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Como JN e Moro induziram Gilmar Mendes a erro contra Lula e Dilma

Ontem o juiz Sergio Moro se tornou réu numa ação de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. Mas os desentendimentos entre Moro e Mendes não são de agora nem recentes ou poucos. Talvez tudo tenha se originado em março de 2016, com uma ilegalidade cometida por Moro  e sua repercussão no Jornal Nacional. 

A ilegalidade de Moro e sua amplificação em horário nobre no telejornal de maior audiência do país induziram o ministro Gilmar Mendes a cometer um erro que ele reluta em chamar de erro — o que seria demais para seu ego —, mas o faz de outras formas, como nessas declarações retiradas de uma reportagem da Folha de 9 de setembro de 2019:

"Hoje temos uma visão mais completa do que estava se passando. Mas as informações disponíveis na época permitiam concluir que havia um viés de fraude na nomeação, um desvio de finalidade, e foi esse o sentido da decisão. Seria preciso ter todas as informações disponíveis e analisá-las em seu devido contexto, mas é muito estranho que somente um pedaço do fato e não sua inteireza tenha sido divulgado à época." [Folha]

 

O erro que Gilmar evita falar o nome

 

Em 17 de março de 2016, Gilmar Mendes suspendeu em caráter liminar a posse de Lula como ministro de Dilma. 

A decisão do ministro foi tomada no calor da reportagem publicada no dia anterior no Jornal Nacional com os grampos e trechos vazados da investigação da república de Curitiba, com o procurador de deus Deltan Dallagnol à frente, que, segundo afirmavam, mostrava que Lula estaria tentando atrapalhar as investigações.

Mais, pelo encadeamento dos áudios e textos, a conclusão a que se chegava era de que a nomeação de Lula como ministro tinha o objetivo de lhe dar prerrogativa de foro com o status de ministro e tirá-lo das garras de Sergio Moro.

Ouvidos sem o calor e a onda antiLula e em favor da Lava Jato e do "herói" Sergio Moro daquela época, os áudios não mostram nenhuma tentativa de atrapalhar ou barrar as investigações, apenas protesto e indignação de Lula.

Fato é que a decisão do ministro Gilmar Mendes pode ter custado o impeachment de Dilma, segundo análise do homem que se beneficiou com o golpe, o golpista Michel Temer, numa entrevista ao Roda Viva:

E com o impeachment de Dilma tudo de ruim que veio em seguida: o governo destruidor de Temer, a prisão de Lula, a proibição de sua candidatura, a eleição do pior presidente da história.


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O que o JN mostra e o que esconde sobre prevenção de enchentes no RS

Ontem, o Jornal Nacional exibiu uma reportagem falando que muitos dos problemas causados pelas chuvas agora no Rio Grande do Sul poderiam ter sido evitados, caso um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de 2012 tivesse sido implementado em sua totalidade. Trecho:


Mais de dez anos atrás, o Rio Grande do Sul recebeu sinal verde para projetos que poderiam ter reduzido o impacto dessas enchentes. Mas eles nunca ficaram prontos. Os projetos do governo estadual tinham o objetivo de evitar enxurradas e alagamentos na Grande Porto Alegre, uma das áreas mais afetadas pela cheia atualmente. Eles foram incluídos no PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. em dezembro de 2012. Isso significa que tiveram aprovação do governo federal para receber recursos, mas ficaram parados ou mal andaram. A construção de 40 quilômetros de diques e casas de bombas para conter as cheias do Rio Gravataí e do Arroio Feijó nem começou. O projeto foi aprovado com valor de R$ 226 milhões. 


O que a reportagem do Jornal Nacional disse é realmente lamentável. Projeto pronto, verbas reservadas e nada foi feito de 2012 para cá.

Mas o que o Jornal Nacional não disse também deve ser revelado.

Primeiro: Esse PAC foi desenhado no governo da presidenta Dilma com o governador petista Tarso Genro no comando do Rio Grande do Sul.

De lá para cá, Tarso Genro não conseguiu se reeleger em 2014 (com motivos que vamos apontar mais adiante), vindo a seguir um medebista, Ivo Sartori, até 2018, e Eduardo Leite, de janeiro de 2019 até agora, já que foi reeleito.

Então estão aí em parte os culpados por nada daquele projeto ter ido adiante.

Mas não é só isso.

Em 2012, com Dilma na presidência, o Brasil vivia uma lua de mel com o PT. Desde os governos do presidente Lula, que entregou a faixa a Dilma com a maior aprovação da história.

