Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o
Apoie
Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.
Apoie
Uma fake news postada na rede X, de Elon Musk, no dia 24 de maio, endossava outra que falava que havia mais de dois mil mortos na UTI do hospital de Mathias Velho, em Canoas, no Rio Grande do Sul.
Os mortos seriam pacientes da UTI que teriam sido amarrados em suas macas para que não saíssem boiando pela cidade inundada.
Será possível que o hospital de Canoas tivesse dois mil leitos de UTIs?
O maior hospital do Brasil, o da Beneficência Portuguesa em São Paulo, tem muitíssimo menos que isso: 256 leitos de UTI...
Uma visita ao site do Hospital de Canoas mostra a realidade:
20 leitos de UTI apenas. Onde estariam os outros 1980?
E alguém consegue imaginar as águas subindo e o chefe da enfermagem dando ordem para amarrarem dois mil pacientes nas camas, antes que as águas inundassem a UTI? Quantos enfermeiros seriam necessários para isso em tempo hábil?
No entanto, essa notícia simplesmente absurda tem mais de 2,9 milhões de visualizações. Mais de três mil pessoas a compartilharam... Quando seria tão simples apenas usar o cérebro e pensar se os números não estariam um tanto, digamos, exagerados...
Outra versão da fake news afirmava que os corpos dos mortos estariam congelados em câmaras frigoríficas em caminhões.
O desmentido dessa fake news havia sido publicado cinco dias antes da postagem no X, coisa que o perfil, que se diz jornalista, deveria saber:
"É #FAKE que Canoas tem mais de dois mil corpos de vítimas dos temporais no RS sem identificação em caminhões", diz matéria do Extra.
Circula nas redes sociais um vídeo afirmando que mais de dois mil corpos ainda não identificados estariam sendo congelados em câmeras frigoríficas, guardados no bairro Mathias Velho, em Canoas, uma das cidades mais atingidas pelos temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde o mês passado. Essa informação é #FAKE.
As imagens nem seriam de Canoas, mas de Lajeado. E o número oficial de mortos divulgado ontem, sábado, dia 25, e de 165. Bem longe dos 2 mil apregoados pela notícia fraudulenta. [Extra]
Quantos caminhões seriam necessários para armazenar dois mil corpos congelados? Como esses caminhões chegariam a Canoas em meio às enchentes?
Alguém consegue imaginar que seria possível abafar a existência de dois mil mortos? Os parentes não estariam se manifestando já que a cobertura das enchentes é total, 24 horas por dia, desde o inicio da tragédia?
Agora que as águas felizmente baixaram, os corpos deveriam aparecer. Onde estão os dois mil mortos?
Nunca existiram. Faziam parte de uma campanha articulada da direita e da extrema direita para criticarem o governo e espalharem pânico na população.
Pior, a notícia fraudulenta ainda continua no ar. Mesmo com todas as denúncias feitas desde 24 de maio a rede X mantém a mentira, porque gera fluxo, gera views, gera dinheiro para Elon Musk.
Por isso é mais do que necessária a regulação das redes. Os que dizem que isso seria censura são exatamente os que defendem e produzem fake news.
Em mais uma etapa de sua perseguição política ao presidente Lula, a Folha publicou na rede X, antigo Twitter, o anúncio de uma notícia falsa que remetia a um link do jornal protegido por paywall. Ou seja, somente assinantes podem ler a matéria.
O título diz: "Lula não menciona morte de brasileiro refém do Hamas e mantém críticas a Israel".
Repare no horário e na data da publicação: 2:35 PM (14h35), 25 de maio.
Só que, no dia anterior, 24 de maio, às 7:55 AM (7h55), portanto, quase 31 horas antes da postagem da Folha, Lula postou em seu perfil na mesma rede X:
"Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel. O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina."
A Folha corrigiu a informação no jornal (onde só assinantes podem ler) mas manteve a mentira na rede X. Ela continua lá, desinformando.
No jornal, a matéria continua a mesma, com um acréscimo sem vergonha na linha fina e no corpo, que desmentem o título.
Na linha fina:
"Presidente pediu em Guarulhos solidariedade a palestinos; na véspera, petista se manifestou sobre Michel Nisenbaum nas redes"
No corpo da matéria:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar neste sábado (25) Israel por sua atuação na Faixa de Gaza, afirmando que não pode se calar "diante de aberrações". Ele também pediu solidariedade às mulheres e crianças palestinas.
