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Perseguição a Glenn mostra que Vaza Jato não tem bala de prata contra Moro




Denúncia de Procurador a jornalista do Intercept é desafio aos arquivos da Vaza Jato


O que foi publicado de denúncias pelo Intercept Brasil, no caso conhecido como Vaza Jato, contra o juiz Moro e os procuradores da Lava Jato, em especial o procurador de deus Deltan Dallagnol, já seria suficiente para derrubar Moro e anular sua sentença contra Lula, em qualquer país que estivesse com sua democracia vigendo, e não sob golpe como o nosso.

É certo que o Intercept ainda tem muito material a ser divulgado (a imensa maioria dele, segundo seus responsáveis), mas a perseguição a Glenn Greenwald com a denúncia contra o jornalista por um procurador, que o acusa de auxiliar os hackers na invasão dos telefones de autoridades, é prova de que a bala de prata esperada, aquela que seria o batom na cueca de Moro, não está nos arquivos hackeados.



Com a prisão dos hackers, a Polícia Federal teve acesso ao material hackeado. A PF está subordinada ao juiz Moro e tem especialistas em escutas e transcrição de material a rodo, e eles já devem ter vasculhado a totalidade ou a grande maioria do material.

Como não foi achada a bala de prata, eles vão fustigar Glenn e forçar a corda, não para anular a sentença de Moro, mas toda a Vaza Jato, com a acusação de ser ilegal, deixando impunes Moro e os procuradores.

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Pânico arma cilada e Glenn é agredido covardemente por Augusto Nunes. Assista e veja quem é o covarde

Agressão de Augusto Nunes a Glenn Greenwald

O jornalista Glenn Greenwald foi agredido covardemente ao participar do Pânico na Jovem Pan


Foi uma cilada. O programa Pânico convidou o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, responsável pela divulgação da Vaza Jato, sem avisá-lo de que o jornalista Augosto do Freguês Nunes, também conhecido como Augusto Nunes, estaria presente.

Nunes havia feito uma cafajestada bem a seu estilo em que pedia ao Juizado de Menores para dar uma olhada para ver se os filhos adotivos do casal Glenn e David Miranda estavam tendo a atenção devida.

No ar, tendo a chance de estar frente a frente com Augusto Nunes, Glenn não perdeu a oportunidade de tocar no assunto. Vejam o que aconteceu.

O covarde Nunes disse que não havia chamado juizado de menores coisa alguma, que havia apenas ironizado o casal.

Assistam a seguir a fala de Augusto Nunes e confira se é ou não um covarde.

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'Moro é um mentiroso patológico', Glenn Greenwald

Moro na reportagem da Vaza Jato

Jornalista respondeu a tuíte de Moro acusando a Vaza Jato de mentirosa


No Twitter, o ministro da Justiça Sergio Moro criticou reportagem da Vaza Jato que o mostrava dirigindo operações da PF, o que ele sempre negou, como na mensagem mostrada a seguir.

Glenn respondeu no mesmo veículo:




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'Hacker' desmente versão da imprensa de que teria procurado o PT para oferecer o material

Walter Delgatti Neto, o 'hacker' preso
Walter Delgatti Neto, o 'hacker' preso

Mentira teria sido espalhada por advogado de outro envolvido no suspeitíssimo caso do hacker


Em sua primeira entrevista após a prisão, onde ainda se encontra, na Papuda, o "hacker" (vai entre aspas porque esse aparecimento do hacker de Araraquara é pra lá de suspeito e providencial) Walter Delgatti Neto garantiu à Folha que jamais procurou por alguém do PT para entregar o material a que teria tido acesso. Seu objetivo desde o princípio seria entregá-lo ao jornalista Glenn Greenwald.

Por que um "hacker" com essa capacidade de bisbilhotar a vida dos outros e de conseguir invadir celulares e computadores de gente tão poderosa, como se afirma, não fez o trabalho básico de ir ao site do The Intercept Brasil, de que Glenn Greenwald é editor, para se informar sobre como enviar o material para ele? Lá existe indicação clara de como isso pode ser feito em total segurança e com garantia de sigilo.