Dilma não ficava atrás. Em seu governo tivemos a menor taxa de juros e o menor índice de desemprego da história. O Brasil parecia fadado a ser feliz.

Mas o mercado e os Estados Unidos não estavam muito contentes com os rumos que o país tomava, associando-se ao BRICS, apoiando o Mercosul, com um governo que seria muito à esquerda para o gosto do capitalismo neoliberal mundial.

Em março de 2013, a presidenta Dilma chegou ao auge de aprovação de sua imagem pessoal. Pesquisas lhe davam 79%.

Vieram as jornadas de junho, com muitas reivindicações justas e válidas ainda hoje, que foram instrumentalizadas pela direita e insufladas pela mídia, Rede Globo à frente. 

Especialmente quando, em setembro de 2013, Dilma assinou a Lei que direcionava 75% dos royalties do petróleo para a Educação e 25% para a Saúde.

Estimava-se à época um volume de "U$S 112 bilhões apenas em royalties nos próximos dez anos e que somente o Campo de Libra gerará recursos de U$S 368 bilhões nos próximos 35 anos" [O Globo].

Mas para o neoliberalismo mundial era demais. Às jornadas de junho somaram-se às manifestações pregando que não houvesse a Copa de 2014, "Não vai ter Copa", "Escola padrão Fifa", etc.

A aprovação da presidenta Dilma caiu quase 30 pontos em três meses.

Mercado, EUA e mídia pareciam satisfeitos com a queda, que abria a possibilidade de uma candidatura tucana (que veio a ser Aécio Neves)  vencer as eleições presidenciais de 2014.

Para ajudar o trabalho, em março de 2014 começou oficialmente a Operação Lava Jato. E em junho vem à tona o famoso caso do triplex do Guarujá, a partir de uma reportagem do jornal O Globo de março de 2010.

O Jornal Nacional, que ontem lamentava o PAC de prevenção às enchentes não ter ido adiante, batia diariamente contra a "corrupção do PT" e funcionava de house organ da Lava Jato, construindo a imagem do "herói" Moro e dos "corruptos" Lula e governo Dilma.

Nem assim foi suficiente. Dilma derrotou Aécio por estreita margem e se reelegeu.

Não podiam mais suportar quatro anos do PT. O foco passou a ser o impeachment de Dilma.

2015 foi ano de manifestações gigantescas, cobertas por emissoras da Globo ao vivo, chamando o povo para as ruas para derrubar o governo.

O que finalmente aconteceu em 2016.

Depois, ainda arrumaram a prisão de Lula para que ele não concorresse em 2018.

De lá para cá, vieram Temer e Bolsonaro e o desmonte de todo o estado de bem-estar social, o pré sal foi passado adiante, vieram as privatizações, as perdas de direitos dos trabalhadores, o fim da destinação dos royalties para Educação e Saúde.

Agora, o JN lamenta que as obras daquele PAC não tenham sido feitas, mas escondem que parte disso se deve ao trabalho do JN. Não é só culpa dos políticos inoperantes, como quer dar a entender.

Quando pedirão desculpas ao povo brasileiro por terem ajudado a derrubar um governo legitimamente eleito?

Imagine os US$ 480 bilhões de dólares estimados investidos obrigatoriamente 75% em Educação e 25% em Saúde, como o Brasil estaria hoje? 

Parte da responsabilidade de não estar assim se deve à mídia corporativa, em especial a Globo e o Jornal Nacional.


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Ciro radicaliza ataques a Lula na esperança de renúncia ou impeachment de Bolsonaro

Em 2018, logo após a confirmação da vitória (por todos os motivos ilegal) de Bolsonaro, escrevi aqui no Blog sobre Ciro

Segundo O Globo, Ciro 12% Gomes defendeu Bolsonaro em uma palestra a especuladores da XP Investimentos, dizendo que ele não representa risco para a democracia. E voltou a atacar o PT, que praticaria uma "oposição raivosa".

É dura a realidade enfrentada pelo ex-governador do Ceará. A começar por isso, ser até hoje chamado de ex-governador do Ceará, cargo que ocupou há 24 anos. De lá pra cá, já tentou ser presidente três vezes, nunca conseguindo sair do patamar dos 12%.

