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Globo recebeu R$ 200 milhões do Master, mas isso não deu no Jornal Nacional


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Mídia, redes, Trump, TSE e como se forma uma tempestade perfeita contra Lula


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PF e mídias lavajatistas querem prisão de Lulinha e impeachment de Moraes


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Thais Oyama compara Lula a rato no Globo e escancara antipetismo da mídia

A jornalista Thais Oyama escreveu em sua coluna no Globo o que seria uma análise dos candidatos a adversários do presidente Lula na corrida eleitoral deste ano, com foco no senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do estado Democrático de Direito, Jair Bolsonaro. Mas, no meio do texto, como quem não quer nada, deixa escapar seu próprio antipetismo quando compara o presidente Lula a ratos.

No artigo, título e linha fina se completam para formar o sentido que ela tenta provar no texto completo:

O significado da subida de Flávio Bolsonaro nas pesquisas
No campo da oposição, o principal motor desta eleição continua sendo um velho conhecido dos brasileiros, o antipetismo
 

Sem entrar no mérito da pesquisa Meio/Ideia que Oyama utiliza como base para fazer sua análise, a jornalista usa uma suposta subida de 5 pontos do senador Flávio na pesquisa para defender a tese de que ela não teria a ver com o fato de Flávio ter sido confirmado como o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo após um governo criminoso e a condenação que o colocou soluçante na Papudinha, ainda tem a preferência de boa parte dos eleitores de direita e da totalidade dos de extrema direita. Para Oyama, o motivo da subida é outro:

"Flávio Bolsonaro subiu cinco pontos percentuais em um mês na pesquisa da Meio/Ideia divulgada nesta semana. É um crescimento rápido e relevante, que põe o ungido de Jair Bolsonaro tecnicamente empatado com o presidente Lula. Mesmo nas hostes bolsonaristas, onde os números já eram esperados, ninguém credita a subida dele aos predicados de candidato. Tampouco atribuem o resultado à sua ainda indistinguível plataforma de campanha — até o momento limitada a promessas de reduzir impostos e fazer do irmão Eduardo ministro das Relações Exteriores.

A subida de Flávio Bolsonaro significa que, no campo da oposição, o principal motor desta eleição continua sendo um velho conhecido dos brasileiros, o antipetismo."

Mas a análise de Oyama logo em seguida tira a camisa da imparcialidade e deixa escapar na escolha de um ditado popular sua opção e seu pensamento político:

"ou, em outras palavras, a ideia de que não importa a cor do gato, desde que cace o rato."

De quem Oyama falava? Dos adversários de Lula. Logo, na comparação, eles — Flávio e os demais de direita e extrema direita — seriam os gatos para caçar o rato — Lula.

Além de infame e caluniosa em relação ao presidente Lula, Oyama é desrespeitosa em relação os eleitores que o elegeram e o apoiam para uma nova eleição, a quarta, daquele que foi apontado em pesquisa como o melhor presidente do Brasil de todos os tempos, goste dele ou não, vote nele ou não a jornalista.

Entre os inúmeros efeitos nefastos da criminosa Operação Lava Jato, restou ainda em grande parte da população o antipetismo,  que existia antes da Lava Jato, forjado em antigas fake news — desde a época em que nem eram chamadas assim, mas de mentiras mesmo — de que o petismo tomaria um quarto de cada casa, Lula seria dono de uma mansão no Morumbi, até chegar ao triplex do Guarujá da Lava Jato.

No entanto, O Globo, de onde a jornalista saca sua comparação a Lula com um rato, até hoje não veio a público se desculpar pela intensa campanha que promoveu contra Lula e o PT durante a Lava Jato, inclusive concedendo prêmio de Personalidade de Ano a Sergio Moro, troféu entregue pelos donos das Organizações Globo, os irmãos Marinhos, filhos de Roberto Marinho.

