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Míriam Leitão erra feio sobre Moraes e Musk e ator Pedro Cardoso vai na veia

A jornalista Míriam Leitão erra feio em sua coluna publicada em O Globo, a começar pelo título, que, no entanto, é fiel ao pensamento que ela desenvolve no texto:



Chamar de briga o ato de desobediência de um bilionário fascista, narcisista e megalomaníaco que teima em desrespeitar as leis e em última análise o Brasil é erro feio.

Na coluna, ela até reconhece o cerne do problema em dois parágrafos, mas sua preocupação maior é com a Starlink, rede de satélites de comunicação do bilionário e seus clientes no Brasil; em especial, e vergonhosamente, nossas Forças Armadas, que podem ficar sem comunicação caso Musk resolva cortar a Starlink do Brasil em resposta.

Suspender uma rede social é o de menos. Já aconteceu em outros países, é muito ruim para quem gosta do X, mas há outras. O problema é que Musk preferiu transformar o antigo Twitter numa terra sem lei, onde podem, por exemplo, acontecer ameaças de morte, ou apologia de ódios a grupos de pessoas, sem que haja qualquer tipo de moderação por parte da plataforma. Musk respeita leis em outros países, mas as desrespeita no Brasil. Sem representantes, sem moderação, sem respeito a ordens judiciais.

O grande problema no Brasil é que o Legislativo permite que isso permaneça porque o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, criou um grupo de trabalho para analisar um tema que já tinha tramitado em parte no relatório do deputado Orlando Silva. Assim ficou engavetado um tema da maior relevância: a regulação das redes sociais no Brasil. O Judiciário ficou sozinho nesse enfrentamento das plataformas em que é urgente ter uma regulação. A quem interessa não ter esses parâmetros votados: aos produtores de fake news e aos interessados em usar a internet para manipulação do processo democrático.

Em seu perfil no Instagram, o ator Pedro Cardoso pôs o debate em seu devido lugar [Brasil em minúsculas é opção autoral do ator]:

 

Venho ponderar sobre a armadilha intelectual que pode, talvez, haver na chamada da coluna de Míriam em O Globo de hoje. Primeiro: a “briga entre Moraes x Musk” não é uma BRIGA e não são duas PESSOAS que estariam brigando. 

O que se passa é uma DESOBEDIÊNCIA de uma empresa a uma ordem judicial - legal! - do STF de um país soberano. Ao ser anunciada como “briga” pessoal de Morais induzi-se o leitor a uma inverdade. Inverdade esta que é justamente a propagada pela extrema-direita brasileira. 

Outro ponto é anunciar para o futuro que a tal “briga” coloca o brasil em risco de “cair na armadilha do dono do X”. 

O brasil JÁ CAIU nessa armadilha; e está dela tentando se libertar; essa é a verdade. Ao ler na coluna dela que o exército brasileiro faz uso dos serviços de tráfego de dados da empresa de Musk fiquei aterrorizado. Como então a nossa defesa é dependente de uma empresa privada estadunidense? Existe armadilha mais evidente do que esta? 

Obrigar as empresas que operam no brasil a seguirem nossa lei não é expor-nos ao risco de armadilhas. É o oposto: É justa tentativa de nos livrarmos da armadilha que já caímos ao nos deixarmos dependentes para atividades essenciais da contemporaneidade de tecnologia e parque industrial que não dominamos e não possuímos. 

E razão não há para que brasileiros não nos determinemos a dominar TUDO o que necessitamos. Por mim, melhor um correio mecânico que seja nosso do que um correio eletrônico que é estrangeiro. 

O que é nosso, nos serve; e servirá até que tenhamos, por nós sozinhos ou em acordo justo com outros, desenvolvido em nossa casa possibilidades outras de comunicação. 

Lembremos de Messias Jair batendo continência para bandeira estadunidense! 

A armadilha na qual estamos é a que recorrentemente caímos: a de vender pedaços do nosso chão em lugar de nos empenharmos no trabalho intelectual de desenvolver conhecimento futuro: tecnologia e ideologia. 

A chamada para a matéria de Míriam induz o leitor a uma compreensão equivocada da realidade; isso na minha muito particular opinião. Posso estar errado. Mas, penso: Está em disputa a soberania democrática e a autoestima da nacionalidade brasileira que ainda se esboça.