Este ano aconteceu novamente e Ciro, lá em Paris, enquanto aguardava o desfecho das eleições em segundo turno aqui para ver para onde soprariam os ventos, chegou à conclusão de que o PT ainda tem pelo menos 30% dos votos dos brasileiros. Logo, ele só tem chance de chegar ao segundo turno se for o candidato em oposição ao PT, pela direita.

Por isso os ataques, que vão prosseguir e aumentar com o passar do tempo. "É a política, estúpido".
Era previsível e Ciro vem se comportando de acordo com o script, pesando cada vez mais a mão nos ataques a Lula porque, infelizmente para ele, Bolsonaro, embora faça um governo catastrófico, não desidratou e mantém quase um terço do eleitorado.

Só resta a Ciro uma única esperança: que Bolsonaro renuncie para disputar outro cargo ou seja impichado ou tornado inelegível por alguma condenação relâmpago. Assim ele espera herdar os votos bolsonaristas no enfrentamento a Lula.

Se isso não acontecer até as vésperas das eleições, Ciro deve voltar a acenar à esquerda, agora dizendo o oposto do que disse em 2018, que Bolsonaro representa, sim, um risco para a democracia, e assim vai liberar seus simpatizantes para votarem em Lula.

Vai, sem a dignidade e firmeza política que teve Brizola, mas usando expressão do grande líder, engolir o sapo barbudo.

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Confissão de Barroso de que impeachment de Dilma foi político não é motivo para anular o golpe?


O ministro Luis Barroso fez, segundo a jornalista Mônica Bergamo, uma confissão de que não teve base jurídica, mas apenas política, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A cândida afirmação do ministro do STF não é motivo para que o golpe de 2016 seja anulado? 
 
Será Barroso o único que pensa assim?

Que haja uma provocação por quem de direito, o próprio PT deveria se empenhar nisso, e o tema venha a ser colocado em pauta para uma revisão de todo o processo. 
 
Seria pelo menos divertida uma sessão do STF com a avaliação de cada um dos restantes dez membros, já que Barroso expôs a sua, sobre o impeachment de Dilma. 

Quem sabe se, como no caso das condenações fajutas de Lula, a Justiça venha a ser restabelecida.
 
Ao menos para que fique registrado na História que o que houve em 2016 foi um golpe de Estado, com o Supremo, com tudo.
 
E que esse golpe foi o estopim para a destruição do país que sentimos agora. Registre-se que destruído por um homem que já deveria ter sido preso lá atrás (e não promovido e aposentado), quando ameaçou explodir quartéis, em sua época de tenente.
 




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7 de setembro não acabou. Bolsonaro chamou apoiadores às ruas e agora eles não querem voltar pra casa sem golpe


Bolsonaro está numa sinuca de bico. E quem o colocou nessa posição foi ele mesmo, quando convocou seus apoiadores a irem a Brasília enquadrar o STF.
 
O cantor Sergio Reis e um suposto líder caminhoneiro (não reconhecido pela classe) deram declarações de que chegariam a Brasília e de lá só sairiam quando depusessem os 11 ministros do STF.
 
Só que o 7 de setembro chegou e não aconteceu nada. O STF continua lá com seus ministros. Pior: com o sempre melífluo Fux engrossando a voz e ameaçando Bolsonaro com crime de responsabilidade, caso insista na bravata.
 
No entanto, para a multidão fanatizada por Bolsonaro o 7 de setembro não acabou. Muitos deles saíram de suas casas, vindo de lugares distantes, abandonaram suas famílias, na expectativa de que seu líder varresse o STF e os "comunistas" que o "impedem de governar". [veja um vídeo ao final sobre isso].
 
Além de permanecerem na Esplanada dos ministérios em confronto com a polícia que os quer desalojar, caminhoneiros resolveram bloquear estradas pelo país. Segundo boletim do ministério da Infraestrutura, há barreiras em estradas federais de 15 estados.
 
Covarde, Bolsonaro não deu as caras. Mandou um áudio em que pedia por favor para que desbloqueassem as estradas para não prejudicar o abastecimento do Brasil.
 
Mas seus apoiadores não aceitam recuar. Não aceitam, inclusive, que o áudio seja de Bolsonaro. 
 
O presidente está nessa sinuca: se vier a público e pedir para os caminhoneiros e manifestantes da Esplanada que voltem a suas casas, será visto como traidor e frouxo como aliás já está sendo tratado em grupos bolsonaristas no Telegram. Confira:

Se, ao contrário, endossar os movimentos, estará configurado o crime de responsabilidade que levará a seu impeachment.
 