Embora tenha abordado o conflito no Oriente Médio, Lula não mencionou a confirmação da morte do brasileiro Michel Nisenbaum, 59, que era um dos reféns do grupo terrorista, durante discurso feito em Guarulhos (Grande SP).
O mandatário se manifestou sobre o tema logo após a confirmação da morte, ocorrida nesta sexta-feira (24), mas pelas redes sociais.
Em vez de fazer o óbvio, reconhecer o erro, a Folha prefere manter a mentira do título e apenas citar que o presidente não se manifestou sobre o brasileiro morto em Guarulhos, mas pelas redes sociais, quase 31 horas antes da Folha vir com sua mentira.
É a inversão da realidade. É caso do rabo balançar o cachorro. Quer dizer que a notícia só vale se for na presença de repórter da Folha? Se a Folha não viu não aconteceu?
Fato é que a notícia mentirosa continua na rede X, desinformando e alimentando os adversários do governo do presidente Lula.
Lula não menciona morte de brasileiro refém do Hamas e mantém críticas a Israelhttps://t.co/GJoj1o4xh7
— Folha de S.Paulo (@folha) May 25, 2024
Não bastassem as chuvas torrenciais que castigam o estado há quase um mês, a incompetência dos governos estadual e municipais, especialmente o de Sebastião Melo em Porto Alegre, o gaúcho ainda tem que enfrentar a enxurrada de fake news, que buscam surfar na tragédia para alimentar a extrema direita bolsonarista.
Um perfil no X, antigo Twitter, divulga uma imagem do que seria um print que ela teria recebido, onde é dito que são mais de dois mil mortos nas enchentes. A postagem teve até o momento mais de 2,8 milhões de visualizações, 19 mil likes e 3 mil RT, que são pessoas ajudando a propagar a publicação.
No entanto, a publicação é mentirosa. É fake. E o desmentido já havia sido feito cinco dias antes, coisa que o perfil, que se diz jornalista, deveria saber:
Circula nas redes sociais um vídeo afirmando que mais de dois mil corpos ainda não identificados estariam sendo congelados em câmeras frigoríficas, guardados no bairro Mathias Velho, em Canoas, uma das cidades mais atingidas pelos temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde o mês passado. Essa informação é #FAKE.
As imagens nem seriam de Canoas, mas de Lajeado. E o número oficial de mortos divulgado ontem, sábado, dia 25, e de 165. Bem longe dos 2 mil apregoados pela notícia fraudulenta. [Extra]
Alguém consegue imaginar que seria possível abafar a existência de
dois mil mortos? Os parentes não estariam se manifestando já que a
cobertura das enchentes é total,24 horas por dia, desde o inicio da
tragédia?
Este mesmo perfil divulga outra Fake News:
Hospital de Mathias Velho no primeiro dia da inundação. Muitos foram resgatados, outros foram deixados pra trás. A água subiu rápido demais e não tiveram tempo em salvar todos os pacientes que ali estavam.O próprio vídeo embutido na postagem desmente o texto. Ele mostra apenas dois pacientes ainda no hospital, que estavam sendo assistidos por dois profissionais do corpo médico, que certamente aguardavam transporte para tirá-los dali.
Não "foram deixados pra trás", como a mensagem afirma e o vídeo desmente. Confira.
Hospital de Mathias Velho no primeiro dia da inundação. Muitos foram resgatados, outros foram deixados pra trás. A água subiu rápido demais e não tiveram tempo em salvar todos os pacientes que ali estavam. pic.twitter.com/BV2fFsPEaL
— Karina Michelin (@karinamichelin) May 24, 2024
No dia em que houver regulação das redes sociais, o X de Elon Musk terá de responder criminalmente pela divulgação impune de fake news como essas, que, no entanto, seguem no ar, criminosamente.
A jornalista Talita Burbulhan fez um vídeo bem didático mostrando como desmontou uma fake news que mostraria uma produção massiva de caixões para o Rio Grande do Sul.
São ferramentas que estão ao alcance de todos. Basta usar o espírito crítico e paciência para deixar de ser manipulado.
Pensar com a própria cabeça, desconfiar de qualquer informação que seja alarmista, já é um primeiro passo.
Confira o vídeo de Talita e depois continue a ler.