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Bolsonaro usa Malafaia para atacar Alexandre de Moraes e Pacheco

Em evento realizado na manhã de ontem na Praia de Copacabana, Rio, o ex-presidente Jair Bolsonaro terceirizou seu discurso e pôs na boca do pastor Silas Malafaia os recados que ele, Bolsonaro, gostaria de mandar, mas não pôde, pois seria preso.

Boneco de ventríloquo do presidente, o pastor Malafaia cumpriu seu papel à risca, porque sabe que os alvos de sua suposta ira — o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco — não lhe dão a mínima importância.

A relevância política do que fala Malafaia é zero, e todos sabem que ele só está ali para mandar mensagens de Bolsonaro.

 

Bolsonaro: A culpa é de outro

 

O ex-presidente aprendeu, quando quase foi expulso do Exército por fazer um croqui de bombas que faria explodir nos quartéis, que aquele erro não poderia mais cometer.

O erro de ameaçar explodir bombas? Não, o de fazer o croqui de próprio punho.

A partir daquele dia Bolsonaro passou a terceirizar tudo.

O esquema das rachadinhas era cuidado pelo seu boy de luxo, Fabrício Queiroz. Depois o esquema foi passado para o filho Flávio, com o mesmo Queiroz de operador. Qualquer problema, a culpa era do Queiroz, eles não sabiam de nada.

Como presidente, Bolsonaro terceirizou os malfeitos no tenente-coronel Mauro Cid, seu ajudante de ordens, responsável pelos certificados falsos de vacina, venda de joias surrupiadas do Estado brasileiro, pagamento de contas da madame Michele com dinheiro vivo.

Agora, às vésperas de ir para a cadeia, Bolsonaro terceiriza os recados que queria dar: contra o ministro Alexandre de Moraes, relator dos seus inúmeros problemas com a Justiça, e contra o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por não pressionar Moraes com aceno de possibilidade de impeachment, que é atribuição do Senado.

 

Boneco de ventríloquo

 

Malafaia cumpriu à risca o papel. Atacou Moraes e Pacheco:

  • "Há dois anos, chamo Alexandre de Moraes de ditador da toga. Alexandre de Moraes, quem te colocou como censor da democracia? Quem é você para definir o que um brasileiro pode falar? Todo ditador tem um modus operandi: prende alguns para colocar medo em outros, para que ninguém o confronte. Meu negócio não é STF, meu negócio é Alexandre de Moraes."
  • “O senhor presidente do senado, Rodrigo Pacheco, até aqui, frouxo, covarde, omisso. Rodrigo Pacheco envergonha o honrado povo mineiro que o elegeu.”

Em seu discurso, Bolsonaro citou obras realizadas que não eram dele e elogiou seu governo, sem conseguir explicar por que saiu derrotado, mesmo tendo feito esse governo "maravilhoso" de seu discurso e ainda ter usado a compra de votos com medidas eleitoreiras, distribuindo bilhões de reais à população e até impedindo eleitores de Lula de votarem no segundo turno, usando para isso a Polícia Rodoviária Federal.

Bolsonaro contava conseguir um público de mais de 100 mil pessoas em Copacabana. Não conseguiu um terço disso: 32 mil, segundo a USP.

E para tristeza dele, o domingo passou, hoje é segunda-feira e a realidade continua a mesma, os processos contra ele seguem andando e, logo, ele terá que prestar contas à Justiça, mesmo atribuindo aos outros todos os erros que comete ao longo da vida.



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Malafaia sobe o tom e parece querer ser preso junto com Bolsonaro

Na linha do ex-presidente Collor, que apelou ao povo que comparecesse a uma manifestação em sua defesa no caso de seu impeachment ("Não me deixem só!"), o pastor Silas Malafaia, dia a dia, sobe o tom contra o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.

Percebendo que todos os caminhos dos processos na Justiça levam Bolsonaro para a cadeia, Malafaia parece querer fazer companhia ao ex-presidente e provoca Alexandre de Moraes para ir para a Papuda também.

Como o ministro tem mais o que fazer e o ignora solenemente, o pastor sobe o tom, ficando cada vez mais agressivo, sentindo falta talvez da enquadrada que lhe deu o jornalista Ricardo Boechat.

No dia da manifestação em favor de Bolsonaro na Avenida Paulista em fevereiro, Malafaia já havia feito críticas ao Judiciário.