Preso à própria teia, Bolsonaro vai ter que tomar uma decisão. No jogo do perde-perde, ele irá radicalizar e ser destituído como mito para seus apoiadores? Ou vai se acovardar e os mandar para casa sem nada, desfazendo assim o mito e traindo seus apoiadores radicais?
 
Veja o depoimento deste bolsonarista totalmente desnorteado.







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Resposta institucional ao 7 de setembro é que vai dizer se Bolsonaro ganhou ou perdeu nas manifestações de ontem

Que elas não foram o que Bolsonaro esperava todo mundo sabe. Para quem sonhava com dois milhões na avenida Paulista ontem, teve tempo de preparo e muito dinheiro na organização e comunicação, juntar em torno de 150 mil pessoas é uma mixaria.
 
Mas eles foram barulhentos. E foram muitos. Ainda mais se levarmos em conta que o presidente é um inepto, que temos quase 600 mil mortos por COVID, que as vacinas andam trôpegas, que há 15 milhões de desempregados, 60% da população em situação de insegurança alimentar e em torno de 40 milhões na pobreza, com fome. É muita gente apoiando uma situação dessas.
 
Apenas a reação das instituições à subida de tom de Bolsonaro dará a medida do que foram as manifestações de ontem. Caso não seja aberto um processo de impeachment contra Bolsonaro, ele venceu e vai continuar subindo o tom até alcançar seu objetivo: o golpe que lhe dará os poderes de um ditador.
 
Notas de repúdio, declarações de que Bolsonaro passou dos limites etc. não resolvem o problema nem mudam a situação do país.
 
A decisão do presidente do Senado Rodrigo Pacheco de suspender as sessões da semana, inclusive a CPI, sinalizam aparente vitória de Bolsonaro.
 
Alguém aí está aguardando algo além de um ai, ai, ai do presidente do STF Luis Fux no pronunciamento prometido para hoje?
 
Presidentes de grandes partidos da direita e de centro deram declarações em favor da possibilidade de um impeachment. Levarão adiante?
 
Aí está a chave para entender se Bolsonaro ganhou ou perdeu com as manifestações de ontem.





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Bolsonaro sobe o tom e desafia STF: 'Sai Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha!". O que mais falta para o impeachment?


Decepcionado com o tamanho das manifestações de hoje, que ele apostava que seriam gigantescas (e para isso colocou muito dinheiro através de seus apoiadores), o presidente Jair Bolsonaro subiu mais um degrau em direção ao cadafalso e fez duro discurso em ataque ao STF e, em especial, ao ministro Alexandre de Moraes. 
"Nós devemos sim, porque eu falo em nome de vocês, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade. Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou", afirmou Bolsonaro, que ainda desafiou quem o investiga: "[quero] Dizer aos canalhas que eu nunca serei preso".

"Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade."

"Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir. Tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha, deixa de oprimir o povo brasileiro." [Folha]


Nem o PGR Aras nem o presidente da Câmara Arthur Lira podem tapar o sol com a peneira diante de um crime claro de Bolsonaro, ao pregar desobediência a ordens do Supremo e a renúncia de um de seus ministros.

O discurso na Paulista é em razão (se é que se pode usar a palavra ao se referir a ele) da frustração de Bolsonaro, que havia afirmado na quinta, dia 2, que haveria dois milhões de pessoas na manifestação em São Paulo, quando a PM contabilizou 1/16 disso: 125 mil.

Mais do que demonstração de força, a ação de Bolsonaro na convocação às ruas de seus apoiadores mostrou o desespero de quem sabe que não se reelege e vai preso com os filhos.

Os ataques ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes agora são sua última cartada: quer o processo de impeachment para ver se consegue provocar uma insurreição popular.






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Bolsonaro e seus generais ameaçam transformar o Brasil num Afeganistão, com a cumplicidade de Lira e Aras

Todos os dias o Brasil é bombardeado por ameaças de golpe vindas de Bolsonaro ou de um de seus generais. Ora Braga Neto, até o reaparecido Heleno, que parece ter novo ânimo após o terremoto no Haiti, que deve lembrá-lo de sua passagem devastadora por lá, de funesta lembrança para o povo haitiano. 
 
Quando não são os generais, são apoiadores, como o cantor Sergio Reis, pseudo líder de uma mobilização que acabaria com o STF na semana do 7 de setembro.

O que pretendem não é nada diferente do Afeganistão dos talibãs: uma ditadura religiosa, miliciana, misógina e violenta. 
 