@talitaburbulhan Vídeo de caminhão sendo carregado com caixões foi filmado na Turquia, em 2023, e não tem relação com a catástrofe do Rio Grande do Sul. #fakenews #sosriograndedosul #riograndedosul #turquia ♬ som original - talitaburbulhan
Uma ferramenta que ela não utilizou e que poderia ter poupado bastante de seu tempo é a pesquisa de imagens do Google.
Ela poderia ter printado a imagem do caminhão e colocado na busca do Google.
Se não sabe como acessá-la, digite "pesquisa por imagens do google". Vai aparecer a caixa de buscas com a imagem de uma câmera à direita. Basta clicar nela.
O resultado hoje é este. Repare que muitos dos resultados são fruto da matéria da Talita que é repórter do Estadão.
Uma das imagens remete ao logo da empresa no Instagram, e ficamos sabendo que é uma empresa turca.
Será possível que uma empresa turca estivesse produzindo ou transportando caixões para o Rio Grande do Sul?
Pesquisando no Google por "Akkoç Lojistik Brasil" para ver se têm um representante no Brasil temos como resultado em português apenas frutos da matéria de Talita. O resto é tudo da Turquia.
A fake news já estaria desmontada aí.
Muito do que existe de desinformação não resiste a uma simples busca na pesquisa por imagens do Google.
Faça a sua parte. Muitas vezes você vai deixar de ser usado como um robô para disseminar fake news de gente mal intencionada, como acontece agora, que faz de tudo para atrapalhar o socorro aos gaúchos na calamidade das enchentes por lá.
A conja de Moro, Rosângela, estava certíssima quando disse que via Bolsonaro e Moro como uma coisa só. E são mesmo. Na mentira, por exemplo, são iguaizinhos.
Moro está sendo atacado pela Polícia Federal de Bolsonaro (assim como o Exército é "meu Exército", como diz o Jair), por ter afirmado que "Hoje não tem ninguém no Brasil sendo investigado e preso por grande corrupção".
É verdade, mas é também mentira, porque quando Moro foi ministro da Justiça, a quem a PF é subordinada, também não havia. Pelo contrário, a única grande ação da PF sob Moro foi pressionar o porteiro do Vivendas da Barra, que havia afirmado e relatado na papeleta do condomínio que quem dera autorização para o motorista entrar para pegar o assassino de Marielle fora Jair Bolsonaro.
Após a visita da PF de Moro, o porteiro, que trabalhava (ainda trabalha?) no condomínio há anos, disse que havia se enganado...
Exatamente como faz Bolsonaro quando afirma que fez a transposição do São Francisco, obra que ele pegou com 96,9% pronta, segundo relatório de seu próprio ministério do Desenvolvimento Regional.
Assim como quando Bolsonaro diz que distribuiu centenas de milhões de doses de vacina. É verdade. Mas também é mentira, porque ele sempre foi contra as vacinas, trabalhou contra elas e apenas fatura em cima.
Assim como no caso do primeiro Auxílio Emergencial, quando Bolsonaro infla a boca para dizer que deu o auxílio de R$600, o que é verdade e é mentira, porque esse valor foi apesar dele, como rebateu o relator do projeto, deputado Marcelo Aro:
Presidente, isso não é verdade. Vamos contar a história real? Fui relator do projeto. Seu governo foi contra o meu relatório desde o primeiro momento. Vocês não admitiam um valor acima de R$ 200,00.
Na linha dos dois mentirosos, a PF emite nota hoje em resposta à frase de Moro, em que afirma:
Com o intuito de preservar a imagem de umas das mais respeitadas e confiáveis instituições brasileiras, a Polícia Federal repudia a afirmação feita pelo pré-candidato Moro de que a corporação não tem autonomia.
O Brasil inteiro sabe que a PF bolsonara trabalha para o governo e não para a população, e os exemplos são muitos, sendo o mais recente o caso da delegada Silvia Amélia, que solicitou à Interpol a prisão do blogueiro bolsonarista foragido Allan dos Santos e foi punida com o afastamento do cargo.
Além dela, há pelo menos mais 17 que foram remanejados por contrariarem Bolsonaro, como mostra esta reportagem do Metrópoles, que dá nomes e motivos do afastamento de cada um deles.
No governo das fake news, tudo é mentira, até quando é verdade.
De verdade verdadeira mesmo só a dura realidade dos mais de 640 mil mortos por COVID, do desemprego, dos milhões de famílias passando fome no país do gado e do agronegócio, e dos bancos com lucros bilionários.