Agora, segundo a Folha, Malafaia afirma que o discurso em São Paulo com críticas ao tribunal foi "água com açúcar" perto do que fará no próximo domingo, no evento marcado estrategicamente na praia de Copacabana.

"Em São Paulo meu discurso foi água com açúcar", diz o religioso. Na ocasião, ele criticou Alexandre de Moraes e disse que era "uma vergonha" e "uma afronta" declarações do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmando que "nós derrotamos o bolsonarismo".

 

Bolsofaia ou Malanaro

 

Na mesma linha vai o ex-presidente Jair Bolsonaro, que convoca seus apoiadores para uma manifestação em defesa da democracia e do estado democrático de Direito e da liberdade de expressão. Tudo o que seria abolido no Brasil, caso o golpe que ele tentou dar tivesse êxito.

Se não vivêssemos num estado democrático de Direito, Bolsonaro já estaria preso há muito tempo e não respondendo em liberdade aos inúmeros processos em que é investigado.

Se não tivéssemos liberdade de expressão, Bolsonaro e Malafaia não estariam criticando a "falta de liberdade de expressão", porque seriam censurados — e presos, torturados e até mortos, como na ditadura militar 1964-1985 de que são saudosos.

O que pretendem é pegar carona no foguete de Elon Musk, que teve interesses contrariados no Brasil, e na extrema direita mundial para convulsionar o mundo e oferecerem um governo ditatorial, policialesco e miliciano como alternativa. Exatamente como agem os grupos milicianos.

Pelos BOs colados em Bolsonaro — organização, planejamento e execução de golpe de Estado frustrado, falsificação de vacinas, roubo de joias, divulgação de medicamentos ineficazes contra a Covid, etc —, só pelo fato de ainda estar em liberdade é prova de que vivemos numa democracia plena, com todos tendo seus direitos respeitados, até aqueles que queriam nos tirar esses direitos, através de um golpe de Estado.

Bolsonaro e Malafaia contam com o jornalismo declaratório da mídia comercial, house organ do Mercado, para continuarem mentindo sem contestação e alimentando seus fanáticos seguidores, muitos deles hoje na Papuda, enquanto a dupla segue dizendo que não têm liberdade de expressão.

O melhor comentário sobre os dois foi feito pelo próprio Malafaia, quando consagrou Bolsonaro candidato. 

 

 

Se o mito e seu pastor querem ir para a Papuda juntos, chegará o tempo dos dois, se for feita Justiça.




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Lira fala grosso com governo, mas afina com Moraes, porque não é besta

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, está aborrecido — para não dizer o palavrão que começa com "p" e que retrata bem o espírito atual de Lira.

Lira está "p" porque perdeu na Câmara, onde até outro dia mandava e desmandava, fazia chover e secar. 

Seu desejo de soltar da cadeia o deputado Chiquinho Brazão, acusado de ser um dos mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi descartado pela maioria da Câmara.

Brazão continua preso e Lira começou a ter seu poder questionado, até pela mídia.

Segundo essa mesma mídia, que é antipetista e adversária do governo Lula e, portanto, quer mais é ver o circo pegar fogo, Arthur Lira andou espalhando a aliados que iria contra-atacar e desengavetar 5 CPIs, que vão de investigações sobre crime organizado, aumento do uso de crack no País, exploração sexual infantil na Ilha do Marajó (PA), a atuação de concessionárias de energia elétrica.

Sobraria até para Alexandre de Moraes. A oposição ao governo quer uma CPI para investigar abuso de autoridade e atos de censura de ministros da Corte e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Também iria derrubar o veto parcial do presidente Lula na PEC do fim das saidinhas.

Isso tudo é o que está na mídia.

Mas todo mundo sabe que grito, esperneio e demonstração de poder é coisa de quem está se sentindo fraco.

Na verdade, o que Lira quer é aprovar mais rapidamente e em maior quantidade verbas para os deputados, inclusive ele, é claro.

O presidente da Câmara é experiente e sabe que dificilmente conseguiria montar essas CPIs num ano comum, ainda mais em ano eleitoral. E com as festas juninas e o recesso de meio de ano se aproximando.

E depois do recesso dá apenas tempo de votar o que for imprescindível, porque todos vão voltar para seus estados em busca de eleger prefeitos e vereadores que irão funcionar em 2026 como seus cabos eleitorais, quando partirem em busca de reeleição.

Mas Lira mantém a pose de segurança de boate, fazendo cara de mau, especialmente para perturbar aquele que escolheu como seu adversário preferencial, o ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha, que faz o meio de campo do governo na Câmara.