Tudo isso com o beneplácito do PGR Aras e do presidente da Câmara Arthur Lira. O primeiro por não ver crime algum nas palavras e atitudes de Bolsonaro e de seus generais. O segundo por não admitir e colocar em votação um dos mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro.
 
Ah, mas Mello, não tem voto na Câmara pro impeachment. Pois quero ver o Lira aceitar um pedido que seja. Vamos ver se o Brasil não vai em peso para as ruas, porque o país não aguenta mais as quase 600 mil mortes, o desemprego, a miséria, e isso seria uma saída. 
 
Quero ver os deputados não atenderem à "pressão das bases"... Ano que vem tem eleição.

Parafraseando o Haiti de Caetano. "O Afeganistão é aqui / O Afeganistão não é aqui". Ou não?






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Mourão tem reunião fora da agenda com Barroso e deixa Bolsonaro louco. É o fator Temer

O vice-presidente general Mourão e o atual presidente do TSE e ministro do STF Luis Barroso tiveram um encontro fora das agendas de ambos na última terça-feira na casa de Barroso e a pedido dele.
 
A informação caiu como uma bomba na cabeça do paranoico Bolsonaro, que sentiu o temor do efeito Temer, que se encontrava com opositores de Dilma conspirando para seu impeachment.
 
O encontro ocorreu na mesma manhã do vexame mundial que foi a "exibição de força" de carros de combate da Marinha, que mostrou o lamentável estado até de manutenção dos blindados, que mais pareciam antigos carros do fumacê a pulverizar fumaça para matar insetos. 
 
Abalado com o vexame do desfile blindado e com a posterior derrota da emenda dos votos impressos na Câmara, mesmo com um pacote de R$1 bilhão em emendas secretas para comprar deputados, Bolsonaro teve um surto ao saber do encontro.
 
Como suas relações com Mourão nunca foram boas e não há nada que ele possa fazer contra o vice, Bolsonaro partiu para o ataque contra Barroso e, de quebra, o ministro Alexandre de Moraes, que já mandou investigá-lo três vezes nos últimos tempos. 
 
Bolsonaro disse que vai acionar o Senado na semana que vem contra os dois por supostamente invadirem competência dos outros Poderes da República.
 
Apavorado com a possibilidade até da prisão de seu filho Carlos  Bolsonaro, que não tem imunidade parlamentar, por participação no gabinete de ódio e divulgação de fake news, Bolsonaro ataca. Mas, quanto mais ele se move, mais se assemelha àqueles insetos presos em teias de aranhas, que quanto mais se debatem mais presos ficam.
 
Se o pedido de Bolsonaro ao Senado pode, em tese, levar ao impeachment dos ministros Barroso e Alexandre, também pode, num contragolpe, levar ao impeachment do próprio Bolsonaro. Ou ao menos a uma reação corporativa que leve à prisão o filho Carluxo.

Esta é a lama em que atiraram o país após o impeachment de uma presidenta honesta, derrubada sem crime. O horror fabricado contra o PT acabou nos trazendo ao horror mesmo, dos quase 600 mil mortos, 15 milhões de desempregados, 25 milhões de brasileiros na miséria e de um presidente que expõe o país ao ridículo aos olhos do mundo.
 





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Senadores da CPI vão ao STF com notícia-crime contra Bolsonaro, que pode perder mandato. Leia a íntegra da notícia-crime


Os senadores Randolfe Rodrigues, Fabiano Contarato e Jorge Kajuru entraram nesta segunda-feira no STF com uma notícia-crime por prevaricação contra o presidente Jair Bolsonaro. A ministra Rosa Weber será a relatora do caso no Supremo.
 
Se a ministra aceitar o pedido, a Procuradoria Geral da República será obrigada a oferecer denúncia contra Bolsonaro. 
 
Os senadores querem que o STF intime o presidente para responder, em 48 horas, se foi comunicado das denúncias feitas pelos irmãos Miranda,  a respeito da suspeita de corrupção na compra da vacina Covaxin, se chegou a apontar o líder do governo na Câmara e deputado, Ricardo Barros (PP-PR), como provável responsável, e também se em algum momento adotou medidas para investigação das suspeitas. Querem também que a Polícia Federal tenha 48 horas para dizer se houve abertura de inquérito no caso.
 
A denúncia é de que Bolsonaro possa ter cometido o crime de prevaricação, artigo 319 do CP:

Código Penal - Decreto-Lei nº  2.848, de 7 de dezembro de 1940.