Até hoje O Globo, GloboNews, TV Globo e suas emissoras de rádio não vieram a público pedir desculpas, mesmo envergonhadas, mesmo mentirosas, dizendo que "foram enganados por Moro e sua penca de procuradores", que ainda não foram julgados pelos crimes cometidos — mas uma certa caixa amarela parece que dará inicio a tudo, como já aconteceu com a condenação do ex-procurador de deus Deltan Dallagnol, condenado a indenizar Lula em R$ 146 mil pelo infame PowerPoint, ofensivo a Lula, mas que, nem ali, chegou a compará-lo a um rato.

Ano eleitoral é assim mesmo. A mídia sempre em busca de arrumar um "gato" para caçar o "rato", para depois descobrir que os papéis estavam trocados e os ratos eram seus gatos de estimação.

O ex-governador Leonel Brizola, outro perseguido incessantemente pelas Organizações Globo, desde que tinham apenas rádio e jornal, deixou uma lição ao povo brasileiro sobre a Globo:

"Se a Rede Globo for a favor, somos contra. Se for contra, somos a favor!”


 

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Globo é Bolsonaro de sapatênis, tantas as semelhanças entre os dois

Embora visualmente sejam muito diferentes, a Globo e Bolsonaro têm em comum pontos vitais em relação à economia, aos direitos trabalhistas e ao espectro políticos. As diferenças são mais de comportamento, mais superficiais que de fundo. A tal ponto que não é absurdo afirmar que a Globo é Bolsonaro de sapatênis.

Vamos lá:

Ambos são a favor do livre mercado, da independência do Banco Central, das privatizações de todas as empresas.

Ambos são contra a presença do estado na economia; contra os governos de esquerda em qualquer país.

Acham que a legislação trabalhista atrapalha o empresário.

Ambos são americanófilos e defensores intransigentes do estado de Israel, mesmo diante dos crimes cometidos agora em Gaza.

Ambos andaram de braços dados com a ditadura civil-militar de 1964. 

Ambos acham que o agro é pop, o agro é tudo.

Ambos têm dupla moral. Quanto a Bolsonaro, nem é preciso dar exemplos, tantos que são. Mas a Globo não. A Globo, por exemplo, sempre criticou e ainda critica os banqueiros do bicho. Não apenas como contraventores envolvidos em outros crimes mais graves, mas por serem vindos de outra classe social.

Sendo assim, como justificar então a venda do triplex da Avenida Atlântica, em Copacabana, que pertencia a Roberto Marinho ao bicheiro e presidente da Beija-Flor Anísio Abraão David? [Veja aqui foto da cobertura]

Como separar o dinheiro sujo de sangue dos homicídios (também denunciados em editorial por O Globo) do usado para comprar o triplex do fundador da Rede Globo?

Outro caso aconteceu em outubro de 2010, quando da assinatura de um convênio entre o governo do estado do Rio e a Fundação Roberto Marinho para a criação do Museu do Amanhã.

A Fundação entrou com o bolso e o governador da época, Sergio Cabral, com R$ 24 milhões, verba que deveria ser usada para prevenção de enchentes, desviada do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), da Secretaria do Ambiente, para o Museu.

O dinheiro não foi usado pela Secretaria do Ambiente e dois meses depois, no início de janeiro de 2011, ocorreu a Tragédia da Região Serrana, segundo o Portal G1 (da própria Globo),  "maior tragédia climática da história do país. Segundo a Polícia Civil, 470 corpos já foram identificados pelo IML, num total de 511 mortos".

Por último, outro denominador comum: ambos são contra Lula e o PT. 

Embora a Globo faça oposição a Bolsonaro, sua oposição é ao político, não a grande parte de suas ideias. 

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Globo lança todas as suas emissoras contra Lula na contramão do Brasil

A Globo sempre esteve na contramão do Brasil, ao longo da história. Cotas, ProUni, Getúlio, Diretas, Pré-sal e agora, mais uma vez, Lula.

Quem não se lembra que a Rede Globo foi o motor principal da Lava Jato, com prêmios a Moro e matérias diárias no Jornal Nacional contra Lula e os governos do PT? A Globo funcionou praticamente como house organ de Moro e da Lava Jato.