Ainda mais depois que Lula, numa declaração que todos entenderam como uma indireta a Lira, declarou, durante a inauguração de sede da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfevea), em São Paulo:

— Só por teimosia, Padilha vai ficar por muito tempo — disse Lula. 

 

Lira vai peitar Xandão? 


Quanto à CPI que investigaria abusos do STF, Lira recebeu ontem, em visita fora da agenda, o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o Estadão, Lira disse a Moraes não ter intenção de estimular confronto com o Supremo nem de instalar a CPI, e ouviu de Moraes que é “'absurda' a ideia da Câmara de criar um grupo de trabalho com o objetivo de pôr de pé um projeto exigindo autorização do Congresso para operações de busca e apreensão contra parlamentares". 

A última coisa que Arthur Lira quer é brigar com o STF. Graças a ele tem se livrado de vários processos, até o momento. Alguns que estavam até com investigações avançadas em andamento, mas foram arquivados.

Outros que estão sob censura, a pedido de Lira, como uma reportagem da Pública com denúncias inclusive de estupro. 

A Pública reclamou na Justiça e o colegiado da 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios julgou o mérito do agravo de instrumento interposto pela defesa do presidente da Câmara dos Deputados e manteve, por decisão unânime, a censura à reportagem. 

Em trecho do voto, o relator Alfeu Gonzaga Machado escreveu:

“(…) imputando ao autor suposto estupro praticado em novembro de 2006 sob pena… nós estamos em 2024, 18 anos atrás, reesquentando novamente matéria e espero que a comissão do novo código civil insira e traga o direito ao esquecimento, porque nós estamos com discurso num país cristão de perdão, mas o esquecimento que é o fato não está sendo praticado, lamentavelmente por uma parte da imprensa nesse país. Provavelmente amanhã eu serei chamado de censor e vou ter que dizer isso aqui: não sou censor e nunca fui a favor da censura, porque pela minha idade eu sei o que que a Revolução de 64 fez em termos de censura neste país”.

E manteve a censura.

Por isso é mais fácil Lira abraçar Padilha que peitar Xandão. Ele não é besta.

 



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Musk comemora liberdade de golpistas do Capitólio e luta pelos daqui

O bilionário de extrema direita Elon Musk comemorou em sua rede X, antigo Twitter, a libertação de alguns dos invasores do Capitólio, nos Estados Unidos.

"Encouraging" [encorajador] — escreveu em resposta a uma mensagem que publicava notícia do Washington Post sobre a libertação de alguns golpistas, que tentavam anular a eleição de Biden em 2016, como veio a acontecer no Brasil em 2018, no 8 de janeiro.

Juízes federais começaram a ordenar a libertação antecipada dos réus de 6 de janeiro que contestaram suas sentenças.

Um homem de Delaware que será libertado um ano após o início de sua condenação de três anos.

Um homem de Ohio que se tornou um dos primeiros manifestantes a entrar no Capitólio será libertado seis meses quando foi condenado a 19 meses.

E um homem que entrou na Câmara do Senado com uma bandeira de Trump como capa foi libertado depois de cumprir apenas cinco de uma condenação de 14 meses.



Desde domingo, o bilionário dono do X tem feito reiterados ataques à Justiça brasileira, em especial ao ministro Alexandre de Moraes. 

Musk comparou o poder do ministro ao de um "ditador brutal", além de outros ataques.

Criticou a suspensão de contas que divulgaram fake news determinada por Alexandre de Moraes, cometendo o erro de dizer que foi o ministro quem libertou lula:

“Mas como Alexandre libertou Lula da prisão e influenciou a eleição a favor de Lula, é óbvio que Lula não tomará medidas contra ele. A próxima eleição será crucial.”

Musk também disse que iria tirar seus funcionários do Brasil e depois colocaria novamente no ar todas as contas retiradas a mando de Alexandre de Moraes:

“Precisamos levar nossos funcionários no Brasil para um lugar seguro ou, de outra forma, retirá-los de posições de responsabilidade. Depois disso, faremos um completo vazamento de dados. Eles foram informados de que serão presos.”

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estuda usar os chamados “Twitter Files Brazil”, que motivaram o levante do bilionário, como "fato novo" para tentar reverter as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deixaram o ex-presidente inelegível até 2030.