 Prevaricação

        Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:

        Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

        Art. 319-A.  Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007).

        Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

No caso maior de interesse do Brasil e dos brasileiros, antes da pena de detenção está o impeachment de Bolsonaro, pois prevaricação é um dos motivos que podem levar ao impeachment.
 
Aqui, o trecho final da notícia-crime:
a) a admissão da presente notícia-crime, com a consequente intimação da Procuradoria-Geral da República para promover o oferecimento da denúncia contra o Presidente da República pela prática do crime de prevaricação, previsto no art. 319 do CP, sem prejuízo de outros tipos penais porventura aderentes ao quadro fático a ser mais bem delineado nas apurações preambulares realizadas pela PGR com o auxílio das autoridades policiais competentes;
b) a intimação do Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, para que responda, em 48 (quarenta e oito) horas, se foi comunicado das denúncias, se apontou o Dep. Ricardo Barros como provável responsável pelo ilícito, bem como se e em que momento adotou as medidas cabíveis para a apuração das denúncias; e
c) a intimação da Polícia Federal para que informe, em 48 (quarenta e oito) horas, se houve a abertura de inquérito para apurar as denúncias sobre a aquisição da vacina Covaxin, discriminando quando e por quem foi aberto o eventual inquérito, bem como seu respectivo escopo.
Clique aqui para ler a íntegra da notícia-crime.





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Na CPI, deputado confirma que Bolsonaro soube da irregularidade e nada fez porque esquema seria do líder do governo Ricardo Barros


Na CPI da COVID, o deputado Luis Miranda declarou que foi, junto com o irmão, que é funcionário do ministério da Saúde, ao Palácio do Planalto para um encontro com o presidente Bolsonaro. Nesse encontro, os irmãos teriam relatado a Bolsonaro as irregularidades que estavam em ação no ministério da Saúde. 
 
A reação de Bolsonaro teria sido a de afirmar que aquilo era esquema de um deputado.
 
Em principio, não se revelou quem era o tal deputado. Até que, em determinado momento, sob pressão, o deputado Luis Miranda não resistiu e declarou o nome do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, como sendo o nome revelado por Bolsonaro.
 
Barros foi quem botou a Precisa (intermediária da compra da Covaxin) no esquema. Foi também quem indicou a funcionária que assinou a papelada para um pagamento fora do contrato no valor de 25 milhões de dólares. Foi também quem indicou a Precisa a Flávio Bolsonaro, que conseguiu um empréstimo para a empresa no BNDES.
 
Barros já responde a inquérito por irregulariades relacionadas à empresa-mãe da Precisa, Global:

O MPF acusa Barros de ter beneficiado a empresa Global Gestão em Saúde quando foi ministro da Saúde, entre 2016 e 2018. A Global é sócia da Precisa, empresa que agora é alvo da CPI da Covid em razão das negociações para vender a vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech.

A ação foi apresentada em dezembro de 2018. Entre outros pontos, a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira entendeu que a pasta descumpriu decisões judiciais que determinavam o fornecimento de remédios a pacientes com doenças raras, demorou na aquisição de alguns itens, e ainda causou um prejuízo de R$ 19,9 milhões ao pagar antecipadamente à Global, que mesmo assim não foi capaz de entregar o encomendado. De acordo com o MPF, a empresa ofereceu o menor preço, mas não tinha os produtos para entregar. A solução seria chamar a segunda colocada, mas Barros teria insistido na Global e pressionado servidores do Ministério da Saúde para isso. [O Globo]

O deputado Luis Miranda, bolsonarista (ainda será?),  disse que sabe das pressões por que vai passar, mas resolveu contar tudo. Confira no vídeo, onde ele afirma que se decepcionou com Bolsonaro, porque o presidente sabia das irregularidades, sabia quais eram e quem era o mandante, mas nada fez.

Como venho afirmando desde o início do caso Covaxin aqui, vai ser necessário um contorcionismo de dar torcicolo em girafa para livrar Bolsonaro do impeachment.
 
O vídeo do deputado Luis Miranda confirmando o esquema para a senadora Simone Tebet:






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Bolsonaro chama Pazuello ao Palácio: Puxa essa carroça da Covaxin pra mim aí, talquei


Para se livrar da acusação de prevaricação, que pode lhe custar o mandato, Bolsonaro chamou o ex-ministro da Saúde general Pazuello ao Palácio na noite de quinta e tratou de mandar o recado. Que Pazuello vestisse a cangalha e preparasse o lombo, porque teria de assumir a missão de levar a culpa ou arrumar outro nome na linha de transmissão de comando, no caso de corrupção na compra da vacina Covaxin.
 