— O Cafezinho ☕️🇧🇷 (@ocafezinho) October 28, 2021
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se prepara para confirmar a condenação de um ex-candidato do PT ao Senado, e o julgamento, segundo especialistas, pode servir de precedente para o caso envolvendo o presidente Jair Bolsonaro.
Para especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo Estadão, o resultado desse processo deve servir de precedente contra o atual presidente durante o julgamento das Ações de Investigação da Justiça Eleitoral (AIJE) que podem cassar a chapa Bolsonaro/Mourão.“No caso do Bolsonaro, estamos falando de disparo em massa com financiamento de pessoas jurídicas do empresariado correndo por fora da campanha. É uma chuva de condutas ilícitas", afirma Ana Carolina Clève, presidente do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral.
“Não há como decidir de uma forma em um caso e de forma adversa em outro só porque se trata do presidente da República, ainda mais quando se trata do mesmo ilícito”, diz Clève. “Se a corte acabou de decidir de determinada forma, não há qualquer sentido em mudar de orientação em um espaço tão curto de tempo. Quanto mais recentes, mais provável que esse julgado seja aplicado a um caso futuro. Não é obrigatório, mas, pelo princípio da colegialidade e por questões de segurança jurídica e coerência, é provável que deva repetir.” [Weslley Galzo no Estadão]
'Não posso tomar providência de tudo que chega a mim', diz @jairbolsonaro sobre encontro com Luiz Miranda. https://glo.bo/3AMPF15
Porra, Globo, não usa de fake news como Bolsonaro. Dê a fala completa https://t.co/a3mhaTesq2 pic.twitter.com/54P7PcITGH
— Blog do Mello 🇧🇷🇨🇺🇦🇷🇺🇾 (@blogdomello) July 10, 2021
“É factualmente incorreta a afirmação veiculada hoje (12/08/2020) pelo jornal Folha de S. Paulo de que a defesa do ex-Presidente Lula estaria atuando para “viabilizar o julgamento do caso [suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nos processos envolvendo o ex-presidente Lula] com somente quatro integrantes” da 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal ( “Buraco no Supremo após aposentadoria de Celso de Mello é aposta de Lula contra Moro”).
Na condição de impetrantes do habeas corpus (juntamente com a equipe do Teixeira, Martins & advogados) nossa iniciativa foi diametralmente diversa daquela afirmada pelo jornal: pedimos que o habeas corpus sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos envolvendo Lula seja julgado o mais breve possível diante das preferências legais e regimentos que incidem sobre a ação.
Mesmo alertado, o jornal preferiu republicar a reportagem no meio impresso com o erro factual apontado. Se a defesa técnica constituída por Lula, impetrante do habeas corpus e única legitimada a falar sobre a ação, nos termos do Código de Ética da Advocacia, esclareceu ao jornal que vem pedindo formalmente o julgamento prioritário do habeas corpus, não se pode cogitar de uma “defesa” que estaria atuando de modo diverso.
Cristiano Zanin Martins Valeska T. Zanin Martins”
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, incluiu na pauta da sessão da próxima terça-feira (9) o julgamento de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) que apuram supostos ataques cibernéticos em grupo de Facebook para beneficiar a campanha do então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) e de seu candidato a vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), nas Eleições de 2018.O julgamento somente agora mostra a morosidade do TSE para julgar as ações, o que é fator determinante para o resultado das eleições.
O julgamento das ações teve início em novembro de 2019, com o voto do relator das matérias e corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Og Fernandes, que se manifestou pela improcedência das Aijes. O ministro Edson Fachin pediu vista dos processos. Agora, com a apresentação do voto-vista, o julgamento será retomado. [Fonte]
Outras seis Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) sobre a chapa presidencial eleita em 2018 estão em andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É o caso das quatro ações que apuram irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens pelo aplicativo WhatsApp durante a campanha eleitoral, por exemplo.É bom lembrar que os dados desse inquérito contra ministros do Supremo estão com o ministro Alexandre de Moraes, que desde esta terça é também membro do TSE. Daí o terror dos Bolsonaro e a pressa de gerar caos no país para aprofundar o golpe.
No último dia 29 de maio, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Og Fernandes, que relata todos esses processos, deu prazo de três dias para que os envolvidos se manifestem sobre o pedido da coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/Pros) para que sejam juntados em duas das Aijes (0601771-28 e 0601968-80) dados do inquérito que apura ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).