“Twitter Files Brazil” é uma série de e-mails divulgados por um jornalista dos EUA com mensagens trocadas entre funcionários do antigo Twitter reclamando de decisões da Justiça que determinaram exclusão de conteúdos em investigações envolvendo a disseminação de fake news.

A extrema direita internacional trabalha articulada para enfraquecer o Judiciário brasileiro para tentar impedir que a Justiça seja aplicada a todos os golpistas de 8 de janeiro, especialmente seu comandante e principal beneficiário, o ex-presidente Jair Bolsonaro.


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Bolsonaro diz que não aceita ser preso e ameaça: 'Eu atiro para matar'

Bolsonaro gosta de bancar o valentão, mas foi assaltado no Rio, o bandido levou sua moto e até sua arma e ele não deu um pio. E preso ele já foi uma vez. Atirou? Confira

Mentiroso contumaz, bravateiro, Bolsonaro vive de fazer espuma. Repetindo o que já havia dito de outra vez, ele confidenciou a um deputado de seu partido que não aceitaria ser preso e ameaçou "atirar para matar".

Mas, como todo sujeito metido a valentão, quando confrontado, recua, desdiz o que disse, faz até o papelão de apelar ao golpista ex-presidente Temer, como fez em 2021, quando ofendeu Alexandre de Moraes

Aconselhado pelo golpista mór, Bolsonaro publicou uma Declaração à Nação, onde se arrependia de haver "esticado a corda" e dizia "ter respeito pelas instituições da República".

Bolsonaro se encaixa à perfeição, e talvez fique até lisonjeado com isso, a um trecho do impiedoso e realista perfil que o redator publicitário britânico Nate White traçou de Donald Trump:

E pior, ele [Trump, Bolsonaro] é a coisa mais imperdoável para os britânicos: um valentão.

Isto é, exceto quando ele está entre valentões; então, de repente, ele se transforma em um companheiro chorão.

Existem regras tácitas para essas coisas – as regras de decência básica de Queensberry – e ele quebra todas elas. Ele usa golpe baixo – o que um cavalheiro nunca poderia fazer – e cada golpe que ele desfere é abaixo da cintura. Ele gosta particularmente de chutar os vulneráveis ​​ou sem voz – e chuta-os quando estão caídos.

Quanto a não admitir ser preso, isso é mais uma das mentiras de Bolsonaro. Ele já foi preso em 1986, e ficou na prisão quietinho por 15 dias, sem dar tiro em ninguém.

É mais fácil ele tentar um atestado médico, como fez em 2018 para fugir aos debates.

Grave nisso tudo é que, ao fazer a afirmação de que vai resistir à bala a uma ordem de prisão emitida pela Justiça, Bolsonaro mais uma vez dá mau exemplo a seus seguidores. Ou seja, comete mais um crime ao incitar à desobediência de uma ordem judicial.

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Alexandre de Moraes aceita desculpas do Telegram, mas exige cumprimento das demais pendências em até 24h

O Telegram fez-se de surdo a cobranças do STF, até que o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do aplicativo em todo o território brasileiro.

Rapidamente, o Telegram despertou e seu fundador e CEO, o russo Pavel Durov, pediu desculpas ao ministro.

“Parece que tivemos um problema com e-mails entre nossos endereços corporativos do telegram.org e o Supremo Tribunal Federal. Como resultado dessa falha de comunicação, o Tribunal decidiu proibir o Telegram por não responder. Em nome de nossa equipe, peço desculpas ao Supremo Tribunal Federal por nossa negligência. Definitivamente, poderíamos ter feito um trabalho melhor”, escreveu o CEO. [CNN]

Diante disso, o ministro Moraes proferiu nova decisão [imagem reproduzida abaixo] exigindo que as outras pendências sejam atendidas em 24 horas. Entre elas uma representação, em Juízo, de um representante legal do Telegram no Brasil, que até o momento não existe.


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STF barra Bolsolão e manda abrir caixa preta do orçamento secreto, bilionário esquema de corrupção do governo Bolsonaro

Com os votos de Rosa Weber, Barroso, Cármen Lúcia, Lewandowski e Alexandre de Moraes o STF barrou a farra do Bolsolão, apelido que o povo deu ao orçamento secreto, esquema bilionário de corrupção do governo Bolsonaro.

Mas não é só isso: Câmara e Senado terão que abrir a caixa-preta dos bilhões que foram distribuídos entre deputados e senadores para votarem medidas favoráveis a Bolsonaro e abafar os mais de 130 pedidos de impeachment contra ele, que Arthur Lira, como antes Rodrigo Maia, mantém engavetados. 
 
O Congresso vai ter que mostrar quem pegou o dinheiro, onde usou e para quê. Segundo informações, só para a votação da PEC dos Precatórios cada deputado levou R$15 milhões.





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Prisão de deputado bolsonarista raiz por ordem do STF é teste para ver se realmente 'as instituições estão funcionando'


O ministro do STF Alexandre de Moraes emitiu ordem de prisão contra o deputado bolsonarista Daniel Silveira, um ex-PM traficante de anabolizante.
 
O deputado, que fez sucesso com a turma bolsonarista raiz ao ser um dos que vandalizaram uma placa com o nome de Marielle Franco, postou um vídeo em suas redes sociais atacando e ameaçando os ministros do STF e pedindo um novo AI-5, tudo na contramão da Constituição.
 
A ordem de sua prisão imediata, em flagrante, como determina a Constituição, pelo ministro Alexandre de Moraes, veio seguida de uma informação à Câmara, que pode suspender sua prisão ou, ao contrário, de acordo com a Lei, não apenas aceitá-la como iniciar processo para a cassação de seu mandato.
 
Para agravar sua situação, no momento da prisão, o deputado teve uma estranha licença da Polícia Federal, que lhe permitiu realizar mais um vídeo com ameaças ao Supremo e em especial ao ministro Alexandre, que o mandou prender, em que acrescentava com orgulho indisfarçado que, durante seus poucos anos na PM, foi preso mais de 90 vezes.
 
Pelo visto, ele gosta de uma cadeia.
 
Vai ser o primeiro teste de fogo para ver se o Centrão bolsonarista recém empossado na presidência da Casa vai respeitar a Constituição ou não.
 
Na real, o primeiro teste para que se veja se as instituições estão realmente funcionando, como se apregoa por aí, com 240 mil mortos, num país sem vacina, sem auxílio emergencial, com grande parte da população na miséria e com fome, enquanto o genocida presidente passeia de jet ski e faz pesca submarina curtindo o feriadão de um  Carnaval que não houve.



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Alexandre de Moraes manda notícia-crime contra família Bolsonaro para PGR


O ministro Alexandre de Moraes deu encaminhamento a uma notícia-crime da deputada Maria Perpétua de Almeida (PC do B do Acre) contra o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, por perfis falsos e fake news com discurso de ódio no Facebook.

O ministro encaminhou à PGR, que agora deve dar prosseguimento ao caso. Ou não porque o PGR Aras está disputando com o presidente do STJ Noronha (aquele que mandou Queiroz e a esposa fugitiva para prisão domiciliar) quem puxa mais o saco de Bolsonaro de olho na vaga que vai abrir agora no final do ano no STF com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

Uma das pessoas denunciadas pelo Facebook como propagador de fake news e mensagens de ódio é Tercio Arnaud Thomaz, assessor do presidente Bolsonaro, que despacha no Planalto no mesmo andar de Bolsonaro, no chamado "gabinete de ódio". Embora denunciado pelo Facebook, Bolsonaro o mantém no cargo.

Com autorização do próprio ministro Alexandre, a PF também teve acesso às descobertas feitas pelo Facebook, e essas investigações podem levar aos empresários e ao núcleo de desinformação que acompanha Bolsonaro desde a campanha eleitoral, o que pode levar à cassação da chapa.

Ou não já que o ministro da Justiça, Mendonça, que tem a PF sob sua jurisdição, também disputa a vaga do ministro Celso de Mello, e é "terrivelmente evangélico", como externou Bolsonaro sobre seu candidato ideal.

O ministro Alexandre está fazendo sua parte dando andamento aos processos que podem levar ao impeachment ou à cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.

Pode ser que depois da escolha do ministro do STF, os dois derrotados (ou os três, caso Bolsonaro escolha outro) resolvam trabalhar pensando no país e não na vaga do Supremo.




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Nova formação do TSE vira o jogo e reabre para investigações caso que pode levar à cassação da chapa Bolsonaro-Mourão


Nova configuração do TSE, com a entrada do ministro Alexandre de Moraes no lugar de Rosa Weber e do ministro Barroso na presidência, virou o jogo, que estava 3 a 2 para arquivar o caso do hackeamento da página no Facebook Mulheres contra Bolsonaro, que virou Mulheres com Bolsonaro, durante as eleições.