Agora, quando o presidente Lula denunciou ao mundo que O Rei está nu, comparando o massacre dos palestinos pelo governo de Israel ao dos judeus por Hitler, a Globo sentiu que era hora de voltar à guerra midiática e colocou todas as suas emissoras e telejornais para martelarem em uníssono a versão de Israel da história, repetindo em todos os telejornais a infame declaração do Ministro de Relações Exteriores daquele país, Israel Katz, contra Lula, inclusive com o uso de informação falsa de que Lula teria negado o Holocausto e atacado o povo judeu, o que não aconteceu.

Mas, qual é a novidade se a Rede Globo sempre agiu assim impunemente?

Esta é a Globo, que em 12 de março de 1938 estava excitadíssima com Hitler, como mostra a primeira página de seu diário, O Globo. "Hitler Voa". "Sensacional proclamação". Assim foi noticiada a tomada de um país pela Alemanha de Hitler.

 
A Globo que foi contra a criação do salário mínimo.

Foi contra a criação dos CIEPs, o maior projeto de educação popular do país, e bateu diariamente no projeto até que o desmantelou por completo.


A Globo foi contra a política reparadora de cotas. Foi contra as Diretas Já e chegou a mostrar a multidão na Praça da Sé exigindo Diretas Já como se fosse apenas uma manifestação pelo aniversário de São Paulo.

A Globo foi contra a criação do Sambódromo do Rio de Janeiro e agora festeja os 40 anos de sua construção apagando da história a perseguição que moveu contra o governo Brizola por sua criação, a ponto de ter aberto mão de transmitir o primeiro Carnaval do Sambódromo. Quebrou a cara, porque a TV Manchete, que o transmitiu à época, bateu recorde de audiência em todo o país.

Agora, que o Brasil começa a tomar jeito, depois dos desastrosos anos pós golpe do impeachment de Dilma (de que a Globo também foi alegre porta-voz e incentivadora), com os desgovernos Temer e Bolsonaro, a Globo recomeça a guerra midiática contra o presidente Lula.

Por isso, nunca é demais lembrar a frase do ex-governador Brizola sobre o Grupo Globo:

“Quando vocês tiverem dúvidas quanto a que posição tomar diante de qualquer situação, atentem: Se a Rede Globo for a favor, somos contra. Se for contra, somos a favor!”


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Lula enquadra Globo e recusa entrevista, 'enquanto não for reconhecido e corrigido o tratamento editorial difamatório' contra ele

O presidente Lula foi convidado pelo jornalista de O Globo Bernardo Mello Franco para uma entrevista. Lula negou conceder a entrevista e explicou o porquê em carta:

[Detalhe importante: esta carta é de junho de 2020]

“Prezado Bernardo,

Agradeço o convite para uma entrevista para o jornal O Globo em uma série sobre ex-presidentes da República. Seu convite destoa da censura imposta pelas Organizações Globo. Não confundo as organizações com as diferentes condutas profissionais de cada um dos seus jornalistas.

O que me impede de atendê-lo é o notório tratamento editorial que as Organizações Globo adotam em relação a mim, meu governo e aos processos judiciais ilegais e arbitrários de que fui alvo, que têm raízes em inverdades divulgadas pelos veículos da Globo e jamais corrigidas, apesar dos fatos e das evidências nítidas, reconhecidas por juristas no Brasil e no exterior.

As próprias sentenças tão celebradas pela Globo são incapazes de apontar que ato errado eu teria cometido no exercício da presidência da República. Fui condenado por ‘atos indeterminados’.

Ao invés de ser analisada com isenção jornalística, a perseguição judicial contra mim foi premiada pelo O Globo. As revelações do site The Intercept foram censuradas, escondendo as provas de que fui julgado por um juiz parcial, em conluio com os promotores, que sabiam da fragilidade e falta de provas da sua acusação.

Enquanto não for reconhecido e corrigido o tratamento editorial difamatório das Organizações Globo não será possível acolher um pedido de entrevista como parte de uma normalidade que não existe, pelos parâmetros do jornalismo e da democracia.

Luiz Inácio Lula da Silva”


Recado mais claro impossível.