Como o deputado Luis Miranda e seu irmão, Luis Francisco, funcionário do ministério da Saúde, afirmam que entregaram a Bolsonaro pessoalmente a denúncia de corrupção na compra da vacina Covaxin, Bolsonaro tem que dizer que tomou uma atitude, ou então prevaricou, que é quando o funcionário público toma conhecimento de uma irregularidade e nada faz.
 
A saída de Bolsonaro é a de sempre: botar a culpa em alguém. No caso vai ser o general Pazuello, o Queiroz da vez. 
 
Como tudo aconteceu durante o período da passagem de bastão de Pazuello para Queiroga, o general deve jogar a cangalha nas costas de alguém e alegar que não sabe que providências foram tomadas porque saiu do ministério...
 
Talvez esteja aí a explicação do pedido de sigilo de 100 anos do processo em que o comandante do Exército não puniu Pazuello: ele sabe muito sobre a linha de transmissão da corrupção no ministério e essa envolve muitos militares que se acotovelam por lá até hoje.





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O que falta ao governo é explicar o papel de Bolsonaro nessa história enrolada da Covaxin. Se não fez nada, cometeu crime de prevaricação


De outra de nossas experientes jornalistas políticas, Helena Chagas, no Jornalistas pela Democracia.
Bolsonaro tem que se explicar

De todas as histórias mal-contadas do governo Bolsonaro, a cena montada ontem no Planalto pelo ministro Onyx Lorenzoni para tentar defender  Jair Bolsonaro  no caso das irregularidades apontadas na operação de compra da vacina Covaxin parece ter sido a pior. E olha que são muitas. Mas essa nos fez lembrar – nós, jornalistas de meia idade – da Operação Uruguai, montada na tentativa de explicar com empréstimo mandrake no exterior os rendimentos do então presidente Fernando Collor. Deu no que deu: impeachment.

Com versículos da bíblia e ameaças ao estilo mafioso aos irmãos Miranda, o deputado Luiz (DEM-DF) e o servidor do Ministério da Saúde Luiz Antônio, o ministro tentou encenar indignação. Mas não deve ter convencido nem a própria família. Agravou a situação ao trair o nervosismo, quase desespero, que tomou conta do Planalto.

Em vez de dizer que iria mandar investigar as denúncias – que, até segunda ordem, podem ou não ser verdadeiras – , o ministro jogou as instituições e orgãos de apuração sob o controle do Executivo contra os denunciantes… É um claro abuso de poder, que a CPI da Covid já apontou e resolveu também investigar. Agora pela manhã, o senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou requerimento convocando o próprio Onyx para depor.

Espetáculos à parte – já que a CPI também é especialista neles – , o que falta concretamente ao governo é explicar o papel de Bolsonaro nessa história enrolada. Independentemente de as denúncias envolvendo o favorecimento a empresas na compra da Covaxin virem ou não a ser comprovadas, o presidente tem que dizer se tomou alguma providência para sua apuração.

O Planalto começa a montar uma nova versão de que o presidente teria acionado seu então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello – aquele que nunca desmente o chefe. E o que ele fez? Ouviu a denúncia e ficou quieto? Ou acionou a PF ou o MP para investigar o caso? E o presidente, nunca mais perguntou nada? É simples assim: se não fez nada, cometeu crime de prevaricação.






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Esquema bilionário de corrupção no governo Bolsonaro pode finalmente levar a seu impeachment


O servidor do ministério da Saúde Luis Fernando Miranda e seu irmão, o deputado federal pelo DEM do DF Luis Mirandam denunciaram esquema bilionário de corrupção no Ministério da Saúde, sob gestão de Pazuello (será por isso que Exército pediu sigilo de 100 anos sobre o caso?), na compra da vacina Covaxin. 
 
A resposta do governo Bolsonaro não foi investigar o esquema denunciado, mas botar a Polícia Federal para investigar deputado e irmão e ainda mandar o Ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni ameaçá-los em rede nacional. Confira:


O deputado Luis Miranda confirmou que ele e o irmão irão à CPI da COVID, ou da Pandemia ou do Genocídio, neste sexta-feira,  onde confirmarão todo o esquema, que teria sido informado a Bolsonaro em março sem que, aparentemente, o presidente tenha tomado qualquer atitude para barrá-lo ou mesmo investigá-lo. 
 
