Mostrando postagens com marcador Simão Bacamarte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Simão Bacamarte. Mostrar todas as postagens

Quem diz que Gilmar Mendes é desonesto o conhece bem: é sócio dele no IDP, coautor de dois de seus livros e professor na graduação e na pós

Inocêncio Mártires Coelho (esse é o nome do acusador de Mendes) também foi Procurador-Geral da República, entre os anos de 1981 e 1985.

O professor Inocêncio Mártires Coelho é membro fundador e presidente do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), onde também é professor de Direito Constitucional, lecionando as disciplinas Filosofia do Direito e Teoria da Constituição e Hermenêutica Constitucional. É doutor em Direito pela Universidade de Brasília com a tese A contribuição de Luís Recaséns Siches à Filosofia do Direito (1969). É professor titular aposentado da Universidade de Brasília. É subprocurador-geral da República aposentado, já tendo exercido o cargo de procurador-geral da República. Escreveu os livros Interpretação Constitucional, Hermenêutica Constitucional e Direitos Fundamentais e Curso de Direito Constitucional, os dois últimos em parceria com Gilmar Ferreira Mendes e Paulo Gustavo Gonet Branco. [Fonte]

E do que o sócio, não apenas no IDP mas também em dois livros, e professor acusa Gilmar Mendes, em reportagem que mereceu capa da revista CartaCapital desta semana (íntegra nas bancas)?

Resumidamente, sonegação e desfalque. Não é pouca coisa para o Simão Bacamarte do STF.

Em acusação formalizada na Justiça em 12 de agosto de 2010 – e que passou a tramitar em segredo de Justiça em abril de 2011 –, Inocêncio demonstra que Gilmar fez retiradas ilegais e desfalcou o caixa do IDP, sonegou impostos e exigiu “‘pedágio dos outros sócios para servir, como ministro do STF, de ‘garoto propaganda’ da instituição educacional. Tudo ao arrepio da Lei Orgânica da Magistratura, que veda aos juízes o exercício de outra atividade a não ser a de professor”.

A revista [CartaCapital], que registra cópias de trechos do processo e de uma auditoria nas contas do IDP, destaca textualmente as acusações de Inocêncio. “‘Nalgumas (sic) vezes, quando alegava estar precisando de dinheiro para custear festas familiares cujas despesas excediam as forças do seu erário particular, o sócio Gilmar Mendes fazia retiradas mais significativas, na expectativa de acertos futuros, que, efetivamente, jamais ocorreram’. Em outras palavras, o ministro é acusado de dar desfalques na sociedade”, diz a revista, acrescentando que o ex-procurador-geral também acusa Gilmar Mendes de montar um esquema de cobrança de comissões sobre patrocínios e eventos fechados com o IDP.

Foi feita uma auditoria no IDP:

“De acordo com a auditoria, o que de mais grave ocorria eram as ‘remunerações extras’, eufemismo usado pelos auditores para as retiradas ilegais, conforme denunciou Coelho. [...] o valor pago como ‘remuneração bruta’ chegava a 14% da folha do instituto, e era feita ‘por fora’, ou seja, de forma criminosa, por meio da sonegação de impostos” [Fonte].

Há ainda outra acusação contra Gilmar Mendes, a de ter utilizado como funcionária do IDP uma pessoa contratada por ele no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "Ou seja, o ministro usou uma servidora pública contratada por ele, quando presidente do CNJ, para tocar um trabalho paralelo em sua empresa privada". Além disso, a funcionária, Ana Carolina Chaer, "é sobrinha de Márcio Chaer, diretor do site Consultor Jurídico e amigo íntimo do magistrado”.

O processo corre em segredo de justiça e o advogado de Gilmar Mendes é Sérgio Bermudes, que emprega em seu escritório de Brasília a esposa do ministro, Guiomar Mendes.

Justiça manda tirar nome Sarney de placas. E a avenida Gilmar Mendes?

Com justeza, e obedecendo ao princípio constitucional da impessoalidade, que proíbe nomes de políticos e funcionários em logradouros públicos, a Justiça determinou que fossem retiradas as placas e renomeadas todas as ruas, praças, hospitais, maternidades (menos cemitérios, porque nenhum ainda aceitou tal homenagem) dos Sarney no Maranhão.

Mas, e o ministro Gilmar, que é nome de avenida em sua cidade natal, Diamantino? Ninguém vai chamá-lo às falas para acabar com tal “ilicitude”? Ou o Simão Bacamarte do Judiciário é quem determina o que é a Lei e a quem Ela pode ou não ser aplicada?

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail

imagem RSSimagem e-mail

Gilmar Mendes determina que corruptos voltem ao cargo ‘com urgência’

O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, o Simão Bacamarte do Judiciário, determinou que oito deputados de Alagoas voltassem a ocupar seus cargos, de onde foram afastados por corrupção.