A página tinha mais de dois milhões de seguidoras e o hackeamento foi saudado  pela campanha de Bolsonaro como se fosse um grupo em favor de sua candidatura.

Com a nova formação, o jogo virou para 4 a 3 em favor de mais investigações sobre o caso:
Por 4 votos a 3, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na sessão de julgamento desta terça-feira (30), que duas ações ajuizadas contra Jair Messias Bolsonaro e Hamilton Martins Mourão – então candidatos aos cargos de presidente e de vice-presidente da República nas Eleições Gerais de 2018 – retornem à fase de instrução para a produção de prova pericial.  [TSE]
Com a abertura para nova investigação seria bom que o TSE seguisse um caminho que apontei aqui, em relação à polícia da Bahia:
O caso é que o hackeamento tem sua parte virtual, de invasão de página e sua manipulação, mas seu primeiro e essencial passo tem que ser feito no mundo real.
A professora de Filosofia Maíra Motta era uma das administradoras do grupo original. Ela teve o chip de seu celular clonado e foi a partir dele que o hackeamento foi feito e o grupo invadido.

Segundo a operadora Oi, que era a do celular da professora, “para efetuar a troca de chip para resgate de linha telefônica móvel, o próprio assinante deve ir a uma loja da Oi, apresentar seu documento de identificação e preencher e assinar o termo de troca”.

A clonagem foi feita numa loja física da Oi em Vitória da Conquista. Para isso, uma mulher teria que se dirigir a uma das lojas da Oi em VC (vi na internet que são quatro por lá), se apresentar como Maíra Motta com um documento que confirmasse a informação, e assinar o termo. Pelo menos é o que garante a OI.

Só que até hoje, passados 20 meses do fato, a polícia da Bahia não andou com a investigação. Em qual das quatro lojas foi feita a compra do chip. Quem foi o vendedor. Quem foi a pessoa que se passou por Maíra Motta e levou o chip clonado. A loja deve ter imagens do circuito interno.
O governador da Bahia, Rui Costa, que é petista, poderia auxiliar o trabalho do TSE e botar sua polícia para investigar o caso.

Provada ligação com a campanha de Bolsonaro (a quem interessaria o hackeamento?), a chapa deve ser cassada. E ainda este ano para que haja eleição direta.



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Bolsonaro recebe Felipe Melo e se diz palmeirense. No STF, Alexandre de Moraes bebe em caneca do Corinthians

Alexandre de Moraes com caneca do Corinthians

Se não tivessem ocorrido no mesmo momento e em diferentes locais, pareceria provocação.

Nesta manhã, enquanto Bolsonaro recebia o jogador do Palmeiras Felipe Melo e se declarava palmeirense, na reunião virtual do STF o ministro Alexandre de Moraes bebia numa caneca do Corinthians [imagem].

O ministro tem sido o pesadelo de Bolsonaro. Duas ações relatadas por ele podem levar não apenas à cassação do mandato do presidente como à prisão de seus filhos por envolvimento com o chamado Gabinete do Ódio local no Palácio de onde seriam disparadas fake news e ameaças contra adversários e ministros do Supremo.

No TSE, onde assumiu na terça passada, Alexandre de Moraes está levando material do processo do STF, que pode levar à cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.

Por sua atitude, o ministro vem sido atacada nas redes sociais, com a utilização de robôs, como publiquei hoje aqui.

Em seu perfil no Twitter, Alexandre de Moraes relatou ameaças, inclusive de estupro das filhas. Confira no vídeo abaixo.







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Robôs agem no Twitter para subir hashtag pedindo prisão de Alexandre de Moraes


A uma velocidade de 5 postagens por segundo, robôs auxiliam o impulsionamento da hashtag PRISAODOALEXANDREMORAES (tudo em caixa alta, que, no Twitter, significa falar alto, gritar). Confira no vídeo mais abaixo.

O Bot Sentinel, que é uma plataforma gratuita desenvolvida para detectar e rastrear bots políticos, trollbots e contas não confiáveis, marcava na manhã de hoje 559 robôs tuitando a hashtag.

Quem paga?

É atrás deles que está o ministro Alexandre de Moraes, que pediu a quebra do sigilo bancário de vários empresários apoiadores de Bolsonaro. Daí o desespero.








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