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Globo afunda junto com o país, que ajudou a destruir com o golpe


Se a Globo não é hoje sombra do que foi, ninguém tem dúvida de que o golpe contra Dilma, desde a exploração das manifestações de 2013, não teria acontecido se não fosse o apoio incondicional da Rede Globo, inclusive cedendo um de seus repórteres (Vladimir Netto, ainda hoje no JN) para fazer assessoria de imprensa da Lava Jato.
 
Cobertura diária e enviesada da Lava Jato, que sabiam falsa, incentivo às manifestações, com coberturas ao vivo, inclusive na TV aberta. Matéria imensas no Jornal Nacional, associando Lula e o PT a corrupção, e transformando um esquema contábil (as tais pedaladas), usado várias vezes antes de Dilma, a um crime que só poderia ser pago com o impeachment.
 
Dado o golpe, o país afunda desde lá, sendo hoje um pária no mundo, com o maior número de vítimas e mortes diárias pela pandemia, que no Brasil é comandada por um ignorante, irresponsável, criminoso, colocado no poder com ajuda da Globo e das fake news.
 
A imagem acima, reprodução de um tuíte do professor e pesquisador Roberto Moraes, mostra que a Globo afunda com Brasil, desde o golpe.
O tombo da Globo S.A. é espetacular. Sai de lucro líquido de R$ 1,8 bilhão (2017), para R$ 1,2 bi (2018), R$ 752 milhões em 2019 e cai a R$ 167 milhões 2020. Trajetória similar à economia do Brasil pós-golpe. Certamente, não é coincidência. Globo e golpe tudo a ver!

Os golpistas também pagam, apenas em parte, o golpe. Quem mais sofre com ele é o trabalhador, o povo em geral, que perdeu emprego, sonhos de futuro e, mais de 300 mil, a vida.



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Folha e Globo mostram que não têm nada contra divulgar notícias falsas, mesmo em meio a uma pandemia. Desde que sejam pagas


A credibilidade da Folha, do Globo e da mídia comercial em geral já estava na boca do ralo quando os principais jornalões aceitaram publicar ontem uma matéria paga [acima, mas com texto desfocado porque não vou divulgar a fake news por aqui] por uma obscura Associação de Médicos defendendo o uso de produtos que não têm eficácia alguma no tratamento da COVID-19, segundo todos os países sérios do mundo, inclusive cientistas brasileiros. 
 
Certamente virão com a desculpa de que foi o departamento comercial que publicou a mensagem mentirosa, que decisão não passa pelo jornalismo etc., como se fôssemos todos idiotas.
 
Mas a verdade nua e crua é que é uma imprensa vendida, que usa de qualquer expediente para faturar um troco, como durante muitos anos o jornal O Globo publicou classificados de sexo - o que denunciei aqui. Lembrando que a prostituição não é crime, mas tirar proveito da prostituição é.
 
Agora, em meio a uma pandemia, com um genocida presidente que nega a ciência, incentiva aglomeração, critica máscaras, vacina e prega um "tratamento precoce" (como defendido na matéria paga), que não tem comprovação científica, publicar essa matéria paga foi demais.
 
Um dos medicamentos indicados pelo grupo é a Ivermectina, que o próprio laboratório da formulação original publicou nota negando que tivesse qualquer efeito positivo na prevenção ou tratamento da COVID-19. Agora, ouçam o que diz a Dra. Marisa Reis, do Comitê Científico do Rio Grande do Norte, no vídeo a seguir. 90% dos internados em UTI naquele estado tomaram Ivermectina.
 
É o fim da mídia comercial brasileira, que afunda junto com Bolsonaro e o Brasil.





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Em delação premiada, Sérgio Cabral incrimina Globo. Ela sabia que Olimpíadas do Rio foram compradas e lucrou com isso


O Jornal da Record publica trecho de um vazamento da delação premiada de Sergio Cabral. A reportagem informa que um dos Marinho donos da Globo teve uma reunião com Cabral no Palácio do governo, em que queria saber das negociações sobre as Olimpíadas do Rio.

Na ocasião, Sergio Cabral informou ao dono da Rede Globo que as Olimpíadas estavam garantidas porque foram compradas.

