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VazaJato: Moro, Globo e a Lava Jato armaram uma arapuca para Lula e enganaram Gilmar e o povo brasileiro

Vaza Jato


Lava Jato funcionou como uma quadrilha e usou JN como porta-voz


A mais importante reportagem da Vaza Jato até agora, desta vez uma parceria do The Intercept Brasil com a Folha, mostra como Moro e os procuradores da Lava Jato esconderam documentos e trabalharam a versão de que Lula estava aceitando cargo de ministro no governo Dilma para fugir de Moro e da Lava Jato.

Divulgaram o material, que Moro entregou à Globo para ser veiculado no Jornal Nacional, mesmo sabendo que era ilegal, como confirmou Dallagnol em diálogo com outro procurador exposto na reportagem:
No mundo jurídico concordo com Vc, é relevante. Mas a questão jurídica é filigrana dentro do contexto maior que é político.


Essa é a mais clara confissão do objetivo político da Lava Jato. A Justiça era apenas "filigrana, dentro do contexto maior que é político", tira a máscara o procurador de deus Deltan Dallagnol.

E essa versão política mobilizou a população e com isso provocou o STF a barrar a investidura de Lula e mantê-lo atrelado a Moro e à Lava Jato no Paraná, o que não aconteceria caso a nomeação desse certo, porque Lula teria direito a foro especial.

Por isso, não divulgaram a maioria das conversas de Lula que tinham em seu poder e que mostravam que o presidente não queria o cargo.
Diálogos que a Polícia Federal recolheu e resumiu do telefone grampeado de Lula mostram que o presidente não só não queria aceitar o cargo como chegou a recusá-lo. Mas Dilma insistiu no outro dia e ele acabou aceitando.

Lula chegou a dizer a sua assessora Clara Ant e a seu advogado Cristiano Zanin sobre aceitar o cargo: "Acabei de me foder".

Como alguém que diz isso, sem saber que estava com telefone grampeado, estava pensando em livrar a cara?

Outros diálogos mostram que Lula já estava articulando para tentar salvar o governo. A tal ponto que disse ao líder do PT no Congresso que iria conversar até com Eduardo Cunha.

Falou com seu ex-ministro Franklin Martins e com o presidente da CUT sobre qual seria sua função no governo e seus planos:

E marcou encontro imediato com Michel Temer, ainda na esperança de aparar as arestas e salvar o governo:

Os diálogos grampeados mostram o tamanho da farsa que Moro, Dallagnol, procuradores e Globo  montaram para impedir a posse de Lula e conseguir manter o processo viciado e manipulado que condenou Lula sem provas e por crime indeterminado.

A arapuca deu certo e provocou uma decisão também indignada de Gilmar Mendes, que barrou a nomeação. Aguardo o que o ministro vai bufar agora, quando souber que foi manipulado...

O desejo de Lula de sair da cadeia e ceder a vaga para Moro e Dallagnol está mais perto do que nunca. Embora para Lula a lei, até o momento, "não vem ao caso"...


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Dilma, não alimente o PIG, pois ele quer devorá-la

Em sua coluna Painel, na Folha, Renata Lo Prete (conhecida por alguns de seus mui amigos da redação como Renatardada) informa que não seria boa a situação de Franklin Martins na campanha de Dilma.


Sem ambiente
Já foi melhor a situação de Franklin Martins na campanha de Dilma Rousseff. Vem de longe a má vontade da máquina do PT com o ministro da Comunicação Social. A novidade é que agora ele está em baixa também com os "pragmáticos" integrantes do núcleo decisório da candidatura. Alega-se que Franklin, com sua atitude permanentemente combativa em relação aos veículos da grande imprensa, não ajuda num momento em que é preciso "construir pontes" para Dilma, notadamente com a Rede Globo, emissora de maior audiência do país. O ex-ministro Antonio Palocci tem sido encarregado dessa tarefa. Antes de integrar o governo Lula, Franklin trabalhou na Globo, de onde saiu em circunstâncias pouco amistosas.


Espero que a notícia seja furada, que o presidente Lula e Dilma continuem mantendo Franklin na cabeça da campanha e não entrem nesse lero-lero de “construir pontes”, notadamente com a Rede Globo, cujo porcalismo é dirigido por Ali Kamel, notadamente serrista. É como o sapo tentar acordo com a cobra. As Organizações Globo põem em risco a democracia no Brasil.

