sexta-feira, 5 de junho de 2020

Semana que vem, TSE retoma julgamentos que podem levar à cassação da chapa Bolsonaro-Mourão e trazer novas eleições

Bolsonaro e Mourão

Do site do TSE:
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, incluiu na pauta da sessão da próxima terça-feira (9) o julgamento de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) que apuram supostos ataques cibernéticos em grupo de Facebook para beneficiar a campanha do então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) e de seu candidato a vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), nas Eleições de 2018.
O julgamento das ações teve início em novembro de 2019, com o voto do relator das matérias e corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Og Fernandes, que se manifestou pela improcedência das Aijes. O ministro Edson Fachin pediu vista dos processos. Agora, com a apresentação do voto-vista, o julgamento será retomado. [Fonte]
O julgamento somente agora mostra a morosidade do TSE para julgar as ações, o que é fator determinante para o resultado das eleições.

No caso dessas ações, o julgamento era sobre o hackeamento da página do Facebook criada por mulheres, "Mulheres contra Bolsonaro", que tinha mais de 2,7 milhões de mulheres inscritas. A página foi hackeada por ativistas de Bolsonaro e transformada no seu oposto: Mulheres com Bolsonaro.

O próprio Jair Bolsonaro publicou em seu perfil oficial no Twitter a mensagem “Obrigado pela consideração, mulheres de todo o Brasil!”, acompanhada de foto da página modificada do grupo.

O relator do caso achou que aquilo não era motivo suficiente para cassar a chapa. Outros vão dar suas sentenças a partir da próxima terça.

Julgar a ação apenas agora tira a perspectiva do fato. O hackeamento se deu em 15 de setembro de 2018, há um ano e nove meses. Dava pra nascer duas crianças, mas o TSE, nada.

Na época, o movimento das mulheres contra Bolsonaro, chamado de #EleNão, tomou o país e culminou com milhões delas nas ruas de todo o Brasil num grande grito contra Bolsonaro, dia 30 de setembro de 2018.

Enquanto isso, apavorados com o crescimento de Haddad (que vencia Bolsonaro inclusive no segundo turno nas pesquisas Ibope e Datafolha [leia sobre isto aqui: Não foi o antipetismo que derrotou Haddad. Foi a fraude em favor de Bolsonaro no WhatsApp. Aqui a prova ), empresários financiavam nos bastidores e ilegalmente disparos de mais de 80 milhões de mensagens de WhatsApp contra Haddad, associando-o a pedofilia, satanismo e kit gay.

Esses disparos também estão para ser julgados no TSE.
Outras seis Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) sobre a chapa presidencial eleita em 2018 estão em andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É o caso das quatro ações que apuram irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens pelo aplicativo WhatsApp durante a campanha eleitoral, por exemplo.
No último dia 29 de maio, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Og Fernandes, que relata todos esses processos, deu prazo de três dias para que os envolvidos se manifestem sobre o pedido da coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/Pros) para que sejam juntados em duas das Aijes (0601771-28 e 0601968-80) dados do inquérito que apura ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 
É bom lembrar que os dados desse inquérito contra ministros do Supremo estão com o ministro Alexandre de Moraes, que desde esta terça é também membro do TSE. Daí o terror dos Bolsonaro e a pressa de gerar caos no país para aprofundar o golpe.

Se já vivemos no inferno desse governo genocida, com um brasileiro morrendo por minuto de coronavírus, o inferno de Bolsonaro pode estar começando na terça que vem.






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