A Rede Globo não informou à população sobre a negociata e tratou de comprar os direitos exclusivos de transmissão, pois tinha nas mãos a informação que nenhuma outra concorrente tinha, a da garantia de que as Olimpíadas seriam no Rio, logo, no Brasil.

Assista à reportagem.




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Guerra PGR-Lava Jato expõe as duas faces da mesma moeda podre e antidemocrática


A guerra entre o Procurador-geral da República Augusto Aras e a turma da Lava Jato, tendo à frente o procurador de deus Deltan Dallagnol, está diariamente na mídia, cada lado com sua torcida.

A Globo e os fãs de Sérgio Moro estão do lado da turma da Lava Jato. A turma de Bolsonaro torce para o Procurador-geral.

Tudo começou quando Aras pediu livre acesso a toda a documentação amealhada pela turma da Lava Jato, que reclamou, alegando segredo de Justiça.

A Lava Jato se nega a entregar o material, quer que continue em segredo no seu feudo da República de Curitiba, com investigação sobre mais de 38 mil pessoas, sem que se saiba o porquê.

Aras quer trazer tudo para ele e controlar todas as operações do Brasil a partir de Brasília, lógico que sob os interesses do presidente Bolsonaro, a quem Aras busca agradar para conseguir sua vaga no Supremo, na disputa cabeça a cabeça com o ministro da Justiça André Mendonça.

Aras e Lava Jato são as duas faces da mesma moeda podre e antidemocrática que colocou o Brasil nas mãos de um homem que já confessou que sua meta é desconstruir o Brasil.

Entre os dois, a Lava Jato é mais perniciosa, pois tem projeto de longo alcance, o de lançar Moro à presidência, com o apoio da Globo e da mídia corporativa.

Aras é mais fácil de resolver. Ou ele consegue o que quer e vai para o STF agora, ou não consegue a vaga e aí pode voltar o pote de mágoa contra Bolsonaro.

Ganhe quem ganhar, quem perde é o Brasil.



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Pela 1ª vez na história, um diretor de jornalismo (Kamel) parabeniza equipe por barriga


Assim como Bolsonaro, Kamel cria fake news e "parabeniza editoria Rio" pela bola nas costas


Não é só o presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro que cria fake news para iludir seu público alimentado a mamadeira de piroca.

O diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel, também é chegado a uma notícia falsa, até para sua equipe.

Depois da inacreditável barriga da Globo sobre o porteiro do "seu Jair" (que comentei aqui), Kamel, em vez de reconhecer o erro e dar a volta por cima, fazendo uma reportagem de fundo sobre o condomínio Vivendas da Barra, escreve uma carta à equipe do Rio [que reproduzo ao final], elogiando-os pela barriga cujo maior culpado, evidente, é Kamel.
No texto, Kamel diz que a Globo (que ele imperial confunde consigo mesmo, "jornalismo que pratico") fez tudo certo, estavam errados os fatos — no caso, os áudios que Carlos Bolsonaro mostrou no dia seguinte à reportagem pelo Twitter e que o advogado de Bolsonaro não lhe informara, quando ouvido sobre a reportagem.

Faltou apuração, embora Kamel tenha escrito certa vez aqui para o blog em 2006, que a Globo não põe nada no ar sem checar autenticidade. Mesmo recebendo de uma fonte credenciada. É zelo. É cuidado.

Como fica claro na carta à equipe que Kamel coordenou pessoalmente a reportagem, fica evidente que ele focou sua preocupação com o andar de cima, seus superiores, os Marinho, políticos amigos etc, em vez de botar a equipe para ir atrás de sua majestade os fatos.

Se o porteiro disse que falou duas vezes com "seu Jair" e ele estava (ao que tudo indica) em Brasília, por que não entrevistarem o porteiro? Por que não viram como funciona o serviço de comunicação da portaria com os condôminos? Há transferência pelo celular?

