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EUA proíbem cloroquina contra coronavírus até nas emergências, porque riscos superam supostos benefícios


Bolsonaro diz que toma cloroquina (aliás, ele também diz que está infectado), seguindo seu ídolo Trump, que também andou dizendo que tomou, mas já parou.

Nos Estados Unidos, a medicação,  que já foi parte de um dos protocolos, andou sendo escanteada e agora foi retirada de vez, até das indicações emergenciais da COVID-19:
"Com base em análise contínua de dados científicos emergentes, a FDA determinou que é improvável que a cloroquina e a hidroxicloroquina sejam eficazes no tratamento da covid-19. Além disso, à luz dos eventos adversos cardíacos graves e de outros efeitos colaterais sérios, os benefícios conhecidos e potenciais de cloroquina e hidroxicloroquina não superam os riscos conhecidos e potenciais do seu uso", afirmou o órgão, em um comunicado no último dia 15 de junho.
O órgão foi além e, há dez dias, publicou uma revisão dos casos de efeitos colaterais graves em pacientes com coronavírus que receberam doses da medicação.
As reações incluem graves arritmias cardíacas, problemas no sistema sanguíneo e linfático, falência do fígado e lesões nos rins. No relatório da FDA, dos 347 pacientes com covid-19 que apresentaram resposta adversa no uso da hidroxicloroquina, 77 morreram. No caso da cloroquina, dos 38 pacientes com reações graves, dez não sobreviveram. [Fonte: BBC]
Em outras palavras (no caso, números); Reação adversa com hidroxicloroquina, 22% de mortes. Com cloroquina, 26%. Para um resultado, segundo todas as pesquisas, nulo. Quem não morre de cloroquina se recupera sozinho, porque é inócua.

Você tomaria um medicamento que não serve para recuperá-lo da COVID-19, mas pode matá-lo?

Bolsonaro faz isso, pois tem um batalhão de médicos e de equipamentos e exames à sua disposição, e está sendo monitorado 24 horas por dia.

Pelas pesquisas, a conclusão a que se pode chegar é: Se Bolsonaro se recuperar, foi resposta do próprio organismo. Se morrer, foi a cloroquina.



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‘Prexige’ não pode ser vendido nos Estados Unidos

Da Folha:

O registro do antiinflamatório Prexige foi recusado nos Estados Unidos pela FDA (agência norte-americana que regula produtos alimentícios e farmacêuticos), o que impossibilita a sua comercialização no país.

O remédio foi proibido na Austrália em agosto após a morte de dois pacientes.

Desde 2002, o laboratório suíço Novartis aguardava o aval da FDA. O remédio, usado para o tratamento de dores e problemas de artrite, é o segundo mais vendido do Brasil em sua categoria.

O gerente médico do laboratório no Brasil, João Navarro, afirmou que, na grande maioria dos casos de complicações, "houve uso por um longo período ou a dose era acima da recomendada ou, ainda, os pacientes usavam outra medicação além do Prexige".

No Brasil, a venda foi aprovada em 2005 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em nota, a agência diz que, "até o momento, não foram identificados motivos que levassem a agência a adotar medidas restritivas à comercialização do Prexige no país".

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