Mas, vamos ao que disse o tal "hacker":

Em relação à fala do advogado [de que teria procurado o PT], cada um é responsável pelo que diz e faz... Minha defesa irá tomar as medidas cabíveis no que tange a essa calúnia. Vale ressaltar, mais uma vez, que nunca procurei nenhum integrante do PT e tampouco tive a intenção de vender o material. Alguém pretende provar o contrário?
Reafirmo que entendo ter cumprido as minhas obrigações como cidadão: utilizei da minha formação técnica para acessar informações públicas, online. Espantei-me com o seu conteúdo e tornei, pequena parte do acervo, domínio público, via jornalista competente.
Ainda não entendo a razão pela qual personalidades públicas, bem como funcionários públicos, tanto temem a revelação das suas atividades online. Por qual razão esconder-se? Afinal, pleiteiam e recebem atenção pública. Prestaram concursos públicos, sob regras conhecidas e pré-definidas. Muitos são selecionados por associações político-partidárias ou por laços familiares. Têm benefícios das suas exposições públicas.
Nos USA [Estados Unidos], depois do atentado às duas torres em Nova York, quase todos são monitorados por agências de Estado. Há quase 20 anos! Insisto: por qual razão parcela das autoridades e personalidades públicas brasileiras tanto temem a revelação das suas atividades online?
Na minha opinião —posso?—, para figuras públicas, quase tudo que fazem é matéria de interesse público. Tudo que fazem no exercício das suas funções públicas pode e deve ser conhecido pela sociedade. [Folha]
A fake new de que o material fora oferecido ao PT, espalhada pelo advogado de outro dos presos, recebeu alta divulgação da imprensa, agora o desmentido do "hacker" não teve destaque algum.

Por aí, mais uma vez, se pode avaliar como a mídia é e continua a ser ativa participante do golpe político que tirou Dilma e o PT do poder, impedindo a participação de Lula na disputa presidencial,  o que certamente teria resultado diferente da eleição de Bolsonaro.


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Jornalistas que denunciaram irregularidades que levaram à vitória de Bolsonaro ganham Prêmio Especial Vladimir Herzog 2019

Patrícia Campos Mello e Glenn Greenwald


Os jornalistas Patrícia Campos Mello e Glenn Greenwald serão os homenageados com o Prêmio Especial Vladimir Herzog 2019


Patrícia é a repórter da Folha responsável pela reportagem que denunciou o envio de milhões de fake news pela campanha de Bolsonaro, usando um esquema ilegal de disparos comprados via WhatsApp e que foram um dos fatores determinantes para a vitória de Bolsonaro.

Glenn Greenwald é o jornalista do The Intercept Brasil, chefe da equipe que publica a série de reportagens conhecida como Vaza Jato sobre material divulgado por uma fonte anônima denunciando os bastidores da Lava Jato, que levaram à condenação sem prova e sem crime do ex-presidente Lula, o outro braço ilegal da eleição de Bolsonaro.
Além deles, Hermínio Sacchetta (in memoriam), ícone das antigas redações e de gerações inteiras de jornalistas brasileiros, será homenageado.

Leia mais sobre o Prêmio clicando aqui.

Patrícia já havia sido premiada este ano. Em julho, o Committee to Protect Journalists escolheu a jornalista como uma das vencedoras do International Press Freedom Awards 2019 pela mesma série de reportagens sobre a campanha de Bolsonaro, que fez com que a jornalista recebesse uma série de ameaças.


Glenn Greenwald havia recebido antes, entre outros, o Pulitzer, principal honraria mundial de jornalismo, pela série de reportagens sobre Edward Snowden.






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Jornalista da trumpista Fox critica Bolsonaro e defende Glenn Greenwald

Tucker Carlson


¨Tenho acompanhado com bastante preocupação as ameaças do governo brasileiro a Glenn Greenwald"


O jornalista e apresentador da Fox News, TV da direita dos Estados Unidos, Tucker Carlson, um dos mais conhecidos do país, saiu em defesa da liberdade de imprensa e de Glenn Greenwald, do The Intercept, de quem ele diz discordar politicamente mas respeitar como profissional.