Porque até hoje há uma questão (além da possível manipulação dos dados da portaria por Bolsonaro): será que o interfone é a única forma de comunicação ou algum condômino, como Bolsonaro, pede para que seja informado por celular, caso não esteja no condomínio (já sugeri aqui que Bolsonaro abrisse mão do sigilo do seu para comprovar que não recebeu ligação do condomínio naquele dia), por exemplo?

Em vez de buscar corrigir a barriga, enviando equipe (a Globo tem centenas de repórteres)  e fazendo uma varredura investigativa no condomínio, Kamel passou a edição do dia seguinte do Jornal Nacional ajoelhado no milho, e hoje a imagem do jornalismo da Globo está ainda mais no chão do que antes.

Mas Kamel preferiu enviar uma carta à equipe, parabenizando-os, mimetizando Bolsonaro, que se jacta das merdas que faz.

"Fomos brilhantes, fizemos tudo certo, só estávamos errados e a matéria sobre o presidente deveria ter caído ou, o certo, mais bem apurada e aprofundada, antes de ir ao ar" (Terá sido por que a fonte tinha pressa, como Kamel diz na carta?).

Eis a carta de Kamel:
Há momentos em nossa vida de jornalistas em que devemos parar para celebrar nossos êxitos.
Eu me refiro à semana passada, quando um cuidadoso trabalho da editoria Rio levou ao ar no Jornal Nacional uma reportagem sobre o Caso Marielle que gerou grande repercussão. A origem da reportagem remonta ao dia 1° de outubro, quando a editoria teve acesso a uma página do livro de ocorrências do condomínio em que mora Ronnie Lessa, o acusado de matar Marielle. Ali, estava anotado que, para entrar no condomínio, o comparsa dele, Elcio Queiroz, dissera estar indo para a casa 58, residência do então deputado Jair Bolsonaro, hoje presidente da República. Isso era tudo, o ponto de partida.
Um meticuloso trabalho de investigação teve início: aquela página do livro existiu, constava de algum inquérito? No curso da investigação, a editoria confirmou que o documento existia e mais: comprovou que o porteiro que fez a anotação prestara dois depoimentos em que afirmou que ligara duas vezes para a casa 58,  tendo sido atendido, nas palavras dele, pelo “seu Jair”. A investigação não parou. Onde estava o então deputado Jair Bolsonaro naquele dia? A editoria pesquisou os registros da Câmara e confirmou que o então deputado estava em Brasilia e participara de duas votações, em horários que tornavam impossível a sua presença no Rio. Pesquisou mais, e descobriu vídeos que o então deputado gravara na Câmara naquele dia e publicara em suas redes sociais. A realidade não batia com o depoimento do porteiro.
Em meio a essa apuração da Rio (que era feita de maneira sigilosa, com o conhecimento apenas de Bonner, Vinicius, as lideranças da Rio e os autores envolvidos, tudo para que a informação não vazasse para outros órgãos de imprensa), uma fonte absolutamente próxima da família do presidente Jair Bolsonaro (e que em respeito ao sigilo da fonte tem seu nome preservado), procurou nossa emissora em Brasilia para dizer que ia estourar uma grande bomba, pois a investigação do Caso Marielle esbarrara num personagem com foro privilegiado e que, por esse motivo, o caso tinha sido levado ao STF para que se decidisse se a investigação poderia ou não prosseguir. A editoria em Brasilia, àquela altura, não sabia das apurações da editoria Rio. Eu estranhei: por que uma fonte tão próxima ao presidente nos contava algo que era prejudicial ao presidente? Dias depois, a mesma fonte perguntava: a matéria não vai sair?
Isso nos fez redobrar os cuidados. Mandei voltar a apuração quase à estaca zero e checar tudo novamente, ao mesmo tempo em que a Editoria Rio foi informada sobre o STF. Confirmar se o caso realmente tinha ido parar no Supremo tornava tudo mais importante, pois o conturbado Caso Marielle poderia ser paralisado. Tudo foi novamente rechecado, a editoria tratou de se cercar de ainda mais cuidados sobre a existência do documento da portaria e dos depoimentos do porteiro. Na terça-feira, dia 29 de outubro, às 19 horas, a editoria Rio confirmou, sem chance de erro, que de fato o MP estadual consultara o STF.