Curioso é que o ex-ministro Palocci teria sido o indicado para a missão. Logo ele, que enquanto foi dócil e útil à frente da gestão econômica do governo Lula recebia elogios diários da mídia porcalista, para imediatamente ser defenestrado quando seus serviços já não eram mais necessários, pois a gerência já estava “dominada” pelo mercado, via presidente do Banco Central.

A imensa maioria dos brasileiros (hoje, em torno de 80%) sempre esteve ao lado do presidente Lula, contra a manipulação das Organizações Globo e seus aliados, notadamente Veja, Folha e Estadão. Estes nunca desistiram de manter o governo Lula sob fogo cerrado (com duplo sentido, por favor).

Para a vitória de Dilma basta que o povão a identifique como a candidata do governo do presidente Lula. Deixem o PIG falando para seu público, cada vez menor, e que os advogados façam sua parte, fazendo andar os inúmeros processos que existem contra eles, como, por exemplo, a compra pelas Organizações Globo de sua afiliada TV Globo de São Paulo com documentos falsos.


Espero por você no Formspring. 


Franklin Martins mostra por que é a resposta de Lula à mídia corporativa

Em artigo publicado na Folha, o jornalista defende seu trabalho e, nas entrelinhas, denuncia o acordo tácito governo-mídia corporativa, que ele em boa hora rompeu.

Para que criar fantasmas?

Na última semana, alguns colunistas e políticos da oposição abriram baterias contra a regionalização da publicidade do governo federal. Não gostaram de saber que os anúncios da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), até 2003 concentrados em apenas 499 veículos e 182 municípios, em 2008 alcançaram 5.297 órgãos de comunicação em 1.149 municípios -um aumento da ordem de 961%.
Por incrível que pareça, conseguiram enxergar nesse saudável processo de desconcentração um ardiloso mecanismo de corrupção dos jornais e rádios do interior. Essa seria a explicação para as altas taxas de avaliação positiva do presidente Lula, registrada pelos institutos de opinião.
O raciocínio não tem pé nem cabeça. Vamos aos fatos.
As verbas publicitárias de todos os órgãos ligados ao governo federal permaneceram no mesmo patamar do governo anterior, em torno de R$ 1 bilhão ao ano. Desse total, 70% são investidos por empresas estatais, que não fazem publicidade do governo, mas de seus produtos e serviços, para competir com companhias privadas.
Além disso, os ministérios e autarquias, que respondem por 20% da verba publicitária federal, não podem fazer propaganda institucional, só campanhas de utilidade pública (vacinação, educação de trânsito, direitos humanos etc.). Apenas a Secom está autorizada a fazer publicidade institucional. Para esse fim, seu orçamento é igual ao do governo anterior (cerca de R$ 105 milhões).
Não houve aumento de verbas. O que mudou foi a política. Em vez de concentrar anúncios num punhado de jornais, rádios e televisões, a publicidade do governo federal alcança agora o maior número possível de veículos. Pelo mesmo custo, está falando melhor e mais diretamente com mais brasileiros. Acompanhando a diversificação que está ocorrendo nos meios de comunicação.
A circulação dos jornais tradicionais do eixo Rio-São Paulo-Brasília, por exemplo, está estagnada há mais de cinco anos, próxima dos 900 mil exemplares. No mesmo período, conforme o Instituto Verificador de Circulação, os jornais das outras capitais cresceram 41%, chegando a 1.630.883 exemplares em abril. As vendas dos jornais do interior subiram mais ainda: 61,7% (552.380). No caso dos jornais populares, a alta foi espetacular, de 121,4% (1.189.090 exemplares).
Por que deveríamos fechar os olhos para essas transformações? A dota hoje o princípio da mídia técnica: a participação dos órgãos de comunicação na publicidade é proporcional à sua circulação ou audiência. Houve época em que eram comuns distorções, às vezes bastante acentuadas, a favor dos grupos mais fortes. Isso acabou.
Esses critérios técnicos, amplamente discutidos com o TCU e entidades do setor, têm favorecido a democratização, a transparência e a eficiência nos investimentos de publicidade do governo federal. Não há privilégios nem perseguições. Tampouco zonas de sombra. Muito menos compra de consciências.
É importante ressaltar ainda que a comunicação do governo não se dá principalmente pela publicidade. Esta apenas presta conta das ações mais importantes e consolida algumas ideias-força. O governo comunica-se com a sociedade basicamente por meio da imprensa, respondendo a perguntas, críticas e inquietações.
Para ter uma ideia, em 2008 o presidente Lula deu 182 entrevistas à imprensa, respondendo, em média, a 4,8 perguntas por dia, incluindo fins de semana e feriados. É pouco provável que exista um chefe de governo no mundo que tenha conversado tanto com a imprensa quanto o nosso. Atendendo a todo tipo de imprensa, pois não existe no Brasil só a imprensa do eixo Rio-São Paulo-Brasília. São várias, com percepções e interesses diferentes. Cada uma fazendo o jornalismo que lhe parece mais apropriado e se dirigindo ao público que conseguiu conquistar.
Exemplo: quando Lula lançou em São Paulo o atendimento em 30 minutos aos pedidos de aposentadoria no INSS, os grandes jornais não destacaram o fato. Mas o tema foi manchete de quase todos os jornais populares e diários das demais capitais. O que para uns foi nota de pé de página, para outros foi a notícia do dia.
Por tudo isso, temos que ficar atentos às mudanças na forma como os brasileiros se informam. O crescimento da internet é um fenômeno que abre extraordinárias possibilidades e lança imensos desafios. Não podemos fechar os olhos para a realidade: os jovens, cada vez mais, buscam informações nos portais, nos blogs e nas redes sociais da internet.
Por último, não se sustenta o raciocínio de que as altas taxas de aprovação do governo Lula teriam a ver com um arrastão de compra de jornais e rádios no interior. Basta recorrer ao último Datafolha, que atribui 67% de ótimo e bom para o governo federal nas regiões metropolitanas e 71% no interior. A diferença está situada dentro da margem de erro da pesquisa. Os números são praticamente os mesmos. O resto é preconceito.
O mais provável é que as altas taxas de aprovação do governo tenham uma explicação bem mais simples: a maioria da população está satisfeita com seu trabalho. É legítimo que aqueles que não concordam com tal percepção recorram à luta política para mudá-la. O debate faz parte da democracia. E faz bem a ela. Mas é necessário criar fantasmas?