Carlson criticou a perseguição política que o governo Bolsonaro move contra Glenn e as ameaças de prisão e expulsão do país contra ele, feitas pelo governo (eleito mediante fraude) Bolsonaro. Confira.





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Chico em evento de apoio a Glenn critica Moro: ''Homem que faz a diferença'... Hoje a gente sabe o tipo de diferença que ele andou fazendo nas sombras'


Chico Buarque na ABI

Chico destacou a importância das revelações do Intercept e da liberdade de imprensa


Em evento ontem à noite na Associação Brasileira de Imprensa, com o auditório lotado e uma multidão nas ruas em volta do prédio, várias pessoas se pronunciaram em favor da liberdade de imprensa e contra as agressões e ameaças do governo Bolsonaro. Entre elas, Chico Buarque:






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Em duro editorial, Folha alerta Bolsonaro: 'Recente espiral de infâmias não poderá se perpetuar sem consequências'

Bolsonaro boca de esgoto

Repulsa a atitudes de Bolsonaro se espalha pelo país


A Folha publica em sua edição de hoje um duro editorial contra as recentes atitudes do presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro.

Vindo de um jornal que manteve uma postura de equidistância nas eleições, quando a ameaça de um governo como o que estamos tendo já era mais do que evidente, o alerta da Folha a Bolsonaro mostra o grau de insatisfação com as atitudes do presidente, que já chegou à repulsa em grande parte da população.
O que a Folha pensa: Espiral de infâmias

Numa escalada sem precedentes de insultos às normas de convívio democrático, aos fatos históricos, às evidências científicas e aos direitos humanos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) aguçou nos últimos dias as tensões e incertezas em torno de sua administração.

Se no início de mandato declarações e medidas estapafúrdias ainda podiam, com boa vontade, ser vistas como tentativa de satisfazer o eleitorado mais fiel e ideológico, o que se verifica agora é um padrão de atitudes que ofendem o Estado de Direito, reforçam preconceitos e aprofundam as divisões políticas.

Além de expor o despreparo do chefe do Executivo para desempenhar suas funções num quadro de coexistência com as diferenças, a insistência na agressão e na boçalidade revela uma personalidade sombria que parece se reconhecer, com júbilo, nas trevas dos porões da ditadura militar.

As insinuações sórdidas acerca do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz —morto, segundo as investigações, sob a guarda do poder autoritário—, são um exemplo da pequenez e da leviandade a que pode chegar o presidente.

Não espanta, aliás, que tenha classificado como “balela” documentos oficiais sobre abusos cometidos pelo regime. Já eram, afinal, conhecidos seus elogios ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, bem como suas simpatias pelas violações praticadas no submundo dos órgãos de repressão.

Enganou-se, infelizmente, quem esperou que a condição de presidente da República levaria o ex-deputado nanico a moderar o discurso e buscar alguma conciliação.

Pelo contrário, são os traços intolerantes e obscurantistas do mandatário que saltam aos olhos nos ataques e afirmações falsas dirigidos aos jornalistas Miriam Leitão e Glenn Greenwald, nas imposturas acerca do desmatamento da Amazônia, nas ameaças de censura ao cinema, no tratamento injurioso aos nordestinos e no desdém pelo massacre de presos no Pará.

Talvez transtornado com as críticas à indicação vexatória de um filho à embaixada em Washington, ou com as investigações que envolvem outro, Bolsonaro aprofunda a estratégia populista e acentua a retórica de confrontação.

Com índices de aprovação aquém dos obtidos por seus antecessores em igual período do mandato, o presidente desperta crescente apreensão quanto a seu desempenho nos anos vindouros.

Para alguns analistas, os destemperos verbais já começam a fornecer munição para um eventual enquadramento em crime de responsabilidade, por procedimentos incompatíveis com a dignidade, a honra e o decoro do cargo.

Não se vê nenhum movimento nesse sentido, e a perspectiva de reforma da Previdência dá fôlego ao governo. Entretanto a recente espiral de infâmias não poderá se perpetuar sem consequências.





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