De posse de todas esses fatos, informamos às autoridades envolvidas nas investigações que a reportagem seria publicada naquele dia, nos termos em que foi publicada. Elas apenas ouviram e soltaram notas que diziam que a investigação estava sob sigilo. Informamos, então, ao advogado do presidente Bolsonaro, Frederick Wassef, sobre o conteúdo da reportagem e pedimos uma entrevista, que prontamente aceitou dar em São Paulo. Nela, ele desmentiu o porteiro e, confirmando o que nós já sabíamos, disse que o presidente estava em Brasília no dia do crime. Era madrugada na Arábia Saudita e em nenhum momento o advogado ofereceu entrevista com o presidente. 
A reportagem estava pronta para ir ao ar. Tudo nela era verdadeiro: o livro da portaria, a existência dos depoimentos do porteiro, a impossibilidade de Bolsonaro ter atendido o interfone (pois ele estava em Brasilia) e, mais importante, a possibilidade de o STF paralisar as investigações de um caso tão rumoroso. É importante frisar que nenhuma de nossas fontes vislumbrava a hipótese de o telefonema não ter sido dado para a casa 58. A dúvida era somente sobre quem atendeu e só seria solucionada após a decisão do STF e depois de uma perícia longa e demorada em um arquivo com mais de um ano de registros. E isso foi dito na reportagem. Quem, de posse de informações tão relevantes, não publica uma reportagem, com todas as cautelas devidas, não faz jornalismo profissional.
Hoje sabemos que o advogado do presidente, no momento em que nos concedeu entrevista, sabia da existência do áudio que mostrava que o telefonema fora dado, não à casa do presidente, mas à casa 65, de Ronnie Lessa. No último sábado, o próprio presidente Bolsonaro disse à imprensa: “Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano".
Por que os principais interessados em esclarecer os fatos, sabendo com detalhes da existência do áudio, sonegaram essa informação? A resposta pode estar no que aconteceu nos minutos subsequentes à publicação da reportagem do Jornal Nacional.
Patifes, canalhas e porcos foram alguns dos insultos, acompanhados de ameaças à cassação da concessão da Globo em 2022, dirigidos pelo presidente Bolsonaro ao nosso jornalismo, que só cumpriu a sua missão, oferecendo todas as chances aos interessados para desacreditar com mais elementos o porteiro do condomínio (já que sabiam do áudio).
Diante de uma estratégia assim, o nosso jornalismo não se vitimiza nem se intimida: segue fazendo jornalismo. É certo que em 37 anos de profissão, nunca imaginei que o jornalismo que pratico fosse usado de forma tão esquisita, mas sou daqueles que se empolgam diante de aprendizados. No dia seguinte, já não valia o sigilo em torno do assunto, alegado na véspera para não comentar a reportagem do JN antes de ela ir ao ar. Houve uma elucidativa entrevista das promotoras do caso, que divulgamos com o destaque merecido: o telefonema foi feito para a casa 65, quem o atendeu foi Ronnie Lessa, tudo isso levando as promotoras a afirmarem que o depoimento do porteiro e o registro que fez em livro não condizem com a realidade. O Jornal Nacional de quarta exibiu tudo, inclusive os ataques do presidente Bolsonaro ao nosso jornalismo, respondidos de forma eloquente e firme, mas também serena, pela própria Globo, que honra a sua tradição de prestigiar seus jornalistas. Estranhamente, nenhuma outra indagação da imprensa motivada por atitudes e declarações subsequentes do presidente foi respondida. O alegado sigilo voltou a prevalecer.
Mas continuamos a fazer jornalismo. Revelamos que a perícia no sistema de interfone foi feita apenas um dia depois da exibição da reportagem e num procedimento que durou somente duas horas e meia, o que tem sido alvo de críticas de diversas associações de peritos.
Conto tudo isso para dar os parabéns mais efusivos à editoria Rio. Seguiremos fazendo jornalismo, em busca da verdade. É a nossa missão. Para nós, é motivo de orgulho. Para outros, de irritação e medo.
Ali Kamel


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