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Jornal Nacional faz reportagens baseadas em relatório ilegal


Réu confesso, o JN em sua edição de ontem confirmou que todas as reportagens que vem fazendo a respeito de um suposto “escândalo dos royalties na Agência Nacional do Petróleo (ANP)” são reporcagens pois estão baseadas num relatório ilegal (veja imagem acima):

Repórter Délis Ortiz: “A reportagem foi ao ar no dia 9 de abril. Com base em informações de fontes que garantem que o relatório foi elaborado por agentes da Polícia Federal que trabalham na assessoria de inteligência da ANP. Hoje, as mesmas fontes voltaram a confirmar as informações e reafirmaram que o relatório foi feito de forma ilegal”.

Repare que o verbo usado é reafirmar, o que, evidentemente, significa que a ilegalidade do relatório já havia sido assumida anteriormente. Pelo menos para eles. Mas, se o relatório é ilegal e apócrifo, por que colocar a reporcagem no ar? Apenas testando hipóteses para ver se conseguem atingir o ministro da Comunicação do governo Lula, Franklin Martins, que é irmão do suposto (como se usa a palavra suposto hoje em dia nessas reporcagens) acusado?

Tão grave quanto isso é a edição maliciosa da reporcagem, que confunde a cabeça do telespectador. O texto diz “relatório foi elaborado por agentes da Polícia Federal que trabalham na assessoria de inteligência da ANP”, mas as imagens que o ilustram são da sede e do símbolo oficiais da Polícia Federal. Ao final do trecho reproduzido, o que ilustra a palavra “ilegal” é a placa do prédio da ANP . (Confira no vídeo acima).

Tudo isso para quê, se a reporcagem é um saco vazio que não para em pé, como demonstrou Victor Martins, que é o suposto acusado no relatório ilegal:

“Vi também, na imprensa, para ser mais exato no Jornal Nacional, que algumas das informações teriam vazado do setor de inteligência da própria ANP. O setor de inteligência é ligado ao diretor-geral, Haroldo Lima, que prontamente esclareceu que não houve nenhuma determinação nesse sentido. O responsável pelo setor também me disse que não fez nenhum trabalho nisso e me apresentou um documento de autoria do superintendente da Policia Federal do Rio de Janeiro em que ele negava que tivesse dado aquela declaração atribuindo a inteligência e dizia que estava em curso pra apurar autenticidade e veracidade daquela documentação.” [veja reporcagem completa do JN aqui]

Ou seja, a Polícia Federal passou a operar para ver há veracidade no que estava contido num relatório apócrifo realizado de forma ilegal...

Cuidado, Globo, porque a PF pode acabar chegando aí. Duvidam? Daniel Dantas também duvidava.

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Ex-diretor da Globo envolvido em ‘escândalo’ da ANP

Começou na Veja e depois se espalhou pelas Organizações Globo uma campanha que tenta envolver o ministro da Secretaria de Comunicação do presidente Lula, Franklin Martins, num suposto escândalo de propinas na Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Começou com a anta de plantão na Veja, logo seguida pelo kamelo global, uma tentativa de ligar o nome da Franklin a um suposto escândalo, denunciado por um vazamento de uma suposta operação da PF, que envolveria o irmão (este não suposto, mas irmão mesmo) de Franklin (que é diretor da ANP), num suposto pedido de propina.

O que já se descobriu: que a PF não investigou nada; que o irmão de Franklin nunca esteve sob investigação. Mas se descobriu também que um ex-assessor do irmão de Franklin na ANP saiu para trabalhar na Petrobonus Consulting, uma empresa que presta assessoria a municípios. O que não quer dizer nada. Mas serve pra insinuar tudo.

Hoje, surgiu uma novidade, segundo O Globo (página 21):

Mais um ex-funcionário da Agência Nacional do Petróleo (ANP) se mudou para a Petrobonus Consulting. (...)... é o segundo funcionário da ANP vinculado à Petrobonus. O primeiro nome que veio à tona foi o de Newton Brito Simão, ex-assessor do diretor Victor Martins e irmão de Franklin Martins, ministro da Secretaria de Comunicação...

...e – completo eu – ex-diretor da sucursal de Brasília da Rede Globo de Televisão – o que envolve, via raciocínio antakamelino, as Organizações Globo no "escândalo" da ANP.

Onde isso vai parar, meudeusdocéu?

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'Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira' (Parte III)
- Os preparativos do seqüestro do embaixador americano



Terceira parte do documentário produzido pela TV Câmara, "Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira", com o depoimento de Vera Silvia Magalhães, que ficou conhecida como a Loura 90, pois usava uma peruca loura nas ações e - afirmavam - trazia uma 45 em cada mão.

Neste trecho, Vera fala dos motivos e da preparação do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. A participação destacada do atual Secretário de Comunicação do presidente Lula, Franklin Martins, mentor da idéia do seqüestro. O treinamento dos guerrilheiros. As armas insuficientes. As participações de Marighela, "Toledo", "Jonas". E dos diferentes grupos armados.

Vera morreu na semana passada, no dia 4 de dezembro.

O vídeo pode ser visto na íntegra neste link do site da TV Câmara.

Para ler a postagem e assistir à Parte I, clique aqui. Ou clique aqui, para assistir à Parte II, que trata do movimento estudantil da época.

Clique aqui para ir ao Player de Vídeos do Blog do Mello

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Franklin assume Secretaria com status de Ministério

Debaixo de chororô das Organizações Globo, está confirmado o nome do jornalista Franklin Martins na Supersecretaria de Comunicação do governo Lula.

