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Brazão livre? Político do passado atua para anular prisão ordenada por Xandão

Trabalhando como sempre gostou de fazer, nos bastidores, o ex-deputado tem conseguido virar votos e embolar a decisão sobre a anulação ou não da prisão do deputado Chiquinho Brazão

Nos bastidores da Câmara dos Deputados, alvoroçada pela votação que pode anular a decisão do ministro Alexandre de Moraes e soltar o deputado Chiquinho Brazão, uma figura do passado, tão ou mais poderosa que o deputado Arthur Lira hoje, trabalha como sempre gostou fazer: nas sombras.

Inelegível, ele usa o gabinete da filha, a deputada Dani Cunha, para trabalhar em favor da soltura de Brazão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. 

Eduardo Cunha (sim, ele mesmo, o ex-deputado e presidente da Câmara no impeachment de Dilma, cassado por corrupção e inelegível até 2027) tem conversado com vários deputados e conquistado votos em favor da liberdade de Brazão, usando como argumento que a prisão não teria sido feita em flagrante.

E o lobby de Eduardo Cunha  parece estar dando certo. Segundo o relator do caso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Darci de Matos (PSD-SC), muitos deputados têm mudado o voto após ouvirem Cunha:

"Até alguns dias atrás, eu diria que o meu relatório passaria com tranquilidade. Agora, está mais difícil. Os deputados parecem muito divididos."

Fato é que o ex-deputado ainda tem muito prestígio na Casa e está afiando armas para a batalha da próxima eleição à Presidente da Câmara, no início do próximo ano.

A deputada Erika Hilton (SP), líder do PSOL na Câmara,  afirma que uma votação contrária à prisão de Chiquinho Brazão seria "uma desmoralização total da própria Câmara".

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VazaJato: Moro, Globo e a Lava Jato armaram uma arapuca para Lula e enganaram Gilmar e o povo brasileiro

Vaza Jato


Lava Jato funcionou como uma quadrilha e usou JN como porta-voz


A mais importante reportagem da Vaza Jato até agora, desta vez uma parceria do The Intercept Brasil com a Folha, mostra como Moro e os procuradores da Lava Jato esconderam documentos e trabalharam a versão de que Lula estava aceitando cargo de ministro no governo Dilma para fugir de Moro e da Lava Jato.

Divulgaram o material, que Moro entregou à Globo para ser veiculado no Jornal Nacional, mesmo sabendo que era ilegal, como confirmou Dallagnol em diálogo com outro procurador exposto na reportagem:
No mundo jurídico concordo com Vc, é relevante. Mas a questão jurídica é filigrana dentro do contexto maior que é político.


Essa é a mais clara confissão do objetivo político da Lava Jato. A Justiça era apenas "filigrana, dentro do contexto maior que é político", tira a máscara o procurador de deus Deltan Dallagnol.

E essa versão política mobilizou a população e com isso provocou o STF a barrar a investidura de Lula e mantê-lo atrelado a Moro e à Lava Jato no Paraná, o que não aconteceria caso a nomeação desse certo, porque Lula teria direito a foro especial.

Por isso, não divulgaram a maioria das conversas de Lula que tinham em seu poder e que mostravam que o presidente não queria o cargo.
Diálogos que a Polícia Federal recolheu e resumiu do telefone grampeado de Lula mostram que o presidente não só não queria aceitar o cargo como chegou a recusá-lo. Mas Dilma insistiu no outro dia e ele acabou aceitando.

Lula chegou a dizer a sua assessora Clara Ant e a seu advogado Cristiano Zanin sobre aceitar o cargo: "Acabei de me foder".

Como alguém que diz isso, sem saber que estava com telefone grampeado, estava pensando em livrar a cara?

Outros diálogos mostram que Lula já estava articulando para tentar salvar o governo. A tal ponto que disse ao líder do PT no Congresso que iria conversar até com Eduardo Cunha.

Falou com seu ex-ministro Franklin Martins e com o presidente da CUT sobre qual seria sua função no governo e seus planos:

E marcou encontro imediato com Michel Temer, ainda na esperança de aparar as arestas e salvar o governo:

Os diálogos grampeados mostram o tamanho da farsa que Moro, Dallagnol, procuradores e Globo  montaram para impedir a posse de Lula e conseguir manter o processo viciado e manipulado que condenou Lula sem provas e por crime indeterminado.

A arapuca deu certo e provocou uma decisão também indignada de Gilmar Mendes, que barrou a nomeação. Aguardo o que o ministro vai bufar agora, quando souber que foi manipulado...

O desejo de Lula de sair da cadeia e ceder a vaga para Moro e Dallagnol está mais perto do que nunca. Embora para Lula a lei, até o momento, "não vem ao caso"...


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Moro mandou PF levar tablet de neto de Lula, mas deixar quietos celulares de Cunha


Desta vez em parceria com o BuzzFeed, o Intercept revela mais uma faceta do justiceiro de Curitiba, atual (ainda) ministro da Justiça, Sergio Moro: protetor de Eduardo Cunha.

Conversas divulgadas por uma fonte ao Intercept mostram que Moro não permitiu que celulares de Cunha fossem apreendidos pela Polícia Federal.

Para ter uma comparação com a enormidade do ato, até o tablet do neto de Lula foi levado pela PF.

As imagens, abaixo e acima, mostram como se deu a interferência de Moro, que disse a Dallagnol  sobre a apreensão dos celulares de Cunha: "Acho que não é uma boa".

Print reportagem BuzzFeed






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