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Câmara derruba veto de Bolsonaro a projeto para levar água potável aos indígenas durante pandemia


Bolsonaro fez vários vetos às medidas emergenciais votadas na Câmara e no Senado para atender aos povos indígenas e quilombolas durante a pandemia. Entre os vetos o de que obrigava o Estado a fornecer água potável a eles. Isso mesmo, água.

Mas, ontem, a Câmara derrubou de goleada a maioria dos vetos de Bolsonaro, inclusive o da água potável. Foi 454 a 14.
Em uma grande derrota para o governo Bolsonaro, a Câmara derrubou nesta quarta-feira (19), por 454 votos a 14, vetos presidenciais às medidas de proteção social e combate à Covid-19 nos territórios indígenas e quilombolas – PL 1142/20, de autoria da deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) com apoio e coautoria de parlamentares do PT –, (veto 27) e ao uso obrigatório de máscaras em razão da pandemia do novo coronavírus (veto 25). Esses vetos ainda serão analisados pelo Senado, em sessão marcada para a tarde de hoje.
A deputada Rosa Neide comemorou essa derrota de Bolsonaro, que tinha vetado inclusive a oferta de água potável, medicamentos e atendimento médico em comunidades indígenas. “As medidas são fundamentais para salvar vidas. Essa derrubada dos vetos vai garantir a travessia na pandemia dos indígenas, remanescentes de quilombos e outros povos originários”, afirmou. Ela destacou que já são 25.415 indígenas infectados, 678 óbitos e 146 povos afetados pela Covid. Nos quilombos do Brasil somamos 153 óbitos e 4.276 quilombolas infectados.
Dos 22 pontos vetados por Bolsonaro ao plano emergencial de ajuda aos povos indígenas e quilombolas foram derrubados vetos à obrigação de o governo garantir a esses povos acesso à água potável; distribuir gratuitamente materiais de higiene, limpeza e de desinfecção; ofertar emergencialmente leitos hospitalares e de terapia intensiva; e comprar ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea. [Fonte: PT na Câmara]
Falta o Senado fazer o mesmo para que os vetos sejam mandados para a lata de lixo, à espera do genocida que os cometeu.



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Em plena pandemia, Bolsonaro cortou verbas para saúde indígena. Só em abril foram menos R$ 100 milhões


Não é falta de verbas. Porque elas estão sobrando no ministério da Saúde, que não usou as verbas para combater o coronavírus, mas para fabricar cloroquina e empregar militares e seus amigos, como a amiga do general Cloroquina, ministro interino da Saúde, em Pernambuco.

É projeto. Bolsonaro quer as terras indígenas para a exploração econômica e para isso é preciso que elas sejam invadidas e/ou que eles morram. O que vier primeiro.
O governo diminuiu o gasto com a saúde indígena no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado — mesmo com o coronavírus presente no país desde março.
A conclusão é de um levantamento inédito feito pelo Instituto de Estudos Socioecômicos a pedido do Conselho Nacional de Direitos Humanos. Aos números:
No período estudado a queda foi de 9% nos valores autorizados para ações de “promoção, proteção e recuperação da saúde indígena”. Já nos meses em que a pandemia já havia se alastrado, os valores liquidados foram menores que os observados em 2019. Em abril e maio, a diferença foi de 100 milhões de reais a menos que no ano passado. [O Globo]
Além do corte de verbas, Bolsonaro vetou trechos de um projeto de Lei que levava benefícios aos indígenas, entre eles, água potável. Isso mesmo, nem água potável Bolsonaro quer levar aos indígenas.

A Câmara vota esta semana e pode derrubar os vetos do presidente.




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