O jornalista Franklin Martins, 58, aceitou ontem à noite, em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o convite para comandar um novo ministério que deverá cuidar das áreas de imprensa e publicidade do governo.
Ficou acertado também que caberá a Franklin Martins conduzir o projeto do governo federal de criação de uma rede pública de televisão.
Em encontro no Palácio do Planalto, Lula e Franklin tiveram a conversa definitiva sobre as atribuições do jornalista, que comandará uma pasta com status de ministério. A Folha antecipou o convite do presidente ao jornalista.
"Conversei com o presidente e aceitei", disse Franklin.
O formato do ministério deverá reunir as atuais SID (Secretaria de Imprensa e Divulgação), chefiada pelo jornalista André Singer, e a Secom (Secretaria de Comunicação de Governo), que perdeu o status de ministério em julho de 2005 e passou a integrar a estrutura da Secretaria Geral da Presidência, comandada por Luiz Dulci.
Comentarista da TV Bandeirantes e colunista do Portal IG, Franklin foi sugerido a Lula pelo jornalista João Santana, marqueteiro da campanha eleitoral de Lula no ano passado.

Globo já quer dividir ao meio poder de Franklin Martins

As Organizações Globo acusaram o golpe e já começaram a botar o bloco na rua contra a possível nomeação do jornalista Franklin Martins para o comando da Secom, da Radiobrás e do novo canal de TV público.

Como não têm como impedir a nomeação do desafeto, que foi demitido da emissora do Jardim Botânico no meio da campanha presidencial do ano passado, as Organizações Globo vão tentar comer o mingau da desestabilização de Franklin pelas beiradas, tirando uma bela colherada do poder dele aqui, outra ali.

Só que tudo na cabeça dos Marinho é grandioso, e eles partiram com apetite, tentando dividir ao meio o provável poder de Franklin. Ou bem ele fica com as emissoras (o mal menor) ou bem fica com a Secom (o maior). Com as duas, não dá. Pelo menos é o que deixaram claro num box de Opinião publicado ontem na página 8 de O Globo.

O presidente Lula planejaria juntar, na Secretaria de Comunicação, o trabalho de contato com a imprensa — que já é feito — com o guichê de publicidade do Executivo.
O secretário, possivelmente com novo status, agora de ministro, atuaria em duas frentes nas empresas de comunicação: daria informações à redação e veicularia anúncios junto ao departamento comercial, pagando por eles.
É péssima solução. Pois as boas práticas recomendam que dinheiro e notícia mantenham uma grande e visível distância profilática. Por isso, os anúncios são separados do noticiário em qualquer veículo de imprensa.
O governo não deve se deixar acusar de pagar pela publicação das notícias de seu interesse, nem a imprensa séria aceita se sujeitar a situações em que possam se misturar dois mundos tão diferentes. O presidente precisa refletir melhor sobre a sua política de comunicação.

Emissora da igreja Universal transforma a vida da Globo num inferno

A coluna Toda Mídia, de Nelson de Sá, na Folha, traz alguns motivos a mais para tirar o sono da outrora Vênus Platinada, mais conhecida como TV Globo. A Record (braço televisivo da igreja Universal do Reino de Deus – que tem tanto dinheiro, que até Deus duvida) saiu às compras no Rio Grande do Sul. Uma cestinha básica, com uma peça de cada item: uma rádio AM, outra FM, uma estação de TV e um jornal. Tudo em Porto Alegre e para bater de frente com o grupo RBS, ligado à Rede Globo.

É encrenca na certa. A Record está dando a maior dor de cabeça na cúpula da Globo. Suas novelas estão com ótimos índices de audiência, chegando a bater a rival em vários momentos.

E avisa: vai inaugurar a Record News, logo após o Pan, para competir com a Globo News.

A outra má notícia para a Globo vem de um outro flanco, o das poderosas empresas telefônicas.
A Brasil Telecom, do portal iG e outros, "lança a sua TV via satélite" nesta quinta-feira.
Será a primeira com o pacote "quadruple play", jogo quádruplo, de TV paga, acesso à web, telefone fixo e celular. E "não fere regulamentação".

Somam-se a isso a quase certa nomeação do jornalista Franklin Martins (que foi demitido de forma pra lá de deselegante da Globo) para a Secom e os baixíssimos (para os padrões globais) índices de audiência da nova novela de Gilberto Braga, patinando na casa dos 30, algo que não acontecia há muito tempo.

É pouco? Não, tem mais. Os cacicões da época da ditadura, que movimentaram pra valer os pauzinhos em Brasília, e que têm repetidoras da Globo em seus estados, estão mal das pernas. ACM levou uma coça na Bahia. Sarney teve que dançar o marabaixo para não dançar no Amapá.

Só falta o Galvão Bueno gritar:

- Ta feia a coisa!...