Miranda afirmou que irá solicitar proteção para toda a família, diante das ameaças que diz estar sofrendo por denunciar o esquema bilionário de corrupção. Confira:



Se o deputado Luis Miranda e o irmão mantiverem as acusações amanhã na CPI, dificilmente Bolsonaro escapa de um processo de impeachment por corrupção, caso se prove que ele não só soube como se aproveitou do esquema, ou por prevaricação, por ter tomado conhecimento do esquema e nada ter feito para coibi-lo. 
 
É melhor Jair melhorando as instalações da Papuda que amanhã pode vir a seu seu destino por um bom tempo...





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Gambito de Lewandowski sobre Pazuello pode levar a xeque-mate em Bolsonaro na CPI


Quando os advogados de Pazuello, aconselhados pela AGU, solicitaram ao STF que o ex-ministro tivesse direito ao silêncio na CPI, não imaginavam a armadilha que prepararam para seu cliente e, por extensão, a seu antigo chefe, Bolsonaro.
 
O ministro Lewandowski deu um verdadeiro gambito em Pazuello em sua decisão.
 
A palavra gambito, usada no jogo de xadrez, ficou popularizada pela série Gambito da Rainha, de grande sucesso na Netflix. Acontece quando um jogado sacrifica uma peça para conseguir uma vantagem adiante.
 
Foi o que aconteceu com a decisão de Lewandowski. O ministro do STF deu a Pazuello:
"o direito ao silêncio, isto é, de não responder a perguntas que possam, por qualquer forma, incriminá-lo, sendo-lhe, contudo, vedado faltar com a verdade relativamente a todos os demais questionamentos não abrigados nesta cláusula. Por outro lado, no que concerne a indagações que não estejam diretamente relacionadas à sua pessoa, mas que envolvam fatos e condutas relativas a terceiros, não abrangidos pela proteção ora assentada, permanece a sua obrigação revelar, quanto a eles, tudo o que souber ou tiver ciência, podendo, no concernente a estes, ser instado a assumir o compromisso de dizer a verdade." 
Pazuello só tem direito ao silêncio naquilo que possa incriminá-lo - o que é praticamente uma confissão de culpa. Mas é obrigado ("tem a obrigação de revelar", na sentença) a responder sobre fatos imputados a outros "com o compromisso de dizer a verdade".
 
Traduzindo por outra expressão - esta muito mais antiga que a série: Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
 
Ao calar se incrimina. Ao dizer obrigatoriamente a verdade incrimina outros, especialmente Bolsonaro, o senhor da morte que fez de Pazuello seu general Cloroquina.
 
Como lá atrás, Pazuello deu declaração de que seguia ordens de Bolsonaro em suas decisões no ministério ("É simples assim: um manda e o outro obedece"), a decisão de Lewandowski pode gerar um xeque-mate na CPI: o impeachment de Bolsonaro por crimes de responsabilidade na condução da pandemia da COVID.



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Bolsonaro segue os passos de Collor. O próximo é o impeachment


Além de trazê-lo para perto de si - havia a informação de que pretendia até colocá-lo como novo chanceler - Bolsonaro parece seguir os passos (ou a sina) de outro presidente, Fernando Collor de Mello. 
 
Collor foi eleito como o Caçador de Marajás, o homem que acabaria com  corrupção no Brasil, que tiraria as amarras trabalhistas que atrapalhavam nossos empresários, modernizaria o Brasil, privatizaria tudo. 
 
Sua imagem vendida (com duplo sentido) era a de um antipolítico. Exatamente como Bolsonaro. O povo - e o Centrão - apenas observavam.
 
Quando seu governo começou a vazar água, Collor passou a negociar cargos com o Centrão (o que prometera, como Bolsonaro, não fazer).
 
Só que o Centrão, como os tubarões, se excita com o cheiro de sangue, e quer mais. E cada vez mais.
 
Collor começou a entregar a cabeça de ministros. Como faz Bolsonaro.
 
Mas esse é um engano. Quanto mais cedem, mais fracos ficam e mais têm que ceder. Até que ao final, não lhes sobra nada a oferecer a não ser a própria cabeça, e vem o impeachment.
 
Basta um fato deflagrador. Com Collor foi o Fiat Elba.
 
Bolsonaro tem filhos investigados. Qual deles será seu Fiat Elba?




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