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Bolsonaro calunia pai de presidente da OAB e manda Petrobras cancelar contrato com seu escritório de advocacia

Felipe Santa Cruz

Embora tenha vencido uma causa de R$ 5 bi para a Petrobras, escritório de Felipe Santa Cruz teve contrato encerrado


O estilo Bolsonaro é o de sempre: passa pano para amigos pra lá de suspeitos e ataca duramente aqueles a quem julga inimigos.

Foi assim com o fiscal do Ibama José Olímpio Augusto Morelli, que o multou em 2012, ainda como deputado. Ao assumir a presidência, uma das primeiras iniciativas de Bolsonaro foi mandar demiti-lo.

O mesmo acontece com as áreas que sempre protestaram contra sua candidatura: Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia, Direitos Humanos, que têm suas pastas esvaziadas;

O mesmo com a região Nordeste, onde foi amplamente derrotado nas eleições, que recebeu apenas 2% das verbas de investimentos da Caixa que costumavam irrigar a região.

Agora, aconteceu com o presidente da OAB. Desgostoso com a entidade, que proibira o acesso da polícia federal ao conteúdo de conversas grampeadas dos advogados de Adélio (como manda a Constituição), Bolsonaro criticou a OAB e mandou recado sinistro a seu presidente, dizendo que sabia como seu pai (mais uma fake new), desaparecidono caso, assassinado pela ditadura em 1974, havia morrido.

Não satisfeito com sua atitude nojenta, Bolsonaro mandou a Petrobras cortar contrato com o escritório de advocacia de Felipe Santa Cruz.
O escritório atuava em causas trabalhistas. No ano passado, venceu uma causa estimada em R$ 5 bilhões que seriam pagos como horas extras atrasadas a funcionários embarcados nas plataformas de petróleo da estatal.
O julgamento, no TST (Tribunal Superior do Trabalho) foi apertado: 6 votos a favor e 5 contrários.
"Era uma ação rescisória, algo como ressuscitar alguém que morreu. Eu salvei a empresa na causa trabalhista mais grave que ela já enfrentou", afirma Santa Cruz.
Ele afirma que entrará na Justiça com uma ação para reparação de danos. "Há claramente uma perseguição política em curso", diz. [Folha]





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Mãe implora notícias do filho desaparecido na ditadura, em carta a presidente. 40 anos depois, Bolsonaro responde com coice

Elzita Santa Cruz com foto do filho assassinado


Elzita Santa Cruz morreu aos 105 anos sem saber notícias do filho assassinado


Avó do atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, Elzita Santa Cruz enviou uma comovida carta ao presidente Geisel pedindo notícias do filho (pai do presidente da OAB) Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, desaparecido pela ditadura em 1974.
"Por que, senhor presidente, se nega em um país democrata o direito de defesa, o respeito à vida de uma pessoa? Por quê?", escreve. 
Elzita também escreveu, em abril de 1974, uma carta à então primeira-dama, Lucy Geisel. No texto, ela pede, de uma mãe para outra, que Lucy lhe ajude a descobrir onde está Fernando.
"Não preciso dizer que a cada resposta negativa minhas lágrimas correm sem cessar, só conseguindo suavizar meu desespero a grande fé em Deus que tenho." [Folha]
Elzita morreu aos 105 anos no mês passado, sem resposta do presidente Geisel nem de sua mulher.

Mas a carta de dona Elzita recebeu uma resposta do atual presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro, que ironizou o sofrimento da família e mentiu sobre o ocorrido com o filho dela.




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Antigos militantes da AP desmontam mentiras de Bolsonaro em nota


Ação Popular: O companheiro Fernando Santa Cruz foi assassinado pelo regime militar


Para variar, além da fala ignominiosa sobre o assassinato do pai do presidente da OAB, o presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro mentiu. Por isso, já mais de uma vez já o chamei aqui de Jair M. de Mentira Bolsonaro.

A Ação Popular não participou da luta armada nem do assassinato do pai do atual presidente da OAB, como afirmou Jair Mentira. Eis a nota:
Nós abaixo-assinados, antigos militantes de Ação Popular Marxista-Leninista – APML, repudiamos as mentiras proferidas e os atos de terrorismo psicológico cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro ao comentar o sequestro, a prisão, a tortura e o assassinato do nosso companheiro Fernando Santa Cruz, militante de APML, cometidos pelos órgãos de repressão da ditadura militar, em 1974.

A APML visava a transformação socialista do Brasil e priorizava a luta pela derrubada do regime militar e pela conquista das liberdades democráticas.

Buscava conscientizar, mobilizar e organizar estudantes, trabalhadores e demais setores populares e não recorreu à luta armada, muito menos a atos sanguinolentos e terroristas. Estes sim seguidamente cometidos pela ditadura contra seus opositores dos mais distintos matizes ideológicos.

O presidente Bolsonaro, visando atingir o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, num ato de requinte de crueldade, além de mentir sobre a natureza da luta pela qual seu pai, Fernando Santa Cruz deu a vida, acusa a própria APML pelo crime cometido pelo regime militar.
Inconcebíveis sob quaisquer circunstâncias, tais mentiras e atos de violência devem ser repudiados com veemência por todos, mais ainda quando cometidos pelo próprio presidente da República.

Cunca Bocayuva
Doralina (SP)
Fabiana Eboli Santos
João Ricardo Dornelles
Jorge Ricardo Santos
Marcelo Carvalho
Maria Paula Nascimento Araújo
Orlando Guilhon
Raul Milliet Filho
Ricardo Henrique Salles
Roberto Mader
Rodrigo Coelho
Rosa Maria Guilhon
Sandra Schneider
Sebastian Rojas Archer





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Lula sobre Bolsonaro: 'Ao atacar os mais frágeis e os que nem podem mais se defender, esse mau presidente revela seu caráter covarde'

Lula com trecho da carta ao presidente da OAB

Carta de Lula mostra a diferença entre um presidente popular, democrata e um projeto de ditador


O presidente Lula enviou uma carta em solidariedade ao presidente da OAB Felipe Santa Cruz, após o ataque de Bolsonaro à memória de seu pai e que, repito, não posto aqui para não alimentar o monstro.
Meu caro Felipe Santa Cruz,
Quero me solidarizar com você e sua família pelo cruel desrespeito que os atingiu no dia de ontem. Só quem suportou o sofrimento de perder um ente querido, sem ter sequer o direito de velar seu corpo, poderá avaliar a dor que vocês sentem nesse momento. É como se violentassem o seu pai mais uma vez, e junto com ele todas as vítimas da ditadura.
O Brasil não merece ouvir as palavras de ódio de quem, pelo cargo que ocupa, deveria se referir com respeito aos que sacrificaram a vida pela liberdade em nosso país. Ao atacar os mais frágeis e os que nem podem mais se defender, esse mau presidente revela seu caráter covarde.
Nada poderá reparar o sacrifício de seu pai, meu caro Felipe, nem a ofensa brutal que o vitimou mais uma vez. Mas tenha certeza de que a imensa maioria do povo brasileiro ama a paz e a democracia. Sempre vamos reverenciar nossos verdadeiros heróis, e é isso que os tiranos não conseguem suportar.
Com o reconhecimento de sua corajosa defesa da democracia e da memória de Fernando Santa Cruz,
Luiz Inácio Lula da Silva





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