Não uma corrupçãozinha qualquer, com provas fajutas, mas uma corrupção com provas abundantes, acoxantes, apeitantes; em suma, aviltantes.

A coisa chegou ao ponto de um dos envolvidos no esquema à época (e que não está entre os oito do Gilmar) ter reclamado porque haviam descontado o INSS do valor relativo a ele, “dinheiro de roubo, de corrupção” – como afirma em gravação interceptada pela PF, e que reproduzo a seguir.

O Albuquerque a que ele se refere era presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Antônio Albuquerque (na época, do DEM), e é um dos oito que Gilmar Mendes quer de volta à Assembleia Legislativa de Alagoas.

Ouça o depoimento descarado do ex-deputado Gilberto Gonçalves:

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail

imagem RSSimagem e-mail

Todo o poder a Gilmar Bacamarte na Casa Verde

Li em algum lugar que estaria sendo levantada a hipótese de o ministro Gilmar Mendes poder votar duas vezes, em caso de empate numa decisão do STF. Funcionaria assim: são onze os ministros. Vamos que um não vá votar por algum motivo. Se o resultado final der cinco a cinco, Gilmar Mendes teria direito de votar novamente para desempatar.

É como já falei aqui, de descalabro em descalabro, ele está se transformando no Simão Bacamarte do STF. E já que é assim, por que não simplificar e deixar logo tudo nas mãos dele?

Habeas corpus para Dantas? Gilmar decide: concedido. Posse de terra para o MST? Gilmar decide: mande a polícia tirá-los de lá. Pergunta de jornalista? Gilmar ameaça: tome cuidado com esse tipo de perguntas.

Depois é só pintar o STF de verde para ficar igual à Casa Verde de Itaguaí de Machado de Assis, e a gente passa a encarar o STF como peça de ficção, como aqueles discursos diários do senador Mão Santa.

Toda vez que ligo na TV Senado o Mão Santa está falando. Tem mais tempo no ar do que qualquer pastor desses que compram (ilegalmente, já que é uma concessão pública) horários nas redes de aluguel.

Mas, o que tanto fala o Mão Santa, se não lemos uma única linha a respeito de seus discursos?

Deveria acontecer o mesmo com Gilmar Bacamarte. Ele decidiria, imperial, e o país o ignoraria completamente, vida que segue, as questões jurídicas resolvidas nas instâncias inferiores, já que o STF Bacamartou de vez.

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail

imagem RSSimagem e-mail

Gilmar Bacamarte Mendes, O Alienista na presidência do STF

Eu já havia levantado aqui minha suspeita, mas assistindo à íntegra da sabatina do ministro Gilmar Mendes na Folha, não tenho mais dúvidas: ele é o Simão Bacamarte à frente do STF.

Assim como o personagem do divertidíssimo conto de Machado de Assis, O Alienista, o presidente do Supremo se acha imbuído de uma missão científica. Ambos se julgam porta-vozes da verdade e do conhecimento científico, diante do caos mental (Simão) e jurídico (Mendes).

No conto, Simão Bacamarte funda a Casa Verde e tranca ali todos os que considera loucos na cidade, para estudá-los. Encontra tantos, que percebe que há mais gente dentro da Casa Verde que fora. Inverte então os critérios e passa a trancafiar os que são sinceros, os modestos etc.

Estando os loucos divididos por classes, segundo a perfeição moral que em cada um deles excedia às outras, Simão Bacamarte cuidou em atacar de frente a qualidade predominante. Suponhamos um modesto. Ele aplicava a medicação que pudesse incutir‑lhe o sentimento oposto.

(...)No fim de cinco meses e meio estava vazia a Casa Verde; todos curados!

Foi aí que:

Simão Bacamarte achou em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral; pareceu‑lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto. (...) [Trancou-se então na Casa Verde], entregou‑se ao estudo e à cura de si mesmo.

O que a Casa Verde e Amarela reserva ao ministro Gilmar Bacamarte?

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail

imagem RSSimagem e-mail

Uma solução Simão Bacamarte para o Pará

Segundo o G1:

O delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, afirmou em depoimento à Comissão de Direitos Humanos no Senado nesta terça-feira (27) que a adolescente presa com 20 homens em uma cela no município de Abaetetuba (PA) “certamente tem alguma debilidade mental porque em nenhum momento informou ser menor de idade”.

Depois dessa, a governadora petista do Pará, Ana Júlia, só tem uma saída: usar a solução do personagem Simão Bacamarte, de O Alienista, de Machado de Assis. Tem que soltar todas as mulheres presas e trancafiar no xadrez todos os delegados. A começar por esse delegado-geral, que ainda acusa de debilidade mental uma menor que vem sendo violentada (nos sentidos amplo e restrito) há tempos no Pará.

Algema neles, governadora. E bote as meninas na escola.

Clique aqui para ir ao Player de Vídeos do Blog do Mello

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail