

Como já afirmei aqui, não há um único jurista de renome que endosse a sentença de Moro. Apenas seus parceiros do TRF-4, que são gente sua, da mesma turma, tanto que um deles (o relator) é citado inúmeras vezes por Moro na própria sentença (aliás, pode isso?).

O mundo acompanha estupefato como "O cara", o homem que tirou 40 milhões de brasileiros da miséria, liquidou a dívida com o FMI e colocou o Brasil em posição de respeito no mundo é execrado e vai ser preso, enquanto o país é governado por uma quadrilha de traidores, cheios de processos e acusações de corrupção nas costas.

Segue o golpe. Dessa vez com a liderança da Cunha de saias.

O golpe chega ao auge com a prisão de Lula e daí começa sua descida inexorável para o lixo da História. Porque o Brasil é maior do que o golpe.



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Agente do golpe no Supremo, presidente do STF Cármen Lúcia lança o país no caos para fazer valer regra inconstitucional que apoia

Ministra Cármen Lúcia

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Não é somente ela. O caos em que foi jogado o país, que faz com que até o discreto e silente comandante do Exército venha fazer ameaças veladas de intervenção militar no Twitter, vem desde o golpe - sua preparação, execução e posterior entrega do país na mão de uma quadrilha de desclassificados, a começar pelo traíra mór.

Mas a situação de hoje, quando da votação do HC do ex-presidente Lula, que está incendiando o país é culpa exclusiva dela, ministra Cármen.

Porque é prerrogativa dela levar as votações ao Plenário. Há duas ADCs (Ações Diretas de Constitucionalidade) que pretendem acabar com a execução das penas após segunda instância e retornar ao que está escrito, em cláusula pétrea, na Constituição: que ninguém será preso antes do trânsito em julgado, antes da sentença final no último tribunal.

Mas Cármen Lúcia não quis, porque ela é contra o que determina a Constituição e não pôs as ADCs em pauta para fazer valer sua opinião. Agora, espremida pela realidade, foi obrigada a colocar em votação o HC de Lula, que não seria necessário, caso as ADCs tivessem sido julgadas. Porque, caso fossem aprovadas, a defesa de Lula não pediria o HC, por ser desnecessário. E se fossem negadas e continuasse valendo a regra inconstitucional da prisão após segunda instância, já se saberia o resultado da votação e o HC seria negado.

Agora o país está pegando fogo e Cármen Lúcia tem a cara de pau de pedir calma para evitar "desordem social", causada por ela. É como o ladrão que bate a carteira e sai correndo aos gritos de "pega ladrão".



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